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Cruzeiros · Indonésia

Cheng Ho — um phinisi de madeira para mergulhar Raja Ampat

O que torna este barco único

  • O Cheng Ho é um phinisi de ironwood construído em 1996, com o caráter de um barco de cruzeiro de mergulho já vivido.
  • A rota Sorong–Raja Ampat–Sorong dura 8 dias e 7 noites e inclui até quatro mergulhos por dia, com dois no último dia.
  • O convés de mergulho tem cilindros de 12 litros, botes de apoio, duches quentes, estação de fotografia e carregamento para câmaras.
  • As cabines têm ar condicionado e casa de banho privativa; há opções twin, double e single em diferentes conveses.
  • Raja Ampat junta estações de limpeza de mantas, paredes de recife, correntes com grandes cardumes e locais de macro-vida.

O convite

Escolhe-se o Cheng Ho para passar uma semana a perseguir a vida de Raja Ampat, não para ficar parado num hotel flutuante. A rota junta Manta Sandy, Cape Kri, Blue Magic, Sardines e outros pontos onde as correntes podem trazer mantas, tubarões, barracudas e cardumes densos; noutros mergulhos, o olhar desce para cavalos-marinhos-pigmeus, nudibrânquios e camarões. O barco serve bem quem quer quatro entradas na água nos dias completos e precisa de uma operação simples entre mergulhos: cilindros e pesos preparados, botes de apoio, guia, duches quentes e espaço para a câmara. A experiência tem também um preço em termos de idade e conectividade: não há Wi-Fi, e o Cheng Ho não tenta esconder que é um phinisi com história. Em troca, há uma embarcação de ironwood, uma tripulação que fica próxima dos mergulhadores e acesso a uma das rotas mais ricas do arquipélago.

Subir a bordo

A chegada ao Cheng Ho não é a entrada num iate novo. O ironwood e a construção de 1996 dão-lhe uma presença mais tradicional, de barco indonésio feito para viver no mar e para levar mergulhadores até zonas onde não se chega num passeio curto. A circulação distribui-se por salões interiores e ao ar livre, bar, convés de sol e zonas com espreguiçadeiras; há espaço para comer, descansar e deixar a paisagem fazer o seu trabalho durante a navegação. O salão tem ar condicionado e existe também entretenimento de áudio e vídeo, mas a vida a bordo está centrada no convés de mergulho e no mar à volta. O gerador mantém as áreas habitáveis e as tomadas são do padrão de dois pinos, a 220 V. É um barco para quem aceita uma atmosfera mais marítima e quer conhecer rapidamente o pequeno grupo que o ocupa.

O ambiente a bordo

O ambiente forma-se depressa porque o grupo partilha refeições, briefings, botes e quatro mergulhos por dia. A tripulação aparece sobretudo nos momentos que contam: preparar o equipamento, ajudar na entrada e na saída da água, manter o serviço a funcionar e resolver pequenos problemas sem dramatização. Uma máscara com a tira partida já foi reparada a bordo para que o mergulho continuasse. A atenção também chega à cozinha, onde as restrições alimentares são tratadas com cuidado. À noite, o convívio passa pelo salão, pelo convés aberto e pelas fotografias do dia. O Cheng Ho não oferece Wi-Fi para separar cada passageiro no seu ecrã; a vida social nasce do tempo partilhado e da proximidade de um grupo pequeno.

Os locais onde se mergulha

A rota Sorong–Raja Ampat–Sorong dura 8 dias e 7 noites. Em Manta Sandy procura-se a estação de limpeza das raias manta; em Cape Kri, grandes cardumes, tubarões de recife e o mero-gigante registado nesse ponto. Blue Magic concentra cardumes, mantas oceânicas, wobbegongs, carangues gigantes e atuns; Sardines usa a corrente para juntar cardumes e predadores. Sorido Wall é uma parede com fusiliers, barracudas e tubarões de recife, enquanto Friwenbonda traz corais moles, nudibrânquios e cavalos-marinhos-pigmeus. South Kri combina corrente suave e macro-vida; ali foi registado o caranguejo. Ransiwor desce até 30 m, com tartarugas e fusiliers de dorso amarelo. Cape Mansuar e Cross Over são deriva ao longo de recifes com cardumes, mobulas ou tubarões de ponta preta. Yenbuba Jetty, até 30 m, transforma um cais em recife; Sawandarek tem pouca ou nenhuma corrente e tartarugas verdes. Mios Kon, até 30 m, é procurado pelos wobbegongs e pela crevette arlequin. Chicken Reef, também até 30 m, oferece quatro experiências no mesmo recife, com tartarugas, nudibrânquios e cavalos-marinhos.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o espetáculo repete-se em muitas formas: fusiliers, nudibrânquios, barracudas, tubarões de recife, tubarões de ponta preta, tartarugas, napoleões, carangues, peixes-papagaio-de-bossa e cavalos-marinhos-pigmeus aparecem em vários locais. A corrente é parte do cenário: concentra cardumes e pode trazer barracudas, carangues e mantas para o azul, sobretudo em Blue Magic, Sardines e Cape Mansuar. Nas estações de limpeza, como Manta Sandy, as raias manta podem aproximar-se para serem limpas; o encontro depende das condições e do comportamento dos animais. A rota também recompensa quem abranda: em South Kri procura-se o caranguejo, em Mios Kon a crevette arlequin, e em Ransiwor podem surgir o peixe-escorpião, a idole des Maures, o polvo e o baliste-titã. Yenbuba Jetty é o ponto indicado para anthias e donzelas; Chicken Reef para o cavalo-marinho, a moreia e o coral duro. Não é uma lista de garantias, mas um mapa do que torna cada paragem diferente.

