Cruzeiros · Indonésia
TemuKira — um phinisi tradicional para mergulhar em Komodo
O que torna este barco único
- Phinisi de madeira tradicional, concebido para cruzeiros de mergulho em Komodo.
- Recebe no máximo 12 mergulhadores em seis cabines com casa de banho privada e ar condicionado.
- A rota de oito dias e sete noites parte e termina em Labuan Bajo.
- O convés de mergulho tem sombra, plataforma, adaptadores DIN e um bote de apoio com motor de 40 HP.
- A cozinha combina buffet ocidental e pratos locais, com opções vegetarianas, cerveja e snacks ao longo do dia.
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O convite
O TemuKira escolhe-se pelo contraste: um casco de phinisi tradicional, mas com uma organização feita para passar a semana dentro de água. O grupo fica limitado a 12 pessoas, número suficientemente pequeno para não transformar cada entrada no mar numa fila. A rota percorre Komodo durante oito dias e sete noites, entre pináculos varridos por corrente, canais, recifes de coral e fundos de areia para macro. É um barco para quem quer mergulhar em locais como Batu Bolong, Castle Rock e Manta Alley sem trocar a vida a bordo por um hotel flutuante anónimo. A tripulação local e internacional fala inglês e indonésio; a comida recebe a melhor avaliação entre os critérios dos passageiros. O casco tem uma nota mais modesta do que a tripulação, mas o ganho está precisamente no conjunto: mergulho bem servido, mesa forte e a escala pequena que faz diferença depois de vários dias.
Subir a bordo
Ao chegar ao cais, o TemuKira apresenta-se como deve apresentar-se um phinisi: madeira, linhas de veleiro tradicional e uma presença mais ligada ao mar do que a um hotel convencional. A circulação concentra-se entre o convés de mergulho, o salão com ar condicionado, a área exterior e o terraço onde se vê a costa afastar-se. O barco foi especialmente concebido para mergulho, por isso o espaço útil está onde interessa: junto ao equipamento, à plataforma e ao bote de apoio. Há uma estação própria para cada mergulhador, estações de carregamento e uma sala para câmaras. Não é um barco escolhido por luxo ostensivo. É escolhido por levar um grupo pequeno para uma semana em que o dia começa e acaba no convés de mergulho.
O ambiente a bordo
Com apenas 12 convidados, a vida a bordo ganha rapidamente uma escala pessoal. Ao segundo dia já se conhece quem mergulha depressa, quem procura nudibrânquios e quem fica mais tempo no terraço depois do jantar. A tripulação local e internacional é descrita como simpática, profissional e muito presente no serviço; a nota da tripulação, 8,9, fica acima da do barco, 7,6. Essa diferença diz algo importante: o TemuKira é um phinisi vivido, não uma embarcação nova apresentada como resort. A compensação vem das pessoas, da comida — avaliada em 9,8 — e da forma como o dia se organiza em torno do mergulho. À noite, o grupo reúne-se no salão ou no exterior, entre conversa, fotografias e a preparação silenciosa do equipamento para a manhã seguinte.
Os locais onde se mergulha
A rota é Komodo, entre Labuan Bajo e Labuan Bajo, durante oito dias e sete noites. Batu Bolong desce até -40m sobre um pináculo oceânico coberto de cor e vida, com tubarões de recife, napoleões e cavalas gigantes. Castle Rock e Crystal Rock chegam a -30m e concentram corrente rica em nutrientes, tubarões de recife e grandes cardumes; em Castle Rock procura-se também o peixe-cocher. Siaba Besar é mais calma e rasa, até -18m, feita para macro, cavalos-marinhos e peixe-fantasma. Shotgun, até -25m, lança o mergulhador sobre um muro com tubarões, mantas e barracudas. Tatawa Besar deriva até -25m por recifes inclinados, corais moles e tartarugas verdes. Cannibal Rock chega a -30m, misturando macro e pelágicos. Sebayur Kecil e Pengah Kecil descem até -25m, com corais, tartarugas e criaturas discretas. Golden Passage e Siaba Kecil atingem -30m em canais de corrente, com cardumes, raias-águia e grandes animais. Wainilu é o mergulho de areia e detritos para nudibrânquios, cavalos-marinhos, camarões-arlequim e peixe-mandarim. Tatawa Kecil vai até -30m, com cardumes de xaréus e tubarões. Manta Alley, até -20m, é o canal para procurar mantas no fluxo.

