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Cruzeiros · Indonésia

Damai I — uma base pequena para explorar a Indonésia

O que torna este barco único

  • O Damai I percorre várias regiões da Indonésia durante todo o ano, incluindo Raja Ampat, Bali, Kaimana, Alor, Komodo e as Forgotten Islands.
  • O máximo de 12 passageiros cria um ambiente de grupo pequeno, com sete cabines privadas e uma relação publicada de um divemaster para quatro mergulhadores.
  • O convés de mergulho aceita configurações técnicas, sidemount e rebreather, com nitrox disponível, adaptadores DIN e dois botes de apoio.
  • A bordo há cozinha local e ocidental, opções vegetarianas e vegan, snacks durante todo o dia, spa, salão climatizado e cabines com casa de banho privada.

O convite

O Damai I foi feito para passar dias seguidos longe dos portos e levar um grupo pequeno a zonas de mergulho muito diferentes entre si. Raja Ampat, o mar de Banda, as Forgotten Islands, Kaimana, Alor, Komodo e Bali aparecem nas rotas disponíveis; não é um barco preso a uma única região nem a uma única estação. Escolhe-se este barco quando o mergulho vem primeiro, mas a semana não precisa de ser espartana: há sombra no convés, cabines climatizadas, boa comida, espaço para fotografias e um spa para o corpo depois de vários mergulhos. O grupo reduzido também pesa na escolha. Ao segundo dia, já se reconhecem os cilindros, os hábitos e o silêncio de cada companheiro de mergulho. É uma forma mais próxima de conhecer a Indonésia, com a tripulação a tratar da logística enquanto o passageiro se concentra no que o trouxe até aqui.

Subir a bordo

O Damai I chega ao cais com presença de barco de expedição, não de hotel flutuante. A construção usa madeira de ferro nas estruturas principais, uma escolha que fala de resistência e de uma embarcação feita para trabalhar nas águas tropicais da Indonésia. O espaço foi desenhado em torno do mergulho: a circulação leva naturalmente das cabines e do salão ao convés de mergulho, aos botes e à água. A vida a bordo parece organizada para um grupo pequeno, sem a distância de um navio com dezenas de passageiros. O barco foi construído em 2009, por isso não deve ser escolhido à procura da aparência de um catamarã novo; deve ser escolhido pelo desenho de expedição, pelas rotas e pela relação próxima entre passageiros e tripulação. As avaliações dão ao barco uma nota muito alta. A experiência ganha força onde interessa: no funcionamento diário e no tempo passado debaixo de água.

O ambiente a bordo

O ambiente é de grupo pequeno e de trabalho próximo. A tripulação é local e internacional e fala inglês, alemão, espanhol, português, indonésio e italiano, o que facilita a comunicação antes do embarque, nos briefings e à mesa. A atenção recebida pelos passageiros aparece nas avaliações: a tripulação tem nota 9,1, enquanto a comida chega a 10,0 e o mergulho a 9,6. Na prática, isso aponta para um barco em que a equipa pesa tanto como o casco. Durante o dia, a tripulação mantém a passagem entre cabine, convés, bote e água organizada; à noite, o grupo junta-se para comer, rever imagens e falar dos encontros do dia. O ambiente não depende de animação forçada. Forma-se à volta do mergulho, da mesa e das horas passadas num barco com apenas 12 passageiros.

