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Cruzeiros · Indonésia

Bajak — a alma pirata de Komodo

O que torna este barco único

  • Uma phinisi de madeira recuperada, com o caráter de um barco tradicional indonésio e espaço para 14 passageiros.
  • Opera exclusivamente no Parque Nacional de Komodo, em cruzeiros de 4 dias e 3 noites ou 5 dias e 4 noites.
  • A rota junta mergulhos em Batu Bolong, Crystal Rock, Castle Rock, Shotgun e Manta Alley a excursões terrestres para observar dragões-de-komodo.
  • O convés de mergulho tem sombra, plataforma, tanques de lavagem, adaptadores DIN e botes de apoio para os mergulhos.
  • A tripulação fala inglês; as avaliações dão 9,6 ao mergulho e à relação qualidade-preço, e 9,8 à comida.

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O convite

Escolhe-se o Bajak para passar alguns dias a mergulhar nos pontos fortes de Komodo sem trocar o barco por um hotel flutuante. A viagem combina pináculos varridos pela corrente, jardins de coral, deriva e encontros possíveis com mantas, tubarões e grandes cardumes, mas também deixa espaço para sair em terra e procurar os dragões-de-komodo. O barco foi construído com teca e ironwood recuperados, por isso tem mais presença do que acabamento de catálogo: é uma phinisi indonésia com alma própria. O desenho favorece grupos pequenos, convívio e uma operação de mergulho sem pressa desnecessária. Quem procura uma embarcação nova, minimalista e silenciosa em todos os cantos encontrará outras opções. Quem quer acordar num parque marinho extraordinário, entrar na água várias vezes por dia e jantar a bordo depois de uma excursão em terra encontra aqui uma escolha mais convincente.

Subir a bordo

A chegada ao Bajak faz-se primeiro pelo caráter. A madeira escura de teca e ironwood recuperados, o galley aberto e as áreas generosas para estar dão ao barco uma presença de embarcação que vive no mar, não de alojamento montado à pressa. Há espaço para circular, espalhar equipamento e desaparecer à sombra entre dois mergulhos. O convés de mergulho é mantido como uma zona de trabalho tranquila, afastada do movimento das áreas sociais. A renovação de 2021 ajuda a explicar o equilíbrio entre a construção tradicional e o conforto prático que se encontra a bordo. Não é um barco desenhado para impressionar com linhas polidas; é um barco desenhado para levar mergulhadores a Komodo e deixá-los concentrados no que vier a seguir.

O ambiente a bordo

O ambiente do Bajak é mais próximo de uma pequena expedição entre mergulhadores do que de um cruzeiro formal. Com o grupo limitado a 14 passageiros e oito tripulantes, as mesmas pessoas aparecem no convés, no bote, à mesa e no briefing; ao segundo dia já se sabe quem procura macro e quem fica à espera do próximo tubarão. A tripulação é descrita como profissional, divertida e pronta a ajudar sem transformar cada gesto numa cerimónia. Isso pesa particularmente em Komodo, onde a corrente, os embarques e as mudanças de plano fazem parte do dia. À noite, o convívio prolonga-se à mesa ou nas zonas de descanso, depois de uma excursão terrestre ou de um mergulho noturno. A comida, o mergulho e a tripulação são precisamente as áreas em que o barco recebe as avaliações mais fortes.

Os locais onde se mergulha

Os cruzeiros partem de Labuan Bajo e regressam a Labuan Bajo. A rota de 4 dias e 3 noites reúne 12 mergulhos; a de 5 dias e 4 noites chega a 15 e acrescenta Padar e Manta Alley ao percurso pelo sul e norte de Komodo. Em Batu Bolong, o mergulho desce por um pináculo oceânico coberto de cor e vida até -40 m, com tubarões de recife, napoleões e carangues gigantes. Crystal Rock e Castle Rock são pináculos de corrente, ambos até -30 m, onde se procuram tubarões, cardumes e ação pelágica. Shotgun leva o grupo por um canal que acelera a deriva, até -25 m. Tatawa Besar oferece uma deriva mais suave sobre corais moles, até -25 m. Manta Alley é um canal apertado até -20 m, procurado pelas mantas nas zonas de limpeza. Para macro, Siaba Besar chega a -18 m, enquanto Wainilu troca o relevo pelo fundo de areia e detritos onde se procuram nudibrânquios, cavalos-marinhos, peixes-sapo, chocos flamboyant e camarões-harlequin. Tatawa Kecil, até -30 m, e Pengah Kecil, até -25 m, acrescentam deriva, corais e pelágicos. Golden Passage e Cannibal Rock descem até -30 m; Siaba Kecil chega a -30 m e combina correntes, jardins de coral e vida abundante.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, mantas, tubarões de recife, tartarugas e nudibrânquios aparecem registados em dez locais; raias-águia, carangueses gigantes e corais moles também são encontros recorrentes. As correntes ricas em nutrientes explicam a presença de barracudas, napoleões, cardumes e outros animais pelágicos nos pináculos e canais. Em Manta Alley, as mantas usam o fluxo do canal e as estações de limpeza; em Crystal Rock e Castle Rock, a corrente concentra tubarões e peixe de recife. O interesse não está apenas nos animais grandes. Siaba Besar é o lugar para procurar o peixe-fantasma e o peixe-unicórnio; Wainilu é a paragem do peixe-mandarim. Golden Passage guarda os registos mais particulares: peixe de vidro e, raramente, tubarão-leopardo. Em Siaba Kecil podem surgir lagosta e peixe-anjo, enquanto Sebayur Kecil é o ponto indicado para peixe-palhaço e peixe-lima. São encontros possíveis, não promessas.

