Cruzeiros · Tailândia
Deep Andaman Queen — uma base de mergulho feita para o Andaman
O que torna este barco único
- O Deep Andaman Queen foi construído em 2008 e renovado em 2019, com cabines climatizadas e casa de banho privada.
- O convés de mergulho ocupa dois níveis e tem uma plataforma larga para equipar, entrar e sair da água.
- As rotas passam pelas Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Surin e pelo arquipélago Mergui, no Myanmar.
- Há dois botes de apoio, nitrox disponível, adaptadores DIN e espaço protegido para preparar o equipamento.
- A comida é um dos pontos fortes a bordo: cozinha local e ocidental, buffet, refeições completas e snacks ao longo do dia.
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O convite
Escolhe-se o Deep Andaman Queen para passar vários dias a mergulhar no norte do mar de Andaman sem transformar o barco num simples quarto flutuante. As rotas juntam recifes, grandes pináculos, um naufrágio e locais remotos que não cabem numa saída diária a partir da costa. Numa partida pelas Similan, o programa chega a quatro mergulhos por dia e pode incluir Koh Bon, Koh Tachai, Richelieu Rock, Surin e o Boonsung Wreck. A rota de dez dias segue ainda para o arquipélago Mergui, no Myanmar. O barco serve tanto quem está a consolidar a experiência como quem procura muitos mergulhos, fotografia ou um curso a bordo. O motivo mais forte para escolher este barco não está numa cabine de luxo isolada: está na combinação entre um convés realmente preparado para mergulhar, guias presentes durante toda a viagem e uma cozinha que sustenta bem dias repetidos de entrar e sair da água.
Subir a bordo
A chegada ao Deep Andaman Queen dá uma impressão clara: é um barco pensado para receber mergulhadores, não um hotel adaptado ao mar. O convés abre espaço para circular com equipamento, a área de mergulho fica concentrada na popa e os espaços de descanso distribuem-se entre o salão interior, a área exterior e o amplo solário. A renovação de 2019 ajuda a explicar a aparência cuidada e a organização que os passageiros encontram a bordo. A tabela técnica dá-lhe a escala; o que se sente é menos burocrático: o equipamento não precisa de atravessar o barco inteiro, há lugares para parar entre mergulhos e a tripulação está por perto quando chega a hora de entrar na água. A nota do barco, 8,4, fica abaixo da da tripulação, 9,0, da comida, 9,6, e do mergulho, 9,1. É uma diferença honesta: ganha-se sobretudo pela operação e pelas pessoas, não por uma promessa de barco novo.
O ambiente a bordo
O ambiente é de uma equipa que já sabe trabalhar junta. Os passageiros descrevem guias que explicam os mergulhos com detalhe, tripulantes que ajudam a equipar e uma operação que continua organizada mesmo com um grupo internacional a bordo. A tripulação local e internacional fala inglês e tailandês. A continuidade de vários membros da equipa ajuda: os gestos tornam-se rápidos, os pedidos deixam de precisar de muita explicação e o serviço parece menos encenado. Durante o dia, os guias estão nos briefings e na água; a tripulação de apoio trata das entradas, saídas, toalhas e equipamento. À noite, o salão e o convés juntam quem ainda quer rever fotografias ou contar o que encontrou. A comida, a organização e a atenção da equipa são precisamente os pontos em que o barco mais compensa uma avaliação de casco menos entusiasta. Quem procura isolamento absoluto encontrará um barco social; quem viaja sozinho tende a entrar depressa no grupo.
