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Cruzeiros · Indonésia

Panunee — uma base de mergulho renovada para explorar a Indonésia

O que torna este barco único

  • Renovado em 2025, o Panunee combina um casco de alumínio e aço com salões interiores e exteriores ligados entre si.
  • Recebe até 18 passageiros em 11 cabines, todas com casa de banho privada e ar condicionado.
  • O convés de mergulho tem postos individuais de enchimento, arrumação pessoal, tanques de lavagem separados e quatro duches de água quente.
  • Há três botes de apoio, nitrox disponível por suplemento e espaço próprio para equipamento fotográfico.
  • A comida é um dos pontos mais fortes a bordo, com cozinha asiática, buffet, opções vegetarianas e vegan.

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O convite

O Panunee foi pensado à volta do mergulho, não apenas adaptado para o transportar. A semana passa-se entre recifes de Raja Ampat, correntes com grandes cardumes, estações de limpeza de mantas e locais onde um cavalo-marinho-pigmeu pode exigir uma procura paciente. O barco leva até 18 passageiros, uma lotação suficientemente pequena para a operação não se transformar numa fila constante no convés. A escolha faz sentido para quem quer combinar encontros pelágicos e vida macro sem abdicar de uma cabine privada, de uma cozinha cuidada e de uma plataforma de mergulho feita para muitas entradas e saídas da água. O nitrox está disponível a bordo, mas é um serviço pago à parte. A tripulação fala inglês.

Subir a bordo

A chegada ao Panunee não é a chegada a um velho barco de madeira: o casco de alumínio e aço, renovado em 2025, aponta para uma operação atualizada e prática. O barco organiza-se em torno de um convés de mergulho amplo, salões interiores e exteriores ligados entre si e uma zona superior aberta para apanhar ar entre as imersões. No interior, a renovação das cabines e das casas de banho retirou ao barco o aspeto de equipamento de expedição usado e deu-lhe um ambiente mais limpo e descontraído. A circulação foi pensada para que o mergulhador passe da cabine ao equipamento, e deste à plataforma, sem transformar cada preparação numa operação complicada. Não é um barco escolhido pela nostalgia do casco; é escolhido porque a renovação e a organização servem diretamente a vida de mergulho.

O ambiente a bordo

O ambiente parece ser mais forte na convivência e na mesa do que numa ideia de luxo silencioso. A tripulação recebeu 8,9, a comida 9,7 e o mergulho 8,7 nas avaliações a bordo; o contraponto está na nota de 8,4 para o barco. Isso sugere um navio que pode não ser julgado como novo em todos os detalhes, mas cuja equipa e cozinha levantam claramente a experiência. Com 18 passageiros, a mesma sala de refeições e vários espaços partilhados, o grupo tende a se reconhecer depressa. A equipa local dedicada trata da rotina prática, desde a organização dos mergulhos até à limpeza diária e ao serviço das refeições. No fim do dia, o salão interior e o espaço exterior são lugares para rever fotografias, falar dos animais vistos e preparar o mergulho seguinte.

Os locais onde se mergulha

As rotas desta operação passam por Raja Ampat, com cruzeiros Raja Ampat Central de 7 dias e 6 noites e rotas Raja Ampat–Misool de 9 dias e 8 noites. Nas fichas desta rota, South Kri combina corrente suave, vida macro, nudibrânquios, camarões e caranguejos com cardumes de fusileiros; Cape Kri acrescenta grandes cardumes, napoleões, tubarões de recife e a possibilidade de procurar o mero-gigante, que só é registado ali. Em Manta Sandy, a atenção vai para as raias-manta na estação de limpeza. Blue Magic reúne mantas oceânicas, carangues gigantes, atuns-de-dentes-de-cão, barracudas e tubarões de recife no azul. Sardines vive de correntes fortes, cardumes, predadores e tubarões de recife. Sorido Wall é uma parede com fusileiros, barracudas e tubarões; Friwenbonda destaca corais moles, nudibrânquios e cavalos-marinhos-pigmeus. Ransiwor desce até 30 m e pode oferecer tartarugas, fusileiros e polvo. Cape Mansuar é uma deriva de recife onde podem surgir raias-mobula. Cross Over junta bodiões-de-cabeça-grande e tubarões-de-ponta-preta. Yenbuba Jetty chega aos 30 m e transforma a estrutura de madeira num recife de águas calmas, com cavalos-marinhos-pigmeus, peixes-tubo, nudibrânquios e crustáceos. Sawandarek tem pouca ou nenhuma corrente, tartarugas-verdes gigantes e cardumes de xareus. Mios Kon e Chicken Reef atingem 30 m; o primeiro é procurado pelos wobbegong e vivaneus-listrados, o segundo oferece quatro experiências de mergulho no mesmo recife.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, os animais grandes aparecem muitas vezes no movimento: barracudas foram registadas em nove locais, fusileiros e tubarões de recife em oito, tartarugas em sete e napoleões em seis. Carangues, nudibrânquios e cavalos-marinhos-pigmeus mantêm o interesse quando a corrente abranda e o olhar passa do azul para o recife. As estações de limpeza explicam a atração por Manta Sandy, onde as raias-manta podem deslizar sobre o ponto, enquanto as correntes de Blue Magic e Sardines concentram cardumes, carangues, atuns, barracudas e tubarões. O que torna a rota mais interessante são também os encontros específicos: o mero-gigante em Cape Kri; o anthias e o peixe-perroquete em Yenbuba Jetty; o polvo e o peixe-palhaço em Ransiwor; e o cavalo-marinho, a moreia, o peixe-escorpião e o peixe-cocher em Chicken Reef. São possibilidades ligadas a locais concretos, não garantias de cada mergulho.

