Cruzeiros · Indonésia
Neomi — um phinisi indonésio feito para mergulhar longe
O que torna este barco único
- O Neomi percorre Komodo, Alor, Banda e Raja Ampat, com travessias entre estas regiões do leste da Indonésia.
- O convés de mergulho tem dois botes de apoio, espaço coberto, estação para câmaras, tanques de lavagem e adaptadores DIN.
- As dez cabines têm casa de banho privada e ar condicionado; as cabines dos conveses superior e intermédio têm televisão.
- A operação de mergulho trabalha com grupos de quatro mergulhadores por guia, cilindros de 200 bar e nitrox disponível.
- As rotas registadas duram entre seis e onze dias, com partidas de Labuan Bajo, Kalabahi, Ambon ou Sorong.
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O convite
Escolhe-se o Neomi para passar da Indonésia conhecida para a Indonésia que se alcança por água: Komodo, Alor, Banda e Raja Ampat. O barco junta a presença de um phinisi Bugis de madeira de ferro àquilo que interessa numa semana de mergulho: uma plataforma própria, dois botes de apoio, guias em grupos pequenos e espaço para tratar uma câmara entre imersões. Não é apenas uma cama que se desloca entre ilhas. É uma base para correntes fortes, paredes, pináculos, mantas e vida macro, com cabines suficientes para manter o conforto sem transformar o convés num hotel impessoal. As avaliações dão ao barco 9,2, à tripulação 9,0 e ao mergulho 9,0; a comida chega a 9,6. O argumento é simples: sobe-se a bordo para mergulhar em zonas que não se ligam por estrada, mas sem abdicar de uma cabine privada, água quente e um lugar para repousar quando o corpo pede silêncio.
Subir a bordo
O Neomi chega ao cais com a silhueta de um phinisi indonésio: linhas tradicionais, madeira de ferro e uma estrutura pensada para longas passagens entre ilhas. A construção é de 2018, o que ajuda a explicar a combinação entre o carácter de um veleiro Bugis e uma operação moderna, com dessalinizador, comunicação por satélite e sistemas de localização dos mergulhadores. A circulação separa os momentos da viagem: o salão e o restaurante ficam para as refeições e o convívio, enquanto o exterior abre espaço para jacuzzis, espreguiçadeiras, observação do mar e equipamento de mergulho. Não é um barco de expedição austero, mas também não tenta esconder que a vida a bordo gira em torno da água. Há kayaks, pesca e excursões terrestres para quem não mergulha, por isso um acompanhante consegue participar sem ficar reduzido ao papel de passageiro à espera do regresso.
O ambiente a bordo
O ambiente tende a formar-se à volta do que todos acabaram de ver: uma manta no azul, um tubarão na corrente ou uma criatura pequena encontrada por quem levou mais tempo a olhar. Com grupos de quatro mergulhadores por guia, as pessoas acabam por reconhecer o ritmo e os limites umas das outras. A tripulação divide-se entre convés, máquinas, serviço e mergulho, e isso nota-se sobretudo nos momentos pouco fotogénicos: cilindros preparados, equipamento levado para o bote, cabines arrumadas e alguém atento ao regresso dos mergulhadores. À noite, o salão e o restaurante recebem a conversa, enquanto o exterior oferece espaço para ficar em silêncio. O inglês e o indonésio são as línguas da tripulação. O resultado é um barco social sem obrigar ninguém a estar sempre em grupo.
Os locais onde se mergulha
As rotas de Komodo partem e regressam a Labuan Bajo em seis dias e cinco noites, ou sete dias e seis noites. Nos locais verificados, Batu Bolong desce até -40 m sobre um pináculo de coral duro, com tubarões de recife, napoleões e tartarugas-de-pente; Castle Rock e Crystal Rock chegam a -30 m e concentram correntes ricas em nutrientes, tubarões, cardumes de cirurgiões e, em Castle Rock, garoupas. Shotgun, até -25 m, empurra o mergulhador sobre um muro vibrante; Tatawa Besar, também até -25 m, é uma deriva sobre recifes inclinados, corais moles e tartarugas verdes. Siaba Besar, até -18 m, oferece recifes calmos e macro para iniciantes e fotógrafos. Cannibal Rock chega a -30 m e junta nudibrânquios, peixes-rã e vida pelágica. Em Alor, as partidas de Kalabahi duram seis dias e cinco noites ou seguem até Ambon em oito dias e sete noites. Bama Wall e Wolang Cavern chegam a -40 m; Cathedral atinge -30 m, Andy’s bus stop -25 m e Mucky Mosque -27 m. Yellow Corner e Biatabang completam a rota com corrente, pelágicos e uma parede de coral.

