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All Star Cat Ppalu: um pequeno barco para explorar as Bahamas debaixo de água

O que torna este barco único

  • Até 19 mergulhos podem fazer parte da rota pelos Exuma Cays.
  • O Cat Ppalu recebe no máximo 12 passageiros em seis cabines.
  • O convés de mergulho tem plataforma, tanques de lavagem, mesa para câmaras e duche exterior.
  • A rota registada parte e regressa a Nassau numa viagem de 7 dias e 6 noites.

O convite

O All Star Cat Ppalu é para quem quer passar a semana dentro de água, não num grande navio cheio de espaços separados. Com apenas 12 passageiros, a operação mantém uma escala pequena e aproxima o grupo dos mesmos locais, da mesma tripulação e do ritmo real de um cruzeiro de mergulho. A proposta é clara: explorar os Exuma Cays com até 19 mergulhos, entre paredes, naufrágios, buracos azuis, recifes e mergulhos com tubarões. Há também kayaks, stand up paddle, pesca e excursões terrestres para quem viaja sem mergulhar ou quer variar entre entradas na água. O ponto forte está na combinação entre uma rota muito focada no mergulho e um barco de dimensões contidas, onde a tripulação está perto quando é preciso.

Subir a bordo

O Cat Ppalu não tenta esconder a sua idade atrás de uma decoração de resort. Construído em 1984 e renovado em 2018, conserva o caráter de um barco de trabalho dedicado ao mar, mas oferece salão interior climatizado, salão exterior e áreas para descansar entre as saídas. A escala é a parte importante: com poucos passageiros, o barco não tem a sensação de terminal que alguns liveaboards maiores criam. A circulação concentra-se nos espaços que interessam a quem mergulha — o salão, a plataforma e a área exterior — e a tripulação local e internacional está por perto. A velocidade é moderada, adequada a um roteiro em que o destino debaixo de água pesa mais do que chegar depressa ao ponto seguinte.

O ambiente a bordo

O ambiente tende a formar-se depressa porque o grupo é pequeno: 12 passageiros no máximo, uma sala comum e um convés onde todos passam depois da água. As avaliações dão uma imagem coerente do que mais pesa a bordo: a tripulação recebe 9,4, a comida 9,6 e o mergulho 8,9. O barco fica abaixo disso, com 8,5, sinal de que a idade e a escala simples fazem parte da experiência. Em troca, a tripulação local e internacional, que fala inglês, trabalha num ambiente sem distância excessiva entre hóspedes e operação. Depois do jantar, o lugar natural é o salão ou o convés, a rever o mergulho do dia e a preparar o seguinte.

Os locais onde se mergulha

A rota registada é Dive the Bahamas, com partida e regresso a Nassau, durante 7 dias e 6 noites. Nos Exuma Cays, o programa pode reunir paredes, naufrágios e recifes pouco profundos. The Original Tarpon Dive desce até -15m, com tarpons e mero junto ao muro de coral. Coral Caverns chega a -15m e procura o mero “Caypso”; o San Jacinto repousa a -12m, com uma moreia-verde, enquanto The Catacombs, também a -12m, atravessa formações rochosas com peixes e tartarugas. Horse Shoe Reef fica a -12m, entre canais de areia; Valley of the Sponges e Grouper Alley chegam a -27m, o primeiro coberto de esponjas, o segundo dominado por grandes garoupas. The Ledge desce a -30m, com corais moles e esponjas; Coral Canyons chega a -17m; The Coral Gardens a -24m, com gorgónias e corais-leque. Em Nassau, Steel Forest vai até -33m entre três naufrágios, e The Lost Hole até -60m num buraco azul. Wall Dives, em New Providence, tem paredes que começam aos 12m e uma profundidade máxima indicada de -1829m. Em Andros, The Shark Emporium Shark Dive concentra-se nos tubarões-do-recife.

O que se encontra debaixo de água

Mero, tartaruga-marinha, peixe-papagaio e raia-águia aparecem em vários pontos desta rota, formando o pano de fundo dos recifes bahamianos. O interesse está nos encontros mais específicos: The Shark Emporium Shark Dive é o local para procurar tubarões-de-recife; Steel Forest é o ponto onde pode surgir a tartaruga-verde; Grouper Alley reúne o mero-gigante e grandes garoupas, além de lagostas, peixe-anjo, raias e vivaneus. Coral Canyons acrescenta barracuda e caranguejo, com raias-águia, tartarugas, tarpons e moreias entre as passagens do recife. The Ledge destaca-se pelos corais moles. The Coral Gardens é o local indicado para gorgónias, enquanto o San Jacinto guarda a moreia-verde. Estes animais não são garantidos: a razão para escolher cada ponto está no habitat e na possibilidade de o encontro acontecer ali.

