Cruzeiros · Maldivas
Horizon 3 — um safari de mergulho feito para grandes animais
O que torna este barco único
- O Horizon 3 foi renovado no verão de 2025 e percorre as Maldivas em cruzeiros de 8 dias e 7 noites, além de expedições de 14 noites ao Deep South.
- Cinco guias trabalham com grupos de mergulho numa proporção publicada de 1:5.
- O programa combina canais, thilas, recifes, mergulhos noturnos e encontros possíveis com mantas, tubarões-baleia e tubarões-martelo.
- Há dois botes de apoio, convés de mergulho à sombra, tanques de lavagem, adaptadores DIN e nitrox de membrana mediante suplemento.
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O convite
O Horizon 3 é para quem escolhe a rota pelo que pode aparecer no azul, não apenas pela cabine onde vai dormir. As viagens centrais ligam Malé, Vaavu e Ari em 8 dias e 7 noites, com canais, pináculos, estações de limpeza, mergulhos noturnos e procura de tubarões-baleia. A rota de Hanifaru Bay acrescenta a baía de Baa Atoll, onde se faz snorkelling com raias-manta, sobretudo entre junho e novembro. Para quem quer ir mais longe, as expedições de 14 noites atravessam o Deep South em busca de tubarões-tigre, mantas oceânicas, tubarões-raposa e canais fortes. A escolha aqui é clara: mais água, mais atóis e uma operação organizada para mergulhar várias vezes por dia, com guias que conhecem o comportamento de cada local.
Subir a bordo
A chegada faz-se por um barco pensado para safari de mergulho, não por um veleiro lento ou por um hotel flutuante com um pequeno espaço para equipamento. O Horizon 3 tem casco de fibra de vidro, dois motores e áreas amplas para circular entre a cabine, o salão e o convés exterior. A renovação do verão de 2025 dá-lhe um ponto de partida mais atual, enquanto a dimensão do barco significa que não será preciso disputar cada canto com um grupo minúsculo de passageiros. Pode receber até 24 pessoas, embora a ficha técnica indique um máximo de 25, e tem 12 cabines. A nota do barco, 7,9, fica abaixo da da tripulação, 8,5; isso aponta para um navio escolhido sobretudo pela operação de mergulho e pelas pessoas a bordo, não por uma experiência de boutique. Em troca, há espaço para uma semana com muita logística de água sem transformar cada regresso num aperto.
O ambiente a bordo
O ambiente parece ser uma das forças mais seguras do Horizon 3. A tripulação recebe 8,5, a comida 9,3 e o mergulho 8,7, enquanto os passageiros são descritos como pessoas fáceis de conhecer e com vontade de conversar. Num barco com capacidade para grupos grandes, isso importa: ao segundo ou terceiro dia já se reconhecem os companheiros de bote, os fotógrafos que ocupam os tanques de lavagem e quem prefere ficar no convés depois do jantar. A equipa local e internacional fala inglês e alemão. A noite tende a continuar no salão, no bar ou no convés, sem exigir entretenimento organizado para preencher cada minuto. O barco oferece áudio e vídeo, biblioteca e espaço de revisão de fotografias, mas a atração principal continua a ser contar o que apareceu no mergulho anterior.
Os locais onde se mergulha
As rotas centrais, com 8 dias e 7 noites, passam por Malé, Ari e Vaavu; as saídas de Hanifaru Bay têm a mesma duração e acrescentam Baa Atoll. Em Barracuda Giri, três pináculos concentram barracudas, fusiliers e cardumes de peixes de recife até 30 m. Banana Reef é um recife coralino onde podem aparecer tubarões-de-pontas-brancas e raias-águia. Em Mushimasmigili Marine Reserve, os tubarões-cinzentos patrulham a zona mais rasa, até 30 m. Dhonkalo procura mantas num dos pontos mais conhecidos das Maldivas; Maamigili combina tubarões-baleia e raias-manta até 30 m. Kudarah Thila desce por fendas, saliências e túneis até 30 m. Maamigili Beiyru acrescenta raias-águia e tubarões-baleia até 30 m. Guraidhoo e Myaru Kandu são canais de tubarões, com possibilidade de martelos em Myaru Kandu, até 30 m. Foththeyo Kandu chega a 40 m e junta grutas, corais amarelos e pelágicos. Dhigalhi Haa, Dhonfanu e Dhigu Thila são pináculos até 30 m, com correntes, corais e cardumes. Hanifaru Bay é procurada pelas grandes agregações de mantas e pelo snorkelling com tubarões-baleia. As expedições do Deep South duram 14 noites e ligam Vaavu, Meemu, Laamu, Huvadhoo, Fuvahmulah e Addu.

