Cruzeiros · Maldivas
EcoPro Seascape — conforto moderno para procurar mantas e tubarões
O que torna este barco único
- O mergulho faz-se a partir de um dhoni dedicado, enquanto o Seascape concentra o conforto no convés, no salão e no jacuzzi.
- As rotas percorrem os atóis de Malé, Ari e Baa, com encontros possíveis com raias-manta, tubarões-baleia e tubarões de recife.
- Há três mergulhos por dia nas partidas regulares, além de mergulhos noturnos incluídos no programa.
- As cabines têm ar condicionado e casa de banho privada; as do convés inferior são a escolha mais calma para quem sente o movimento do barco.
- A capacidade máxima publicada é de 28 passageiros, embora as partidas regulares sejam normalmente limitadas a 26.
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O convite
Escolhe-se o EcoPro Seascape quando a viagem deve juntar mergulho sério e espaço para respirar entre uma entrada na água e a seguinte. O barco é recente, foi construído em 2023, e foi pensado de raiz para cruzeiros de mergulho: o dhoni leva o grupo aos locais, enquanto o navio fica como base para comer, descansar e conversar. O interesse está nos atóis centrais e do norte das Maldivas, onde uma semana pode passar por canais com tubarões, estações de limpeza de mantas e águas frequentadas por tubarões-baleia. Hanifaru Bay acrescenta uma razão própria para escolher uma rota do norte: as raias-manta juntam-se ali em grandes agregações, e a observação é feita à superfície. É uma boa combinação para casais ou grupos mistos, porque mergulhadores, praticantes de snorkeling e não mergulhadores encontram lugar no mesmo barco.
Subir a bordo
Ao chegar, o Seascape apresenta-se mais como uma base de expedição moderna do que como um barco tradicional. A circulação está dividida entre um salão com bar, zonas de estar interiores e exteriores, áreas de refeição e um convés superior aberto ao horizonte. O mergulho fica separado da vida a bordo: o dhoni dedicado trata da logística na água, deixando o navio livre de cilindros espalhados pelas zonas de descanso. Há espaço exterior suficiente para alternar entre sombra, sol e refeições ao ar livre, e o convés superior termina num espaço de observação com jacuzzi. O resultado é um barco que privilegia conforto e organização, não o ambiente rústico de um velho safariboat. As estações de carregamento e arrumação para câmaras e equipamento também evitam que a vida de bordo se concentre toda à volta do equipamento molhado.
O ambiente a bordo
O ambiente tende para o confortável e social, mas sem a escala impessoal de um navio grande. A relação próxima entre tripulação e passageiros traduz-se em ajuda prática durante o dia: organizar a saída para o dhoni, acompanhar quem precisa de apoio e manter o serviço a funcionar entre mergulhos. As avaliações distinguem claramente a experiência geral do barco e da comida, ambas muito fortes, enquanto a tripulação recebe uma nota mais moderada; isso sugere um navio que ganha sobretudo pela organização, pelo espaço e pela qualidade das refeições, não por uma promessa de luxo servido a cada minuto. Os passageiros relatam sorrisos, atenção e esforço real da equipa para tornar os mergulhos agradáveis. À noite, o grupo reúne-se no salão, no bar ou ao ar livre, e a conversa costuma voltar ao que apareceu debaixo de água.
Os locais onde se mergulha
As rotas de 8 dias e 7 noites passam pelos atóis centrais; há também partidas do norte com Hanifaru Bay de 8 dias e 7 noites, 11 dias e 10 noites ou 12 dias e 11 noites. Em Malé Norte, Barracuda Giri chega a -30 m e junta três pináculos, barracudas e grandes cardumes; Banana Reef aposta no coral e na vida de recife. No sul de Malé, Mushimasmigili Marine Reserve desce a -30 m para procurar tubarões-cinzentos, enquanto Dhonkalo chega a -25 m e é procurado pelas mantas. Maamigili, Maamigili Beiyru e Dhonfanu, todos até -30 m, combinam tubarões-baleia, mantas e raias-águia. Kudarah Thila, Guraidhoo, Myaru Kandu e Dhigalhi Haa Marine Reserve chegam a -30 m, com pináculos, canais, correntes, tubarões e cardumes. Foththeyo Kandu atinge -40 m e acrescenta grutas, corais amarelos e pelágicos; Dhigu Thila chega a -30 m, com um pináculo moldado pela corrente. Hanifaru Bay é uma área protegida procurada pelas grandes agregações de raias-manta e pela possível presença de tubarões-baleia.