Quem vos põe na água

A tripulação local e internacional fala inglês e assegura a operação do barco e dos mergulhos. Não são indicados o número de guias, o rácio por grupo, as qualificações individuais ou um nível mínimo de certificação e de mergulhos registados. Também não são descritos cursos específicos a bordo para este barco. A parte de segurança inclui radar, sonar, GPS e rádio VHF/DSC/SSB, além de radiobaliza de localização, coletes, botes de salvamento, alarme de incêndio, extintores, oxigénio e kits de primeiros socorros. É uma base de segurança concreta, embora não substitua saber como a tripulação organiza os briefings e os grupos antes da partida.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem plataforma de entrada na água, estações de equipamento e tanques de lavagem separados para equipamento de mergulho e câmaras. Há ainda uma mesa dedicada à fotografia e um duche exterior para o regresso. O barco dispõe de adaptadores DIN. O apoio à saída e à recolha é feito por um bote insuflável de 12 pés; o número de botes indicado é um. O aluguer de equipamento está disponível como serviço opcional, mas não são especificados os volumes ou o material dos cilindros, o tipo de compressor, o sistema de enchimento nem as condições do nitrox. Para câmaras, a existência de uma lavagem separada é mais valiosa do que uma bancada improvisada no meio do equipamento dos restantes mergulhadores.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o barco oferece sombra e espaço exterior para secar equipamento, conversar ou simplesmente deixar o corpo recuperar. Kayaks e stand up paddle permitem sair da plataforma e explorar a superfície; também há pesca, snorkeling e excursões terrestres. O salão interior climatizado é útil quando o sol das Bahamas deixa de ser agradável. Para quem não mergulha, a viagem não fica reduzida a esperar pelo grupo: pode usar o equipamento de snorkeling, remar ou participar nas atividades disponíveis. O intervalo continua a ser tempo de mar, não uma paragem num hotel.

Um dia a bordo

O dia começa por preparar o equipamento e ouvir o briefing antes da entrada na água. Depois do mergulho, o equipamento regressa às estações, passa pelos tanques de lavagem quando necessário e o grupo encontra snacks e bebidas antes da próxima saída. A plataforma concentra a logística: equipar, entrar, regressar e deixar o convés livre para o mergulhador seguinte. Entre mergulhos há tempo no salão climatizado, no convés exterior, num kayak ou numa prancha de stand up paddle. O barco navega entre os pontos do roteiro e, ao fim do dia, o jantar em buffet fecha uma sequência marcada pela água. A viagem pode chegar a 19 mergulhos; o resto do ritmo é recuperação, conversa e preparação.

O que se come a bordo

As refeições são servidas em buffet, com cozinha ocidental e pratos de inspiração local. O dia é apoiado por snacks disponíveis entre as refeições, algo que faz diferença quando se acumulam várias entradas na água. Há opções vegetarianas e vegan, além de bebidas não alcoólicas, chá e café; cerveja também está disponível a bordo. A mesa funciona aqui como parte da operação de mergulho: come-se para recuperar, não para transformar cada refeição num ritual demorado. O buffet dá liberdade para escolher porções e voltar ao prato quando o intervalo entre mergulhos é curto.

As noites no mar

As noites são passadas em cabines climatizadas no convés principal, nas categorias Double Cabins e Twin Cabin. Há cabines com vista para o mar e janela standard, mas o espaço é de barco pequeno: serve para dormir, guardar o essencial e recomeçar cedo, não para passar horas fechado no quarto. O salão climatizado é a alternativa quando o calor aperta, enquanto a área exterior permite prolongar a conversa depois do jantar. Existem duas casas de banho a bordo. Para quem escolhe este barco, a troca é simples: menos espaço privado do que num liveaboard grande, mas uma semana em que o convívio fica logo à porta da cabine.

Camarotes duplos

Camarote twin

O que é preciso saber antes de embarcar

O embarque e o regresso acontecem em Nassau, nas Bahamas, numa rota de 7 dias e 6 noites. O transfer entre o aeroporto e o barco pode ser organizado como serviço opcional. Como o embarque depende da chegada ao porto e o barco parte para uma semana no mar, vale a pena chegar a Nassau na véspera e evitar que um atraso de voo encoste a viagem ao horário de partida.

Planta do barco

Ano de construção
1984
Ano de renovação
2018
Comprimento
20 m
Boca
9 m
Número máximo de passageiros
12
Número de cabines
6
Número de casas de banho
2
Motores
2 Isuzu C240 67 cv
Velocidade de cruzeiro
5 nós
Botes de apoio
1 insuflável de 3,7 m
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