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Cruzeiros · Tailândia

Blue Dolphin: uma semana feita para mergulhar

O que torna este barco único

  • O Blue Dolphin leva até 16 passageiros e foi renovado em 2022, com sete cabines e oito casas de banho.
  • A rota de 5 dias e 4 noites liga as Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Surin e Richelieu Rock, com 14 mergulhos.
  • O convés de mergulho tem dois botes de apoio, espaço para CCR e sidemount, adaptadores DIN e zona separada para lavar câmaras.
  • Nitrox está disponível a bordo, e os grupos de mergulho podem ser organizados com um máximo de quatro mergulhadores por guia.

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O convite

O Blue Dolphin é uma escolha clara para quem quer concentrar uma viagem curta em mergulho sério no mar de Andaman. Em quatro dias de cruzeiro, a rota passa pelas Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Surin e Richelieu Rock, com 14 mergulhos e pouco tempo perdido em deslocações por terra. O interesse do barco está menos numa promessa de luxo do que na forma como junta uma operação de mergulho bem organizada, grupos pequenos e espaço para configurações técnicas. Há cursos a bordo, apoio para CCR e sidemount e Nitrox disponível para quem tem a certificação necessária. Os passageiros encontram uma equipa que trata do equipamento, enche os cilindros e ajusta os grupos depois do mergulho de verificação. É um barco para quem quer sair da água, comer, descansar e voltar a mergulhar.

Subir a bordo

A chegada ao Blue Dolphin faz-se com a sensação de entrar numa base de mergulho que se afasta do cais, não num hotel que por acaso leva cilindros. O desenho é dedicado à atividade: convés de mergulho com sombra, plataforma de entrada na água, botes de apoio e zonas próprias para preparar equipamento e câmaras. A renovação de 2022 ajuda a explicar a combinação entre áreas de lazer climatizadas e uma operação de mergulho atual, com suporte para CCR, sidemount e fotografia. A circulação a bordo está pensada para alternar entre o convés, o salão interior e a zona exterior de refeições sem perder o acesso ao equipamento. O motor diesel Hino faz parte da vida do barco; durante a navegação, o mar e o som da máquina lembram que se está num barco de cruzeiro de mergulho, não num resort silencioso.

O ambiente a bordo

O ambiente a bordo nasce dos grupos pequenos e da repetição do mesmo ritual: briefing, equipamento, bote, mergulho, regresso e refeição. Os grupos podem ser reorganizados depois do mergulho de verificação, para juntar mergulhadores com capacidades e consumos semelhantes, sem separar quem pediu para mergulhar junto. A tripulação trata do equipamento e dos cilindros, deixando o passageiro concentrar-se no que vai ver a seguir. Os dois cozinheiros tornam-se figuras centrais porque estão presentes em todas as refeições, e a equipa fala inglês. À noite, depois do jantar, o grupo costuma reunir-se no salão ou nas áreas exteriores para rever fotografias e contar o que encontrou. O Blue Dolphin não tenta criar uma animação artificial; o convívio vem do facto de as mesmas pessoas partilharem quatro dias de mergulho, refeições e longas pausas no mar.

