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Cruzeiros · Tailândia

Manta Queen 8 — uma semana de mergulho intenso, sem grupos grandes

O que torna este barco único

  • Cruzeiros de 5 dias e 5 noites com 19 mergulhos nas Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Surin, Richelieu Rock e Boonsung Wreck.
  • Até quatro mergulhos por dia, organizados em grupos pequenos de no máximo cinco mergulhadores.
  • Cilindros de 12 litros em alumínio, válvulas DIN e INT, nitrox disponível a bordo e equipamento de aluguer ScubaPro.
  • A tripulação recebe avaliações mais fortes do que o próprio barco: 8,6 para a tripulação, 9,4 para a comida, 8,8 para o mergulho e 7,5 para o barco.

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O convite

A Manta Queen 8 escolhe-se pelo mergulho, não por uma cabine de resort. A rota junta as Ilhas Similan, Koh Bon, Koh Tachai, as Ilhas Surin, Richelieu Rock e o naufrágio Boonsung numa viagem de 19 mergulhos, com até quatro entradas na água por dia. Os grupos pequenos ajudam quando há corrente, visibilidade variável ou uma parede de granito para explorar sem perder o guia de vista. A comida é outro argumento claro: cozinha de bordo feita na hora, em buffet, com pratos locais e ocidentais, fruta e snacks entre os mergulhos. O barco tem uma avaliação mais baixa do que a equipa, mas a diferença explica bem o que se ganha: menos acabamento de hotel, mais dias montados à volta da água, da logística de mergulho e de uma tripulação que segura o ritmo.

Subir a bordo

A chegada faz perceber que este é um barco de trabalho construído para passar dias no mar, não um hotel flutuante. O casco de madeira dá-lhe uma presença mais quente do que a de um barco moderno todo em metal, enquanto o convés de mergulho concentra o movimento de cilindros, barbatanas, lastro e equipamento molhado. Depois do primeiro briefing, a circulação torna-se simples: cabine, convés, água, banho e mesa, repetidos muitas vezes ao longo do dia. A renovação de 2017 ajuda a manter esse uso diário sob controlo, mas não apaga a natureza prática do barco. O espaço comum divide-se entre um salão climatizado, uma zona exterior para as refeições e um grande solário. É um barco para quem aceita que a vida a bordo gira em torno do próximo mergulho.

O ambiente a bordo

O ambiente é de grupo de mergulho, não de cruzeiro formal. Com 24 passageiros e grupos de no máximo cinco mergulhadores, é fácil reconhecer quem está no mesmo ritmo ao fim dos primeiros dias. A tripulação local e internacional fala inglês, neerlandês, alemão, espanhol e italiano, o que ajuda quando é preciso explicar uma corrente, uma entrada na água ou uma questão de equipamento. Cinco profissionais de mergulho e seis elementos de tripulação mantêm o barco a funcionar entre cilindros, refeições, cabines e deslocações. À noite, o convívio nasce do que aconteceu debaixo de água: uma manta em Koh Bon, um animal escondido num recife ou uma passagem entre blocos de granito. A nota da tripulação, 8,6, diz mais sobre a experiência diária do que a nota de 7,5 do barco.

Os locais onde se mergulha

A rota registada dura 5 dias e 5 noites, com partida e regresso a Khao Lak, e passa por Similan Islands, Koh Bon, Koh Tachai, Richelieu Rock, Surin Islands e Boonsung Wreck. Nas Similan, os recifes, os grandes blocos de granito e a corrente por vezes desafiante chegam até -40 m; Elephant Head Rock desce até -60 m e oferece passagens e cavernas entre blocos que podem exceder 30 m. West of Eden e North Point acrescentam canyons, canais e formações rochosas até -40 m e -35 m. Koh Bon é procurada pelas raias manta junto à parede e pelas estações de limpeza, sobretudo entre janeiro e maio. Koh Tachai Pinnacle tem corrente forte, vida pelágica e profundidade máxima de -40 m. Nas Surin, os recifes chegam a -25 m. Boonsung Wreck, um antigo dragador de estanho, concentra cardumes e desce até -18 m. A viagem inclui ainda Richelieu Rock, o grande ponto de encontro com pelágicos da rota.

O que se encontra debaixo de água

Esta rota é feita para procurar animais grandes sem abandonar a vida pequena. Barracudas e tubarões de recife foram registados em 10 locais; atuns aparecem em 9, tubarões-leopardo e tartarugas marinhas em 8, e raias manta e tubarões-baleia em 7. Nudibrânquios surgem em 12 locais, enquanto moreias, caranguejos, polvos e xaréus acompanham muitos dos recifes e naufrágios. Em Koh Bon, entre janeiro e maio, uma raia manta pode aparecer junto à parede durante a limpeza. A corrente forte de Koh Tachai Pinnacle é precisamente o que pode trazer vida pelágica. Para encontros mais específicos, Boonsung Wreck é o local indicado para procurar peixe-porco-espinho e peixe-pedra; Elephant Head Rock é o ponto registado para balistes; King Cruiser Wreck para enguias e tubarões-bambu; Christmas Point para anémonas e tubarões; Deep Six para blénies. Nada disso é garantido: é preciso mergulhar o local e procurar.

