Cruzeiros · Maldivas
Princess Rani: madeira maldiviana, grandes animais e cozinha italiana
O que torna este barco único
- A Princess Rani é uma motoryacht de madeira construída nas Maldivas, dedicada a cruzeiros de mergulho durante todo o ano.
- A rota Classic Maldives parte e regressa a Male, atravessando os atóis de Rasdhoo, Ari Norte, Ari Sul, Felidu Norte e Male Sul em 7 noites.
- O mergulho conta com um dhoni, um tender, cilindros de aço de 10, 12, 15 e 18 litros e adaptadores DIN e INT.
- A bordo servem-se refeições de inspiração italiana, com opções vegetarianas e vegan, jantar ao ar livre e barbecue na praia.
- É uma escolha forte para quem procura tubarões, mantas, tubarões-baleia e canais com corrente, sem abdicar de cabines climatizadas e casa de banho privada.
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O convite
A Princess Rani foi feita para quem escolhe as Maldivas pelo que acontece debaixo de água. A rota Classic Maldives junta canais oceânicos, recifes exteriores, thilas e pontos de manta entre Male, Rasdhoo, Ari e Felidu, com possibilidade de encontrar tubarões-cinzentos, raias-manta e tubarões-baleia. Não é apenas uma semana passada num barco confortável: é uma base móvel para chegar a locais diferentes sem voltar todas as noites ao mesmo recife. A cozinha italiana, os três conveses para apanhar sol e o jantar ao ar livre tornam a vida a bordo mais cuidada do que num liveaboard puramente funcional. A tripulação e o mergulho recebem avaliações de 9,1, a comida 9,7 e o barco 8,6. O número explica bem a escolha: o casco não é o argumento principal; a organização, a mesa e o acesso a uma rota rica em grandes animais são.
Subir a bordo
A chegada faz-se a um barco de madeira de construção maldiviana, com linhas de motoryacht e espaço suficiente para a vida se espalhar por três conveses exteriores. A Princess Rani foi construída em 2008, e esse caráter menos recente combina com uma operação pensada para passar os dias na água, não para parecer um hotel recém-inaugurado. Há um salão interior, zonas de refeição dentro e fora, uma varanda voltada para o mar e áreas abertas onde o equipamento de mergulho e as toalhas fazem parte da paisagem. O dhoni e o tender ficam ligados à rotina desde o primeiro briefing. Com 11 cabines e capacidade máxima para 22 passageiros, é um barco onde a equipa consegue reconhecer rapidamente quem precisa de ajuda com uma garrafa, uma câmara ou uma entrada na água.
O ambiente a bordo
O ambiente combina uma operação local com elementos internacionais. A equipa fala inglês, francês, espanhol e italiano, e há guias naturalistas ligados à experiência de natureza e de mar. O rácio próximo de uma pessoa da tripulação por passageiro ajuda sobretudo nos momentos que contam: preparar a saída no dhoni, organizar o regresso, guardar equipamento e resolver uma pequena dificuldade antes que ela cresça. A semana tende a juntar pessoas que vieram pelos mesmos animais e pelos mesmos canais. Depois dos mergulhos, as conversas passam dos tubarões para a rota, da rota para a comida e da comida para a próxima entrada. À noite, o barco tem bar, salão, biblioteca, áudio e vídeo, mas não precisa de inventar animação para ocupar o grupo. A tripulação é o centro da experiência, e a sua avaliação de 9,1 mostra isso.
Os locais onde se mergulha
A Classic Maldives começa e termina em Male, com 7 noites, passando por Rasdhoo, Ari Norte, Ari Sul, Felidu Norte e Male Sul. Barracuda Giri junta três pináculos, barracudas, cardumes e vida de recife até -30m. Banana Reef é um recife coralino onde podem aparecer tubarões de recife, raias-águia e peixe-leão. Em Mushimasmigili Marine Reserve, os tubarões-cinzentos patrulham a água mais rasa, até -30m. Dhonkalo é procurado pelas mantas; Maamigili e Maamigili Beiyru acrescentam a possibilidade de tubarão-baleia e manta, com profundidade máxima de -30m. Kudarah Thila, até -30m, concentra vida em fendas, túneis e saliências. Guraidhoo, Myaru Kandu e Dhigu Thila trabalham canais e thilas com tubarões, raias, tartarugas e cardumes. Foththeyo Kandu desce até -40m e oferece grutas com corais amarelos e pelágicos. Dhigalhi Haa e Dhonfanu chegam a -30m, enquanto Fushifaru Thila, até -35m, é o ponto das estações de limpeza das mantas.

