Cruzeiros · México
Nautilus Explorer — um navio de aço feito para o mar aberto e para o mergulho de expedição
O que torna este barco único
- O Nautilus Explorer é um navio de aço pesado, estabilizado e certificado segundo as normas SOLAS e ISM.
- O grande convés de mergulho termina numa plataforma ao nível da água, pensada para preparar equipamento e entrar no mar sem apertos desnecessários.
- As rotas do Mar de Cortez passam por Los Islotes, La Reina, El Bajo, naufrágios e pontos de encontro com raias, leões-marinhos e grandes pelágicos.
- A bordo há 13 cabines e suítes com casa de banho privada, salão e sala de jantar separados, jacuzzi e espaço amplo para equipamento fotográfico.
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O convite
Escolhe-se o Nautilus Explorer para passar vários dias a seguir a vida grande do Pacífico, não para ficar parado numa marina. O navio leva os mergulhadores até ao Mar de Cortez e às expedições de Socorro, onde a recompensa pode ser uma colónia de leões-marinhos, um cardume que fecha a luz ou uma raia-manta que decide aproximar-se. A construção pesada e os estabilizadores fazem diferença nas travessias oceânicas; o convés de mergulho faz diferença quando já se vai no terceiro ou quarto mergulho do dia. É uma escolha para quem quer um barco de expedição com espaço real para mergulhar, comer bem e regressar ao mesmo convés depois de cada entrada na água.
Subir a bordo
A chegada ao Nautilus Explorer dá mais a sensação de embarcar numa plataforma de expedição do que num iate pequeno. O aço pesado, os estabilizadores e a certificação SOLAS/ISM contam uma história de travessias longas e de procedimentos levados a sério. Depois, o desenho torna-se prático: o convés de mergulho fica junto à água, o salão principal tem grandes janelas e a sala de jantar é separada, por isso o equipamento, as refeições e o descanso não ficam todos misturados no mesmo espaço. Há zonas interiores com ar condicionado, um convés de observação, jacuzzi e áreas exteriores para parar entre saídas. A relação próxima entre tripulação e passageiros ajuda a que se reconheçam rapidamente, mesmo num barco com capacidade para grupos consideráveis.
O ambiente a bordo
O ambiente nasce do trabalho visível da tripulação. A cabine aparece tratada quando se regressa do pequeno-almoço, o capitão mantém os passageiros informados e os guias ajustam os planos quando alguém precisa de mais apoio. Ao mesmo tempo, quem já mergulha com autonomia pode ter liberdade para explorar, sem transformar cada descida numa procissão atrás do guia. A bordo juntam-se passageiros de diferentes países, com comunicação em inglês e espanhol, e o grupo costuma ganhar forma depressa: primeiro nas refeições, depois nas conversas sobre o mergulho anterior e, à noite, à volta das fotografias e do bar. A tripulação é o contraponto humano de um navio grande e antigo: é ela que transforma a operação numa casa funcional.
Os locais onde se mergulha
As rotas do Mar de Cortez duram seis dias e cinco noites ou oito dias e sete noites. Há saídas Cabo–Cabo, La Paz–La Paz, um grande circuito La Paz–Loreto–La Paz anunciado como Cabo San Lucas–Cabo San Lucas, e uma rota Cabo San Lucas–La Paz centrada nos tubarões-baleia. Los Islotes junta duas formações rochosas a uma colónia de mais de 200 leões-marinhos; Swanee Reef começa aos 3 metros e desce até 11 metros, junto ao naufrágio Salvatierra. O próprio Salvatierra repousa a 18 metros, com camiões ainda no convés, enquanto o Fang Ming chega aos 21 metros. La Reynita e San Rafaelito descem até 30 metros; San Rafaelito acrescenta passagens e mergulho noturno. Isla Ballena vai até 18 metros, Punta Lobos a 27, La Reyna a 25 e El Bajo a 18. Mais ao sul, Gordo Banks e Neptune's Finger chegam aos 40 metros; Chileno Bay e Gavilanes ficam nos 18 metros, com canyons, grutas e recife.
O que se encontra debaixo de água
Tartarugas, garoupas, raias, moreias, polvos, pargos e tubarões de recife aparecem em vários pontos da rota; não é uma viagem de procurar uma única espécie num único mergulho, mas de acompanhar um mar que muda de cenário. Em Los Islotes, os leões-marinhos passam a poucos metros e os cardumes de sardinha fecham o azul. Em Punta Lobos, as raias mobula podem surgir em esquadrões; em La Reyna, as gorgónias e os corais enquadram a possibilidade de raias-manta gigantes do Pacífico. Gordo Banks concentra a procura de grandes pelágicos: ali podem aparecer tubarões-martelo, raias-manta e tubarões-baleia. O Salvatierra é o ponto indicado para barracudas, e o Swanee Reef para tartarugas-verdes e cavalos-marinhos. O Fang Ming destaca-se pelos corais duros e moles que colonizaram o naufrágio. As mantas gigantes são esperadas sobretudo entre julho e agosto; os encontros continuam dependentes das condições do mar e dos animais.
