Português
DivingDeal.com

Cruzeiros · Indonésia

Cheng Ho — um phinisi indonésio feito para Raja Ampat

O que torna este barco único

  • A Cheng Ho é uma phinisi de madeira ulin, renovada em 2025, com 14 cabines para até 26 passageiros.
  • Em Raja Ampat, o programa chega a quatro mergulhos por dia e passa por estações de limpeza de mantas, paredes de recife e zonas de corrente.
  • O convés de mergulho trabalha com cilindros de 12 litros, nitrox EAN 32% mediante suplemento, botes de apoio e sistema ENOS.
  • As viagens de Raja Ampat partem e regressam a Sorong, normalmente em cruzeiros de 8 dias e 7 noites.

O convite

A Cheng Ho escolhe-se para passar a semana onde a razão da viagem está debaixo de água: Raja Ampat, cardumes que ocupam o azul, mantas nas estações de limpeza e recifes que continuam a dar trabalho ao olhar depois de muitos mergulhos. Não é um barco minimalista nem um hotel concebido para ficar parado. É uma phinisi indonésia de madeira ulin, com espaço para viver entre um mergulho e o seguinte, uma equipa que acompanha a operação e um percurso concentrado nos recifes de Raja Ampat. Até quatro mergulhos por dia deixam tempo para procurar os animais sem transformar cada imersão numa corrida. Quem sobe a bordo vem para mergulhar em locais como Manta Sandy, Cape Kri, Blue Magic e Yenbuba Jetty, e aceita que o barco faz parte da experiência: madeira, sal, movimento e vida de convés.

Subir a bordo

A chegada faz-se a uma phinisi de linhas tradicionais, construída em madeira ulin e com quatro níveis de vida a bordo. A Cheng Ho foi construída em 1996 e renovada em 2025; essa combinação explica o seu caráter: um barco com história marítima, mas preparado para receber mergulhadores durante uma semana inteira. Há restaurante e bar, salão interior com ar condicionado, sala aberta ao ar livre, convés superior com espreguiçadeiras e um convés próprio para o mergulho. A circulação não é a de um resort espalhado; os espaços estão próximos, e isso ajuda a que se reconheçam rapidamente as pessoas, os guias e os lugares onde cada um deixa o seu equipamento. A madeira dá presença ao barco. O som dos motores também faz parte da vida a bordo, sobretudo quando começa uma deslocação entre ilhas.

O ambiente a bordo

A Cheng Ho leva até 26 passageiros, por isso a semana tende a formar um grupo reconhecível: as mesmas pessoas no convés, na mesa e nos botes, várias vezes por dia. A tripulação fala inglês e está presente nos momentos que realmente contam, desde o briefing e a preparação do equipamento até à refeição depois do mergulho. O ambiente descrito por quem regressa junta hospitalidade forte, comida apreciada, cabines cuidadas e uma operação de mergulho que deixa memória. À noite, o barco abranda. Há bar, entretenimento áudio e vídeo e espaços interiores e exteriores, mas a vida social nasce sobretudo das histórias do dia: a manta que passou no azul, o wobbegong escondido no recife, o animal pequeno que só apareceu porque alguém ficou mais um minuto a procurar.