Os locais onde se mergulha

A rota Similan–Richelieu dura 5 dias e 4 noites, com partida e regresso ao cais de Thap Lamu. Nas Similan, North Point leva a um labirinto de grandes formações rochosas, canais e zonas de coral, com profundidade 10 – 40m; pode procurar-se o tubarão-leopardo, raias e vida macro nas fendas. West of Eden atravessa canyons de granito até -40m, onde aparecem moreias, lagostas, camarões e tubarões de recife. Anita's Reef desce até -35m entre formações de coral, bommies e pequenos animais, enquanto Elephant Head Rock chega a -60m, com blocos de granito, passagens e cavernas. Koh Bon é a paragem para procurar raias manta junto à parede e à estação de limpeza, sobretudo entre janeiro e maio. Koh Tachai chega a -40m num pináculo submerso de granito e coral, com vida pelágica. Surin Islands, até -25m, oferece recifes intactos e grandes animais. O Boonsung Wreck, até -18m, é um antigo dragueiro de estanho coberto por cardumes. Similan Islands chega a -40m, com rochas gigantes, recifes e corrente variável. North Point e outros pontos da rota podem exigir atenção redobrada à corrente.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, os encontros repetem-se sem tornar os mergulhos iguais. Nudibrânquios aparecem em oito locais, moreias em sete, e barracudas, carangídeos e fusiliers atravessam grande parte do itinerário. Tubarões de recife, tubarões-de-pontas-brancas, tubarões-baleia e tartarugas marinhas foram registados em cinco locais; mantas, tubarões-leopardo e atuns surgem em quatro. A corrente ajuda a concentrar vida pelágica nos pináculos, mas também pode tornar o mergulho mais exigente. Em Koh Bon, a parede funciona como estação de limpeza para raias manta, com melhores possibilidades entre janeiro e maio. Há encontros mais específicos que justificam certos desvios: o peixe-pedra e o peixe-porco-espinho aparecem no Boonsung Wreck; o peixe-papagaio-de-bossa é procurado nas Surin Islands; em Koh Tachai foram registados gorgónias, tartaruga-de-pente e vermes planos; Elephant Head Rock é o local indicado para procurar balistes. Richelieu Rock acrescenta cardumes, vida macro e, com sorte, uma raia manta ou um tubarão-baleia.

Quem vos põe na água

A equipa de mergulho trabalha com grupos de, no máximo, quatro mergulhadores por guia. O primeiro mergulho é tratado como mergulho de verificação: serve para observar o nível, o consumo de ar e a compatibilidade de cada grupo antes de avançar para locais com mais corrente. Os briefings explicam os procedimentos de segurança e a entrada e saída pelos botes; no fim de cada mergulho, o grupo faz a paragem de segurança e sinaliza ao bote que está pronto para ser recolhido. A equipa fala inglês e inclui instrutores e dive masters com experiência na região. Há cursos de mergulho ensinados a bordo, incluindo formação de Nitrox, e o ritmo pode acomodar iniciantes, fotógrafos e mergulhadores experientes. É necessário ter mergulhado nos 12 meses anteriores à viagem. A resposta de emergência inclui oxigénio, primeiros socorros e tripulação formada em primeiros socorros.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés foi pensado para mergulhadores com configurações diferentes. Há plataforma de mergulho, espaço sombreado, racks para o equipamento, bacias de lavagem, adaptadores DIN, zona de preparação para câmaras e enxaguamento separado para material fotográfico. Dois botes de apoio levam os mergulhadores aos locais e fazem a recolha depois da subida; o regresso não depende de nadar à superfície até ao barco. A operação aceita CCR, sidemount e mergulho técnico, com espaço de preparação e guias para essas configurações. Nitrox está disponível a bordo para mergulhadores certificados; não é um serviço gratuito. O aluguer de equipamento também é possível, mas as marcas e os volumes dos cilindros não são indicados. A bordo existem oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes salva-vidas, botes de salvamento, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, sonar, alarme de incêndio e extintores.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o Blue Dolphin oferece mais do que um lugar para esperar pelo próximo briefing. O convés de mergulho é sombreado, há uma área exterior para comer e uma zona de descanso onde se pode ficar ao ar livre sem estar sempre ao sol. O salão climatizado serve para escapar ao calor, rever fotografias ou simplesmente dormir um pouco com o barco em navegação. Quem fotografa tem uma área de preparação própria e um tanque de lavagem separado para câmaras. Há também internet, biblioteca e entretenimento áudio e vídeo, embora a melhor utilização do intervalo possa ser deixar o equipamento nos racks, tomar um duche de água doce e não fazer nada. Em alguns momentos, a pausa inclui uma visita à praia. É um intervalo útil: o suficiente para recuperar entre imersões sem transformar a viagem numa sucessão de horas mortas.

