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Cruzeiros · Indonésia

Ambai — um phinisi feito para mergulhar

O que torna este barco único

  • Construído à medida para o mergulho, o Ambai tem uma grande área de mergulho na popa e recebe os três botes de apoio ao mesmo tempo.
  • As oito cabines têm ar condicionado regulável individualmente e casa de banho privada com água quente.
  • A sala dedicada à fotografia tem espaço para preparar equipamento e um ecrã grande para rever imagens e vídeos.
  • Nitrox está disponível gratuitamente para mergulhadores certificados, com cilindros de alumínio de 12 litros, pesos e cintos incluídos.

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O convite

O Ambai é para quem escolhe a Indonésia pelos mergulhos, não apenas por dormir num barco bonito. Foi construído à medida para esta vida: a área de mergulho fica na popa, os botes chegam diretamente à plataforma e a tripulação trata do equipamento pesado. Isso poupa tempo e costas quando há três mergulhos num dia. A escolha ganha ainda mais sentido para fotógrafos, porque existe uma sala própria para preparar câmaras e um espaço onde as imagens podem ser revistas depois do jantar. A partir daqui, o barco percorre Raja Ampat, Halmahera, Triton Bay, o mar de Banda e as Forgotten Islands. São rotas longas, remotas e muito diferentes entre si, ligadas por uma embarcação que põe a logística ao serviço do que interessa: entrar na água no lugar certo.

Subir a bordo

Ao chegar, o Ambai apresenta-se como um barco de madeira indonésio com presença de phinisi tradicional, mas a circulação revela rapidamente a sua função principal. Os espaços de mergulho ficam concentrados na popa, enquanto as áreas comuns permitem sair da preparação e voltar a encontrar o grupo sem atravessar um labirinto de corredores. A madeira tropical, incluindo ironwood, liga o ofício tradicional a uma organização pensada por mergulhadores. Há sombra junto ao convés de mergulho, um salão interior climatizado, restaurante, zonas exteriores de estar e um convés superior para mudar de cenário entre uma imersão e outra. O barco começou a operar em 2012; não é uma peça de museu nem tenta parecer um hotel. É uma embarcação de exploração bem resolvida, onde cada espaço tem uma razão para estar ali.

O ambiente a bordo

O ambiente é próximo porque o barco leva no máximo 16 passageiros e a equipa é numerosa: 18 pessoas, incluindo quatro dive masters. Isso aparece menos em discursos do que em gestos concretos: o equipamento pesado é carregado e descarregado pela tripulação, os botes chegam ao convés de mergulho e há sempre alguém atento quando o grupo regressa da água. A comunicação pode decorrer em inglês, francês, espanhol ou indonésio. Os passageiros encontram uma equipa profissional sem transformar a semana numa operação rígida; o trabalho é levado a sério, mas há espaço para humor e conversa. Ao fim do dia, fotógrafos mostram imagens no salão, enquanto o resto do grupo compara encontros e correntes. É um barco onde a tripulação participa na experiência, em vez de ficar escondida atrás de uma porta.

Os locais onde se mergulha

As rotas do Ambai percorrem alguns dos pontos mais remotos do leste da Indonésia. Há viagens Halmahera de Ternate a Ternate com 10 dias e 9 noites, itinerários de Raja Ampat entre Sorong e Sorong com 12 dias e 11 noites, e a rota Triton Bay–Raja Ampat entre Kaimana e Sorong com 12 dias e 11 noites. Também existem combinações de Halmahera, Misool e mar de Banda, Ring of Fire e Forgotten Islands, e Raja Ampat–Triton Bay. Em Halmahera, o House Reef fica junto ao centro de mergulho e pode revelar o tubarão-andante de Halmahera; em Raja Ampat, Manta Sandy é uma estação de limpeza de raias-manta. Em Kaimana, Saruenus Island fica a cinco minutos de barco e junta rochas vulcânicas cobertas de coral mole, enquanto Bo’s Rainbow chega a 16 metros, White Rock a 14 metros, Macro Rocks a 20 metros e Christmas Rock a 18 metros. White Rock é procurado por tubarões-tapete e peixes-sapo; Macro Rocks concentra nudibrânquios na areia branca. Andy’s Point traz coral negro, barracudas e cavalos-marinhos-pigmeus. Batu Jatuh combina jardins de coral duro com raias mobula, raias-águia e mantas. Em Boulders, grandes blocos cobertos de coral mole e gorgónias formam um labirinto a poucos minutos da costa. Já em Raja Ampat, Cape Kri, Blue Magic, Sardines e Sorido Wall alternam cardumes, predadores, mantas e paredes vivas. O local escolhido depende da rota, da maré, da visibilidade e da corrente.

