Cruzeiros · Papua-Nova Guiné
MV Oceania — um catamarã feito para explorar
O que torna este barco único
- Catamarã de 27 metros, renovado em 2018, com espaço pensado para grupos de mergulho até 16 passageiros.
- O convés de mergulho tem uma plataforma ao nível da água e dois botes de apoio.
- As oito cabines ficam acima da linha de água, têm casa de banho privada, ar condicionado e vista para o mar.
- Os cruzeiros percorrem Kimbe Bay, Fathers Reefs, as ilhas Witu e outras zonas do mar de Bismarck.
- Há nitrox disponível mediante suplemento.
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O convite
Escolhe-se o MV Oceania para passar vários dias a explorar recifes que não se alcançam num passeio diário. A rota pode juntar Kimbe Bay, Fathers Reefs e as ilhas Witu, ou seguir para zonas mais remotas da Papua-Nova-Guiné, conforme o cruzeiro. Debaixo de água, a promessa é clara: recifes vulcânicos, corais densos, grandes cardumes e mergulhos geralmente com pouca corrente. O barco não tenta ser um hotel desligado do mar. Tudo gira à volta da água: o convés facilita a entrada e a saída, os botes aproximam o grupo de alguns locais e o solário dá espaço para recuperar entre imersões. É uma escolha forte para quem prefere variedade e exploração a uma semana passada sempre nos mesmos recifes.
Subir a bordo
O MV Oceania chega ao cais com a forma larga e estável de um catamarã, não com a silhueta estreita de um velho barco de mergulho. O casco começou a trabalhar em 2001, mas a renovação de 2018 deixou os interiores mais atuais e adequados ao uso diário de mergulhadores. A circulação faz-se entre a zona de mergulho, o salão no convés intermédio e o espaço aberto no nível superior, sem transformar cada deslocação numa manobra apertada. Há áreas interiores climatizadas e uma zona exterior com mesas, cadeiras e sombra. O resultado é prático: o barco aguenta uma semana de equipamento, refeições e roupa molhada sem obrigar todos a viver no mesmo canto.
O ambiente a bordo
O ambiente é de grupo pequeno, com um máximo de 16 passageiros e uma tripulação que está presente nas tarefas que realmente contam. A equipa ajuda a levar o equipamento para a água e a recebê-lo no regresso, em vez de deixar cada mergulhador resolver tudo sozinho numa plataforma molhada. Inglês é a língua de bordo, e a tripulação reúne elementos locais e internacionais. No salão, duas mesas compridas juntam o grupo às refeições; no convés, os intervalos espalham as pessoas entre sombra, sol e fotografia. Ao fim do dia, o ritmo abranda no solário, com bebidas e conversa enquanto o barco muda de zona. É um barco onde se cruza a mesma gente muitas vezes, o que torna natural pedir ajuda, combinar um mergulho ou partilhar o que apareceu no recife.
Os locais onde se mergulha
A rota mais conhecida combina Kimbe Bay, Fathers Reefs e as ilhas Witu. Em Kimbe Bay, recifes como Susan’s Reef destacam-se pelas gorgónias e chicotes vermelhos; Inglis Shoal sobe de águas profundas e concentra atuns, barracudas e xaréus, com possibilidade de tubarões-martelo e tubarões-cinzentos. O The Zero acrescenta um avião japonês preservado em água pouco profunda, embora dependa do estado do mar. Fathers Reefs oferece montes submarinos, arcos, passagens e atividade de mar aberto; The Arch, Jayne’s Gully e Shaggy Ridge mostram bem essa mistura. Nas Witu, Wire Bay combina areia vulcânica negra e mergulho de pequenos animais, enquanto Krackafat é procurado pelos cardumes. Há cruzeiros de 9 a 11 noites com partida e chegada em Kimbe Bay, uma viagem de 15 dias entre Kimbe Bay e Kavieng, e itinerários de 11 noites entre Kavieng e Kimbe Bay.
O que se encontra debaixo de água
O espetáculo desta região está na alternância entre o pequeno e o grande. Nos recifes do mar de Bismarck aparecem corais coloridos, peixes de recife, cardumes de barracudas, atuns e xaréus; nos montes submarinos ao largo, podem surgir raias, tartarugas e várias espécies de tubarão. Em Kimbe Bay, Inglis Shoal é um lugar para olhar para o azul em busca de peixe pelágico e tubarões, enquanto Susan’s Reef recompensa quem presta atenção às gorgónias, aos chicotes vermelhos e aos pequenos animais agarrados ao recife. Fathers Reefs acrescenta tubarões, tartarugas e cardumes atraídos pelas formações isoladas. Nas Witu, Wire Bay e The Crater favorecem a procura lenta: peixes-escorpião, cavalos-marinhos, camarões, nudibrânquios e moreias podem aparecer entre a areia negra e o recife. Há ainda observações ocasionais de golfinhos, orcas e tubarões-baleia; são encontros possíveis, não uma promessa de cada viagem.