Batu Bolong →
Prof. máx. · 40 m

Castle Rock →
Prof. máx. · 30 m

Crystal Rock →
Prof. máx. · 30 m

Siaba Besar →
Prof. máx. · 18 m

Shotgun →
Prof. máx. · 25 m

Tatawa Besar →
Prof. máx. · 25 m

Cannibal Rock →
Prof. máx. · 30 m

Sebayur Kecil →
Prof. máx. · 25 m

Pengah Kecil →
Prof. máx. · 25 m

Golden Passage →
Prof. máx. · 30 m

Siaba Kecil →
Prof. máx. · 30 m

Wainilu →

Tatawa Kecil →
Prof. máx. · 30 m

Manta Alley →
Prof. máx. · 20 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, mantas, tubarões de recife, tartarugas e nudibrânquios aparecem registados em dez locais. As raias-águia surgem em nove, as cavalas gigantes em oito, os corais moles em sete e barracudas e napoleões em seis. A corrente é o motor do espetáculo: em Castle Rock, Crystal Rock, Golden Passage e Siaba Kecil leva nutrientes aos recifes e concentra peixes grandes; em Manta Alley canaliza o fluxo onde as mantas se alimentam. Os encontros não são garantidos, mas a variedade está no próprio desenho da rota. Alguns animais justificam uma paragem precisa: o peixe-mandarim em Wainilu, o peixe-palhaço e o peixe-lima em Sebayur Kecil, o dugongo em Siaba Kecil, o peixe-fantasma e o peixe-unicórnio em Siaba Besar, e o raro tubarão-leopardo em Golden Passage. Siaba Besar também é o ponto registado para o tubarão indicado nas fichas, enquanto Castle Rock guarda o peixe-cocher.
Quem vos põe na água
A tripulação fala inglês e indonésio. Os passageiros que mergulham com a Grand Komodo devem ter certificação mínima Open Water e 50 mergulhos registados, além de condição física adequada; não é uma operação destinada a quem chega ao mar para fazer a primeira experiência. Os grupos e os briefings são organizados pela equipa de mergulho, mas não estão indicados o número de guias, o rácio por grupo, as qualificações individuais ou formações realizadas a bordo. Antes da entrada, importa perceber a corrente, o ponto de saída e o procedimento de recolha pelo bote. A bordo há oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, sonar, coletes, balsas salva-vidas e alarme de incêndio. O sistema de segurança está presente; a condução concreta de cada briefing fica nas mãos dos guias.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é coberto, tem plataforma de entrada na água, estações de preparação e duches exteriores. O equipamento pode ser alugado e há adaptadores DIN; não estão indicados o volume nem o material dos cilindros, nem a disponibilidade de nitrox. O compressor Bauer faz o enchimento a bordo. Um único bote de apoio, equipado com motor de 40 HP, acompanha os mergulhos e recolhe os mergulhadores na superfície, em vez de obrigar todos a regressar ao ponto exato da subida. Há uma área separada para lavar câmaras, uma sala de câmaras e estações de carregamento. O oxigénio e os kits de primeiros socorros fazem parte do equipamento de segurança. O conjunto é direto: espaço à sombra, montagem organizada e uma plataforma pensada para repetir entradas e saídas ao longo do dia.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o lugar mais útil é o espaço exterior protegido do sol, onde se pode deixar o fato secar, beber qualquer coisa e acompanhar a navegação. O salão climatizado oferece a pausa oposta: sombra, ar fresco, biblioteca, televisão e entretenimento áudio e vídeo. O terraço serve para olhar as ilhas de Komodo passarem ou esperar a mudança de luz ao fim do dia. Quem leva câmara tem uma sala própria, estações de trabalho e um tanque de lavagem separado. Há também duches exteriores para tirar o sal antes de voltar ao convés. O barco pode incluir excursões terrestres, permitindo que uma pausa deixe de ser apenas tempo entre dois mergulhos.
Um dia a bordo
Um dia no TemuKira começa antes de o calor apertar: acorda-se, prepara-se o equipamento e ouve-se o briefing antes da primeira entrada. Depois do mergulho vem o regresso ao convés, o duche, algo para beber e uma refeição antes de voltar à água. O bote acompanha os mergulhadores e trata da recolha, enquanto o barco pode permanecer ancorado ou navegar para o local seguinte. Entre descidas há tempo para secar o fato à sombra, rever fotografias, dormir no salão climatizado ou ficar no terraço a ver as ilhas. A cozinha intercala as refeições com snacks ao longo do dia. Ao fim da tarde, a navegação e os mergulhos cedem lugar ao pôr do sol; à noite, o grupo janta, conversa e prepara novamente o equipamento. O número exato de mergulhos e a existência de mergulho noturno dependem do programa e das condições.
O que se come a bordo
A cozinha serve pensão completa em formato buffet, com pratos ocidentais e receitas locais. Há opções vegetarianas, cerveja disponível e snacks durante todo o dia, além de água potável, chá e café. A mesa tem uma função prática neste barco: repõe energia entre mergulhos sem exigir uma saída a terra ou uma refeição apressada. O lado local da cozinha impede que a semana fique reduzida ao mesmo prato internacional repetido. Quando há quatro momentos de equipamento, entrada na água e regresso ao convés, uma refeição simples e pronta no momento certo torna-se parte importante do mergulho, não um detalhe de alojamento.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines com ar condicionado e casa de banho privada, nas categorias Double Cabin Lower, Twin Cabin Lower Deck e Twin Cabin Upper Deck. A cabine dupla tem cama de casal; as twin têm duas camas separadas. As cabines do convés superior têm janela panorâmica, uma diferença que pesa quando se quer luz natural e uma vista rápida sobre o mar sem sair do beliche. O espaço é funcional, não vasto: leva-se apenas o que for preciso para dormir, trocar de roupa e guardar o essencial. Depois de um dia de mergulho, a casa de banho privativa e o duche de água quente valem mais do que uma decoração carregada. O salão climatizado fica disponível para ver um filme, ouvir música ou simplesmente deixar o corpo recuperar.
Camarote duplo, convés inferior
Camarote twin, convés inferior
Camarote twin, convés superior
O que é preciso saber antes de embarcar
O embarque e o desembarque acontecem em Labuan Bajo, na rota de ida e volta. O transfer do aeroporto está incluído; o transfer a partir de um hotel é opcional. Para chegar ao cruzeiro, o acesso habitual passa por Denpasar e depois por Labuan Bajo. Vale a pena chegar na véspera, sobretudo quando o voo inclui ligação: uma noite em terra deixa margem para atrasos antes de subir a bordo.
Planta do barco
- Comprimento
- 33,5 m
- Boca
- 7,1 m
- Número máximo de passageiros
- 12
- Número de cabines
- 6
- Número de casas de banho
- 6
- Motores
- 2280 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 8-9 nós
- Botes de apoio
- 1 com motor de 40 cv
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