O que se encontra debaixo de água

Nesta região, o espetáculo está tanto no azul como nos detalhes do recife. Fusiliers aparecem em sete locais, nudibrânquios em seis, e tubarões de recife, barracudas, meros, mantas, tartarugas, carangues, cavalos-marinhos-pigmeus, peixes-napoleão e peixes-papagaio-de-cabeça-grande repetem-se ao longo da rota sem serem garantidos em cada mergulho. As mantas têm uma razão concreta para passar por Manta Sandy: a estação de limpeza. Em Sardines, a corrente concentra cardumes e pode trazer predadores pelágicos. Os encontros mais específicos dão outro motivo para escolher certos pontos: o tubarão de recife de pontas brancas está registado apenas em Cape Kri; o tubarão oceânico e o atum apenas em Blue Magic. Saruenus Island é o ponto indicado para a castanheta, Boulders para o peixe de vidro e o peixe-balão, e House Reef para caranguejo, gobídeo, cavalo-marinho, polvo, peixe-fantasma e peixe-unicórnio. É uma rota para quem aceita procurar, não para quem exige uma lista garantida.

Quem vos põe na água

Os mergulhos são acompanhados por dive masters e instrutores, com um máximo de quatro mergulhadores por guia nas viagens em que esse rácio é indicado. Antes de cada entrada na água, os guias verificam a corrente e ajustam o briefing às condições observadas naquele momento. Isso é importante em Raja Ampat, Halmahera e Triton Bay, onde uma mudança de maré pode transformar um recife confortável num mergulho exigente. O barco transporta oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, radiobaliza, GPS, radar, sonar, coletes, jangadas e extintores. Há também uma equipa formada em primeiros socorros. Os grupos podem incluir mergulhadores e praticantes de snorkeling; quando um local não é adequado à superfície, procura-se uma alternativa sempre que o itinerário e as condições permitem. Não é indicado um número mínimo de mergulhos registados para embarcar.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho foi desenhado para reduzir a espera entre o barco e a água. Três botes de apoio Yamaha de 50 HP podem receber os mergulhadores, e a plataforma dá acesso direto à entrada e à saída. Os cilindros de alumínio de 12 litros, pesos e cintos fazem parte da operação; cilindros de 15 litros estão disponíveis mediante suplemento. Há adaptadores DIN, bacias de lavagem, espaço de mergulho à sombra, duche exterior e possibilidade de sidemount. O Nitrox 32% é gratuito para mergulhadores certificados. O aluguer de equipamento inclui opções como regulador, colete, fato, computador, máscara, barbatanas, lanterna e SMB, mas a quantidade a bordo é limitada. Para câmaras, existe uma sala separada de preparação e manutenção, além de uma área de lavagem própria. O sistema foi pensado para pôr grupos na água, não para formar uma fila junto à borda.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o Ambai oferece sombra suficiente para deixar o corpo baixar de rotação sem desaparecer para dentro da cabine. O salão interior climatizado serve para descansar, fazer briefings e rever fotografias no ecrã grande; no exterior, há zonas de estar à frente, terraço e convés de observação. Quem fotografa pode limpar e preparar o equipamento na sala dedicada, em vez de ocupar a mesa onde os outros comem. Quando o barco está fundeado e o programa permite, os kayaks levam os passageiros até à costa ou às lagoas. Há também excursões em terra, visitas naturalistas e, em certas viagens, barbecue na praia. Nas horas de navegação, é este conjunto simples que faz diferença: sombra, espaço para uma câmara aberta e um lugar onde se pode olhar o mar sem ter de fazer nada.