Quem vos põe na água

Cinco elementos da equipa trabalham no mergulho, apoiados por seis elementos da tripulação do barco. Os guias e instrutores são profissionais certificados pela PADI, e falam inglês, neerlandês, alemão, espanhol e italiano. Os grupos são mantidos pequenos, com no máximo cinco mergulhadores, o que permite briefings mais diretos e menos tempo perdido a procurar pessoas na água. A bordo podem decorrer cursos PADI, incluindo Open Water, Advanced Open Water, Rescue Diver, Deep, Digital Photography e Enriched Air Nitrox. O barco dispõe de oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, sonar, radar, alarme de incêndio e equipamento de salvamento. O buddy check é obrigatório antes da entrada na água. Não é indicado um número mínimo de mergulhos registados para embarcar.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho foi pensado para repetir entradas na água sem transformar cada intervalo numa operação pesada. Os cilindros standard têm 12 litros, são de alumínio e usam válvulas DIN e INT; cilindros de 15 litros e configurações duplas estão disponíveis como aluguer opcional. O equipamento de aluguer é ScubaPro, com conjuntos que incluem colete, regulador, manómetro de pressão e profundímetro, máscara, barbatanas, fato curto de 3 mm e computador quando solicitado. Há bacias de lavagem, uma bacia separada para câmaras, estações de carregamento, duche exterior e uma plataforma de mergulho. O nitrox está disponível para cilindros de 12 e 15 litros; quem o usa deve analisar a mistura e configurar o computador antes de entrar na água. Adaptadores DIN estão disponíveis. O barco leva um bote, mas a forma concreta de apoio a cada mergulho depende do local e da operação do dia.

Entre dois mergulhos

Entre os mergulhos, a zona sombreada do convés de mergulho é o lugar de passagem: deixa-se o equipamento, toma-se um duche exterior e procura-se um canto para secar. O salão climatizado oferece uma pausa do calor e tem televisão HD, áudio e vídeo; no exterior, o solário e a área de jantar permitem ficar ao ar livre quando o barco está parado ou em navegação. O bote permite chegar a praias durante alguns intervalos. Para quem leva câmara, há uma zona de lavagem separada, evitando misturar equipamento delicado com o material de mergulho. Internet e Wi-Fi existem a bordo, embora a ligação possa desaparecer em alguns dias.

Um dia a bordo

O dia começa cedo, antes de o sol aquecer o convés. Vem o briefing, prepara-se o equipamento e entra-se na água para o primeiro mergulho; depois seguem-se pequeno-almoço, intervalo, segundo mergulho, almoço e novas pausas antes das entradas seguintes. O programa prevê quatro mergulhos por dia, com refeições, fruta e snacks a separar cada etapa. Quando há mergulho noturno, a lanterna deixa de ser acessório e passa a fazer parte da rotina; depois, o barco regressa ao silêncio das cabines e do salão. Entre um local e outro, a navegação dá tempo para sair do equipamento, tomar banho e descansar. O ritmo é simples e exigente: mergulhar, comer, dormir e recomeçar.

O que se come a bordo

A cozinha é feita a bordo e servida em buffet. Há refeições completas ao longo do dia, com cozinha local e ocidental, opções vegetarianas e vegan, fruta e snacks entre os mergulhos. A mesa serve sobretudo para recuperar: depois de sair da água, come-se sem cerimónia, bebe-se água, chá ou café e volta-se ao equipamento. As bebidas não alcoólicas, a água potável, o chá, o café e os snacks fazem parte do serviço; a comida recebe a melhor avaliação entre os critérios dos viajantes, com 9,4. Não é uma viagem para esperar pratos à la carte, mas para encontrar comida fresca pronta quando o corpo pede calorias.

As noites no mar

As cabines ficam no convés inferior, com ar condicionado e janela panorâmica. Há cabines duplas com casa de banho privada, twin com casa de banho privada e twin sem casa de banho privativa; as casas de banho privadas têm duche de água quente. A escolha da categoria muda mais a noite do que o dia: quem quer sair do beliche diretamente para a sua casa de banho deve escolher uma cabine en-suite, enquanto a opção sem casa de banho poupa espaço e exige usar as instalações comuns. O barco é avaliado abaixo da tripulação, mas as cabines climatizadas, a limpeza diária e as toalhas de cabine tornam as noites funcionais depois de quatro mergulhos. Entre a cabine e o salão, há também uma sala interior climatizada e uma área exterior com vista para o mar.

Camarote duplo com casa de banho privativa

Camarote twin com casa de banho privativa

Camarote twin sem casa de banho privativa

O que é preciso saber antes de embarcar

Os cruzeiros registados partem e regressam a Khao Lak. As transferências de aeroporto e de hotel estão incluídas, com o serviço indicado para a zona de Khao Lak. Para evitar começar a viagem dependente de uma ligação apertada, vale a pena chegar a Khao Lak na véspera.

Ano de renovação
2017
Comprimento
28 m
Boca
7 m
Número máximo de passageiros
24
Número de cabines
12
Número de casas de banho
13
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