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Cruzeiros · Tailândia

Gentle Giant — o explorador de madeira do Andaman

O que torna este barco único

  • O Gentle Giant é um liveaboard de madeira para 20 mergulhadores, com ambiente mais íntimo do que os barcos maiores.
  • A rota especial liga o norte e o sul do mar de Andaman numa só viagem de 7 dias e 6 noites, disponível em poucas partidas por ano.
  • O convés de mergulho tem sombra, plataforma, adaptadores DIN, nitrox disponível e lavagem separada para câmaras.
  • A cozinha junta pratos tailandeses e internacionais, com buffet, opções vegetarianas, bebidas não alcoólicas e snacks ao longo do dia.

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O convite

O Gentle Giant escolhe-se pela rota, não por uma promessa de luxo. É o barco para quem quer juntar Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Richelieu Rock e, na expedição longa, Phi Phi, Koh Haa, Hin Daeng, Hin Muang e King Cruiser Wreck numa só viagem. Essa travessia entre o norte e o sul do Andaman é o seu verdadeiro argumento: poucos barcos fazem o percurso completo sem separar as duas zonas em viagens diferentes. A madeira e a lotação reduzida dão-lhe um ambiente mais próximo, enquanto as cabines climatizadas, todas com casa de banho privada, evitam que a expedição se torne espartana. Embarca-se para mergulhar quatro vezes por dia em alguns trechos, encontrar grandes blocos de granito, paredes, pináculos e naufrágios, e deixar que uma tripulação local e internacional trate do resto. Não é o barco para quem procura o desenho mais moderno da frota. É para quem quer alcance, contacto entre as pessoas e uma rota que vai além do circuito habitual das Similan.

Subir a bordo

O Gentle Giant chega ao cais com o aspeto de um barco que trabalha no mar, não de um hotel construído para parecer um barco. O casco de madeira dá-lhe uma presença mais quente e tradicional, e o desenho privilegia o espaço exterior: há um salão climatizado para fugir ao calor e um convés superior onde a vida acontece entre mergulhos. Com poucos passageiros, a circulação é simples e depressa se reconhece quem está a bordo, tanto entre os mergulhadores como na tripulação. A entrada é feita pela plataforma de mergulho, e o barco foi pensado para que o equipamento permaneça pronto para a próxima descida, em vez de ser desmontado e espalhado pelos espaços de estar. A classificação do barco fica abaixo da da tripulação, da comida e do mergulho. Isso aponta para um casco mais antigo e menos refinado, mas também explica a escolha: aceita-se menos acabamento em troca de uma embarcação pequena, de madeira, com espaço exterior e capacidade para fazer a expedição longa pelo Andaman.

O ambiente a bordo

O ambiente é de expedição pequena. Com 20 mergulhadores no máximo, o grupo encontra-se depressa no convés, no salão e à mesa, e a tripulação torna-se uma presença diária em vez de um serviço distante. Os guias organizam os briefings e ajudam a manter o equipamento pronto; a equipa de bordo trata da rotina entre uma entrada na água e a seguinte. As avaliações refletem essa diferença: a tripulação recebe 8,7, a comida 9,4 e o mergulho 8,9, enquanto o barco fica nos 7,5. A leitura é clara. O casco não tenta esconder a idade com acabamento de luxo, mas as pessoas e a operação compensam isso onde interessa. À noite, o salão climatizado concentra quem ainda quer conversar ou ver um filme, enquanto outros sobem ao convés. É um barco onde a semana tende a formar um grupo, não apenas uma fila de cabines.

