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Cruzeiros · Maldivas

Maldives Blue Force 3 — uma base sólida para explorar os atóis

O que torna este barco único

  • O barco foi renovado em 2018 e combina uma operação de mergulho organizada com áreas interiores e exteriores espaçosas.
  • Quatro guias de mergulho acompanham grupos de até 26 passageiros, com inglês e espanhol a bordo.
  • O convés de mergulho dispõe de três compressores, cilindros de alumínio S80 com ligação DIN ou estribo e sistema de nitrox por membrana.
  • As rotas de oito dias e sete noites partem e regressam a Malé, passando por atóis centrais e, em algumas saídas, por Hanifaru.

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O convite

Escolhe-se o Maldives Blue Force 3 para passar uma semana a perseguir a vida pelágica dos canais e thilas das Maldivas sem transformar o barco num simples hotel flutuante. A rota central junta recifes, correntes, estações de limpeza e a possibilidade de procurar tubarões-baleia; as saídas para Hanifaru acrescentam as raias-manta de Baa. O barco foi pensado por mergulhadores para mergulhadores, com o equipamento de enchimento concentrado na operação de mergulho e quatro guias em serviço. Depois da água, há espaço para comer, descansar ou simplesmente deixar o corpo recuperar. É uma escolha forte para quem quer mergulhar com regularidade, mas não aceita passar sete noites num barco apertado e sem lugares para desaparecer entre um mergulho e outro.

Subir a bordo

A chegada é a um barco de linhas limpas, construído em aço e renovado em 2018, com uma presença mais funcional do que tradicional. O espaço distribui-se sem obrigar toda a gente a ficar no mesmo salão: há áreas exteriores para o sol, um bar e zonas interiores com ar condicionado, incluindo salão, biblioteca e sala de câmaras. A circulação entre os espaços é simples, importante quando se regressa molhado do mergulho e ainda se tem de guardar o equipamento. O ambiente não é o de um velho barco de madeira com cada ruído a contar a sua história; é o de uma embarcação moderna, feita para longas navegações entre atóis e para uma semana de operações repetidas. A avaliação do barco é mais baixa do que a da comida, do mergulho e da tripulação, mas continua elevada: aqui ganha-se organização e espaço, não um casco cheio de carácter antigo.

O ambiente a bordo

O ambiente a bordo tende a formar-se depressa porque o mergulho repete os mesmos gestos todos os dias: briefing, equipamento, dhoni, regresso, lavagem e conversa sobre o que apareceu no azul. A tripulação fixa trabalha junta há vários anos, e isso nota-se mais na coordenação de um dia cheio do que numa frase simpática no salão. Os passageiros encontram uma equipa local e internacional que fala inglês e espanhol, com guias próximos o suficiente para ajustar os grupos às expectativas e à experiência de cada pessoa. À noite, o grupo pode reunir-se no salão, no bar ou nas zonas exteriores, em vez de ficar confinado a uma única sala. A comida, o mergulho e a tripulação recebem avaliações mais altas do que o barco; é um sinal claro de que as pessoas são uma parte central do que se leva desta viagem.

