Cruzeiros · Austrália
ScubaPro I, II, III — três barcos para viver a Grande Barreira de Coral
O que torna este barco único
- A viagem de três dias e duas noites parte e regressa a Cairns, com até 11 mergulhos, incluindo dois mergulhos noturnos.
- Os barcos têm convés de mergulho completo, dois compressores, estação para câmaras, tanques de lavagem separados e botes de apoio.
- As cabines são twin com beliches ou double, todas para duas pessoas, com ar condicionado e casas de banho partilhadas.
- O mergulho exige pelo menos 10 mergulhos registados e certificação OWD ou equivalente.
- A tripulação fala inglês, alemão, japonês e chinês; os instrutores são profissionais PADI.
O convite
Escolhe-se um ScubaPro para passar mais tempo no recife e menos tempo a voltar para terra. A viagem de três dias e duas noites transforma uma saída de mergulho numa pequena expedição à Grande Barreira: há mergulhos de manhã, à tarde e depois do escurecer, com o barco já posicionado para o recife seguinte. O objetivo é claro: até 11 mergulhos em vários locais da Grande Barreira exterior, sem trocar de embarcação a meio da viagem. O programa serve tanto para quem quer simplesmente mergulhar como para quem aproveita a estadia para fazer Open Water, Advanced, Nitrox, Rescue ou formação de Divemaster. Há mergulhadores certificados, alunos e praticantes de snorkelling no mesmo barco. Essa mistura faz sentido aqui porque a operação está montada à volta do mergulho, não de uma estadia de hotel no mar.
Subir a bordo
Os ScubaPro são barcos de trabalho construídos em aço, renovados em 2017 depois de anos a levar mergulhadores para a Grande Barreira. A sensação a bordo é prática: chega-se, arruma-se o equipamento e depressa se percebe que o barco foi pensado para repetir o ciclo entre convés, água e cabine. Há um salão interior climatizado, um salão aberto e um sun deck, por isso é possível escolher entre abrigo, ar livre e sol conforme o intervalo entre mergulhos. A circulação concentra-se nas zonas que interessam: o convés de mergulho, os salões e as cabines. Não há pretensão de iate privado. Há espaço para viver três dias com equipamento, roupa molhada e companheiros de mergulho, mas a própria tripulação recomenda levar uma mala pequena.
O ambiente a bordo
O ambiente forma-se depressa porque a rotina obriga as pessoas a cruzarem-se muitas vezes: no convés, no buffet, na casa de banho e à entrada da água. Num barco que recebe até 32 passageiros e seis tripulantes, encontram-se mergulhadores experientes, alunos e praticantes de snorkelling. A tripulação gere essa mistura separando os grupos conforme a formação, a experiência e o objetivo do mergulho. Durante o dia, a atenção está nos briefings, no equipamento e nos regressos ao barco. À noite, depois do mergulho noturno, o convívio acontece no salão ou no convés, sem cerimónia. É uma convivência próxima, com pouco espaço para desaparecer completamente do grupo.
Os locais onde se mergulha
A rota de três dias e duas noites parte e regressa a Cairns e visita locais da Grande Barreira de Coral exterior. Em Cod Hole, até -16m, o motivo principal são os grandes meros-batata, entre corais moles, esponjas, nudibrânquios e wobbegongs. Pixie Pinnacle desce até -30m e reúne habitats de superfície e profundidade, com possibilidade de manta, raia-águia, tubarão-de-pontas-brancas e barracudas. Hardy Reef chega a -20m: jardins de coral, peixes-palhaço entre anémonas e tartarugas numa lagoa protegida. Steve's Bommie atinge -30m; a torre de coral sobe de 30m até cerca de 5m da superfície e pode trazer tubarões-cinzentos e tartarugas-verdes. Agincourt Reef vai até -25m, com jardins de coral e a orla exterior. The Fishbowl desce a -28m, entre passagens estreitas e cabeças de coral. Split Bommie, até -15m, oferece duas formações rasas, corais duros, leques-do-mar e lagostas. Também há viagens de cinco dias e quatro noites para aprender a mergulhar.
O que se encontra debaixo de água
Em vários pontos da rota encontram-se fusiliers, nudibrânquios, peixes-cirurgião, peixes-papagaio, peixes-morcego, carangues-de-olhos-grandes, rascassas-volantes e tubarões-de-pontas-brancas. É uma fauna que dá continuidade aos mergulhos, mas cada local guarda uma razão própria para entrar na água. Em Pixie Pinnacle pode surgir uma manta; é também o local indicado para procurar moreias, cavalas, caranguejos e castanhetas. Agincourt Reef é o ponto da rota associado ao peixe-napoleão, ao peixe-gatilho-titã e ao ídolo-mourisco. Hardy Reef é onde se procura o labro, além das tartarugas e dos peixes de recife. Split Bommie acrescenta lagostas e corais duros. Cod Hole distingue-se pelos corais moles e, acima de tudo, pelos meros-batata que habitam o recife. Nada disso é garantido: o mergulho recompensa quem observa devagar.