Hanifaru Bay →

Barracuda Giri →
Prof. máx. · 30 m

Banana Reef →

Mushimasmigili Marine Reserve →
Prof. máx. · 30 m

Dhonkalo →
Prof. máx. · 25 m

Maamigili →
Prof. máx. · 30 m

Kudarah Thila →
Prof. máx. · 25 m

Maamigili Beiyru →
Prof. máx. · 30 m

Foththeyo Kandu →
Prof. máx. · 40 m

Dhonfanu →
Prof. máx. · 30 m

Dhigu Thila →
Prof. máx. · 30 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, a cena repete-se com variações: napoleões aparecem em muitos locais, tal como fusiliers, tubarões-cinzentos-de-recife, raias-manta, atuns, tartarugas, raias-águia e barracudas. A corrente dos canais é o que traz os animais grandes para perto do relevo, mas também é o que dá aos mergulhos do sul um caráter mais exigente. Em Hanifaru Bay, entre junho e novembro, as mantas podem formar agregações massivas para se alimentarem de plâncton; Maamigili e Maamigili Beiyru são procurados por tubarões-baleia e mantas. Myaru Kandu pode oferecer tubarões-martelo entre os tubarões-cinzentos e de pontas-brancas. Há encontros mais específicos: garoupas e anthias em Barracuda Giri, anémonas em Banana Reef, corais moles e gorgónias em Dhigalhi Haa Marine Reserve, gaterins e peixes-porco-espinho em Maamigili e tartarugas-de-pente em Dhigu Thila. O que aparece depende da corrente, da visibilidade e do momento certo.
Quem vos põe na água
Cinco guias conduzem os mergulhos, com uma proporção publicada de um guia para cinco mergulhadores. Os briefings são específicos para cada local, em vez de repetirem uma descrição genérica de recife: a equipa explica a corrente, o ponto de entrada, o relevo e o comportamento esperado dos animais antes de o grupo sair. O inglês e o alemão são as línguas indicadas para a tripulação. Há cursos de mergulho a bordo e as rotas incluem opções para vários níveis, embora as expedições do Deep South sejam dirigidas a mergulhadores mais experientes por causa dos canais e das correntes. O equipamento de segurança inclui oxigénio de emergência, primeiros socorros, desfibrilhador AED, coletes, jangadas, rádios VHF entre o navio e o bote, máscaras de oxigénio e sistemas de alarme. A tripulação acompanha a recolha pelo bote de apoio, em vez de deixar o mergulhador resolver sozinho onde vai sair.
O convés de mergulho e o equipamento
O centro da operação é um convés de mergulho à sombra, com plataforma de entrada na água, bacias de lavagem e estações de carregamento. Há dois compressores e um dhoni de mergulho; a ficha do barco indica também dois botes de apoio. A entrada e a saída fazem-se pelo bote ou pela plataforma, conforme o local e a operação do dia, e o dhoni permite separar a vida de mergulho do espaço de descanso do Horizon 3. Existem adaptadores DIN e de estribo, mas não são indicados o volume nem o material dos cilindros, por isso esses detalhes não devem ser presumidos. O nitrox é produzido por membrana e está disponível mediante suplemento; os enchimentos certificados destinam-se a quem quer prolongar o tempo de fundo dentro dos limites do seu plano. Há aluguer de equipamento, montagem assistida pela tripulação, área para câmaras, tanques de lavagem e configuração sidemount. O rebreather não é suportado.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o Horizon 3 oferece sobretudo sombra, água aberta e espaço para deixar o corpo baixar de rotação. O convés de mergulho tem uma zona protegida do sol; o terraço e o convés de observação servem para secar toalhas, conversar ou acompanhar a passagem dos atóis. A prancha de SUP e o kayak estão disponíveis sem suplemento, para quem prefere explorar a superfície em vez de voltar logo ao salão. Há ainda jet-ski, esqui aquático, wakeboard e massagens como atividades ou serviços opcionais. Nos intervalos de navegação, o melhor uso do barco pode ser o mais simples: hidratar-se, rever fotografias na área própria, dormir um pouco e voltar a entrar na água com a cabeça limpa.
