Cruzeiros · Baamas
Blackbeards Morning Star — mergulho simples, direto e económico nas Bahamas
O que torna este barco único
- Cruzeiro de 7 dias e 6 noites, com saída e regresso a Nassau.
- Alojamento em beliches de dormitório, com casas de banho e duches partilhados.
- A programação chega a três mergulhos diurnos e um mergulho noturno por dia.
- É uma escolha prática para quem viaja sozinho e quer conhecer outros mergulhadores.
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O convite
O Blackbeards Morning Star não tenta ser um hotel flutuante. É uma forma económica de passar quase uma semana a mergulhar nas águas claras das Bahamas, com o essencial organizado e sem o preço de um barco de luxo. A escolha faz sentido para quem prefere gastar no destino e nos mergulhos, aceita dormir num beliche e não precisa de uma cabine privada para aproveitar a viagem. A rota combina naufrágios, parede, tubarões e um buraco azul, em vez de ficar presa a um único tipo de local. Quem viaja sozinho encontra aqui o ponto forte mais claro: o formato de dormitório põe as pessoas em contacto desde o início, e a camaradagem acaba por fazer parte da experiência tanto quanto o próprio mergulho.
Subir a bordo
Ao chegar ao cais, encontra-se um barco com vida acumulada e uma escala simples: o convés de mergulho é o centro da operação, o salão serve para comer e descansar, e as cabines ficam reservadas para dormir. Construído em 1983, o Morning Star tem o caráter de um barco de trabalho, não de uma embarcação acabada de sair do estaleiro. A classificação do barco fica abaixo da da tripulação e da comida: 8,0 contra 9,6 e 9,7. É uma diferença que vale entender antes de embarcar. Em troca de menos acabamento e menos espaço privado, ganha-se um cruzeiro focado no mergulho, com uma lotação que permite conhecer rapidamente quem está a bordo e uma operação sem pretensões.
O ambiente a bordo
O ambiente é mais próximo de uma pequena expedição partilhada do que de um cruzeiro formal. O formato de dormitório mistura pessoas que viajam sozinhas e reduz a distância entre os grupos desde o primeiro dia. A tripulação aparece nas pequenas decisões que mantêm a semana a funcionar: Karen na cozinha e Sarah como assistente de capitão são lembradas pelo papel que tiveram a bordo. A camaradagem é apontada como uma das razões para regressar, e a nota da tripulação, 9,6, confirma que o lado humano é uma das grandes forças do barco. À noite, a conversa nasce naturalmente dos mergulhos do dia, das fotografias e dos animais vistos.
Os locais onde se mergulha
A rota Blackbeard's The Best of the Bahamas sai de Nassau, regressa a Nassau e dura 7 dias e 6 noites. No Steel Forest, três naufrágios alinhados conduzem o mergulhador desde os 9 metros até à parede íngreme do Tongue of the Ocean. O local chega a -33m e é ali que se procuram os tubarões-recife, além de tartarugas-verdes, moreias, raias-prego, garoupas-de-Nassau e cardumes de peixes-do-recife. The Lost Hole muda completamente o cenário: é um buraco azul oceânico onde o recife encontra as profundezas. A profundidade máxima indicada é -60m. O local é procurado pelos tubarões-recife, tubarões-lixa, raias-águia e grandes peixes pelágicos. São dois mergulhos com motivos diferentes: um percurso entre naufrágios e parede, depois uma descida para dentro da geologia azul.
O que se encontra debaixo de água
Nos dois locais, os tubarões-recife-caribenhos e os tubarões-lixa dão continuidade ao espetáculo da rota. No Steel Forest, a parede e os naufrágios acrescentam raias-de-cauda-de-arraia, garoupas-de-Nassau, peixes-cirurgião-de-cauda-amarela, peixes-cirurgião-azuis e peixes-papagaio; uma tartaruga-verde ou uma moreia pode transformar um mergulho de exploração numa longa paragem para observar. The Lost Hole concentra outro tipo de expectativa: a forma do buraco azul abre caminho para raias-águia e grandes peixes pelágicos, além dos tubarões. A lista não é uma garantia de encontros. É uma indicação do que torna cada local digno de entrar na rota, e não apenas uma coleção de espécies possíveis nas Bahamas.