Os locais onde se mergulha

As saídas registadas duram oito dias e sete noites, com embarque e desembarque em Malé. A Central Atolls Classical Route passa pelos atóis de Malé Norte, Malé Sul, Felidhoo e Ari; a rota Central Atolls & Hanifaru acrescenta a procura de raias-manta em Baa, e a Hanifaru & North explora também Kaashidhoo, Raa e Lhaviyani. Nos locais centrais, Barracuda Giri chega a -30 m e reúne três pináculos com barracudas; Banana Reef é um recife de coral onde podem aparecer tubarões de pontas brancas e raias-águia. Mushimasmigili Marine Reserve desce a -30 m e é procurada pelos tubarões-cinzentos nas zonas onde a corrente traz alimento. Dhonkalo, a -25 m, é um ponto de mantas; Maamigili, a -30 m, combina tubarões-baleia e raias-manta. Kudarah Thila Marine Reserve, a -30 m, concentra vida nas fendas, túneis e correntes do pináculo. Maamigili Beiyru, a -30 m, acrescenta raias-águia e tubarões-baleia. Guraidhoo Marine Reserve explora canais e thilas com tubarões-cinzentos, pontas-brancas e tubarões-enfermeira. Myaru Kandu Marine Reserve chega a -30 m e abre a possibilidade de tubarões-martelo. Foththeyo Kandu, a -40 m, tem grutas na face do canal, corais amarelos e pelágicos. Dhigalhi Haa Marine Reserve e Dhonfanu atingem -30 m; a primeira destaca-se pelas colónias de corais acróporas e o segundo pelo pináculo que sobe das profundezas. Dhigu Thila, também a -30 m, é moldado pela corrente e pela vida pelágica. Hanifaru Bay não é apresentado como um mergulho profundo: é a razão para procurar snorkeling com raias-manta quando a atividade e as regras do parque o permitem.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o espetáculo repete-se em diferentes escalas: napoleões e fusiliers aparecem em muitos dos locais, enquanto tubarões-cinzentos, raias-manta, atuns, tartarugas, barracudas, raias-águia e carangues costumam ser procurados ao longo dos atóis. Nos canais, a corrente concentra cardumes e pode trazer tubarões de recife; nas estações de limpeza, as mantas aproximam-se para deixar que pequenos peixes lhes limpem a pele. O tubarão-baleia aparece em vários pontos da rota, mas nunca deve ser tratado como garantido. Hanifaru Bay é procurada pelas agregações de raias-manta e, com sorte, por tubarões-baleia. Há encontros mais específicos que justificam certos desvios: garoupas e anthias em Barracuda Giri, anémonas em Banana Reef, gaterins e peixes-porco-espinho em Maamigili, coral mole e gorgónias em Dhigalhi Haa Marine Reserve, e tartarugas-de-pente em Dhigu Thila. O valor desta rota está precisamente em alternar animais que podem acompanhar vários mergulhos com encontros que dependem de um local, corrente e momento certos.

Quem vos põe na água

Quatro guias de mergulho estão em serviço a bordo, o que permite dividir os passageiros em grupos ajustados às capacidades e expectativas de cada mergulhador. A equipa trabalha em inglês e espanhol. O nível mínimo para embarcar é Open Water Diver ou equivalente, mas é recomendado Advanced Open Water ou equivalente e pelo menos 50 mergulhos registados, uma recomendação sensata para canais e thilas sujeitos a corrente. Os briefings explicam o local e o plano antes de cada entrada, e a organização dos grupos fica nas mãos dos guias. Há cursos de Advanced e Nitrox a bordo para quem precisa de completar essa formação. O barco dispõe de desfibrilhador, alarme de incêndio e sistema de extinção; não é indicado um rácio fixo por grupo nem uma hora específica para os briefings.

O convés de mergulho e o equipamento

O mergulho é apoiado por três compressores e por um sistema de nitrox por membrana. Os cilindros principais são de alumínio S80, com ligação DIN ou estribo; cilindros S100 podem ser pedidos. O nitrox está disponível a bordo para quem tem a certificação necessária, e o equipamento de aluguer existe mediante pedido feito no momento da reserva, porque a quantidade a bordo é limitada. As entradas e saídas fazem-se a partir do dhoni, o barco de mergulho que acompanha a operação, enquanto o Maldives Blue Force 3 permanece como base de alojamento. A ficha de mergulho inclui ainda uma plataforma própria. Não há indicação de mesa dedicada para fotografia, tanques de lavagem, chuveiro quente no regresso, quantidade de botes de apoio ou marcas do equipamento de aluguer; esses detalhes não devem ser presumidos.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o barco oferece a escolha certa para uma semana que não pode ser passada inteira no beliche. A sala interior com ar condicionado serve para baixar a temperatura, rever imagens na sala de câmaras ou encontrar um livro na biblioteca; no exterior, a terraza, o ponto de descanso, o bar e os solários permitem ficar ao sol ou procurar sombra. O tempo de navegação ganha outro uso quando há um caiaque ou uma prancha de stand up paddle disponíveis, e algumas rotas incluem visitas a ilhas, paragens em ilhas desertas e barbecue na praia. Não é preciso transformar cada intervalo numa atividade. Num liveaboard com vários mergulhos, ter um lugar onde ninguém pede nada é parte importante do conforto.