Um dia a bordo

O dia começa com o toque da tripulação às 06:30. Depois do café e do briefing, o primeiro mergulho acontece às 07:00; o pequeno-almoço segue-se às 08:45 no primeiro dia, enquanto a equipa trata dos cilindros. O segundo mergulho chega mais tarde, por volta das 11:00, e o almoço aparece depois. Há tempo para descansar no salão climatizado, ficar na sombra, mexer nas câmaras ou simplesmente deixar o corpo recuperar antes do terceiro mergulho, normalmente entre as 13:00 e as 14:00. O barco navega entre as ilhas e os locais do norte enquanto os passageiros comem ou descansam. No segundo dia, Koh Bon e Koh Tachai ocupam o centro do programa; no terceiro, Surin e Richelieu Rock recebem vários mergulhos. O destaque é o mergulho ao pôr do sol em Richelieu Rock, seguido de jantar. No último dia, dois mergulhos em Koh Bon ou nos naufrágios locais antecedem o regresso ao cais às 16:00.

O que se come a bordo

As refeições seguem o ritmo dos mergulhos, não o contrário. Depois do primeiro mergulho chega um pequeno-almoço buffet; o almoço aparece após o segundo, e o jantar fecha o dia depois dos mergulhos da tarde. Anne e Rat cozinham uma mistura de pratos tailandeses e internacionais, com buffet, opções vegetarianas e vegan. O menu muda ao longo da viagem, o que importa quando se comem várias refeições a bordo e o corpo já gastou energia dentro de água. Há água potável, chá, café, snacks e bebidas não alcoólicas; cerveja e vinho estão disponíveis, mas não fazem parte desse serviço. A refeição é também o intervalo em que a equipa ajuda a tirar o equipamento, o coloca nos racks e volta a encher os cilindros. Come-se depressa quando é preciso, mas há espaço para refeições ao ar livre e para ficar à mesa a falar do mergulho anterior.

As noites no mar

As noites no Blue Dolphin são simples e funcionais, com escolhas para diferentes formas de viajar. A Upper Deck Master tem cama de casal king-size, casa de banho privada com duche quente, frigorífico, secretária, espaço para roupa, cofre e vista para as ilhas. As cabines Deluxe Lower Deck têm casa de banho privada e camas que podem ser dispostas como cama de casal ou beliches. As Standard Lower Deck usam o mesmo sistema de camas, mas partilham as casas de banho; a Lower Deck Quad é a opção para quem aceita dividir o espaço e prefere guardar o orçamento para a viagem. Nas cabines partilhadas, cada beliche tem prateleira, luz de leitura, cofre e espaço de arrumação. Entre um dia de mergulho e outro, o ar condicionado do salão ajuda a desligar do calor. À noite, o barco fica mais quieto, mas não completamente: há sempre o rumor do motor e o movimento de uma casa que começa cedo.

Camarote master, convés superior

de luxo, convés inferior

standard, convés inferior

Camarote quádruplo, convés inferior

O que é preciso saber antes de embarcar

O embarque começa em Khao Lak, com transfer incluído desde o hotel ou o aeroporto durante a tarde. Os passageiros são levados para o cais de Thap Lamu às 19:00, depois do que sobem a bordo, fazem o briefing geral e jantam antes da partida, normalmente às 21:00. O cruzeiro termina no mesmo cais, em Thap Lamu, às 16:00 do último dia. Khao Lak é a base mais prática para evitar uma viagem longa até ao barco; chegar na véspera dá margem para tratar do transfer e embarcar sem transformar o primeiro mergulho numa corrida contra o relógio.

O que o barco faz pelo oceano

Nas partidas especiais de conservação de tartarugas, o Blue Dolphin trabalha com a Andaman Turtle Watch em investigação por foto-identificação. Uma bióloga marinha acompanha a viagem, conduz sessões educativas e orienta os passageiros na recolha de dados sobre tartarugas. A rota é ajustada para combinar locais prioritários para a pesquisa com os pontos principais dos parques Similan e Surin. O objetivo declarado é contribuir para ciência participativa e conservação, não prometer encontros com animais; as tartarugas podem não aparecer em todos os mergulhos.

Ano de construção
2017
Ano de renovação
2022
Comprimento
27,5 m
Boca
6,5 m
Número máximo de passageiros
16
Número de cabines
7
Número de casas de banho
8
Motores
Hino diesel
Velocidade de cruzeiro
7,5 nós
Botes de apoio
2
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