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Cruzeiros · Maldivas

EcoPro Mariana — um safári maldivo de grupo pequeno

O que torna este barco único

  • A Mariana leva no máximo 16 passageiros, com mergulho organizado a partir de um dhoni separado.
  • O ambiente combina o estilo tradicional de um safári-boat com cabines renovadas, salão climatizado e bar no convés superior.
  • As rotas Central Atolls e Best of Maldives passam por canais, thilas, estações de limpeza e recifes conhecidos por mantas, tubarões e tubarões-baleia.
  • Há 2 a 3 mergulhos por dia, mergulhos noturnos e nitrox mediante pedido e disponibilidade.

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O convite

A EcoPro Mariana escolhe a escala humana. Só 16 passageiros sobem a bordo, e isso muda a semana: os grupos não se perdem num barco cheio, o guia reconhece rapidamente quem prefere uma descida tranquila e quem procura a corrente, e a tripulação deixa de ser uma presença anónima. Vem-se para mergulhar nas Maldivas sem transformar o barco num resort flutuante. O dhoni leva o compressor e o equipamento, enquanto a Mariana fica como base para comer, descansar e conversar entre imersões. As rotas passam por North Malé, South Malé, Vaavu e Ari, com canais de corrente, thilas e encontros pelágicos. Para quem quer uma viagem de mergulho próxima, com espaço suficiente para não viver aos encontrões, esse é o argumento.

Subir a bordo

A Mariana tem o ar de um barco de safári tradicional que foi atualizado sem apagar a sua origem. Construída em 2005 e renovada em 2021, junta cabines com linhas modernas e elementos de barco clássico, em vez de tentar parecer um hotel novo. A chegada faz-se por um convés pensado para a vida no mar: há salão climatizado, áreas exteriores para comer e um bar no convés superior. O segundo barco de apoio fica com a parte pesada do mergulho, o que deixa a Mariana mais livre para a navegação e para os intervalos. Não é a escolha de quem procura a maior embarcação ou o mais recente catálogo de acabamentos. É a escolha de quem prefere reconhecer as pessoas à sua volta e ter uma operação de mergulho concentrada num grupo pequeno.

O ambiente a bordo

O ambiente é mais próximo de uma casa partilhada do que de um navio com muitos passageiros. Em poucos dias, um grupo de 16 pessoas aprende quem precisa de café antes do primeiro mergulho, quem procura macro e quem fica a conversar depois do jantar. A tripulação é local e internacional e fala inglês; o trabalho é descrito por quem regressa como disponível, profissional e atento aos detalhes da operação. Os mergulhos são variados, e a noite pode acabar com um mergulho noturno ou com conversa no bar. Há espaço para não mergulhadores e para praticantes de snorkeling, por isso a semana não obriga todos a seguir exatamente o mesmo ritmo.

Os locais onde se mergulha

As rotas registadas são Central Atolls, de Male a Male, com 8 dias e 7 noites, e Best of Maldives, também de Male a Male, em viagens de 8 dias e 7 noites, além de versões de 11 e 12 dias. Nos atóis centrais, Barracuda Giri junta três pináculos e cardumes de barracudas até aos -30 m; Banana Reef concentra corais, tubarões de recife e raias-águia. Mushimasmigili Marine Reserve procura tubarões-cinzentos nos -30 m, enquanto Dhonkalo é um ponto de mantas. Em Maamigili, os encontros possíveis incluem tubarões-baleia e mantas, até aos -30 m. Kudarah Thila tem fendas, saliências e túneis, também até aos -30 m. Guraidhoo, Myaru Kandu e Dhigalhi Haa trabalham canais e thilas com tubarões e cardumes. Foththeyo Kandu desce aos -40 m e oferece grutas, corais amarelos e pelágicos. Fushifaru Thila, até aos -35 m, é procurado pelas estações de limpeza de mantas.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o espetáculo é feito de animais que reaparecem ao longo dos atóis: napoleões, tubarões-cinzentos de recife, tartarugas, barracudas, mantas, atuns, fusiliers e raias-águia. Os tubarões-de-pontas-brancas, tubarões de recife, tubarões-baleia e tartarugas-verdes surgem em menos locais, mas fazem parte do repertório possível. A razão para procurar certos pontos está no detalhe: em Dhonkalo e Fushifaru Thila, as estações de limpeza podem trazer mantas para o recife; em Myaru Kandu aparecem tubarões-cinzentos e, ocasionalmente, tubarões-martelo; em Maamigili podem cruzar-se tubarões-baleia e mantas. Barracuda Giri é o local indicado para procurar garoupas e anthias. Banana Reef concentra anémonas. Dhigalhi Haa Marine Reserve é o ponto específico para corais moles e gorgónias. Em Maamigili, procure também o peixe-porco-espinho; em Dhigu Thila, a tartaruga-de-pente; em Fushifaru, a raia-pastenague.

