Cruzeiros · Indonésia
Gaia Love — espaço para ir longe
O que torna este barco único
- Iate de aço concebido para chegar às zonas remotas de mergulho da Indonésia.
- O convés de mergulho tem lugares individuais, zonas secas e molhadas e espaço para até 20 mergulhadores.
- Três botes de alumínio levam os grupos aos locais, mesmo quando o Gaia Love fica fundeado ao largo.
- Nitrox a 31% está disponível para mergulhadores certificados.
- As cabines superiores têm varanda privada; todas têm casa de banho e ar condicionado.
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O convite
O Gaia Love é para quem quer mergulhar em zonas indonésias onde não há um porto à vista depois da partida. O barco foi construído para esse trabalho: leva os mergulhadores até Raja Ampat, às ilhas Derawan, ao mar de Banda, às Forgotten Islands e a outras rotas remotas, sem transformar a vida a bordo numa luta por espaço. A escolha faz sentido sobretudo para quem valoriza duas coisas difíceis de juntar: um convés pensado para vários mergulhos por dia e uma casa confortável para recuperar entre eles. Há um salão amplo, uma área exterior com bar e três botes de mergulho dedicados. Não é um barco de madeira com o encanto irregular de um velho caique. É um iate moderno, organizado e desenhado à volta do mergulho.
Subir a bordo
A chegada ao Gaia Love não é a de um barco improvisado. O interior tem linhas contemporâneas, revestimento com aparência de madeira e circulação suficiente para passar do salão ao restaurante e depois ao convés de mergulho sem atravessar uma cabine apertada. O restaurante e o salão ficam no convés principal; mais à ré, o convés de mergulho ocupa uma área própria, e acima dele abre-se um convés superior parcialmente protegido. A partir do cais, o que se percebe é uma embarcação feita para permanecer dias longe de terra, não apenas para transportar passageiros entre dois portos. Os motores e os compressores ficam separados das áreas de vida e de mergulho. Essa divisão importa: o barco pode estar a trabalhar enquanto o salão continua a ser um lugar para conversar, comer ou simplesmente ficar em silêncio.
O ambiente a bordo
O Gaia Love junta até 22 passageiros, mas a relação entre tripulação e passageiros é próxima, e isso aparece nas tarefas simples. A equipa encontra os passageiros no aeroporto ou no hotel, leva a bagagem até ao porto, carrega as unidades de mergulho para os botes e volta a colocá-las na estação depois do enchimento. No convés, o programa e o local de cada mergulho ficam visíveis no quadro; antes de entrar na água, há um briefing geral no ponto de reunião. Depois do jantar, o barco muda de função: o salão recebe a conversa sobre os mergulhos, enquanto o convés superior fica disponível para uma bebida, um filme ou algumas horas sob as estrelas. A tripulação fala inglês, neerlandês, francês e indonésio, o que ajuda num grupo internacional sem tornar a comunicação um espetáculo.