Um dia a bordo

O dia começa antes do primeiro mergulho, com o briefing, a preparação do equipamento e a saída no dhoni. Na rota central, os seis dias de operação somam 18 mergulhos; a ordem habitual é mergulhar, comer, descansar e voltar a preparar-se, sem transformar o barco num horário rígido. Entre entradas há tempo para secar o fato, beber um café, rever fotografias ou ficar simplesmente deitado no solário enquanto o barco muda de atol. Alguns programas incluem mergulhos noturnos, quando as condições e o plano da equipa o permitem. As refeições entram nos intervalos para não roubarem tempo à água, e a navegação acontece entre zonas de mergulho ou durante os períodos em que a tripulação reposiciona o barco. No fim do dia, o equipamento fica pronto para o seguinte, enquanto o grupo troca histórias no salão, no bar ou ao ar livre.

O que se come a bordo

A cozinha trabalha em regime de pensão completa, com buffet, cozinha local, snacks ao longo do dia e opções vegetarianas e veganas. Há cervejas e uma seleção de vinhos, enquanto as bebidas não alcoólicas ficam tratadas à parte. A comida é um dos pontos mais fortes da experiência a bordo: não serve apenas para encher o intervalo entre dois mergulhos, mas para devolver energia quando o dia inclui corrente, entradas repetidas na água e muitas horas ao sol. As refeições são feitas a bordo e o serviço tem uma avaliação particularmente alta. O formato buffet também ajuda num grupo de mergulho: cada pessoa come o que precisa, sem esperar por uma refeição demasiado demorada quando o próximo briefing já se aproxima.

As noites no mar

As noites são passadas em cabines com ar condicionado e casa de banho privada, nas versões Double Cabin, Triple Cabin e Twin Cabin, distribuídas por diferentes conveses. As janelas são de tipo standard, por isso a luz e a vista dependem da categoria escolhida; as cabines dos conveses mais altos têm uma relação mais direta com o exterior. O essencial está no descanso entre dias de mergulho: uma porta que fecha, um espaço próprio para secar e arrumar as coisas e uma casa de banho sem depender das áreas comuns. O salão interior e os espaços exteriores permitem prolongar a noite sem levar a conversa para dentro da cabine. Quem procura silêncio absoluto deve lembrar-se de que continua num barco de mergulho com motores e navegação; quem valoriza uma cabine prática e privativa encontra aqui uma base confortável para recomeçar no dia seguinte.

Camarote duplo, convés inferior

Camarote duplo, convés principal

Camarote triplo, convés inferior

Camarote twin, convés superior

O que é preciso saber antes de embarcar

As rotas registadas para este barco partem do aeroporto de Malé e regressam a Malé. O transfer entre o aeroporto e o barco é organizado e está incluído, normalmente através do dhoni; a equipa recebe os passageiros no aeroporto e encaminha-os para o embarque. Nas saídas de oito dias, o desembarque acontece de manhã no aeroporto de Malé. Chegar na véspera é uma escolha prudente: deixa margem para atrasos de voo e evita começar uma semana de mergulho já cansado ou a correr para apanhar o transfer.

Planta do barco

Ano de renovação
2018
Comprimento
42 m
Boca
8,7 m
Número máximo de passageiros
26
Número de cabines
12
Número de casas de banho
12
Motores
2 × 850 cv Caterpillar
Velocidade de cruzeiro
12 nós
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