Os locais onde se mergulha
A rota Similan de cinco dias e quatro noites parte e regressa a Thap Lamu e está registada com 14 mergulhos. Nas Similan Islands, recifes, grandes blocos de granito e corrente ocasionalmente exigente descem até -40 m; procuram-se raias manta, tubarões, tartarugas e cardumes. Koh Bon é uma parede com estação de limpeza, procurada pelas raias manta sobretudo entre janeiro e maio. Koh Tachai chega a -40 m e combina granito, corais e vida pelágica. Surin Islands oferece recifes de coral até -25 m, mais afastados da agitação. No Boonsung Wreck, até -18 m, o antigo dragueiro de estanho desaparece por trás de cardumes densos. Elephant Head Rock desce até -60 m e abre passagens e cavernas entre blocos de granito. Anita's Reef chega a -35 m, com formações de coral e bommies; West of Eden e North Point chegam ambos a -40 m e -35 m, respetivamente, com canyons, canais e vida de recife. Há também partidas de dez dias e nove noites entre Thap Lamu e Ranong, e de sete dias e seis noites a partir de Ranong, para seguir rumo ao Myanmar.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, o espetáculo mistura animais grandes e pequenos. Nudibrânquios aparecem em oito locais, enquanto moreias, caranguejos e camarões ocupam fendas e paredes; barracudas, xaréus, fusiliers e atuns cruzam os pináculos e recifes. Tubarões de recife, pontas brancas, tubarões-baleia, tartarugas, napoleões e raias manta estão registados em vários pontos, mas nenhum encontro é garantido. Koh Bon tem uma estação de limpeza onde as mantas podem parar entre janeiro e maio; correntes e alimento também podem trazer pelágicos a Koh Tachai. Alguns animais justificam uma paragem específica: o peixe-pedra e o peixe-porco-espinho estão registados no Boonsung Wreck; o peixe-papagaio-de-grande-testa aparece nas Surin Islands; em Koh Tachai procuram-se a gorgónia, a tartaruga-de-pente e o verme plano. Elephant Head Rock é o local indicado para procurar o peixe-balista. O valor da rota está justamente nessa alternância entre procurar o animal grande no azul e baixar a luz para encontrar macrovida no recife.
Quem vos põe na água
Os mergulhos são acompanhados por líderes e guias profissionais, e a tripulação comunica em inglês e tailandês. Os briefings são detalhados e cobrem o local, o plano e as regras de segurança antes da entrada na água; os grupos são organizados de acordo com a experiência e o nível dos mergulhadores. Não é publicado um rácio fixo por grupo de mergulho, embora a relação geral entre tripulação e passageiros seja próxima de um para um. A bordo decorrem cursos recreativos e profissionais, incluindo Advanced Open Water, nitrox, Deep Diver, fotografia subaquática e Divemaster. O Advanced Open Water inclui cinco mergulhos de aventura e pode abrir o limite de certificação aos 30 metros. Para quem tem certificação Open Water, a política da operação exige esse upgrade ou um guia privado durante a viagem. Quem pretende levar uma câmera para os mergulhos deve apresentar prova de 40 mergulhos. O barco leva oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes, botes salva-vidas, rádio e sistemas de navegação e localização.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é o centro do Deep Andaman Queen: a área de preparação está dividida em dois níveis, com espaço para equipar, plataforma de entrada e saída, duas escadas e dois botes de apoio. Os botes permitem distribuir os mergulhadores pelos pontos de descida e recolhê-los depois da subida, em vez de obrigar todos a regressar exatamente à plataforma principal. Há dois tanques de lavagem de água doce, incluindo espaço para computadores, lanternas e câmeras, além de duches de água doce para o regresso. A área de equipamento é sombreada. Adaptadores DIN estão disponíveis e o nitrox é produzido a bordo por uma membrana de nitrox; o serviço é pago. O aluguer de equipamento também está disponível, mas não são indicadas marcas nem os volumes ou materiais dos cilindros. Há espaço dedicado à fotografia, uma vantagem concreta para quem passa os intervalos a cuidar de câmeras e lanternas. O convés foi feito para reduzir confusão entre mergulhos.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o lugar mais útil é o espaço exterior protegido do sol, onde se pode deixar o corpo secar sem ficar exposto durante todo o intervalo. O solário oferece espaço para estender uma toalha, ler ou rever fotografias; o salão climatizado é a alternativa quando o calor aperta. Há ainda uma área dedicada à fotografia, tomadas de carregamento, biblioteca e televisão. O intervalo não precisa de ser preenchido: alguns passageiros dormem, outros descarregam câmeras ou conversam sobre o briefing seguinte. Durante a navegação, a própria mudança de cenário faz parte da pausa. Quando não há mergulho programado, o barco oferece terra firme em algumas rotas, como visitas a ilhas e praias na viagem pelo Myanmar. O valor destes espaços aparece ao terceiro ou quarto mergulho do dia, quando uma sombra, um duche de água doce e um lugar para pousar a câmera valem mais do que uma decoração vistosa.