Os locais onde se mergulha

A viagem clássica de 5 dias e 4 noites concentra Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Richelieu Rock e o naufrágio Boonsung. As Similan oferecem grandes rochas de granito, recifes e correntes por vezes exigentes, até -40 m; Koh Tachai tem topografia de granito e corais, também até -40 m. Koh Bon é procurada pela parede e pela estação de limpeza das mantas, enquanto Richelieu Rock acrescenta um pináculo conhecido pelos encontros pelágicos e pela macrofauna. Boonsung Wreck, um antigo dragueiro de estanho, desce até -18 m e pode ficar escondido por cardumes. A expedição Best of the Andaman dura 7 dias e 6 noites e acrescenta Phi Phi, Koh Haa, Hin Daeng e Hin Muang, além de King Cruiser Wreck. Nas fichas desta rota, Elephant Head Rock chega aos -60 m, Christmas Point aos -40 m, Anita's Reef aos -35 m, Shark Fin Reef aos -40 m, Deep Six aos -50 m, Breakfast Bend aos -35 m e West of Eden aos -40 m. Também existem partidas registadas de 4 dias e 3 noites pelo South Andaman.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, os encontros repetem-se sem serem garantidos: tubarões de recife e de pontas brancas aparecem em muitos dos locais, tal como carangídeos, nudibrânquios, barracudas, tubarões-leopardo, atuns, fusiliers e moreias. Napoleões, tartarugas, meros, tubarões-baleia e mantas fazem parte do grande espetáculo do Andaman, mas dependem do local e das condições. Koh Bon merece atenção entre janeiro e maio, quando as raias manta podem usar a parede como estação de limpeza. Em Boonsung Wreck, os cardumes podem ser tão densos que tornam difícil ver a superfície; ali também se procuram peixe-porco-espinho e peixe-pedra. Breakfast Bend é o lugar indicado para procurar enguias-jardineiras, donzelas e peixes-cocheres. Christmas Point concentra anémonas e é o único ponto desta rota onde a ficha regista tubarão sem outra especificação. King Cruiser Wreck é o local assinalado para enguias e tubarões-bambu; Deep Six destaca-se pela blénia entre grandes blocos, passagens e paredes.

Quem vos põe na água

A equipa comunica em inglês, tailandês e chinês, e os mergulhos são acompanhados por guias de mergulho. Há briefings antes das entradas na água e organização por grupos, embora não estejam publicados o rácio de cada grupo, as qualificações individuais ou um número mínimo de mergulhos registados. O barco destina-se a mergulhadores que querem visitar locais com correntes, pináculos, paredes e naufrágios; Elephant Head Rock chega aos -60 m e Deep Six aos -50 m, mas a profundidade planeada deve respeitar a certificação, o consumo e as condições do dia. Para a segurança, há oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes, botes salva-vidas, radar, sonar, GPS, rádio VHF/DSC/SSB, alarme de incêndio e extintores. Não há indicação de desfibrilhador ou sistema de chamada individual. O trabalho dos guias é manter o grupo orientado e o regresso à plataforma organizado, não substituir o julgamento de cada mergulhador.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho é sombreado e termina numa plataforma de entrada na água. Os cilindros têm adaptadores DIN disponíveis, mas não são indicados o volume nem o material, por isso essa escolha deve ser confirmada antes da partida. O enchimento é feito a bordo por dois compressores, e há nitrox disponível; o nitrox é um extra, tal como o aluguer de equipamento. O barco fornece o conjunto base da operação, incluindo cilindros, lastro e cintos de lastro. Para fotógrafos, existe uma zona de lavagem separada para câmaras e estações de recarga. Depois do mergulho, os chuveiros exteriores ajudam a tirar a água salgada antes de circular pelo resto do barco. Não há indicação de botes de apoio nem de marcas do equipamento de aluguer. A operação concentra-se, portanto, no convés principal: preparar, entrar pela plataforma, regressar ao mesmo ponto e deixar tudo pronto para a próxima descida.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o lugar certo é o convés superior: há espaço exterior para estender a toalha, deixar o corpo secar e acompanhar a navegação ao sabor do vento. Quando o sol aperta, o salão climatizado oferece uma pausa mais fresca e filmes para quem não quer ficar deitado ao ar livre. O barco também tem uma terraço e chuveiros exteriores, úteis para tirar o sal antes de voltar à mesa ou à cabine. Nas travessias mais longas, sobretudo entre o norte e o sul do Andaman, o tempo de navegação faz parte da viagem: vê-se o mar mudar, arruma-se o equipamento, fala-se sobre o mergulho anterior e prepara-se o seguinte. Não há necessidade de inventar atividades. O Gentle Giant funciona melhor quando deixa espaço para comer, dormir, conversar e voltar à água.

