Cruzeiros · Tailândia
Camic — pequeno, direto aos grandes mergulhos do Andamão
O que torna este barco único
- Recebe apenas 14 mergulhadores, o que mantém os grupos pequenos e a operação próxima.
- A rota de 5 dias e 4 noites liga as Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Richelieu Rock e as Surin.
- A plataforma de mergulho tem um bote de apoio Chollamas, adaptadores DIN e nitrox disponível.
- É um barco de mergulho sem pretensões de luxo, mas a tripulação, a comida e a organização são os seus pontos fortes.
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O convite
O Camic é para quem prefere gastar a viagem debaixo de água, não num hotel flutuante. Em cinco dias e quatro noites, leva um máximo de 14 mergulhadores entre as Ilhas Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Richelieu Rock e as Surin. A escolha faz sentido para quem quer uma rota densa, grupos pequenos e uma tripulação que acompanha de perto cada saída. A avaliação do barco fica abaixo da da tripulação, da comida e do mergulho: é uma forma justa de o resumir. O casco não é o argumento principal; é o que acontece quando se chega ao convés, se recebe um briefing claro e se entra na água com os locais certos à frente. Há mergulhos para procurar mantas, paredes de granito, naufrágios e grandes cardumes. Também há nitrox, mergulhos noturnos e espaço para quem viaja sem mergulhar.
Subir a bordo
O Camic chega-se a ele para mergulhar, não para procurar acabamentos de iate. É um barco compacto, com a operação concentrada em torno do convés de mergulho e das áreas onde se come e se descansa. A renovação de 2024 dá-lhe um ponto de partida mais cuidado do que o seu ano de construção faria supor, sem apagar o caráter prático de uma embarcação que trabalha. A circulação é simples: prepara-se o equipamento, sobe-se para a plataforma, entra-se na água e regressa-se ao mesmo ponto de apoio. O bote Chollamas trata das recolhas quando o grupo emerge afastado do barco. No convés superior ficam as cabines e as zonas com vista para o mar; acima delas, o espaço de observação serve para acompanhar a navegação e esperar pelo próximo mergulho. O resultado é menos espaço de resort e mais vida de barco de mergulho.
O ambiente a bordo
O ambiente é pequeno o suficiente para deixar de haver desconhecidos rapidamente. Com apenas 14 mergulhadores, a tripulação consegue reconhecer quem precisa de ajuda com o equipamento, quem prefere mais tempo no convés e quem ainda está a ganhar confiança. Os briefings são descritos como completos e atentos, com foco na preparação e na segurança, não apenas no nome do local. A tripulação fala inglês e tailandês, e junta profissionais locais e internacionais. A comida forte e a boa organização ajudam o grupo a formar-se sem esforço: conversa-se à mesa, compara-se a vida marinha depois do mergulho e volta-se a encontrar as mesmas pessoas no próximo briefing. Há espaço para uma semana descontraída, mas não para desorganização. O barco mantém uma operação apertada, com atenção constante ao que cada mergulhador está a fazer.
Os locais onde se mergulha
A rota registada parte de Thap Lamu e regressa a Thap Lamu, durante 5 dias e 4 noites, passando pelas Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Richelieu Rock e as Surin. Koh Bon é procurada pela parede onde as raias manta podem entrar numa estação de limpeza, sobretudo entre janeiro e maio. Nas Similan, grandes blocos de granito, recifes e corrente dão mergulhos variados até -40m. Koh Tachai chega a -40m e junta granito, corais e vida pelágica; o seu pináculo é mais exigente quando a corrente aperta. Nas Surin, os recifes de coral descem até -25m e ficam longe da agitação. Elephant Head Rock vai até -60m, com passagens e cavernas entre blocos que excedem os 30m. West of Eden chega a -40m em canyons de granito. Anita’s Reef desce até -35m entre corais e bommies. Boonsung Wreck fica até -18m, coberto por cardumes. King Cruiser Wreck, um ferry de 85m, chega a -35m. Christmas Point, Shark Fin Reef e Deep Six alcançam respetivamente -40m, -40m e -50m.