Batu Bolong →
Prof. máx. · 40 m

Castle Rock →
Prof. máx. · 30 m

Crystal Rock →
Prof. máx. · 30 m

Shotgun →
Prof. máx. · 25 m

Tatawa Besar →
Prof. máx. · 25 m

Siaba Besar →
Prof. máx. · 18 m

Cannibal Rock →
Prof. máx. · 30 m

Bama Wall →
Prof. máx. · 40 m

Wolang Cavern →
Prof. máx. · 40 m

Cathedral →
Prof. máx. · 30 m

Andy’s bus stop →
Prof. máx. · 25 m

Mucky Mosque →
Prof. máx. · 27 m

Yellow Corner →

Biatabang →
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, o espetáculo repete-se sem ser igual: napoleões aparecem em nove locais, nudibrânquios em nove, tubarões de recife em sete, mantas em seis e barracudas, tartarugas e raias-águia em cinco. O azul pode trazer atuns, golfinhos e carangues gigantes; junto ao recife, há cavalos-marinhos-pigmeus, peixes-rã, anthias e corais moles. Os encontros mais específicos dão razões concretas para não saltar certos pontos. Castle Rock é o local indicado para procurar garoupas e peixes-cofre; Cathedral é o único ponto da rota associado ao peixe-lua. Yellow Corner merece a corrente intensa de Current Alley, onde pode surgir um tubarão-martelo. Tatawa Besar acrescenta o peixe-porco, enquanto Mucky Mosque concentra uma fauna de muck pouco comum, com peixe-rã, peixe-fantasma, camarão-arlequim, wunderpus e rhinopias; o calamar está registado ali. Siaba Besar é o ponto para procurar camarão e peixe-unicórnio, Wolang Cavern para a lagosta, e Andy’s bus stop para peixe-cocher e peixe-papagaio. Nada disso é garantido: a corrente, a visibilidade e o comportamento dos animais mandam.
Quem vos põe na água
Os mergulhos são conduzidos por guias certificados, com um rácio publicado de um guia para quatro mergulhadores. A tripulação fala inglês e indonésio, e os briefings definem o local, a corrente, os limites e os procedimentos antes de cada entrada. O itinerário exige certificação de uma agência internacional reconhecida; não é indicado um número mínimo de mergulhos registados, mas algumas zonas de Komodo e Alor podem ter corrente forte, down currents e eddies. O mergulhador pode recusar uma saída se as condições ultrapassarem a sua formação, experiência ou condição física. O barco leva oxigénio, kits de primeiros socorros, sistema ENOS de localização de mergulhadores, rádio, GPS, radar, sonar e telefone satélite. Cada mergulhador deve levar boia de sinalização, apito ou buzina e luz de emergência; o computador de mergulho é fortemente recomendado. Há cursos de mergulho introdutório, Advanced Open Water, nitrox e especialidades a bordo.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é o centro do barco, com plataforma de entrada na água, área sombreada, bacias de lavagem e um tanque separado para câmaras. O Neomi leva dois botes de apoio de alumínio, cada um com seis por dois metros; são eles que levam os grupos aos locais e recolhem os mergulhadores onde emergem. O enchimento regular é de ar a 200 bar, com cilindros compatíveis com válvulas INT e DIN. Há adaptadores DIN e nitrox disponível como serviço pago. O sidemount também é possível, e há cilindro adicional de 12 litros para essa configuração; cilindros de 15 litros podem ser alugados. O aluguer inclui equipamento como colete, regulador, barbatanas, máscara, fato, lanterna e computador, mas não é apresentado como parte da tarifa de mergulho. A estação de câmaras e o enxaguamento separado evitam misturar uma rotina delicada com o equipamento geral. O compressor não fica descrito por marca ou tipo; sabe-se que assegura os enchimentos regulares da operação.
Entre dois mergulhos
Entre duas imersões, o lugar mais útil é o espaço exterior coberto, onde se pode ficar à sombra sem perder a vista das ilhas. Quem prefere sol encontra o convés de observação; quem quer água sem cilindro pode escolher um kayak ou uma sessão de snorkeling. Os dois jacuzzis, ajustáveis para água quente ou fria, dão outra opção para o intervalo mais longo. A sala climatizada serve para descansar, ver televisão ou rever imagens, enquanto a estação de câmaras permite descarregar e cuidar do equipamento antes da próxima saída. Quando o barco navega entre pontos distantes, o convés deixa de ser apenas passagem: torna-se o lugar para acompanhar a costa, secar uma toalha e deixar o mergulho anterior assentar antes do briefing seguinte.
