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Cruzeiros · Tailândia

Manta Queen 1 — uma semana feita para mergulhar

O que torna este barco único

  • Recebe até 20 mergulhadores em cabines climatizadas de três tipos.
  • Tem plataforma de mergulho, um bote de apoio Yamaha de 40 HP e área de convés protegida do sol.
  • Nitrox está disponível a bordo, tal como adaptadores DIN e cilindros de 12 litros em alumínio.
  • O programa privilegia rotas com muitos locais de mergulho e dias de mergulho carregados.

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O convite

A Manta Queen 1 é para quem quer passar mais tempo debaixo de água do que em terra. As rotas juntam recifes, paredes, naufrágios e pontos conhecidos por grandes animais, com nitrox disponível para quem tem a certificação necessária. A bordo, o essencial está no lugar: plataforma de mergulho, bote de apoio, área de preparação protegida do sol e espaço separado para lavar câmaras. Não é uma escolha para quem procura um hotel flutuante de grandes dimensões. É uma base de mergulho compacta, com até 20 hóspedes, onde a vantagem está na variedade dos locais e na quantidade de tempo que o barco permite dedicar à água.

Subir a bordo

A chegada faz-se a um barco de casco de madeira, com um ambiente mais náutico do que hoteleiro. O salão interior climatizado liga-se às zonas abertas, e o convés de observação dá lugar para estar entre as imersões sem ficar confinado à cabine. A circulação foi pensada em torno do mergulho: desce-se para as cabines, passa-se pelas áreas comuns e chega-se à plataforma onde o equipamento fica pronto para a próxima entrada na água. O barco tem uma presença prática, sem tentar esconder que foi feito para navegar entre locais de mergulho. A avaliação do casco fica abaixo da da tripulação e da comida; em troca, ganha-se uma operação centrada na água e uma equipa que compensa essa diferença.

O ambiente a bordo

O ambiente é de grupo pequeno o bastante para as pessoas se reconhecerem rapidamente, sem perder a mistura internacional típica de um cruzeiro de mergulho. A tripulação é a parte mais bem avaliada da experiência, com nota de 9,3, acima da do próprio barco. Isso diz algo importante sobre a vida a bordo: quando o convés fica ocupado, são as pessoas que fazem a diferença entre uma rotina pesada e uma rotina bem gerida. Falam-se inglês, neerlandês, alemão, espanhol e italiano. À noite, o grupo tende a reunir-se no salão ou nas zonas exteriores, depois de comer e descarregar as fotografias do dia.

Os locais onde se mergulha

A Manta Queen 1 aparece em duas rotas distintas. A viagem de Koh Phi Phi, King Cruiser Wreck e Phuket Shark Point parte e regressa a Phuket e dura 4 dias e 3 noites. A rota do North Andaman parte e regressa a Khao Lak, dura 5 dias e 4 noites e inclui Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Richelieu Rock e Boonsung Wreck. Nos locais verificados, Shark Point desce até -25 m e combina recife, tubarões-leopardo e tubarões-bambu. Koh Phi Phi Ley chega a -35 m, enquanto Maya Corner/Maya Wall oferece uma parede de corais até -20 m, com tartarugas-verdes e tubarões-de-recife-de-ponta-negra. Hin Klang é um recife raso até -15 m; Hin Klai desce até -25 m. Sattakut Wreck chega a -30 m. Boonsung Wreck fica até -18 m, coberto por cardumes. Koh Bon é procurado pelas raias manta entre janeiro e maio. Racha Noi destaca-se pelas raias manta e pastenagas, com visibilidade indicada de 20 a 30 metros.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, os encontros repetem-se sem se tornarem iguais: barracudas, moreias, pargos, nudibrânquios, peixes-escorpião, peixes-balão, peixes-borboleta, peixes-leão, meros, tartarugas e tubarões-leopardo aparecem em vários locais. Os cardumes dão escala aos naufrágios e aos recifes; os nudibrânquios e as moreias obrigam a procurar nos detalhes. Koh Bon é o ponto para esperar junto à parede de limpeza por raias manta, sobretudo entre janeiro e maio. Também ali foram registados o napoleão, caranguejos, camarões, gobídeos e peixes de vidro. Racha Noi é o local indicado para procurar o tubarão-cinzento-de-recife e a enguia-jardineira. Shark Point é o ponto específico para anthias e enguias. Bida Islands é onde pode surgir o peixe-porco. Boonsung Wreck guarda o peixe-porco-espinho. São encontros possíveis, não promessas; o mergulho continua a depender das condições e do momento.