Barracuda Giri →
Prof. máx. · 30 m

Banana Reef →

Mushimasmigili Marine Reserve →
Prof. máx. · 30 m

Dhonkalo →
Prof. máx. · 25 m

Maamigili →
Prof. máx. · 30 m

Maamigili Beiyru →
Prof. máx. · 30 m

Kudarah Thila →
Prof. máx. · 25 m

Dhigu Thila →
Prof. máx. · 30 m

Thilas →
Prof. máx. · 15 m

Foththeyo Kandu →
Prof. máx. · 40 m

Dhonfanu →
Prof. máx. · 30 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, o espectáculo repete alguns protagonistas sem se tornar igual: napoleões e fusilídeos foram registados em 9 locais, tubarões-cinzentos de recife também em 9, tartarugas marinhas em 8, e barracudas, mantas e atuns em 7. Raias-águia aparecem em 8 locais. Nos canais, a corrente concentra animais grandes; nos recifes, os cardumes ocupam o espaço entre pináculos e coral. Alguns encontros justificam um local preciso. Barracuda Giri é o ponto indicado para procurar garoupas e anthias. Banana Reef acrescenta anémonas. Maamigili é o único local desta rota onde estão registados gaterins e peixe-porco-espinho. Dhigalhi Haa Marine Reserve distingue-se pelo coral mole e pelas gorgónias. Fushifaru Thila Marine Reserve é o local da raia-pastenague, além das mantas sobre as estações de limpeza. Em Dhigu Thila está registada a tartaruga-de-pente. São possibilidades de mergulho, não garantias de encontro.
Quem vos põe na água
Os mergulhos são acompanhados por guias e naturalistas, com equipa capaz de trabalhar em inglês, francês, espanhol e italiano. A experiência do grupo pode variar, mas a organização é feita em torno de briefings, embarcações de apoio e grupos de mergulho acompanhados; não há um rácio individual de guia por grupo publicado. A bordo existem oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, coletes, botes salva-vidas, alarmes e extintores. A tripulação tem formação em primeiros socorros. O conjunto é adequado a uma rota de canais e recifes onde a corrente faz parte do mergulho, mas o material não define um número mínimo de mergulhos registados, qualificações específicas dos guias ou formações realizadas a bordo. Essas lacunas não devem ser preenchidas com suposições.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho trabalha com um dhoni e um tender de apoio, o que separa a operação de mergulho da área onde se dorme e se come. Os cilindros são de aço, de 10, 12, 15 e 18 litros, com válvula dupla e compatibilidade INT/DIN. Há três compressores Coltri de 16 metros cúbicos por hora. O nitrox está disponível a bordo, na mistura Nitrox 28. A Princess Rani tem zona de mergulho com sombra, bacias de enxaguamento, um tanque separado para câmaras, adaptadores DIN e espaço pensado para a rotina de mergulho. Equipamento completo pode ser alugado, mediante pedido no momento da reserva. O embarque para a água faz-se pelas embarcações de apoio, não diretamente do casco principal; isso permite procurar o ponto certo e recolher os mergulhadores onde emergem.
Entre dois mergulhos
Entre os mergulhos, a Princess Rani oferece três conveses para descansar ao sol ou procurar sombra, além da esplanada e do salão climatizado. O espaço exterior serve para secar uma toalha, rever uma fotografia, observar a aproximação a uma ilha ou simplesmente deixar o corpo recuperar antes do próximo briefing. As paragens podem incluir praias, bancos de areia, ilhas desertas e ilhas de pescadores, e há excursões terrestres, snorkeling, pesca e um guia naturalista. Quando o barco navega, a paisagem muda sem exigir outra decisão: água azul, uma língua de areia, depois um recife escolhido para a próxima entrada. O barco também recebe não mergulhadores e praticantes de snorkeling, por isso nem todos os intervalos têm de seguir o mesmo ritmo.
Um dia a bordo
O dia começa com a preparação do equipamento e um briefing antes da primeira saída. O grupo segue para o dhoni ou para o tender, entra na água no local escolhido e regressa ao barco principal para comer, tomar banho e recuperar. Entre uma descida e outra, há tempo nos conveses, no salão ou à mesa, enquanto a Princess Rani muda de posição para procurar outro recife ou canal. A sequência repete-se com o segundo mergulho e com as restantes saídas previstas para o dia, sem um horário fixo publicado. Algumas paragens incluem snorkeling, praia, ilha de pescadores ou excursão naturalista. Quando há mergulho noturno no programa, o ritmo muda: a luz desaparece, o recife fica reduzido ao círculo da lanterna e o jantar espera pelo regresso. Depois, o barco abranda para a noite e a manhã seguinte recomeça sobre outro ponto do mapa.
O que se come a bordo
A cozinha segue uma linha italiana, com refeições de pensão completa e serviço de jantar ao ar livre quando as condições permitem. Há opções vegetarianas e vegan, vinho e cerveja disponíveis, cocktails de boas-vindas, bar e snacks ao longo do dia. Um barbecue na praia quebra a sequência das refeições feitas no barco. Num cruzeiro de mergulho, a mesa vale tanto pelo que serve como pelo momento em que aparece. O prato chega entre entradas e regressos da água, quando o grupo precisa de comer sem transformar cada refeição num acontecimento demorado. A comida recebe a nota mais alta entre os critérios dos passageiros, 9,7. É um ponto forte claro da Princess Rani, não uma promessa vaga de cozinha internacional.
As noites no mar
As cabines ficam no convés inferior, com vigias, ar condicionado independente, água quente e fria e casa de banho privada. Existem configurações matrimonial, twin e tripla, incluindo cabines familiares; a escolha serve melhor quem prefere dividir o espaço com conforto prático do que quem procura uma suite de hotel. A vigia dá luz e uma referência do mar, mas não substitui o espaço aberto dos conveses superiores. É ali que se passa a parte mais generosa da noite, depois do duche e do jantar: uma conversa no salão, uma ida ao bar ou alguns minutos ao ar livre antes de descer para o beliche. A cabine resolve o essencial. A vida acontece fora dela.
Camarotes triplos
Camarotes duplos
Camarotes twin
O que é preciso saber antes de embarcar
A Classic Maldives parte do Aeroporto Velana, em Male, e regressa ao mesmo aeroporto no fim das 7 noites. O transfer de aeroporto está incluído na viagem. Como a chegada e o embarque dependem da ligação aérea, chegar a Male na véspera deixa margem para descansar e evita transformar um atraso de voo no primeiro problema do cruzeiro.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2008
- Comprimento
- 35 m
- Boca
- 11 m
- Número máximo de passageiros
- 22
- Número de cabines
- 11
- Número de casas de banho
- 10
- Motores
- 1000 cv Daewoo
- Velocidade de cruzeiro
- 11 nós
- Botes de apoio
- 1 Dhoni e 1 bote auxiliar de mergulho
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