Quem vos põe na água

A entrada na água é acompanhada por uma tripulação formada em primeiros socorros e por guias que conhecem os locais de Komodo e as suas correntes. A língua de trabalho a bordo é o inglês. Antes de cada mergulho há briefing e apoio de segurança; o Bajak leva oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, sonar e radar, além de coletes, botes salva-vidas, alarme de incêndio e extintores. Os grupos são organizados pelos guias de acordo com o local, as condições e a experiência dos mergulhadores, mas não está indicado um rácio fixo nem um número mínimo de mergulhos registados. O barco recebe mergulhadores de níveis diferentes, embora os pináculos e canais de Komodo possam trazer corrente forte: a decisão de entrar, ficar abrigado ou mudar o local pertence ao briefing do dia.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés foi pensado para mergulhar: há uma plataforma de entrada na água, área sombreada, tanques de lavagem, adaptadores DIN e botes de apoio para os mergulhadores. Os botes têm 5 metros e motor de 40 HP, e permitem separar a logística do grupo do barco principal e recolher os mergulhadores no ponto de saída. O equipamento de aluguer é uma opção à parte; a ficha não especifica marcas nem o volume ou o material dos cilindros, por isso não vale fingir uma precisão que não existe. O nitrox surge como opção ligada à formação própria, também com custo adicional. Estão ainda disponíveis estações de carregamento e um espaço dedicado à fotografia. A área de trabalho é funcional, com a vantagem prática de haver sombra no regresso à superfície.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o Bajak oferece sobretudo espaço para parar. A zona de mergulho é sombreada, há uma esplanada e áreas de descanso onde se pode deixar o corpo recuperar enquanto o barco muda de cenário. O espaço de fotografia permite tratar câmaras e pequenos detalhes sem transformar a mesa de refeições numa bancada de trabalho. Quando não há pressa para entrar na água, o convés serve para observar as ilhas de Komodo, secar ao ar e conversar com quem acabou de sair do mesmo recife. As refeições podem ser feitas no exterior. O melhor uso destas horas é simples: beber, comer, rever o perfil do mergulho e deixar a corrente ficar para trás antes do briefing seguinte.

Um dia a bordo

Um dia no Bajak começa antes de o calor apertar. O primeiro briefing organiza o grupo, o equipamento segue para o convés e o bote leva os mergulhadores ao primeiro local; depois vêm o regresso à sombra, água, café, snacks e a primeira refeição. O intervalo seguinte serve para rever o mergulho, fotografar, descansar ou acompanhar a navegação entre as ilhas. O ciclo repete-se até aos mergulhos previstos para o dia: a rota de 4 dias conta com 12 mergulhos, e a de 5 dias com 15. Quando há mergulho noturno, o convés muda de ritmo; prepara-se a luz, ouvem-se os briefings e o recife aparece outra vez depois do pôr do sol. Entre um dia e outro, podem entrar uma caminhada para ver dragões-de-komodo, uma visita a uma ilha ou apenas uma noite ancorada, com o barco a servir de base para o próximo salto à água.

O que se come a bordo

A cozinha serve pensão completa em formato de buffet, com cozinha local ao centro da mesa e opções vegetarianas e veganas. Há água potável, chá, café e snacks ao longo do dia; cerveja e outras bebidas ficam disponíveis à parte. O pequeno-almoço aparece depois do primeiro movimento da manhã, as refeições maiores entram entre os mergulhos e o jantar fecha o dia quando já não há equipamento molhado a organizar. É uma diferença importante num cruzeiro com muitos mergulhos: a mesa não é apenas o lugar onde se come, é onde se recupera energia, se revê o que apareceu no azul e se decide se ainda há vontade para um mergulho noturno. A comida é uma das partes mais fortes da experiência a bordo.

As noites no mar

As noites acontecem em cabines no convés inferior, com vigias que deixam entrar a luz e dão uma ligação direta ao exterior, embora sem a vista ampla de uma cabine no convés superior. Há uma Master Cabin e cabines partilhadas, além de cabines familiares e ar condicionado. A escolha é simples: mais privacidade na cabine principal ou o lado social de partilhar o espaço com outro mergulhador. O Bajak não promete uma noite de resort; promete um lugar fresco e resguardado para apagar as luzes depois de um dia de corrente, sol e sal. Entre uma saída e outra, a diferença está menos no tamanho da cabine do que na forma como o barco distribui as zonas comuns: as áreas de convívio são generosas, e a embarcação não costuma parecer apertada mesmo com o grupo completo.

Camarote master

Camarotes partilhadas

O que é preciso saber antes de embarcar

As partidas e os regressos do Bajak fazem-se em Labuan Bajo, na mesma base da operação de Komodo. As transferências do aeroporto ou do hotel são opcionais e não fazem parte da viagem de mergulho. Como o embarque envolve check-in, equipamento e saída para o parque, chegar a Labuan Bajo na véspera é a opção mais prudente; deixa margem para um voo atrasado sem começar o cruzeiro já a correr.

Planta do barco

O que o barco faz pelo oceano

O Bajak dispõe de períodos de silêncio alimentados por energia solar. É uma medida concreta para reduzir o funcionamento do motor quando o barco está parado, mas não há informação sobre tratamento de águas residuais, gestão de plástico, fundeio ou participação própria em programas de conservação.

Ano de construção
2015
Ano de renovação
2021
Comprimento
28 m
Boca
7 m
Número máximo de passageiros
14
Número de cabines
4
Número de casas de banho
2
Motores
120 cv Mitsubishi
Velocidade de cruzeiro
7 nós
Botes de apoio
5 m 40 cv
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