Os locais onde se mergulha

A rota de Raja Ampat parte e regressa a Sorong e aparece em cruzeiros de 8 dias e 7 noites, com variações de 7 dias e 6 noites em algumas partidas. Manta Sandy é procurado pela estação de limpeza onde as raias manta de recife podem deslizar sobre o recife. Cape Kri reúne grandes cardumes, napoleões e tubarões de recife; ali também pode surgir o mero-gigante, registado apenas nesse ponto. Blue Magic concentra a ação no azul, com mantas oceânicas, atuns, barracudas, carapaus-gigantes e wobbegongs. Sardines junta cardumes e predadores numa zona moldada pela corrente. Sorido Wall é uma parede de fusiliers, barracudas e tubarões de recife. Friwenbonda destaca corais moles e vida pequena, incluindo cavalos-marinhos-pigmeus. South Kri combina macrovida e cardumes; o caranguejo específico da rota foi registado ali. Ransiwor desce até um máximo de -30 m e oferece tartarugas, fusiliers de dorso amarelo, polvo e o peixe-escorpião-dragão. Cape Mansuar é uma deriva sobre encosta de recife, com possibilidade de raias mobula. Cross Over liga Kri e Koh com bodiões-de-cabeça-grande e tubarões de ponta preta. Yenbuba Jetty, até -30 m, transforma a estrutura do cais num recife de águas calmas, com cavalos-marinhos-pigmeus, peixes-cachimbo, tartarugas e a donzela registada apenas ali. Sawandarek oferece águas rasas, pouca ou nenhuma corrente, tartarugas verdes gigantes e cardumes de xaréus. Mios Kon, até -30 m, é procurado pelos wobbegongs e pela rara possibilidade de encontrar a camarão-arlequim. Chicken Reef, também até -30 m, divide-se em quatro experiências de mergulho no mesmo recife, com tartarugas, cavalos-marinhos, moreias e vida pequena.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, os encontros repetem-se sem se tornarem iguais: barracudas, fusiliers, caranguejos, tartarugas, napoleões, tubarões de recife e tubarões de ponta preta aparecem em vários pontos, enquanto nudibrânquios e cavalos-marinhos-pigmeus recompensam quem abranda. Os cardumes são uma parte constante do espetáculo, mas o comportamento do local muda tudo: em Blue Magic a atenção vai para o azul e para as mantas oceânicas; em Manta Sandy, para as raias manta de recife sobre a estação de limpeza; em Sardines, para a massa de peixes empurrada pela corrente. Alguns encontros têm um endereço muito preciso. O mero-gigante está registado apenas em Cape Kri; a camarão-arlequim, apenas em Mios Kon; a donzela, apenas em Yenbuba Jetty; o peixe-escorpião-dragão, o polvo e o peixe-porco-titã, em Ransiwor; e a moreia, o cavalo-marinho e o peixe-escorpião, em Chicken Reef. São possibilidades de mergulho, não promessas.

Quem vos põe na água

A equipa de mergulho fala inglês e acompanha os passageiros com guia de mergulho incluído. A entrada nesta operação exige pelo menos 20 mergulhos registados e certificação OWD ou equivalente, um patamar coerente com uma viagem que pode incluir corrente, azul aberto e mudanças rápidas de cenário. Os briefings definem o local e a organização de cada saída; os grupos são conduzidos pela equipa de mergulho, sem promessa de um rácio que não está indicado. A operação não aceita mergulho técnico, mergulho solo nem mergulho com descompressão. Cada mergulhador deve usar computador. Para localização e segurança existem ENOS, rádio, GPS, radar, eco-sonda, EPIRB, oxigénio e equipamento de emergência a bordo.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho está preparado para uma operação repetida, não para uma única saída ocasional. Os cilindros de 12 litros e os pesos estão incluídos; cilindros de 15 litros e aluguer de equipamento têm custo adicional. Existem compressores, duches quentes, zonas de enxaguamento, botes de apoio, adaptadores DIN, mesa para câmaras, estação de fotografia e pontos de carregamento. O nitrox é produzido por membrana, na mistura EAN 32%, e está disponível mediante suplemento. O barco usa botes Yamaha Enduro para apoiar os mergulhos. Há também espaço próprio para preparar o equipamento antes de entrar na água, algo que pesa muito mais numa semana de até quatro imersões diárias do que uma sala bonita no convés superior.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, a vida concentra-se nos espaços abertos e no salão. Há espreguiçadeiras no convés superior, uma sala exterior para ficar à sombra, salão interior com ar condicionado, bar e zona de refeições. Alguns passageiros descansam até ao briefing seguinte; outros ficam junto à estação de câmaras, descarregam fotografias nas estações de carregamento ou lavam o equipamento antes de voltar à água. O barco também leva equipamento para snorkeling, disponibiliza SUP e pode organizar excursões em terra. Nas deslocações entre pontos de Raja Ampat, o convés serve para acompanhar as ilhas e o mar, não para preencher um programa de entretenimento obrigatório.