Um dia a bordo

O dia começa cedo, porque em águas indonésias a luz perde força a partir das 16h. O despertar está previsto para as 6h15; depois de um pequeno-almoço ligeiro vêm o briefing e a saída do primeiro mergulho, às 7h. O pequeno-almoço completo espera pelo regresso. O segundo briefing acontece às 10h30 e a saída às 11h, seguida do almoço. Às 14h30 há nova chamada, com o terceiro mergulho às 15h; depois dele aparecem snacks e, se o itinerário permitir, começa a preparação para o mergulho noturno às 18h, com saída às 18h30. Um mergulho diurno dura em média 60 minutos e o noturno 45. O jantar chega no regresso do noturno, por volta das 20h15. Entre estes momentos, o barco pode navegar, a tripulação desloca os botes ou o grupo fica simplesmente à sombra, a secar equipamento e a escolher a fotografia do dia.

O que se come a bordo

A cozinha combina pratos locais e ocidentais, com opções vegetarianas e veganas, buffet, snacks ao longo do dia e refeições de pensão completa. A mesa não é uma pausa decorativa: é onde se recupera entre cilindros, se fala do mergulho anterior e se decide o que procurar no seguinte. Num dia normal, o pequeno-almoço começa depois do regresso do primeiro mergulho; o almoço segue o segundo, e snacks aparecem depois do terceiro. Se houver mergulho noturno, o jantar é servido no regresso, por volta das 20h15; sem mergulho noturno, chega por volta das 19h45. Há bebidas sem álcool, chá e café, além de cerveja e vinho disponíveis. Em algumas rotas, um churrasco na praia troca a mesa climatizada pela areia e pelo barco de apoio.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines duplas, twin ou com cama de casal, com vista para o mar em algumas categorias. Todas têm ar condicionado regulável individualmente e casa de banho privada com água quente, uma diferença real depois de um dia de sal, suor e quatro entradas possíveis na água. O espaço é o de um barco, não o de um quarto de hotel: leva-se o essencial e mantém-se o equipamento de mergulho fora da cabine. A posição central das cabines ajuda a tornar a noite mais estável do que dormir nas extremidades. Quando o Ambai navega, ouve-se o barco a trabalhar; esse som faz parte da experiência, sobretudo nas rotas com travessias noturnas. Para duas pessoas que querem mergulhar e descansar sem dividir uma cabine com desconhecidos, as oito cabines tornam o arranjo simples.

Camarotes duplos/twin

Camarotes twin

Camarotes duplos vista mar

O que é preciso saber antes de embarcar

O porto de embarque e de regresso depende da rota: Ternate, Sorong, Kaimana, Ambon e Saumlaki aparecem entre os pontos de partida e chegada do Ambai. As transferências entre o aeroporto ou o hotel e o barco são organizadas pela operação e estão incluídas, normalmente durante a manhã. Nas viagens com o mesmo porto nos dois extremos, como Ternate–Ternate ou Sorong–Sorong, a logística é mais simples; nas rotas de sentido único, é preciso planear a chegada e a saída em cidades diferentes. Chegar na véspera é a escolha prudente para absorver atrasos de voos e embarcar sem transformar a primeira manhã numa corrida.

Planta do barco

Ano de construção
2012
Comprimento
32 m
Boca
7,5 m
Número máximo de passageiros
16
Número de cabines
8
Número de casas de banho
8
Motores
motores marítimos Mitsubishi 600 cv
Velocidade de cruzeiro
8 nós
Botes de apoio
3 × 50 cv Yamaha
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