Quem vos põe na água
Os guias de mergulho falam inglês e espanhol e conhecem bem os locais da região. Os briefings explicam o plano e deixam espaço para diferentes níveis de autonomia: quem prefere acompanhamento entra com o guia; quem é autossuficiente pode mergulhar de forma mais independente quando isso é combinado com a equipa. O pack de mergulhos inclui guia dentro de água, mas não há aqui informação suficiente para prometer um rácio fixo por grupo, qualificações específicas dos guias ou um número mínimo de mergulhos registados. A bordo existem rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, sonar, telefones por satélite, kits de primeiros socorros, coletes, botes salva-vidas, alarmes de incêndio e extintores. A tripulação recebe formação em primeiros socorros.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é o argumento técnico mais forte do Nautilus Explorer. Há uma plataforma ao nível da água, bancos grandes para preparar o equipamento, bacias de enxaguamento e mesas amplas para câmaras. O barco fornece cilindros de alumínio de 80 pés cúbicos, pesos e cintos; existem adaptadores DIN, suporte para sidemount e equipamento compatível com rebreather. O ar é enchido a bordo e o nitrox está disponível como serviço pago; a certificação de nitrox também pode ser feita a bordo. O convés é coberto, há chuveiros exteriores e o regresso da água não exige subir imediatamente para dentro do navio. O acesso aos locais é apoiado por um bote de 38 pés, enquanto a plataforma principal recebe os mergulhadores à chegada.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o barco oferece escolhas simples que funcionam: sombra no convés de mergulho, lugares ao sol no convés de observação, salão climatizado ou o jacuzzi de água doce. A plataforma ao nível da água facilita também o uso dos caiaques e das pranchas de stand up paddle, quando a rota deixa espaço para isso. O salão e a sala de jantar têm janelas grandes para acompanhar a navegação e a vida à superfície. Em tardes sem mergulho, o espaço serve para rever fotografias, descansar ou ficar atento ao horizonte à procura de baleias e golfinhos.
Um dia a bordo
O dia começa com o barco já organizado para o primeiro briefing e a primeira entrada na água. Depois do mergulho vêm o pequeno-almoço, o enxaguamento do equipamento e um intervalo no convés ou no salão antes de voltar a preparar cilindros e câmaras. O almoço intercala-se com a navegação, e a tarde segue o mesmo princípio: mergulhar, comer, descansar, observar o mar e voltar ao convés. Nas rotas e condições certas podem acontecer quatro mergulhos num dia; o mergulho noturno entra no programa quando o local o permite. Em San Rafaelito, por exemplo, a vida noturna é parte da atração. Entre os dias de mergulho há travessias mais longas, que servem para dormir, rever imagens, usar o jacuzzi ou simplesmente deixar o Pacífico passar pelas janelas.
O que se come a bordo
A comida é uma das partes mais fortes desta viagem. A cozinha prepara pratos feitos de raiz, combina cozinha local e ocidental e serve as refeições em formato de buffet ou à la carte, conforme o momento. Há opções vegetarianas e vegan, snacks ao longo do dia e bebidas não alcoólicas, chá e café. Cerveja, vinho e cocktails ficam disponíveis no bar. Num cruzeiro com sucessivos mergulhos, a mesa não é apenas o lugar da refeição: é onde se repõem forças, se comparam avistamentos e se decide se ainda há energia para a próxima entrada na água. A avaliação da comida é particularmente alta, e isso importa quando o corpo passa a semana a trabalhar.
As noites no mar
As noites acontecem em cabines com ar condicionado e casa de banho privada, desde a Stateroom às Superior Suite e Premium Suite. As suítes têm mais espaço, janelas maiores e zonas próprias para guardar as coisas; a Premium Suite acrescenta uma sala e uma banheira. As cabines standard têm janela convencional e as cabines triplas são apertadas, um compromisso claro para quem viaja a três. O ponto forte não é fingir que cada quarto é um hotel: é regressar de um dia de mar, tomar um duche quente e encontrar a cabine limpa. Para quem dorme leve, o caráter oceânico do barco será mais presente do que num resort em terra.
Camarote
Suíte superior
Suíte premium
Camarote individual
Camarote triplo
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas e chegadas variam conforme a rota: há cruzeiros Cabo–Cabo, La Paz–La Paz e itinerários entre Cabo San Lucas e La Paz. Os transferes entre aeroporto, hotel e embarque podem ser organizados, mas são opcionais e não estão incluídos. Convém chegar na véspera, sobretudo quando a viagem depende de uma ligação aérea ou de uma partida cedo. As instruções de embarque são fornecidas antes da viagem.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2000
- Ano de renovação
- 2015
- Comprimento
- 40,2 m
- Boca
- 8,2 m
- Número máximo de passageiros
- 25
- Número de cabines
- 13
- Velocidade de cruzeiro
- 11-12 mph
- Botes de apoio
- esquife de 11,6 m
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