Quem vos põe na água
A tripulação fala inglês e está formada em primeiros socorros. A segurança a bordo inclui oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, sonar, radiobaliza de localização, coletes, botes salva-vidas, alarme de incêndio e extintores. Os briefings e a organização dos mergulhos acontecem dentro de uma operação orientada para grupos, mas não há um rácio de guias ou um número de instrutores indicado. Também não é apresentado um programa específico de certificação para este barco. Para o leitor, a conclusão prática é simples: a equipa cobre os fundamentos da segurança e da logística, enquanto a experiência de mergulho deve corresponder ao perfil dos locais e à autonomia de cada participante.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem plataforma de entrada na água, tanques de lavagem para o equipamento e um tanque separado para câmaras. Há adaptadores DIN, o que evita chegar ao barco e descobrir que a ligação do regulador não serve. Os tanques e os cintos de lastro fazem parte da operação de mergulho, enquanto o restante equipamento pode ser alugado a bordo. O barco leva um bote de apoio de 11 pés com motor fora de borda de 15 hp. Ele serve para apoiar a operação e recolher mergulhadores, em vez de obrigar toda a embarcação a aproximar-se de cada ponto de saída. O equipamento de segurança inclui oxigénio e kits de primeiros socorros.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o barco oferece o tipo de pausa que combina com uma semana de água: salão com ar condicionado, espaço exterior para jantar e ligação à internet. Há também entretenimento áudio e vídeo para as horas em que o corpo pede descanso e o mar não pede atenção. O convés de mergulho continua a ser o lugar principal, com o equipamento pronto para a próxima entrada e os tanques de lavagem disponíveis. Numa tarde sem mergulho, o programa não é preenchido à força; pode-se ficar no barco, conversar, rever imagens ou simplesmente deixar o tempo passar durante a navegação.
Um dia a bordo
A manhã começa cedo, com pequeno-almoço antes da primeira saída e um briefing antes de cada mergulho. Entre domingo e quarta-feira, o ritmo previsto é de três mergulhos diurnos e um mergulho noturno por dia, com refeições e petiscos a separar as entradas na água. O intervalo serve para hidratar, comer, descansar e preparar novamente o equipamento. Na quinta-feira há dois mergulhos diurnos antes do regresso a Nassau durante a tarde; o barco passa a noite no porto e o jantar é servido a bordo. Na sexta-feira, depois da última noite em Nassau, o desembarque acontece às 9:00. É uma semana construída à volta da repetição certa: briefing, água, superfície, comida, descanso e novamente água.
O que se come a bordo
A cozinha é liderada por Karen, um dos nomes que ficam associados ao barco. As refeições seguem um formato de buffet, com cozinha ocidental e local, e há opções vegetarianas e veganas. Entre as refeições existem petiscos ao longo do dia, uma necessidade real num cruzeiro com várias imersões, não um detalhe decorativo. Bebidas não alcoólicas estão disponíveis, o vinho é servido ao jantar e há cerveja a bordo. A mesa funciona como uma paragem curta entre mergulhos: come-se para voltar à água, mas também se ganha ali o tempo para comparar o que cada grupo encontrou no fundo.
As noites no mar
As noites são passadas em cabines de beliches, nas categorias Single Space Bunks e Double Space Bunks. O espaço é funcional e partilhado; as casas de banho e os duches também. As cabines têm ar condicionado, o que conta depois de um dia inteiro de água salgada, equipamento molhado e três ou quatro entradas no mar. Não se vem aqui procurar silêncio absoluto nem a sensação de um quarto de hotel. Vem-se dormir, recuperar e voltar ao convés quando o dia recomeça. Para quem viaja sozinho, o beliche resolve a logística sem obrigar a pagar uma cabine privada, mas exige aceitar desde logo pouca privacidade e uma rotina coletiva.
individual com beliches espaço
duplo com beliches espaço
O que é preciso saber antes de embarcar
O embarque e o desembarque acontecem em Nassau, nas Bahamas. Os transfers de aeroporto podem ser organizados, mas não fazem parte da estadia. Para voos que chegam no sábado, convém chegar antes das 13:00; chegar na véspera dá margem para atrasos e evita começar o embarque já a correr.
- Ano de construção
- 1983
- Comprimento
- 19,8 m
- Boca
- 5,8 m
- Número máximo de passageiros
- 24
- Número de cabines
- 6
- Número de casas de banho
- 3
- Motores
- 1 Ford Lehman
- Velocidade de cruzeiro
- 8 nós
- Botes de apoio
- 1 de 3,4 m com motor de popa de 15 cv
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