Quem vos põe na água
A operação exige certificação OWD ou equivalente e pelo menos 10 mergulhos registados. A bordo trabalham profissionais PADI, com possibilidade de instrutores que falam inglês, alemão, japonês ou chinês. Os grupos são organizados de acordo com a experiência e com os cursos em andamento; a proporção indicada é de cerca de um tripulante por cinco passageiros. Os briefings explicam o local, a entrada e saída da água, o percurso e o sinal para regressar ao barco. A operação recebe alunos de Open Water, Advanced, Nitrox, Rescue e Divemaster, além de mergulhadores certificados em viagem recreativa. O skipper pode mudar a ordem dos locais e dos mergulhos conforme o tempo, as marés e as correntes. O sistema de segurança do barco é descrito como completo.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é o centro da operação. Há dois compressores K180, aluguer gratuito de equipamento, duches de água quente, botes de apoio e zonas próprias para enxaguar o material. As câmaras têm mesa de trabalho, estações de carregamento e tanques de lavagem separados dos destinados ao restante equipamento; isso evita que uma máquina com água salgada fique misturada com barbatanas e reguladores. O barco leva botes Yamaha de 15HP para apoiar os mergulhos e recolher os mergulhadores na superfície. O nitrox está disponível com suplemento. Não há suporte para mergulho técnico. O tipo de cilindro, o volume e o sistema de ligação devem ser confirmados antes da partida, porque esses detalhes não estão definidos na ficha do barco.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o barco oferece três maneiras de esperar: o sun deck ao sol, o salão aberto com ar do mar ou o salão interior climatizado. É aí que se seca o fato, se revê uma fotografia, se fala do animal que apareceu no mergulho anterior ou simplesmente se dorme alguns minutos. A televisão, os vídeos, a música, os livros e os jogos de mesa ocupam os intervalos mais longos, mas o centro do dia continua a ser o convés de mergulho. Quando o barco navega para outro recife, a pausa ganha outro ritmo: roupa seca, cilindros são preparados e o próximo briefing começa a tomar forma.
Um dia a bordo
O dia começa antes de o calor apertar, com o primeiro briefing, a preparação do equipamento e a entrada no recife. Num roteiro de mergulho, o primeiro mergulho pode acontecer às 11h00; depois vêm almoço, segundo mergulho às 14h30 e terceiro às 16h30. O jantar surge no intervalo entre o último mergulho da tarde e a noite. Quando as condições permitem, o mergulho noturno começa por volta das 19h45, com lanternas a substituir a luz que havia sobre o recife poucas horas antes. No dia seguinte, o ritmo recomeça cedo: há mergulho às 07h00, pequeno-almoço depois, novo mergulho às 11h15 e outros ao longo da tarde. Os horários e a ordem dos locais mudam com o mar, mas a lógica mantém-se: briefing, água, regresso, comida, descanso e novamente água.
O que se come a bordo
A comida aparece em buffet, com pratos ocidentais e locais, fruta fresca e saladas. Pequeno-almoço, almoço e jantar entram no dia entre os mergulhos, não como longas pausas de restaurante: come-se, bebe-se água e volta-se a preparar o equipamento. Chá, café e snacks estão disponíveis ao longo do dia. A cozinha é feita a bordo e a equipa fala com os passageiros sobre restrições alimentares, embora a capacidade de substituir pratos seja limitada. Há pão e massa sem glúten e leite de soja. Bebidas alcoólicas podem ser levadas para bordo, mas a regra é simples: depois de beber, não se volta à água até ao dia seguinte.
As noites no mar
À noite, o barco baixa o volume depois do último mergulho e cada pessoa recolhe-se à sua cabine. As twin têm beliches; as double têm cama de casal, e ambas são destinadas a duas pessoas. O ar condicionado central ajuda depois de um dia de água quente, enquanto a luz natural torna as cabines menos fechadas durante o dia. As casas de banho são partilhadas, distribuídas pelo barco. O espaço para bagagem é limitado: uma mala pequena funciona melhor do que uma grande. Quem dorme num beliche ouve a vida normal de um barco de mergulho a recomeçar cedo, com pessoas a preparar fatos, máscaras e cilindros. Quem viaja sozinho partilha a cabine twin com outra pessoa do mesmo sexo, salvo outra organização da cabine.
Camarote twin
Camarote duplo
O que é preciso saber antes de embarcar
A viagem parte de Cairns e regressa a Cairns. Há transferências de grupo programadas a partir de hotéis e alojamentos no centro de Cairns; as transferências desde as Northern Beaches têm custo adicional, e não há recolha diretamente no aeroporto. Vale a pena chegar na véspera e passar pela loja em Cairns para tratar do equipamento, da documentação e dos detalhes da certificação antes de embarcar. A bagagem excedente pode ficar guardada na loja, enquanto a bordo funciona melhor uma mala pequena.
- Ano de construção
- 2002
- Ano de renovação
- 2017
- Comprimento
- 24 m
- Boca
- 7,3 m
- Número máximo de passageiros
- 32
- Número de cabines
- 16
- Motores
- Scania V8 339KW
- Botes de apoio
- Yamaha 15 cv
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