Os locais onde se mergulha
As rotas registadas vão de cruzeiros de 10 dias e 9 noites entre Tarakan e Tarakan, passando por Sangalaki, Maratua e Derawan, até viagens de 12 dias e 11 noites entre Sorong e Sorong em Raja Ampat North & South. Há ainda Raja Ampat South entre Ambon e Sorong, Banda Sea e Forgotten Islands entre Ambon e Ambon, e itinerários mais longos entre Manado, South Halmahera e Ambon. Nos locais de Raja Ampat, Manta Sandy concentra a procura nas raias-manta numa estação de limpeza. Cape Kri reúne grandes cardumes, peixe-napoleão e, neste itinerário, o mero-gigante e o tubarão-de-recife-de-pontas-brancas. Blue Magic é um mergulho no azul, com cardumes, carangues-gigantes e possibilidade de tubarão-oceânico. Sardines e Sorido Wall dependem do movimento dos cardumes e das correntes; Friwenbonda destaca os corais moles, nudibrânquios e cavalos-marinhos-pigmeus. South Kri oferece macro-vida, incluindo caranguejos e camarões, enquanto Cape Mansuar acrescenta a possibilidade de raias-mobula em mar aberto. Cross Over é procurado pelos bodiões-de-cabeça-grande e tubarões-de-pontas-pretas. Ransiwor chega a um máximo de -30 m e combina recife inclinado, tartarugas e fusileiros; Yenbuba Jetty também vai até -30 m, com uma estrutura de madeira transformada em recife, cavalos-marinhos-pigmeus e vida em águas calmas; Sawandarek tem tartarugas-verdes-gigantes e xaréus em águas rasas e com pouca ou nenhuma corrente. Em Kakaban, as paredes descem até -65 m, com correntes fortes, barracudas e tubarões; o interior da ilha guarda um lago marinho. Big Fish Country, nas Derawan, é escolhido pela corrente forte, pelos cardumes de barracudas e pelos tubarões.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, barracudas e carangues aparecem em grande parte dos locais, acompanhados por tubarões-de-recife. Tartarugas, fusileiros, bodiões-de-cabeça-grande, nudibrânquios e cavalos-marinhos-pigmeus são encontros repetidos, enquanto raias-manta, atuns, peixes-napoleão e corais moles surgem em vários pontos. A corrente é parte do espetáculo: em Big Fish Country empurra a água e concentra barracudas, atuns e tubarões; em Sardines move enormes cardumes e predadores pelágicos. Alguns animais justificam uma paragem concreta. Em Manta Sandy, as raias-manta procuram a estação de limpeza. Kakaban é o local indicado para procurar tubarão-cinza-de-recife, tubarão-martelo e coral duro; também pode oferecer tubarão-de-pontas-brancas, tubarão-de-pontas-pretas e raias. Blue Magic é o ponto associado ao tubarão-oceânico. Cape Kri reúne o mero-gigante e o tubarão-de-recife-de-pontas-brancas. South Kri acrescenta caranguejos e camarões; Yenbuba Jetty, anthias e donzelas; Ransiwor, polvos; Sorido Wall, peixes-cirurgião. São possibilidades de mergulho, não promessas de encontro.
Quem vos põe na água
A operação começa com um briefing geral antes de cada mergulho e com o programa do dia afixado no convés. A tripulação prepara as unidades de mergulho nos botes, descarrega-as no regresso e deixa-as na estação de cada mergulhador para serem enchidas. O barco trabalha apenas com mergulhos sem descompressão, e há oxigénio medicinal e kits básicos de primeiros socorros a bordo. Um guia naturalista faz parte da equipa, mas não estão indicados o número de guias por grupo, os rácios de acompanhamento nem qualificações individuais; esses detalhes não devem ser presumidos. Também há apoio por rádio VHF, sistemas de localização, telefone por satélite, radar, sonar e GPS. Cursos, certificações e acompanhamento privado são serviços opcionais, não uma parte automática do programa.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem estações individuais, assentos e zonas separadas para material seco e molhado, em vez de obrigar todos a equipar-se ombro contra ombro. O Gaia Love leva cilindros de alumínio de 12 e 15 litros; o pacote de mergulho utiliza cilindros de 12 litros. Há adaptadores DIN, pesos, cintos de lastro, três compressores Bauer PE250 e um sistema de nitrox por membrana, que produz uma mistura de 31% para mergulhadores certificados. O nitrox é um extra. O espaço de fotografia tem tanques de lavagem próprios e existem onze tanques compartimentados para câmaras e equipamento, além de estações de carregamento. Três botes de alumínio de 5,5 metros, com motor fora de borda de 85 hp, levam os grupos aos locais; dois ficam armazenados no convés de popa. Há equipamento limitado para aluguer e a configuração sidemount é possível.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o lugar mais fácil de ocupar é o convés superior: há uma área aberta, parcialmente coberta, onde se pode escolher o sol ou a sombra. Uma espreguiçadeira, um livro da biblioteca ou uma sesta fazem mais sentido depois de sair de um bote do que uma programação cheia. O salão climatizado oferece outra temperatura para quem já teve sol suficiente, com filmes e entretenimento a bordo. Nos dias de navegação, vêem-se as ilhas afastarem-se enquanto o barco segue para a próxima zona. Kayaks e pranchas de stand up paddle permitem explorar a costa quando o Gaia Love está fundeado; também há equipamento de snorkeling para quem prefere ficar à superfície. Massagem e lavandaria existem como serviços opcionais.