Um dia a bordo

Num dia de expedição, o barco acorda antes do sol. O primeiro briefing vem antes do mergulho da manhã; depois há pequeno-almoço, nova descida, almoço, mais um mergulho à tarde e, quando o programa permite, um mergulho noturno. No itinerário longo, um exemplo começa com chamada às 06:00, mergulho às 07:00 e pequeno-almoço às 08:00. O segundo mergulho surge às 10:30, o almoço às 12:00, o terceiro às 14:00 e o snack às 16:00. Em certos dias há um quarto mergulho, como o de recife ao fim da tarde, seguido de jantar. A navegação acontece enquanto se come, se descansa ou se prepara o equipamento; entre Koh Bon e Tachai, por exemplo, o programa alterna quatro entradas na água com refeições e pausas. Noutros dias são três mergulhos, uma travessia mais longa e tempo para recuperar. O ritmo é exigente, mas previsível: briefing, água, mesa, descanso, água outra vez.

O que se come a bordo

A cozinha combina comida tailandesa e internacional, servida em buffet, com opções ocidentais e locais e alternativas vegetarianas. Há bebidas não alcoólicas, água potável, chá, café e snacks ao longo do dia; cerveja e bebidas alcoólicas ficam disponíveis à parte. Num cruzeiro com quatro mergulhos em certos dias, a mesa não é um intervalo decorativo. O pequeno-almoço entra depois do primeiro mergulho, o almoço divide a manhã da tarde, os snacks aparecem entre descidas e o jantar fecha o dia. O formato buffet permite comer depressa quando é preciso e voltar ao prato quando o corpo pede mais, sem transformar cada refeição numa cerimónia. A cozinha tailandesa dá identidade ao barco; a componente internacional ajuda quando o grupo reúne mergulhadores de vários países.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines Master, Deluxe ou Standard, todas com ar condicionado, casa de banho privada, chuveiro, sanita e cofre. As cabines têm vista para o mar; a Master fica no convés superior, a Deluxe no convés principal e as Standard distribuem-se pelos convés superior e principal. O essencial é ter um lugar privado para tomar banho, guardar o equipamento pessoal e fechar a porta depois de um dia cheio de sal, sol e mergulhos. Quem prefere não se recolher pode ficar no salão climatizado, com filmes, ou subir ao convés para sentir o ar da noite. A madeira e o espaço exterior lembram que se está num barco de expedição, não num resort flutuante. Para uma semana com muitos mergulhos, essa diferença importa: a cabine serve para dormir e recuperar, enquanto o convés e o salão concentram a vida fora de água.

Camarote master

Camarote de luxo

Camarotes standard

O que é preciso saber antes de embarcar

As partidas registadas incluem percursos entre Asia Marina e Asia Marina, e entre Asia Marina e Thap Lamu; as rotas clássicas das Similan partem de Thap Lamu. As transferências de aeroporto ou hotel em Phuket até ao cais e o regresso estão incluídas, conforme a viagem. Os passageiros recebem os detalhes da recolha antes do embarque, por isso convém confirmar o ponto e a hora diretamente com a operação. Chegar a Phuket na véspera é a opção prudente: deixa margem para atrasos de voo e evita começar o cruzeiro a correr para o cais.

Comprimento
27 m
Número máximo de passageiros
20
Número de cabines
10
Número de casas de banho
10
Motores
2 × Hino
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