Quem vos põe na água

Os briefings são feitos antes de cada local, com explicação do percurso, da corrente e do modo de entrada. Os mergulhos decorrem em equipas de dois; quem viaja sozinho recebe um companheiro a bordo. O serviço de guia de mergulho está incluído, mas cada mergulhador continua responsável pelo computador de mergulho, pelo planeamento dentro da sua certificação e por permanecer com o companheiro ou o grupo. A operação aceita mergulhadores de vários níveis nas rotas adequadas e disponibiliza cursos, do nível inicial a especialidades, quando há disponibilidade e se forem pedidos antes da partida. A bordo existem oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes, GPS, rádio VHF/DSC/SSB e telefones móveis e satélite. Mergulho solo, técnico e com descompressão são proibidos.

O convés de mergulho e o equipamento

O mergulho começa no dhoni, que transporta o compressor e o equipamento e acompanha o grupo até aos pontos de entrada. A Mariana dispõe ainda de um skiff de apoio. O embarque e a saída da água fazem-se a partir da plataforma de mergulho do barco de apoio, com bacias de lavagem separadas para o equipamento e para as câmaras; no regresso, há duches de água quente a bordo. Os cilindros de 12 litros usam ligação DIN, com adaptadores INT disponíveis. Cilindros de 15 litros podem ser alugados mediante pedido. O nitrox é produzido por um sistema de membrana e está sujeito a procura e disponibilidade, com suplemento. O aluguer de equipamento é limitado e deve ser pedido antes da viagem. Há estações de carregamento e espaço próprio para fotografia.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, a Mariana dá escolha sem exigir um programa. O salão climatizado serve para repousar, ler ou rever imagens; no exterior há sombra, espreguiçadeiras, pufes e um ponto de observação sobre a água. Quem fotografa tem espaço próprio e zonas de carregamento e armazenamento para câmaras e equipamento. O jantar pode ser servido ao ar livre, e há barbecue numa praia durante a rota. Também existem visitas a ilhas e paragens para nadar ou simplesmente ficar no areal, conforme o itinerário e o tempo. O segundo barco trata do compressor e do material de mergulho, por isso o convés principal pode continuar a ser um lugar de descanso quando o grupo regressa da água.

Um dia a bordo

O dia começa com o primeiro briefing e a preparação do equipamento no dhoni. Segue-se o mergulho, o regresso para comer e descansar, e outra saída quando a operação do local e a corrente o permitem. O barco alterna períodos de navegação com paragens junto a recifes, canais e thilas; entre mergulhos, o grupo pode dormir, rever fotografias, ficar no salão ou subir para o convés. A rotina publicada prevê 2 a 3 mergulhos por dia, cerca de 16 a 17 numa semana, e inclui mergulhos noturnos. O jantar pode ser servido ao ar livre, e algumas noites passam por um barbecue em terra. No dia anterior à partida há um mergulho de manhã; depois, a Mariana regressa ao porto.

O que se come a bordo

A comida segue o formato certo para uma semana de mergulho: pequeno-almoço, almoço e jantar em pensão completa, com buffet, cozinha local e refeições que podem ser feitas no interior ou ao ar livre. Há snacks ao longo do dia, além de chá, café e água potável. Vegetarianos e veganos têm opções próprias. O barbecue numa praia deserta aparece como parte da experiência, quando a rota e as condições permitem. Cerveja e vinho estão disponíveis, mas as bebidas alcoólicas não fazem parte da pensão completa. A mesa serve uma função prática: repor energia entre descidas sem obrigar a uma cerimónia longa. A avaliação da comida é a mais alta entre os critérios publicados, com 9,0.

As noites no mar

À noite, a Mariana oferece mais abrigo do que ostentação. As cabines têm ar condicionado regulável e casa de banho privada; no convés inferior, o ambiente é mais recolhido, enquanto as cabines superiores ficam ligadas às zonas comuns e ao bar. Há categorias single, double ou twin, nos conveses inferior e superior. O espaço foi renovado para misturar detalhes tradicionais com conforto atual, sem prometer dimensões de hotel. Depois do jantar, pode ficar-se no salão climatizado, subir para a zona exterior ou deixar o dia acabar numa espreguiçadeira. O som que importa é o do barco a trabalhar e do mar junto ao casco. Para uma semana de mergulho, isso vale mais do que uma decoração excessiva.

individual, convés inferior

duplo/twin, convés inferior

duplo/twin, convés superior

duplo, convés superior

O que é preciso saber antes de embarcar

As viagens registadas partem e terminam em Male. No dia de início, a transferência do Aeroporto Internacional de Malé está incluída: a equipa encontra os passageiros junto à saída das chegadas, depois da recolha da bagagem, a partir das 9h, identificada com o nome da EcoPro Divers e do barco. A primeira transferência para os barcos acontece por volta do meio-dia; pode haver outra mais tarde, de acordo com as chegadas dos voos. Chegadas fora desses grupos podem exigir uma transferência extra. Para começar a viagem sem transformar o primeiro mergulho numa corrida, chegar a Malé na véspera é a opção mais prudente.

Planta do barco

Ano de construção
2005
Ano de renovação
2021
Comprimento
30 m
Boca
8 m
Número máximo de passageiros
16
Número de cabines
9
Número de casas de banho
10
Motores
320 cv
Velocidade de cruzeiro
9 nós
Botes de apoio
1 dhoni de mergulho 1 esquife
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