Um dia a bordo
O dia começa com o quadro do convés a indicar o primeiro local e com um briefing antes da entrada na água. Depois do mergulho, o bote regressa ao Gaia Love, a equipa descarrega cada unidade e leva-a para a estação de enchimento. O pequeno-almoço e as restantes refeições intercalam-se com os mergulhos; há ainda um lanche à tarde e snacks disponíveis no salão. Entre uma saída e outra, o corpo fica no convés superior, à sombra ou ao sol, ou no salão climatizado. Até quatro mergulhos podem fazer parte do dia, dependendo do programa. Em alguns itinerários, o barco navega enquanto os passageiros descansam e a equipa prepara a próxima paragem. À noite, o jantar dá lugar ao convívio no salão ou no convés superior. O mergulho noturno só deve ser considerado quando estiver previsto no programa.
O que se come a bordo
A cozinha alterna pratos ocidentais e indonésios, preparados diariamente a bordo, com opções vegetarianas e vegan. O pequeno-almoço vem no início do dia, com iogurte, cereais, torradas, fruta, sumos e uma escolha entre ovos ou panquecas; almoço e jantar acompanham o ritmo dos mergulhos. Há um lanche à tarde e snacks disponíveis no salão ao longo do dia, além de água potável, café, chá e bebidas sem álcool. A mesa funciona aqui como parte da logística do mergulho: serve para comer sem pressa depois de voltar da água, discutir a corrente do último local e voltar ao convés quando chega o próximo briefing. Uma taça de vinho ao jantar é oferecida; cerveja e outras bebidas alcoólicas ficam disponíveis para compra.
As noites no mar
As noites acontecem em cabines com ar condicionado regulável, casa de banho privada, televisão e sistema de entretenimento ligado à rede do barco. As cabines superiores acrescentam uma varanda privada acessível diretamente do quarto; as inferiores ficam no convés inferior e têm vigias. O desenho interior usa madeira em tons quentes, roupa de cama macia e colchões de molas ensacadas. Depois de um dia com até quatro mergulhos, a diferença não está num detalhe decorativo: está em conseguir fechar a porta, baixar a luz e dormir sem ter o equipamento espalhado à volta. Quem prefere sair do quarto encontra o salão climatizado ou o convés superior, onde o bar e o céu aberto prolongam a noite. A internet é um serviço pago e a ligação por satélite pode ser lenta.
Camarotes, convés superior
Camarotes, convés inferior
O que é preciso saber antes de embarcar
Os portos dependem da rota: há embarques e desembarques em Sorong, Tarakan, Ambon, Manado, Palu, Ternate e outros pontos indicados no itinerário. A transferência do aeroporto ou hotel até ao porto está incluída, assim como o regresso ao aeroporto ou hotel no fim do cruzeiro. A tripulação identifica-se à saída da alfândega com uniforme e placas Dive Gaia, acompanha os passageiros até ao porto e faz a ligação final ao barco em bote. É recomendável chegar na véspera; no dia do embarque, convém escolher um voo que chegue até ao meio-dia, pois a partida depende da chegada de todos e da autorização do porto.
Planta do barco
O que o barco faz pelo oceano
O Gaia Love dispõe de um sistema de tratamento de resíduos a bordo.
- Comprimento
- 40 m
- Número máximo de passageiros
- 22
- Número de cabines
- 11
- Número de casas de banho
- 11
- Motores
- 2 Yanmar 829 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 10 nós
- Site
- divegaia.com ↗
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