Um dia a bordo
Num dia típico das Similan, o primeiro briefing acontece entre as 07:00 e as 07:30; depois começa o primeiro mergulho. O programa segue com três mergulhos diurnos nas ilhas, refeições e snacks entre as entradas na água, e intervalos suficientes para dormir, beber e preparar o equipamento. Num dos dias, há ainda um mergulho noturno em Honeymoon Bay, na ilha número 4, entre as 19:00 e as 19:45. O dia seguinte pode repartir dois mergulhos pelas Similan e outros dois por Koh Tachai e Koh Bon, enquanto Richelieu Rock e Surin recebem quatro mergulhos num dia dedicado a essa zona. No último dia, fazem-se dois mergulhos antes de deixar o local de mergulho ao meio-dia e chegar ao cais às 13:00. Entre os mergulhos, o barco alterna a navegação com o descanso no convés, a lavagem do equipamento e a revisão de fotografias. O ritmo é exigente, mas legível: briefing, água, comida, sono e outra vez água.
O que se come a bordo
A cozinha serve três refeições completas, snacks durante o dia e bebidas não alcoólicas, com serviço em buffet. Há pratos ocidentais e cozinha local, incluindo especialidades do sul da Tailândia; existem opções vegetarianas e veganas. As refeições são preparadas na cozinha de bordo e variam ao longo da viagem, em vez de repetirem o mesmo prato a cada serviço. Num cruzeiro com vários mergulhos, a mesa funciona como parte do equipamento: é onde se repõem forças, se falam os detalhes do mergulho seguinte e se espera pelo momento em que o corpo volta a pedir água e comida. O jantar pode ser servido ao ar livre, quando as condições permitem. Cerveja e bebidas alcoólicas estão disponíveis à parte. A comida recebeu a nota mais alta entre os critérios publicados, 9,6, e isso faz diferença real numa semana em que quase todo o dia é organizado à volta de comer, mergulhar e descansar.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines climatizadas, todas com casa de banho privada. Há cabines Master Ocean, Deluxe Ocean Front, Twin Ocean Front, Andaman Twin B, Triple e Quad; as categorias com vista para o mar ficam no convés principal, enquanto as opções partilhadas mais simples ficam no convés inferior. As cabines têm tomadas de carregamento, luz de leitura, espaço para pendurar roupa e toalhas; algumas categorias acrescentam televisão, minibar ou uma área de secretária. O ponto importante depois de quatro mergulhos não é a lista de extras, mas poder fechar a porta, ligar o ar condicionado e deixar o equipamento molhado fora do espaço de dormir. As cabines inferiores oferecem uma solução mais prática para quem prefere reservar espaço no orçamento da viagem; as ocean front dão luz e vista para o mar. A escolha muda a forma como se termina o dia, sobretudo quando o barco navega durante a noite.
Camarote quádruplo Andaman
Camarote triplo Andaman
Camarote twin Andaman B
Camarotes twin frente ao mar
Camarotes de luxo frente ao mar
Camarotes master oceano
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas Similan registadas saem e regressam a Thap Lamu, na zona de Khao Lak. As rotas entre Similan e Myanmar partem de Thap Lamu e terminam em Ranong; a rota Myanmar começa e termina em Ranong. Existem transferências de aeroporto e de hotel, incluindo recolha a partir do aeroporto ou hotel em Phuket e recolha para hóspedes em Khao Lak, conforme a rota. Como os embarques acontecem ao fim do dia e as transferências dependem do aeroporto e do cais, chegar na véspera é a opção mais segura para não transformar um atraso de voo numa corrida para o barco.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2008
- Ano de renovação
- 2019
- Comprimento
- 30,5 m
- Boca
- 7 m
- Número máximo de passageiros
- 23
- Número de cabines
- 10
- Número de casas de banho
- 12
- Motores
- 2 × 420 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 9,5 nós
- Botes de apoio
- 2
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