Os locais onde se mergulha

As rotas cobrem 8 a 15 dias e ligam portos como Sorong, Nabire, Kaimana, Kupang, Saumlaki, Labuan Bajo, Benoa e Sorong. Entre os itinerários registados estão Raja Ampat, Cenderawasih Bay, Triton Bay, Forgotten Islands, mar de Banda, Alor, Komodo e Bali. Nos locais indicados, Manta Sandy leva à estação de limpeza das raias-manta em Raja Ampat, enquanto Manta Point, em Bali, chega aos -40 m e procura mantas, mola-mola e raias. Batu Kelebit desce até aos -60 m, com pináculos, atuns, tubarões e barracudas. Para macro, Bias Tugel inclina-se entre os 10 e os -30 m e é conhecido pelo cavalo-marinho-pigmeu e pelo squat lobster de Wally. Gili Mimpang tem uma parede entre 20 e -40 m, com tubarões-de-ponta-branca e, sazonalmente, mola-mola. Gili Tepekong acrescenta paredes íngremes, um canyon e corrente. Em Kaimana, White Rock chega aos -14 m, Bo’s Rainbow aos -16 m e Macro Rocks aos -20 m, com corais moles, peixes-sapo e nudibrânquios. Crystal Bay atinge -45 m; Coral Garden de Tulamben e Blue Corner chegam aos -30 m.

O que se encontra debaixo de água

Esta rota mistura encontros grandes e procura paciente. Tartarugas, tubarões de recife, mola-mola e raias-manta aparecem registados em vários locais, acompanhados por barracudas, atuns, napoleões, carangues, fusiliers, anthias, nudibrânquios e cavalos-marinhos-pigmeus. As correntes são parte do espetáculo: em Crystal Bay, uma corrente forte e fria acompanha a procura pelo mola-mola; em pontos como Blue Corner, a força da água pode trazer vida pelágica para junto do recife. As mantas têm razões concretas para aparecer: Manta Sandy e Manta Point funcionam como zonas de limpeza. Alguns encontros são exclusivos de um local. Saruenus Island é o ponto indicado para procurar o mero-gigante; Crystal Bay reúne tartaruga-verde, enguia-jardineira, cavalo-marinho, lula e peixe-morcego; Coral Garden de Tulamben acrescenta enguias, anémonas e peixes-porco; Gili Tepekong é o local registado para a carangueja-de-olhos-grandes; Batu Kelebit destaca-se pela gorgónia. Nada disso é garantido. É preciso mergulhar, observar e aceitar que o mar decide.

Quem vos põe na água

A organização publicada trabalha com um rácio de um divemaster para quatro mergulhadores, uma proporção que mantém os grupos pequenos e permite acompanhar melhor ritmos diferentes. A equipa fala inglês, alemão, espanhol, português, indonésio e italiano. O barco recebe mergulhadores técnicos, sidemount e rebreather, mas não indica no texto disponível quais as qualificações individuais dos guias, quantos divemasters embarcam ou que cursos são ministrados. Os briefings devem ser entendidos como parte central da rotina: definem o local, o comportamento da corrente e a entrada nos botes antes de cada saída. Para a segurança há oxigénio, kits de primeiros socorros, tripulação formada em primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, sonar, radar, radiobaliza e telefones móveis e por satélite. Não é indicado um desfibrilhador. O mergulhador deve escolher este barco sentindo-se confortável com a sua própria autonomia e experiência.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho é sombreado e tem plataforma de entrada na água, tanques de lavagem e espaço separado para câmaras. O equipamento aceita adaptadores DIN, mergulho técnico, sidemount e rebreather. O nitrox está disponível como serviço opcional. Não estão indicados o volume ou o material dos cilindros, nem o tipo de compressor; esses são pontos a confirmar antes de escolher uma configuração específica. O embarque e a saída da água fazem-se pela plataforma e por dois botes de apoio equipados com motores Yamaha de 40 hp. Há também boias de apoio aos mergulhadores, embora não estejam descritos o sistema de recolha nem o método de entrada nos botes. O barco foi concebido especialmente para mergulho, e isso nota-se mais na separação entre zonas de câmaras, enxaguamento e equipamento do que numa lista de acessórios. Material de aluguer está disponível como extra.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o lugar mais útil é o espaço exterior protegido do sol, onde se pode secar, beber qualquer coisa e deixar o equipamento pronto para a próxima entrada. A bordo há um terraço, um convés de observação, um ponto de descanso e um salão interior climatizado. Quem fotografa tem sala de câmaras, espaço próprio para trabalhar e enxaguamento separado para câmaras. Quem não mergulha pode simplesmente acompanhar a navegação, usar o spa ou ficar no bar e na área exterior. A presença de dois botes de apoio também deixa o barco livre para se deslocar ou procurar outro ponto de entrada enquanto os mergulhadores estão na água. Quando a programação dá uma tarde sem mergulho, o barco oferece lugares para ficar, mas não tenta transformar o mar numa agenda de entretenimento.