Um dia a bordo
Um dia de mergulho começa cedo, com o primeiro briefing antes de a água ganhar o calor da manhã. Depois vêm o primeiro mergulho, o pequeno-almoço e um intervalo para desmontar a cabeça antes de voltar ao dhoni. As imersões seguintes alternam com refeições, snacks, descanso à sombra e períodos de navegação entre atóis. Nas rotas de 8 dias, o programa publicado inclui normalmente três mergulhos em vários dias, com mergulhos noturnos em locais como Alimatha ou Fesdhoo Lagoon; pode haver um mergulho extra no último dia, sujeito ao tempo, aos voos e à operação. Em Hanifaru Bay, o mergulho dá lugar ao snorkelling na baía, e a viagem pode incluir um barbecue em terra. A ordem é mais importante do que um relógio rígido: briefing, água, comida, recuperação e nova entrada. No fim, o convés abranda, as câmaras passam pelos tanques de lavagem e a noite prepara o corpo para recomeçar.
O que se come a bordo
A cozinha serve pensão completa em formato buffet, com pratos locais das Maldivas e opções ocidentais. Há escolhas vegetarianas e veganas, cerveja, snacks ao longo do dia e um copo de vinho oferecido com o jantar. A mesa tem peso real numa semana de mergulho: depois de um mergulho cedo, o pequeno-almoço repõe energia sem obrigar a esperar por um serviço demorado; entre imersões, os snacks evitam que o intervalo se transforme numa longa fome; ao jantar, a variedade ajuda a manter o ritmo quando o corpo já acumulou sal, corrente e horas de barco. A avaliação da comida é 9,3, a mais alta entre os critérios publicados. Também pode haver barbecue numa praia, quando a operação e o tempo o permitem.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines climatizadas com casa de banho privativa, água quente e fria, toalhas, secador, cofre e desumidificador. As seis cabines standard do convés inferior têm duas camas; há ainda duas cabines duplas no mesmo nível, três cabines Deluxe no convés superior com vista para o mar e uma cabine no convés principal com beliches, adequada a uma partilha familiar. O espaço varia bastante entre categorias: as cabines do convés superior acrescentam luz e vista, enquanto as inferiores fazem mais sentido para quem usa o quarto sobretudo para tomar banho e dormir. No salão climatizado, o barco oferece um lugar protegido do calor; no exterior, o convés de observação e o terraço servem para ficar ao ar livre depois do jantar. A noite é de recuperação: ar condicionado, água quente e um beliche pronto para o próximo briefing.
Camarotes, convés inferior
Camarote standard
de luxo, convés superior
O que é preciso saber antes de embarcar
As rotas regulares começam e terminam em Malé, com recolha no Aeroporto Internacional Velana. No dia de embarque, a equipa encontra os passageiros no aeroporto por volta das 11h30; a transferência segue de dhoni até ao Horizon 3, e o barco parte ao meio-dia. No regresso, o check-out é às 7h e os passageiros chegam ao aeroporto por volta das 7h30. A transferência aeroporto-barco está incluída. Para reduzir o risco de perder o embarque por causa de atrasos, vale a pena chegar a Malé na véspera.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2009
- Comprimento
- 36 m
- Número máximo de passageiros
- 25
- Número de cabines
- 12
- Número de casas de banho
- 12
- Motores
- 2 × 360 cv DOOSAN Daewoo (Dual Screw)
- Velocidade de cruzeiro
- 10 nós
- Botes de apoio
- 2
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