Quem vos põe na água
A tripulação fala inglês e acompanha os mergulhadores na entrada e na saída da água. Os briefings, a composição dos grupos, o rácio entre guia e mergulhadores, as qualificações dos guias e o número mínimo de mergulhos exigido não estão definidos aqui, por isso a experiência adequada varia conforme o itinerário. A segurança de base está presente: há oxigénio, primeiros socorros e tripulantes formados em primeiros socorros, além de rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, radiobaliza e coletes de salvação. Existem também alarmes e extintores contra incêndio, foguetes de socorro e sistemas de comunicação móveis e por satélite. O barco aceita não mergulhadores que façam apenas snorkeling, uma opção interessante para quem viaja acompanhado.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho foi desenhado para reduzir o esforço onde ele mais pesa. A equipa ajuda tanto a entrar como a sair da água, e a plataforma traseira ao nível da água permite entrar e regressar sem subir uma escada alta com todo o equipamento. Dois botes de apoio são usados para alguns mergulhos, sobretudo quando o local pede uma aproximação diferente ou uma recolha longe do barco. O convés é sombreado e tem duches exteriores para tirar o sal. Há adaptadores DIN, espaço separado para lavar câmaras e estações de carregamento. O nitrox está disponível mediante suplemento, e o aluguer de equipamento também pode ser feito. O que não aparece especificado é o tipo ou volume dos cilindros, o compressor e o sistema de enchimento; esses detalhes não devem ser presumidos.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o lugar principal é o convés superior: uma área aberta com mesas e cadeiras ao sol e à sombra. Serve para comer um lanche, ler, rever fotografias ou simplesmente acompanhar a navegação sem ficar preso ao salão. No convés intermédio há sofás sob uma cobertura, úteis quando o corpo pede sombra e não silêncio absoluto. O salão tem tomadas junto aos sofás, por isso é possível carregar uma câmara ou outro dispositivo enquanto se descansa. À noite, o mesmo espaço exterior transforma-se num ponto para ver o pôr do sol e ficar com uma bebida na mão. As tardes sem mergulho dependem da rota e das condições, mas o barco foi organizado para que o intervalo não seja passado entre cilindros e beliches.
Um dia a bordo
O dia começa cedo, com o pequeno-almoço continental antes do primeiro mergulho e o briefing que organiza a entrada na água. Depois do regresso, chega a comida quente e há tempo para lavar o rosto, rever fotografias e preparar o equipamento seguinte. Um lanche a meio da manhã acompanha a pausa, o almoço buffet repõe forças e outro lanche aparece antes do último mergulho. Entre estas etapas, o MV Oceania navega ou fica sobre o próximo local, enquanto os passageiros alternam entre o salão climatizado e o convés superior. O mergulho noturno pode fazer parte de locais adequados, como Wire Bay, mas não é apresentado como rotina fixa de todos os cruzeiros. No último dia de mergulho, a imersão final acontece antes do almoço; durante a tarde, a tripulação lava e seca o equipamento enquanto o barco entra no porto de desembarque.
O que se come a bordo
Antes do primeiro mergulho há um pequeno-almoço continental, servido antes das 6h30; depois de regressar da água, chegam ovos, panquecas, bacon e outras opções quentes que podem ser pedidas. Entre os mergulhos aparecem dois lanches, um a meio da manhã e outro a meio da tarde. O almoço é normalmente buffet, com saladas, pratos quentes e acompanhamentos que mudam de dia para dia. O jantar é servido à la carte, em estilo caseiro, com carnes locais e peixe fresco quando disponível, seguido de sobremesa. Há fruta ao longo do dia, chá e café, opções vegetarianas e vegan, cerveja e vinho ao jantar. Num cruzeiro de mergulho, a mesa funciona como uma paragem real: repõe energia sem prolongar a refeição quando o grupo já está a pensar no próximo mergulho.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines acima da linha de água, todas com vista para o mar e casa de banho privada. Há cabines Queen e cabines Twin Share; cada uma tem ar condicionado de controlo individual, tomadas internacionais, tomadas USB, luz de leitura e espaço de arrumação debaixo da cama. A casa de banho combina um chuveiro de efeito chuva com um chuveiro de mão. Depois de um dia de mergulho, isso vale mais do que uma decoração vistosa: pode-se fechar a porta, controlar a temperatura e deixar o barco trabalhar lá fora. O salão e as cabines são climatizados, mas quem prefere adormecer com ar e ruído do mar encontra também espaço exterior para ficar até à noite.
Camarotes Queen
Camarotes twin
O que é preciso saber antes de embarcar
A maioria dos cruzeiros parte e regressa ao Walindi Plantation Resort, na zona de Kimbe Bay; algumas rotas começam ou terminam em Kavieng, Rabaul ou Alotau, conforme o itinerário. Para as partidas em Kimbe Bay, o aeroporto mais próximo é Hoskins, também chamado Kimbe Airport. As transferências entre o aeroporto ou um hotel acessível e o barco estão incluídas, mas alguns alojamentos podem exigir uma solução alternativa. Quem chega no próprio dia é recolhido pela equipa; quem já está num hotel é transferido a partir das 16h. Chegar na véspera continua a ser a opção mais tranquila para uma viagem tão longa.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2001
- Ano de renovação
- 2018
- Comprimento
- 27 m
- Boca
- 9 m
- Número máximo de passageiros
- 16
- Número de cabines
- 8
- Número de casas de banho
- 9
- Motores
- Caterpillar 3306 turbodiesel
- Velocidade de cruzeiro
- 13 nós
- Botes de apoio
- 2
- Site
- mvoceania.com ↗
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