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Cruzeiros · Austrália

Pro Dive Cairns — três dias para mergulhar o recife exterior

O que torna este barco único

  • Cruzeiro de três dias e duas noites, com até 11 mergulhos e duas saídas noturnas.
  • Parte e regressa a Cairns, sem transferências de passageiros entre barcos.
  • O convés foi pensado para mergulho, com zona sombreada, plataforma, tanques de enxaguamento, adaptadores DIN e nitrox disponível.
  • A bordo seguem no máximo 32 passageiros e seis tripulantes, entre mergulhadores certificados, praticantes de snorkeling e alunos.

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O convite

Este barco serve para quem quer deixar de contar os minutos de um passeio diário e ficar três dias junto do recife exterior da Grande Barreira. Até 11 mergulhos, incluindo dois noturnos, dão tempo para ver o mesmo recife mudar com a luz e para não transformar a viagem numa corrida entre pontos de mergulho. A partida e o regresso são em Cairns, sem troca de barco pelo caminho. O ambiente é de operação de mergulho, não de hotel flutuante: há alunos em formação, mergulhadores certificados e pessoas que fazem snorkeling no mesmo grupo de viagem. Essa mistura faz sentido para casais ou amigos com níveis diferentes. Escolhe-se o Pro Dive Cairns pela quantidade de tempo na água e por uma organização que coloca o mergulho no centro de cada dia.

Subir a bordo

O Pro Dive Cairns é um barco de trabalho, construído em 1998 e renovado em 2014. Essa combinação diz mais sobre o seu caráter do que uma promessa de luxo: é uma embarcação feita para levar mergulhadores ao recife, repetir entradas na água e manter a operação simples. Os três níveis de convés ajudam a separar cabines, áreas comuns e a zona de mergulho, e há espaço exterior para sair do salão entre as imersões. A lotação máxima de 32 passageiros mantém o barco movimentado, mas não o transforma numa excursão de um dia. Os passageiros encontram-se rapidamente, sobretudo quando todos regressam molhados ao mesmo convés depois do mergulho. A renovação trouxe conforto suficiente para uma estadia de duas noites sem apagar a função principal do barco: preparar, lançar e recolher mergulhadores muitas vezes ao longo da viagem.

O ambiente a bordo

O ambiente é direto e social. Com passageiros de níveis diferentes, o barco junta quem está a completar Open Water, Advanced, Rescue ou Divemaster a quem veio apenas mergulhar ou fazer snorkeling. A tripulação trabalha muito perto dos passageiros durante o dia: organiza o equipamento, conduz os briefings, acompanha as entradas e mantém a operação em movimento entre os locais. A relação indicada é de um tripulante para cinco passageiros, o que ajuda a explicar a atenção sentida a bordo sem criar um ambiente formal. Ao fim do dia, a conversa passa naturalmente dos animais vistos para as dúvidas do aluno e para o próximo mergulho noturno. O inglês é a língua da tripulação. Não é um barco para desaparecer sozinho durante três dias; é um barco onde se acaba por reconhecer quem esteve na água ao lado.

Os locais onde se mergulha

A rota registada é circular: Cairns–Cairns, durante três dias e duas noites, com 11 mergulhos previstos. O barco trabalha sobretudo no recife exterior da Grande Barreira, e a ordem dos locais muda conforme meteorologia, marés e correntes. Cod Hole chega até -16 m e é procurado pelos grandes meros-batata, com corais moles, esponjas e nudibrânquios. Osprey Reef e Holmes Reef descem até -40 m em paredes oceânicas, onde podem aparecer tubarões-cinzentos, pontas-brancas, prateados e, em Osprey, tubarões-martelo. Pixie Pinnacle vai até -30 m; é um pináculo isolado, com habitats desde o topo raso até às gorgónias profundas. Hardy Reef chega a -20 m e concentra jardins de coral, peixes-palhaço e tartarugas. Steve’s Bommie desce a -30 m e sobe até 5 m. Agincourt Reef alcança -25 m, The Fishbowl -28 m, e Ningaloo Reef surge na rota registada como local de fauna pelágica, com tubarões-baleia e mantas.

O que se encontra debaixo de água

A fauna mais constante desta rota é feita de barracudas, fusiliers, carangídeos de olhos grandes, tartarugas marinhas, tubarões-cinzentos de recife e nudibrânquios, acompanhados por peixes-papagaio, gaterins, peixes-morcego, raias-manta, raias-águia e peixes-leão. São encontros espalhados por vários recifes, não uma promessa para cada mergulho. O interesse está nas diferenças entre os pontos: em Cod Hole, os meros-batata e os corais moles dão ao mergulho uma identidade própria. Osprey Reef é o lugar para procurar tubarão-martelo, atum, polvo e paredes frequentadas por pelágicos. Ningaloo Reef distingue-se pelo tubarão-baleia, pelo dugongo e pelos golfinhos registados apenas ali. Pixie Pinnacle é o ponto indicado para castanholas e caranguejos, enquanto Hardy Reef concentra labros e tubarões de recife. Em Agincourt Reef, o peixe-borboleta acrescenta uma razão específica para observar os jardins de coral com calma.