Hanifaru Bay →

Barracuda Giri →
Prof. máx. · 30 m

Banana Reef →

Mushimasmigili Marine Reserve →
Prof. máx. · 30 m

Dhonkalo →
Prof. máx. · 25 m

Maamigili →
Prof. máx. · 30 m

Maamigili Beiyru →
Prof. máx. · 30 m

Dhonfanu →
Prof. máx. · 30 m

Kudarah Thila →
Prof. máx. · 25 m

Dhigalhi Haa Marine Reserve →
Prof. máx. · 30 m

Foththeyo Kandu →
Prof. máx. · 40 m

Dhigu Thila →
Prof. máx. · 30 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, o espetáculo repete-se em várias formas: o peixe-napoleão aparece em muitos locais, tal como fusiliers, tubarões-cinzentos de recife, raias-manta, atuns, tartarugas e raias-águia. Barracudas, carangues, moreias e peixes-bat aparecem com frequência suficiente para manter os mergulhos variados, mas nenhum encontro deve ser tratado como garantido. As estações de limpeza e os canais concentram a ação: em Dhonkalo, as mantas são a razão principal para entrar na água; em Myaru Kandu podem surgir tubarões-martelo entre outros tubarões; em Foththeyo Kandu a topografia do canal favorece encontros com pelágicos. Hanifaru Bay é o ponto de superfície para procurar raias-manta em agregações massivas e, com sorte, tubarões-baleia. Alguns animais dão uma razão muito específica para certos mergulhos: garoupas e anthias em Barracuda Giri, anémonas em Banana Reef, gorgónias e coral mole em Dhigalhi Haa, peixe-porco-espinho e gaterins em Maamigili, e tartaruga-de-pente em Dhigu Thila.
Quem vos põe na água
Os briefings são feitos antes de cada local e explicam o perfil do mergulho, a corrente e a forma de entrar na água. Os mergulhos decorrem em equipas de dois; quem viaja sozinho recebe um parceiro a bordo. A equipa pode decidir que um mergulhador não entra em todos os mergulhos, permanecendo no barco para apoio à superfície quando a capacidade individual não corresponde ao local. O inglês, o neerlandês e o alemão são falados a bordo. Há cursos de iniciação e especialidades, sujeitos à disponibilidade e ao itinerário, mas a formação deve ser pedida antes da viagem. O barco leva oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes, botes salva-vidas, rádio VHF, GPS, telefone satélite e sistemas de localização. Não são permitidos mergulho solo, mergulho técnico ou mergulho com paragens de descompressão.
O convés de mergulho e o equipamento
O equipamento de mergulho trabalha a partir do dhoni dedicado, com plataforma de mergulho, espaço sombreado, bacias de enxaguamento e entradas e saídas organizadas para o grupo. Estão disponíveis cilindros de 12 litros com ligação DIN e adaptadores INT; cilindros de 15 litros podem ser alugados mediante pedido. O enchimento usa dois compressores Bauer 320 L e um sistema de nitrox por membrana. O nitrox depende da procura e da disponibilidade, pelo que deve ser pedido antes da partida. O aluguer de equipamento existe, mas é limitado e deve ser reservado previamente. Há área própria para fotografia, enxaguamento separado para câmaras, estações de carregamento, duches exteriores e toalhas de convés. Cada mergulhador deve levar computador, boia de sinalização, gancho de recife e lanterna para os mergulhos noturnos; as luvas não são permitidas.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o Seascape oferece mais do que uma espreguiçadeira. O convés superior tem camas de sol e jacuzzi; no exterior há zonas de estar, terraço e um ponto de observação para acompanhar a navegação ou procurar vida à superfície. Kayaks e pranchas de stand up paddle permitem entrar na água sem montar equipamento de mergulho, e as excursões terrestres e paragens em ilhas fazem parte das rotas publicadas. O espaço de fotografia, com carregamento e arrumação para equipamento, dá aos fotógrafos um lugar próprio para organizar o trabalho. Quando o mar pede uma pausa, o salão climatizado, a biblioteca e o bar são alternativas simples ao sol. Os intervalos não precisam de ser preenchidos: este barco também foi feito para deixar o mergulhador recuperar.