Quem vos põe na água

A língua de trabalho da tripulação é o inglês. Um guia de mergulho acompanha a operação, com briefings antes das entradas e organização dos grupos para os pontos visitados. O nível mínimo pedido é Open Water Diver ou equivalente, com pelo menos 20 mergulhos registados. A operação inclui ENOS para aluguer e indica segurança completa a bordo, mas não especifica o rácio entre guias e mergulhadores, as qualificações individuais, a presença de oxigénio ou desfibrilhador, nem um sistema de chamada concreto. Também não são anunciados cursos ou mergulho técnico: o barco não é considerado adequado para tech diving. O que se sabe é suficiente para situar o perfil da viagem: é preciso chegar com experiência básica consolidada, seguir os briefings e estar confortável numa rota onde alguns locais têm corrente.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho recebe cilindros de 12 litros e pesos, incluídos na operação. Há compressor, botes de apoio para os mergulhos, zona de enxaguamento, duches quentes no regresso e adaptadores DIN. O nitrox é feito por membrana, em EAN 32%, e está disponível com suplemento. O aluguer de equipamento e os cilindros de 15 litros também são extras; as marcas do equipamento não estão indicadas. Fotógrafos encontram mesa própria e estações de carregamento. O sistema está montado para repetir o ciclo sem desmontar tudo entre mergulhos: o equipamento permanece no convés, o bote leva o grupo ao ponto de entrada e devolve-o ao barco depois da saída. A quantidade de botes e o modo exato de entrada na água não estão especificados.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o Cheng Ho oferece escolhas simples: ficar no salão com ar condicionado, subir ao convés de sol ou sentar no salão aberto enquanto o barco muda de posição. As espreguiçadeiras servem para secar o fato, ler ou simplesmente deixar passar a travessia; a paisagem de Raja Ampat faz o resto sem precisar de entretenimento contínuo. O equipamento pode ficar organizado no convés de mergulho, enquanto as câmaras têm uma mesa própria e pontos de carregamento. Quem não mergulha pode usar o equipamento de snorkeling, o SUP e as excursões em terra previstas para a operação. São intervalos práticos, pensados para recuperar antes da próxima entrada na água.

Um dia a bordo

Um dia completo segue o ciclo que traz os mergulhadores a Raja Ampat: briefing, entrada na água, regresso ao barco, refeição e recuperação antes da próxima saída. O programa pode chegar a quatro mergulhos no dia, com as refeições a intercalar o trabalho de preparar, mergulhar, enxaguar e guardar o equipamento. Entre entradas, pode-se descansar no salão com ar condicionado, subir ao convés aberto, tratar das fotografias ou acompanhar a navegação para o local seguinte. O primeiro e o último mergulho do dia não têm aqui uma hora fixa indicada, por isso o ritmo depende do itinerário, da luz, das correntes e das condições no local. No último dia, estão previstos dois mergulhos. A operação publicada não confirma um mergulho noturno; não deve ser contado como parte garantida do programa.

O que se come a bordo

A cozinha alterna pratos locais e comida ocidental, servidos em buffet ao longo das refeições principais. Há pequenos snacks durante todo o dia, úteis quando o corpo já gastou energia em várias entradas na água, além de chá, café e água mineral. Restrições alimentares são consideradas, e a cozinha já mostrou capacidade para preparar refeições vegetarianas sem deixar o mergulhador a comer apenas acompanhamentos. A mesa funciona como uma paragem necessária entre mergulhos: come-se, repõe-se energia e volta-se ao convés quando o equipamento está pronto. Bebidas alcoólicas e refrigerantes estão disponíveis como extras, não fazem parte do serviço incluído.

As noites no mar

As noites decorrem em cabines funcionais, com ar condicionado, casa de banho privativa, lavatório e duche quente e frio. As categorias twin e double aparecem nos conveses inferior, principal e superior; há também duas cabines single no convés principal. Algumas cabines têm espaço de arrumação fechável, toalhas, roupão, secador e artigos básicos de higiene. O essencial está resolvido depois de um dia com quatro mergulhos: banho quente, cama própria e uma porta entre o descanso e o movimento do salão. Quem escolher uma cabine inferior fica mais perto da zona de trabalho do barco; quem prefere subir encontra cabines double no convés superior. Não há Wi-Fi, por isso a noite é feita de conversa, fotografias, vídeo e sono, não de ligação permanente ao exterior.

Camarote twin (#103,104,105,106)

Camarote duplo (#102,107,108)

Camarote individual (#202,203)

Camarote duplo (#301,302,303)

Camarote twin (#201,204)

O que é preciso saber antes de embarcar

Na rota de Raja Ampat, o embarque e o regresso são em Sorong, no Port of Sorong. A transferência de entrada e saída faz parte da operação logística, mas está sujeita a uma sobretaxa obrigatória paga a bordo, juntamente com a taxa de entrada. Os horários exatos de recolha e transferência não estão indicados. É prudente chegar a Sorong na véspera, para proteger o embarque contra atrasos de voo e dar margem para chegar ao porto sem transformar o primeiro dia numa corrida.

Ano de construção
1996
Comprimento
33,2 m
Boca
10,7 m
Número máximo de passageiros
26
Número de cabines
14
Motores
1 unit YANMAR - 6E 347 (6LA), 347 cv=259 KW, RPM 1720; Auxiliary I: MITSUBISHI 6D15; Auxiliary II: FORD - 150 cv, 60 KVA; Auxiliary III: 1 unit DEUTZ F2L912, 20 cv, 14,5 KW
Botes de apoio
Lancha rápida Yamaha Enduro
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