Um dia a bordo
Um dia de mergulho começa antes de o calor apertar, com o primeiro briefing e a preparação do equipamento. Segue-se a entrada na água e, no regresso, o pequeno-almoço e o intervalo de superfície. O barco alterna novas saídas com almoço, descanso à sombra, revisão de fotografias e deslocações entre ilhas. Em Komodo, os dias publicados incluem dois ou três mergulhos e, em alguns pontos, um mergulho noturno; outras etapas incluem trekking, snorkeling ou apenas a passagem para o próximo ancoradouro. Em Banda, há dias com três mergulhos e um noturno, e em certos programas chegam a estar previstos seis mergulhos mais um noturno. O número final depende do tempo, das correntes e da decisão do capitão e do dive master. Quando a luz baixa, a rotina muda: lanternas, briefing curto, entrada no escuro e depois jantar, conversa e sono. De manhã, começa tudo outra vez.
O que se come a bordo
A mesa acompanha o ritmo dos mergulhos: pequeno-almoço depois do primeiro regresso, almoço entre saídas, jantar quando a atividade do dia termina e snacks nos intervalos. As refeições são servidas em buffet e combinam cozinha local indonésia com pratos ocidentais. Há opções vegetarianas e veganas, desde que pedidas na reserva. Água mineral, café e chá estão disponíveis a bordo; cerveja, vinho, cocktails e outras bebidas são tratados à parte. Num cruzeiro de mergulho, a comida precisa de cumprir uma função concreta: chegar sem cerimónia, sustentar mais uma entrada na água e não roubar tempo ao intervalo de superfície. A nota de 9,6 para a comida explica por que a mesa se torna um dos pontos fortes do Neomi, não apenas o lugar onde se reabastece entre dois mergulhos.
As noites no mar
As noites passam-se em dez cabines com casa de banho privada, água quente e fria e ar condicionado. Há Master Cabin, cabines Twin e Double nos conveses superior e intermédio e cabines no convés inferior; várias têm varanda privada ou acesso a uma varanda. A Master Cabin acrescenta banheira, aquecedor de água próprio, frigorífico pequeno e televisão Android de 42 polegadas. Nas cabines superior e intermédio há televisores de 32 polegadas. O espaço muda conforme a categoria: uma varanda permite sair diretamente para o ar e olhar o mar, enquanto uma cabine inferior privilegia a proximidade da zona de descanso e tem saída de emergência. O barco acomoda até vinte passageiros na configuração publicada. Depois de um dia de mergulho, o valor está menos na televisão do que em conseguir fechar a porta, tomar um duche quente e dormir com o ar condicionado a cortar o calor tropical.
Camarote master
Camarotes twin, convés superior
Camarote duplo, convés superior
Camarotes, convés principal
Camarotes, convés inferior
O que é preciso saber antes de embarcar
As rotas regulares partem e regressam a Labuan Bajo para Komodo, a Kalabahi para Alor, a Ambon para Banda e a Sorong em itinerários de Raja Ampat ou travessia. Para Komodo, a chegada é feita pelo aeroporto de Komodo, em Labuan Bajo; para Alor, pelo aeroporto de Mali; para Ambon, pelo aeroporto de Patimura; para Sorong, pelo aeroporto Dominique Edward Osok. As transferências aeroporto-barco e hotel-barco aparecem associadas às reservas, mas as transferências de regresso ao aeroporto ou ao hotel são indicadas como serviço separado nas condições da viagem. A equipa recebe os passageiros no aeroporto de chegada e acompanha-os até ao barco. Como os voos domésticos têm ligações longas e horários sujeitos a alteração, chegar na véspera é a escolha prudente.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2018
- Comprimento
- 47,2 m
- Boca
- 10 m
- Número máximo de passageiros
- 22
- Número de cabines
- 10
- Número de casas de banho
- 10
- Motores
- Cummins 19
- Velocidade de cruzeiro
- 7 nós
- Botes de apoio
- 2 botes auxiliares de alumínio de 6 m × 2 m
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