Um dia a bordo

O dia começa com a preparação do primeiro mergulho, um briefing e a saída no bote ou pela plataforma. Os itinerários registados indicam três mergulhos nos dias de navegação e de exploração, com a refeição a entrar entre as saídas e o intervalo usado para beber, comer, descansar e preparar novamente o equipamento. Depois do terceiro mergulho, há tempo para banho, fotografias, conversa e navegação para a próxima zona. Em alguns dias, o barco muda de ilha enquanto o grupo recupera; noutros, fica junto a uma área de mergulho para aproveitar melhor os locais. Os horários exatos não são fixos: em certos pontos, o primeiro mergulho depende da autorização das aldeias e das autoridades locais, e a tripulação avisa o grupo quando há alterações. Há mergulhos noturnos no programa geral. O ritmo não é de relógio de escritório; é uma sequência de briefing, água, refeição, descanso e nova entrada no mar.

O que se come a bordo

A cozinha combina pratos locais e ocidentais, com opções vegetarianas e vegan. Há bebidas não alcoólicas, água, chá, café e snacks ao longo do dia; vinho é servido ao jantar, enquanto cerveja e outras bebidas alcoólicas estão disponíveis. As refeições entram no ritmo dos mergulhos, sem transformar a mesa numa pausa longa entre duas saídas para a água. Num cruzeiro com vários mergulhos por dia, isso importa: come-se, bebe-se e volta-se a preparar o equipamento sem complicar. A mesa também é o ponto onde o grupo se junta quando todos regressam do mesmo recife com histórias diferentes. A nota máxima atribuída à comida confirma uma parte importante da experiência do Damai I: não é apenas combustível entre mergulhos, mas um dos momentos fortes do dia.

As noites no mar

As noites acontecem em cabines climatizadas, todas com casa de banho privada e duche. Existem categorias Standard e Master; a Cabine 1 pode ser preparada com cama de casal ou duas camas individuais, enquanto as Master são mais espaçosas. Há secretária, roupeiro, luzes de leitura e mesa de cabeceira nas cabines descritas. As janelas standard deixam entrar luz e algumas cabines têm varanda acessível e vista para o mar. O espaço privado é suficiente para descansar e guardar o essencial, mas a lógica do barco continua a ser a de uma expedição: os dias passam no convés e na água, não fechados no quarto. Depois do jantar, o salão interior climatizado ou a área exterior são os lugares naturais para rever fotografias, conversar sobre o mergulho seguinte e deixar o corpo recuperar. A climatização ajuda a dormir no calor tropical; o resto depende do mar e da cabine escolhida.

Camarote standard 1

Camarote standard 2

Camarote standard 3

Camarote standard 4

Camarote master 5

Camarote master 6

Camarote standard 7

O que é preciso saber antes de embarcar

O porto de partida e o porto de regresso dependem da rota escolhida: os itinerários disponíveis ligam, entre outros, Sorong, Nabire, Kaimana, Kupang, Saumlaki, Labuan Bajo, Benoa e Sorong. As transferências de aeroporto e de hotel estão incluídas. Nos itinerários com chegada por Ambon e saída por Kupang, os passageiros são recebidos à chegada e acompanhados ao aeroporto no fim da viagem. Como as rotas podem envolver voos domésticos e portos remotos, chegar na véspera é a opção mais prudente.

Planta do barco

Ano de construção
2009
Comprimento
40 m
Boca
8 m
Número máximo de passageiros
12
Número de cabines
7
Número de casas de banho
7
Motores
Mitsubishi 10M20-OA - 520 cv
Velocidade de cruzeiro
6 nós
Botes de apoio
2 × Yamaha 40 cv
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