Um dia a bordo

O dia começa com a preparação do equipamento e o primeiro briefing, antes de entrar no bote para o mergulho. Depois da saída, regressa-se ao convés, enxagua-se o material, come-se e há tempo para descansar antes da próxima chamada. O padrão pode chegar a quatro mergulhos num dia, com as refeições a separar as imersões e os intervalos a servirem para fotografias, conversa ou sono. Entre um ponto e outro, a Cheng Ho navega pelo arquipélago; o convés superior dá lugar para acompanhar as ilhas, enquanto quem prefere recuperar fica no salão com ar condicionado. No último dia estão previstos dois mergulhos, não quatro. A ordem é simples e exigente: briefing, água, regresso, comida, descanso, água outra vez. É esse ciclo que define a viagem.

O que se come a bordo

A cozinha alterna pratos locais e comida ocidental, servidos em buffet. As refeições acompanham o trabalho do mergulho: há pequeno-almoço, almoço e jantar ao longo do dia, com snacks, chá, café e água mineral disponíveis entre eles. Restrições alimentares podem ser consideradas, desde que sejam comunicadas para a organização da cozinha. Numa semana com vários mergulhos, a mesa não é apenas o lugar de comer; é onde se recupera calor e energia, se compara o que apareceu no recife e se decide se ainda há olhos para procurar um nudibrânquio no mergulho seguinte. Bebidas alcoólicas e outras bebidas fora do que está incluído são cobradas à parte.

As noites no mar

As noites são passadas em cabines com casa de banho privativa, lavatório, duche quente e frio e ar condicionado. Há cabines twin e double nos vários níveis, além de duas cabines single; algumas têm cofre, espaço fechado para guardar objetos, toalhas, roupão, secador e produtos básicos. O que muda de uma cabine para outra é sobretudo a posição no barco e a configuração da cama, não a possibilidade de descansar com privacidade. Depois de um dia de água salgada, o duche quente conta mais do que uma decoração elaborada. O barco tem 220 V e tomadas de dois pinos nas cabines, no salão, na zona de refeições e no convés de mergulho. O Wi-Fi não está disponível, o que torna a noite mais simples: banho, jantar, fotografias, conversa e cama.

Camarote twin (#103,104,105,106)

Camarote duplo (#102,107,108)

Camarote individual (#202,203)

Camarote duplo (#301,302,303)

Camarote twin (#201,204)

O que é preciso saber antes de embarcar

As viagens de Raja Ampat começam e terminam em Sorong, no porto de Sorong. A equipa encontra os passageiros no aeroporto de Sorong e organiza o transporte de ida e volta entre o aeroporto e o barco; esse transfer é uma cobrança obrigatória separada da estadia e do mergulho. Como voos e deslocações podem sofrer alterações, chegar a Sorong na véspera dá margem para embarcar sem transformar um atraso aéreo num problema de cruzeiro.

Ano de construção
1996
Comprimento
33,2 m
Boca
10,7 m
Número máximo de passageiros
26
Número de cabines
14
Motores
1 unit YANMAR - 6E 347 (6LA), 347 cv=259 KW, RPM 1720; Auxiliary I: MITSUBISHI 6D15; Auxiliary II: FORD - 150 cv, 60 KVA; Auxiliary III: 1 unit DEUTZ F2L912, 20 cv, 14,5 KW
Botes de apoio
Lancha rápida Yamaha Enduro
Uma pergunta sobre este cruzeiro?

Olá, sou a Marina, a assistente IA da DivingDeal.com. Respondo-te em detalhe sobre hotéis, centros e cruzeiros.

A pensar na viagem toda e nos voos? Fala com a Edith

A Marina é uma IA. Alguns links são afiliados: a DivingDeal pode receber uma comissão, sem custo extra para si. A reserva é concluída com o parceiro.

Continue a sua exploração