Um dia a bordo
O dia começa antes de o calor apertar, com o primeiro briefing e a preparação do equipamento no dhoni. Segue-se o primeiro mergulho, depois o regresso ao barco para comer, beber e deixar o corpo recuperar antes da saída seguinte. As partidas regulares preveem três mergulhos por dia; a informação geral da operação indica cerca de 16 a 17 mergulhos numa semana, porque os dias de chegada e partida não têm mergulho e o último dia termina com uma saída de manhã. Entre imersões, há duches, snacks, tempo à sombra e navegação para o próximo atol. O almoço e o jantar interrompem o ritmo apenas o suficiente para que ninguém passe o dia a correr. Quando o itinerário inclui um mergulho noturno, a lanterna e a boia ficam prontas depois do jantar; depois do regresso, o barco abranda e o salão volta a encher-se de relatos do fundo.
O que se come a bordo
A cozinha cobre o essencial de uma semana de mergulho intenso sem ficar presa a um único estilo. Há refeições de cozinha ocidental e local, buffet, opções vegetarianas e vegan, cerveja e vinho disponíveis. O pequeno-almoço, almoço e jantar fazem parte da pensão completa, com snacks ao longo do dia e bebidas não alcoólicas básicas, como água, chá e café. O jantar pode ser servido ao ar livre, e há também barbecue numa praia durante a rota. Num liveaboard, a mesa tem uma função prática: repõe energia sem obrigar o grupo a sair do barco ou a procurar um restaurante entre mergulhos. O bar e as zonas de refeição interiores e exteriores permitem comer com ar condicionado ou continuar no convés.
As noites no mar
As noites são passadas em cabines climatizadas, todas com casa de banho privada e vigia. As categorias distribuem-se pelo convés inferior, principal e superior, com opções duplas, twin e individuais. O convés inferior é normalmente a escolha mais sensata para quem é sensível ao balanço: fica na zona mais calma do barco. No interior, o salão e o bar oferecem um lugar fresco para prolongar a conversa depois do jantar, enquanto os conveses exteriores permitem dormir ou simplesmente ficar a olhar o mar. Não há razão para tratar a cabine como um quarto de hotel; depois de um dia de mergulho, ela serve sobretudo para tomar banho, descarregar fotografias, dormir e voltar a vestir-se para o dia seguinte.
Camarotes, convés superior
Camarotes, convés principal
Camarotes duplos/twin, convés inferior
Camarotes duplos, convés inferior
individual, convés inferior
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas e os regressos regulares são feitos em Malé. No dia de início, a equipa encontra os passageiros no aeroporto internacional, depois da recolha da bagagem, a partir das 9h; a primeira transferência para os barcos costuma acontecer por volta do meio-dia, com outro transporte por volta das 16h conforme as chegadas. A transferência de aeroporto está incluída, e chegadas tardias são recebidas de acordo com o horário do voo. Para evitar que um atraso aéreo encurte o embarque, é prudente chegar a Malé na véspera.
Planta do barco
O que o barco faz pelo oceano
A bordo, a água potável é produzida por osmose inversa e distribuída em garrafas reutilizáveis, reduzindo o uso de garrafas descartáveis. São usados produtos seguros para os recifes. Nas idas a terra, a operação junta uma limpeza de praia à visita e traz de volta um saco de resíduos.
- Ano de construção
- 2023
- Comprimento
- 41 m
- Boca
- 10,7 m
- Número máximo de passageiros
- 28
- Número de cabines
- 16
- Número de casas de banho
- 14
- Velocidade de cruzeiro
- 8-9 nós
- Botes de apoio
- 1
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