Quem vos põe na água

A operação conta com 19 tripulantes e guias de mergulho, e a língua de trabalho a bordo é o inglês. O barco leva oxigénio portátil, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, sonar, radiobaliza e botes salva-vidas. A organização dos grupos, o rácio entre guia e mergulhadores, as qualificações da equipa e o número mínimo de mergulhos registados não estão indicados. Também não são anunciadas formações a bordo. O essencial é uma operação apoiada por botes: os mergulhadores entram onde o grupo é largado e o apoio acompanha a recolha, em vez de obrigar o barco principal a aproximar-se de cada ponto de saída. Os briefings e o tamanho dos grupos devem ser confirmados para a partida escolhida.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho é o centro do barco. Cada mergulhador tem um posto individual de enchimento, espaço de arrumação sob o assento, lugar próprio para as barbatanas e suporte para o fato. A madeira de teca cobre o piso, e a plataforma dá acesso direto à água; no regresso há quatro duches com água quente, champô e gel de banho. Existem tanques de lavagem separados para câmaras e fatos, uma estação dedicada para fotografia e adaptadores DIN. O barco usa três compressores e disponibiliza nitrox por suplemento. O volume e o material dos cilindros não estão especificados. O equipamento de aluguer é opcional, sem marcas indicadas. Dois botes de seis metros, cada um com motor Yamaha de 100 HP, levam os mergulhadores aos pontos de entrada; um terceiro bote, com 40 HP, funciona como apoio.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o Panunee oferece duas formas simples de passar o tempo: sombra no convés de mergulho ou espaço aberto no sundeck e na terraza. O salão exterior ligado ao salão interior permite continuar perto do mar sem ficar exposto ao sol, enquanto a biblioteca, o espaço de fotografia e o equipamento audiovisual ocupam os intervalos mais lentos. O barco também dispõe de jantar no exterior e de uma zona de barbecue. Nas horas de navegação, são estes lugares — uma cadeira à sombra, uma câmara em manutenção, um livro ou a linha das ilhas no horizonte — que fazem a diferença. Não há necessidade de inventar atividades para preencher o dia: a rota e o próximo mergulho já dão ao barco o seu ritmo.

Um dia a bordo

O dia a bordo organiza-se à volta dos mergulhos, não de um horário rígido publicado. A preparação começa no convés, cada mergulhador no seu posto, com o equipamento já arrumado sob o assento; depois o bote leva o grupo ao ponto de entrada e regressa para a recolha. Entre imersões, entram as refeições completas e os snacks, há tempo para enxaguar o equipamento, trabalhar nas fotografias ou descansar no salão e no sundeck. O barco navega entre os locais e volta a montar a operação para a entrada seguinte. As rotas Raja Ampat Central anunciadas têm cinco dias de mergulho e as Raja Ampat–Misool têm sete; o pacote inclui mergulhos noturnos. A hora exata de acordar, dos briefings e de cada entrada depende da rota, do local e das condições do mar.

O que se come a bordo

A cozinha é uma parte central da experiência, e a avaliação de 9,7 para a comida confirma que não se trata de uma refeição funcional entre dois mergulhos. O chef prepara sobretudo cozinha asiática, com buffet e também opções ocidentais, vegetarianas e vegan. Há refeições completas, bebidas não alcoólicas, chá, café e snacks ao longo do dia; cervejas e bebidas alcoólicas ficam disponíveis à parte. Num cruzeiro com vários mergulhos, a mesa tem de fazer mais do que alimentar: precisa de estar pronta quando o grupo regressa da água, sem exigir cerimónia nem longas esperas. É esse o papel da pensão completa a bordo. As refeições podem ser feitas no espaço exterior, quando o estado do mar o permite.

As noites no mar

As noites acontecem em cabines com ar condicionado, casa de banho privada e vigia. As sete cabines do convés principal incluem as categorias Suite, Grand Deluxe e Deluxe; no convés inferior ficam quatro Single Deluxe para quem viaja sozinho. Cada cabine Single Deluxe tem uma estação de trabalho e espaço pessoal próprio, enquanto as cabines do convés principal ficam perto de uma estação comum para câmaras. O interior foi renovado do teto ao chão, por isso a noite termina num espaço mais próximo de uma cabine moderna do que de um beliche de expedição. Há toalhas de cabine e de convés, secador de cabelo e limpeza diária. Para quem dorme sozinho, as Single Deluxe evitam depender da partilha; as cabines twin são a solução habitual para os restantes passageiros.

Suíte

individual de luxo

Camarote grande de luxo

Camarote de luxo

O que é preciso saber antes de embarcar

Nas rotas de Raja Ampat, o embarque e o desembarque fazem-se em Sorong. É necessário chegar ao destino com tempo suficiente antes da hora de embarque; para evitar que um atraso de voo comprometa a partida, chegar na véspera é a opção prudente. Os horários de check-in e check-out variam consoante a rota, por isso os voos devem ser escolhidos de acordo com a viagem reservada. As transferências relacionadas com o aeroporto e o porto devem ser combinadas antes da partida.

Planta do barco

Ano de construção
2001
Ano de renovação
2025
Comprimento
38 m
Boca
8 m
Número máximo de passageiros
18
Número de cabines
11
Número de casas de banho
12
Motores
MAN 1000 cv × 2
Velocidade de cruzeiro
10 nós
Botes de apoio
3 ( 2 × YAMAHA 100 cv 1 × 40 YAMAHA HP)
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