Quem vos põe na água

A equipa de mergulho é formada por instrutores PADI, e a tripulação de bordo inclui até seis pessoas. Os briefings organizam a entrada, o perfil previsto e os procedimentos de segurança antes de cada imersão; os grupos juntam passageiros certificados e alunos de acordo com a atividade que está a decorrer. A bordo podem decorrer formações Open Water, Advanced, Nitrox, Rescue e Divemaster, por isso o barco recebe tanto quem está a aprender como quem já procura aprofundar a técnica. O ambiente não exige um número mínimo de mergulhos para a viagem recreativa, mas os cursos têm os seus próprios pré-requisitos: o Divemaster requer pelo menos 40 mergulhos registados e o IDC exige 100. Há oxigénio, primeiros socorros, desfibrilhador, rádio e meios de localização e emergência. A tripulação de mergulho tem formação PADI e primeiros socorros.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem uma zona sombreada, plataforma de entrada e saída, tanques de enxaguamento e adaptadores DIN. Há também botes de apoio com motores Yamaha de 15 HP; o número de botes não é indicado. A configuração favorece entradas repetidas e recolhas organizadas, sem obrigar o mergulhador a tratar o convés como uma praia improvisada. O equipamento de aluguer faz parte do pacote indicado para a viagem, mas não são especificados o volume nem o material dos cilindros, o tipo de compressor, a marca do equipamento ou a existência de uma mesa própria para fotografia. O nitrox está disponível, mas a certificação de Enriched Air é uma formação separada para quem ainda não a possui. Para o mergulhador que usa DIN, os adaptadores resolvem a ligação ao sistema disponível; os restantes detalhes do enchimento devem ser tratados na preparação da viagem.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o lugar mais útil é o convés exterior: há uma área de mergulho sombreada para permanecer perto do equipamento sem ficar exposto ao sol, e uma área de descanso para recuperar antes do briefing seguinte. O tempo de intervalo serve para enxaguar máscara e regulador, pendurar a roupa, comer qualquer coisa e rever no mapa mental o que acabou de ser visto. Quando o barco muda de local, a navegação torna-se parte da pausa; a atenção deixa de estar no fundo e passa para o horizonte e para a preparação da próxima entrada. Também há salão interior climatizado, biblioteca, televisão, música e jogos de tabuleiro para as horas em que o mar pede abrigo ou simplesmente quando o corpo já precisa de parar.

Um dia a bordo

O dia começa com a preparação do equipamento e o briefing do primeiro mergulho, normalmente antes de o corpo estar completamente desperto. Depois vêm as entradas sucessivas na água, com refeições e snacks entre elas, enquanto o barco muda de posição para oferecer outro jardim, pináculo ou parede. A primeira parte do dia privilegia a energia e a atenção; mais tarde, o intervalo no convés ganha valor, porque quatro ou mais momentos na água deixam o corpo a pedir sombra, comida e silêncio. Ao cair da noite, o barco pode voltar ao local da tarde para que a orientação seja familiar, e o mergulho noturno passa a mostrar os animais que não estavam ativos durante o dia. Ao longo dos três dias, chegam-se a 11 mergulhos, incluindo duas imersões noturnas, além de oportunidades de snorkeling. O ritmo é repetitivo no melhor sentido: briefing, equipamento, água, regresso, refeição, descanso e novamente briefing.

O que se come a bordo

A cozinha serve as refeições em buffet, com comida ocidental e local, pensão completa, fruta, saladas e snacks ao longo do dia, além de chá e café. O prato aparece entre os mergulhos, com um pequeno-almoço ligeiro no início da saída e refeições mais completas depois das primeiras imersões. Num cruzeiro com até 11 mergulhos, a mesa é sobretudo uma pausa útil: comer, beber água, trocar duas palavras e voltar a preparar o equipamento. Existem opções vegetarianas e vegan. A cozinha consegue disponibilizar pão e massa sem glúten e leite de soja, mas quem segue uma dieta vegan ou sem glúten deve levar snacks próprios que não precisem de frigorífico, porque o espaço refrigerado é reduzido. As bebidas não alcoólicas não fazem parte do serviço normal; o barco não vende álcool, embora seja permitido levar uma quantidade moderada.

As noites no mar

As noites são passadas em cabines climatizadas para duas pessoas. Há 14 cabines Twin com beliches e duas cabines Double com cama de casal; as casas de banho são partilhadas. O espaço é funcional e limitado, por isso uma mala pequena é mais prática do que bagagem rígida. As cabines têm acesso a luz natural e tomadas de 240 V, mas o barco não foi desenhado para longas horas fechadas no quarto: entre um mergulho e outro, a vida acontece nos conveses e no salão. O ar condicionado ajuda a secar o corpo e o equipamento depois do último mergulho, enquanto o ruído normal de uma embarcação de mergulho faz parte da noite. Quem viaja sozinho fica numa cabine Twin partilhada com outra pessoa do mesmo sexo. As cabines de casal são atribuídas por ordem de reserva.

Camarotes duplos/twin

O que é preciso saber antes de embarcar

O embarque e o regresso são em Cairns. Há transfer gratuito a partir de alojamentos na zona central de Cairns; para as Northern Beaches aplicam-se custos, e não há recolha no aeroporto. O ponto de encontro e a preparação do equipamento são tratados no centro de Pro Dive Cairns antes da partida. Chegar na véspera ajuda a resolver o aluguer, a documentação e a certificação sem começar o cruzeiro já a correr.

Planta do barco

Ano de construção
1998
Ano de renovação
2014
Comprimento
24 m
Boca
× 7,4 m
Número máximo de passageiros
32
Número de cabines
16
Número de casas de banho
8
Motores
MTU 500 cv × 2
Velocidade de cruzeiro
12 nós
Botes de apoio
Yamaha 15 cv
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