Koh Bon →

Koh Tachai →
Prof. máx. · 40 m

Richelieu Rock →
Prof. máx. · 35 m

Elephant Head Rock →
Prof. máx. · 60 m

West of Eden →
Prof. máx. · 40 m

Boonsung Wreck →
Prof. máx. · 18 m

King Cruiser Wreck →
Prof. máx. · 35 m

Christmas Point →
Prof. máx. · 40 m

Shark Fin Reef →
Prof. máx. · 40 m

Deep Six →
Prof. máx. · 50 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, os encontros repetem-se sem serem garantidos: carangídeos e nudibrânquios aparecem em todos os locais registados, enquanto tubarões de recife, tubarões-de-pontas-brancas, barracudas, tubarões-leopardo, atuns e moreias surgem em grande parte do percurso. Napoleões, tartarugas, meros, tubarões-baleia e raias manta também fazem parte do espetáculo possível. Em Koh Bon, a razão para procurar mantas é a estação de limpeza junto à parede, com melhor possibilidade entre janeiro e maio. Richelieu Rock e os pináculos atraem o olhar para o azul, onde a vida pelágica pode passar. Há ainda encontros que dão um motivo próprio a certos locais: enguias em King Cruiser Wreck, enguias-jardineiras em Breakfast Bend, peixe-porco-espinho e peixe-pedra em Boonsung Wreck, e tubarões em Christmas Point. Deep Six acrescenta blénios; Breakfast Bend concentra também donzelas e peixes-cocheres. O mergulho recompensa atenção, não promessas.
Quem vos põe na água
A equipa fala inglês e tailandês e trabalha com guias, instrutores e divemasters locais e internacionais. Antes de cada mergulho há um briefing com informação sobre o local, a preparação e os procedimentos de segurança; a organização é descrita como apertada, sem deixar os mergulhadores entrar na água sem estarem prontos. O barco leva oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, sonar, coletes, botes salva-vidas, alarme de incêndio e extintores. A tripulação tem formação em primeiros socorros. O rácio exato por guia, o número de guias a bordo, as qualificações individuais e um sistema de chamada específico não estão indicados. O nível de certificação ou o número mínimo de mergulhos exigido para esta rota também não é apresentado. Para formação, o armador dispõe de cursos PADI que vão do Open Water ao Divemaster.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés tem uma plataforma de mergulho dedicada e um bote de apoio Chollamas. É a combinação que importa nos locais em que a corrente separa rapidamente os mergulhadores do barco: entra-se pela plataforma e o bote pode fazer a recolha à superfície. O equipamento pode ser alugado, e há adaptadores DIN para quem viaja com primeiro andar DIN. O nitrox está disponível mediante pagamento por garrafa; não é apresentado como parte automática do pacote. Existem estações de carregamento para equipamento eletrónico e material de snorkeling para quem fica à superfície. O barco dispõe ainda de duches exteriores e de água quente a bordo, úteis depois da saída. Não estão indicados o volume ou o material dos cilindros, o tipo de compressor, marcas de equipamento, mesa de fotografia ou tanques específicos de lavagem; esses pormenores não devem ser presumidos.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o Camic oferece o tipo de pausa que faz sentido no mar: sombra, sol, vista aberta e tempo para deixar o regulador, a máscara e o corpo secarem. O convés de observação e o terraço são os lugares para estender a toalha, rever fotografias ou simplesmente ficar deitado enquanto o barco muda de local. Quem não mergulha pode fazer snorkeling e acompanhar a viagem sem ficar preso à cabine. Há também jantar ao ar livre e duches exteriores. O intervalo não precisa de ser preenchido. Depois de uma entrada na água, uma recolha pelo bote e uma subida com o equipamento ainda às costas, alguns minutos de silêncio no convés valem mais do que uma sala de lazer cheia de distrações.
Um dia a bordo
Um dia no Camic começa com a preparação do equipamento e um briefing antes da entrada na água. Depois do primeiro mergulho, regressa-se ao barco ou ao bote, come-se e há tempo para secar, descansar e preparar a garrafa seguinte. O programa de cinco dias soma 15 mergulhos, com refeições completas e snacks a separar os períodos de água e recuperação. O barco navega entre os pontos da rota, e cada novo local muda o tipo de mergulho: uma parede, um pináculo, um naufrágio ou um recife de areia e coral. Ao fim do dia, o jantar marca uma pausa mais longa antes de um possível mergulho noturno, incluído no programa. Depois, o convés abranda, mas não fica parado: há equipamento a arrumar, garrafas a preparar e um novo briefing à espera. No dia seguinte, começa tudo outra vez.
O que se come a bordo
A cozinha alterna buffet de inspiração local e pratos ocidentais, com opções vegetarianas e vegan. Há refeições completas ao longo do cruzeiro, bebidas não alcoólicas, água, chá, café e snacks durante o dia. Numa viagem de mergulho, a mesa não é decoração: é onde se recupera depois da água, se compara o que cada grupo encontrou e se ganha força para voltar a equipar-se. A comida recebe uma das melhores avaliações a bordo, e isso pesa mais depois do segundo ou terceiro mergulho do dia do que numa fotografia de apresentação. As cervejas e outras bebidas alcoólicas estão disponíveis à parte. A combinação de buffet, fruta e pequenos lanches serve bem um barco em que o apetite chega depressa e raramente espera pela refeição seguinte.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines Twin Bunk ou numa das Master Cabins, no convés inferior ou superior. Todas têm ar condicionado e casa de banho privada; algumas oferecem vista para o mar. O essencial está resolvido para dormir entre dias repetitivos de água salgada, equipamento molhado e refeições rápidas: fecha-se a porta, liga-se o ar condicionado e o barco continua a trabalhar à volta. Não é uma cabine escolhida por excesso de espaço. É um lugar para descansar, guardar o equipamento pessoal e voltar ao convés quando o corpo já recuperou. As cabines são para não fumadores, e a limpeza diária evita que a vida a bordo fique marcada pelo sal, pelas toalhas húmidas e pela areia trazida das ilhas. Quem quiser mais espaço para respirar encontra-o no terraço e no convés de observação, não no beliche.
Camarote twin com beliches
Camarote master, convés inferior
Camarote master, convés superior
O que é preciso saber antes de embarcar
O cruzeiro parte de Thap Lamu e regressa a Thap Lamu. A recolha e o transporte até ao barco são organizados pela operação, e os passageiros descrevem a transferência como pontual. Na noite anterior à partida há um encontro para ajustar e dimensionar o equipamento, por isso vale chegar a Khao Lak com essa margem e não tratar o embarque como uma corrida desde o aeroporto. Os detalhes da recolha devem ser combinados antes da partida.
Planta do barco
O que o barco faz pelo oceano
O Camic disponibiliza produtos de higiene respeitadores do ambiente nos duches, uma medida concreta para reduzir o impacto sobre os recifes visitados.
- Ano de construção
- 2005
- Ano de renovação
- 2024
- Comprimento
- 23,9 m
- Boca
- 5,1 m
- Número máximo de passageiros
- 14
- Número de cabines
- 7
- Número de casas de banho
- 9
- Motores
- 2 motores Diesel
- Velocidade de cruzeiro
- 9-12 nós
- Botes de apoio
- 1 × Chollamas
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