Quem vos põe na água

A equipa de mergulho fala inglês, neerlandês, alemão, espanhol e italiano, o que facilita briefings e perguntas técnicas num grupo internacional. A bordo decorrem cursos e especialidades PADI, incluindo Open Water, Advanced Open Water, Deep e Enriched Air Nitrox. O nitrox não é apenas uma opção de gás: quem ainda não tem a certificação pode fazer o curso correspondente, mediante pagamento. A operação tem oxigénio, kits de primeiros socorros, alarme de incêndio, extintores e tripulação formada em primeiros socorros. Há também sonar, GPS e detector de peixes para a navegação e localização dos pontos. O grupo deve contar com briefings de mergulho e organização por guias; não é indicado um número de mergulhadores por guia na informação disponível.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem uma plataforma dedicada, área sombreada, bacias de lavagem e uma bacia separada para câmaras. O equipamento de aluguer usa conjuntos Scubapro; os cilindros standard são de 12 litros, em alumínio, com válvulas DIN e INT. Cilindros de 15 litros e conjuntos duplos estão disponíveis mediante suplemento. O nitrox pode ser usado em cilindros de 12 e 15 litros, também mediante suplemento, e há adaptadores DIN a bordo. O bote de apoio é um Yamaha de 40 HP. O barco dispõe ainda de duches quentes interiores e duches exteriores, oxigénio, GPS, sonar, detector de peixes, telefones móveis e por satélite, coletes e botes salva-vidas. Há carregamento para equipamento electrónico e lavagem própria para câmaras.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o lugar mais útil é a zona exterior protegida do sol, onde se pode deixar o equipamento pessoal, conversar ou simplesmente ficar deitado até ao próximo briefing. O salão climatizado serve para descansar quando o calor aperta. Há também uma área de fotografia, espaço de lavagem separado para câmaras, jantar ao ar livre e um convés de observação para acompanhar a navegação. O intervalo não é preenchido por uma programação de entretenimento: serve para comer, beber, rever fotografias e deixar o corpo recuperar.

Um dia a bordo

Um dia a bordo começa com o grupo a preparar o primeiro mergulho e a ouvir o briefing antes de entrar na água. Depois vêm o regresso à plataforma, o duche, a refeição e um intervalo curto antes de repetir o ciclo. Entre imersões, há fruta e snacks, tempo para hidratar, rever fotografias e descansar no salão climatizado ou na zona exterior à sombra. Quando o barco muda de ponto, a navegação ocupa esse intervalo e o equipamento fica preparado para a chegada. O programa é carregado, por isso o ritmo é simples: mergulhar, comer, recuperar e voltar a mergulhar. As horas exactas dependem da rota e das condições do mar; não há um horário diário publicado.

O que se come a bordo

A cozinha serve pensão completa em buffet, com pratos de cozinha local e ocidental. Há opções vegetarianas e veganas, fruta e pequenos snacks ao longo do dia, além de água, chá, café e bebidas sem álcool. A comida tem uma reputação particularmente forte a bordo, com nota de 9,5. Isso importa num cruzeiro com vários mergulhos: o prato entre duas imersões não é uma pausa decorativa, mas parte da recuperação para voltar à água. As refeições são feitas para um grupo inteiro, sem transformar cada intervalo numa espera longa.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines climatizadas, com escolha entre cama de casal, duas camas em beliche com casa de banho privativa, ou beliche inferior sem casa de banho privativa. As cabines ficam no convés inferior e têm janela standard. O espaço é simples e funcional: serve para tomar banho, guardar o essencial e dormir depois de um dia repetitivo de entradas e saídas da água. O salão climatizado oferece uma alternativa quando o convés fica quente, enquanto a esplanada e o convés de observação permitem dormir o cansaço ao ar livre. Quem escolher a cabine sem casa de banho privativa deve contar com uma solução mais básica; as outras categorias dão mais autonomia durante a semana.

Camarote duplo com casa de banho privativa

Camarote twin com beliches com casa de banho privativa

twin com beliches sem casa de banho privativa, convés inferior

O que é preciso saber antes de embarcar

As rotas de Koh Phi Phi, King Cruiser Wreck e Phuket Shark Point partem e regressam a Phuket. A rota do North Andaman parte e regressa a Khao Lak. Existem transferências de aeroporto e de hotel, e também é indicado transfer gratuito na zona de Khao Lak. Chegar na véspera é a opção prudente para começar o embarque sem depender de uma ligação apertada.

Comprimento
27 m
Boca
6 m
Número máximo de passageiros
24
Número de cabines
10
Número de casas de banho
8
Motores
2 × Hino 450 cv, 10 cilindros
Velocidade de cruzeiro
8-9 nós
Botes de apoio
1 × Yamaha 40 cv
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