Cruzeiros · Tailândia
Raga — espaço moderno para mergulhar a sério
O que torna este barco único
- Casco de aço renovado em 2024, com espaço pensado para 28 mergulhadores.
- O maior convés de mergulho da frota, estações próprias para câmaras e tanques de lavagem separados.
- A Master Suite tem 20 m², cama king-size, televisão e mini-frigorífico.
- A cozinha serve buffet com pratos locais e ocidentais, incluindo opções vegetarianas e vegan.
O convite
O Raga escolhe-se quando a viagem deve dar prioridade ao mergulho sem abdicar de espaço e conforto. É um barco construído para mergulhadores, não um hotel adaptado à pressa: o convés de mergulho é amplo, há estações próprias para câmaras e dois botes de apoio para levar os grupos até aos locais de entrada na água. A diferença sente-se numa semana com vários mergulhos por dia, quando o equipamento precisa de circular sem bloquear cada passagem e uma câmara molhada não pode ficar misturada com barbatanas e fatos. A rota clássica leva às Ilhas Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Richelieu Rock e ao naufrágio de Boonsung. As partidas registadas incluem também cruzeiros de 4 dias e 3 noites pelo South Andaman. O Raga serve melhor quem quer ver muito debaixo de água, voltar a uma cabine climatizada e encontrar uma refeição cuidada entre dois mergulhos.
Subir a bordo
Ao chegar ao Raga, a primeira impressão é a de um barco grande, de linhas direitas e casco de aço, com espaço suficiente para que a vida de mergulho não se concentre toda num único canto. A renovação de 2024 ajuda a explicar esse equilíbrio: o barco mantém a escala de uma embarcação de cruzeiro, mas os espaços foram pensados para uma estadia atual, com salão climatizado, terraço e uma área exterior onde se pode estar sem disputar cada metro quadrado. A circulação entre cabines, salão e convés de mergulho é simples, e a tripulação local e internacional fala inglês, tailandês e chinês. Há dois botes de apoio, o que permite separar melhor a operação na água do movimento de quem fica a bordo. O Raga não tenta parecer um barco pequeno e íntimo; oferece antes uma base estável para uma semana centrada nos mergulhos, com 28 pessoas a bordo e espaço para respirar entre eles.
O ambiente a bordo
O ambiente a bordo parece ser construído mais pela forma de trabalhar da tripulação do que por animação organizada. Os grupos encontram uma equipa que gere o barco, as refeições, as cabines e os mergulhos sem deixar cada passageiro tratar de tudo sozinho. A limpeza diária mantém o espaço privado arrumado, algo que se nota sobretudo ao quarto dia, quando fatos molhados, toalhas e equipamento já fazem parte da rotina. A tripulação fala inglês, tailandês e chinês, e os passageiros descrevem uma atenção que vai além de responder quando alguém chama. Há comida variada, guias de mergulho bem avaliados e ajuda prática ao longo do dia. À noite, o salão climatizado e o convívio no exterior dão dois ambientes diferentes: quem quer conversar encontra companhia, quem precisa de silêncio pode retirar-se. O resultado é um barco social sem obrigar todos a participar da mesma maneira.
Os locais onde se mergulha
A rota clássica de 5 dias e 4 noites passa pelas Ilhas Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Richelieu Rock e Boonsung Wreck; as partidas registadas incluem também South Andaman, com 4 dias e 3 noites. Nos locais verificados, as Similan juntam grandes rochas, recifes e corrente ocasionalmente exigente, até -40m, com possibilidade de mantas, tubarões-baleia e tubarões de recife. Koh Bon é uma parede com estação de limpeza de raias manta, sobretudo entre janeiro e maio. Koh Tachai é um pináculo de granito e coral até -40m; Koh Tachai Pinnacle tem corrente forte, vida pelágica e profundidade máxima de -40m. Boonsung Wreck desce até -18m e concentra cardumes tão densos que podem esconder a superfície. King Cruiser Wreck, um ferry de 85 metros, chega a -35m. Surin Islands oferece recifes pouco visitados até -25m. Elephant Head Rock tem cavernas e passagens até -60m; Christmas Point, blocos de granito até -40m; Anita’s Reef, bommies até -35m; Shark Fin Reef, Deep Six, Breakfast Bend e West of Eden chegam respetivamente a -40m, -50m, -35m e -40m, com paredes, areia, canyons e corais.

Koh Bon →

Koh Tachai →
Prof. máx. · 40 m

Richelieu Rock →
Prof. máx. · 35 m

Boonsung Wreck →
Prof. máx. · 18 m

Koh Tachai Pinnacle →
Prof. máx. · 40 m

King Cruiser Wreck →
Prof. máx. · 35 m

Surin Islands →
Prof. máx. · 25 m

Elephant Head Rock →
Prof. máx. · 60 m

Christmas Point →
Prof. máx. · 40 m

Shark Fin Reef →
Prof. máx. · 40 m

Deep Six →
Prof. máx. · 50 m

Breakfast Bend →
Prof. máx. · 35 m

West of Eden →
Prof. máx. · 40 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, caranguejos, nudibrânquios e carangídeos aparecem registados em 11 locais; tubarões de recife e tubarões-de-pontas-brancas em 10, barracudas e tubarões-leopardo em 9, e atuns em 9. Napoleões, tartarugas, meros, tubarões-baleia e raias manta também fazem parte do espetáculo recorrente, embora nenhum encontro seja garantido. A água pode trazer grandes pelágicos, enquanto os recantos dos bommies e das paredes pedem uma procura mais lenta por moreias, polvos e pequenos nudibrânquios. Cada local tem ainda uma razão própria para entrar na água. Em Koh Bon procuram-se raias manta na estação de limpeza, com maior probabilidade entre janeiro e maio. No Boonsung Wreck, o peixe-pedra e o peixe-porco-espinho aparecem especificamente registados. Breakfast Bend é o lugar para procurar enguias-jardineiras, donzelas e peixes-cocheres. King Cruiser Wreck acrescenta enguias e tubarões-bambu; Christmas Point, anémonas e tubarões; Deep Six, blénios. É a combinação entre encontros grandes e vida escondida que evita que os mergulhos se pareçam todos uns com os outros.
Quem vos põe na água
Quem põe os mergulhadores na água é uma equipa local e internacional que fala inglês, tailandês e chinês. O guia de mergulho acompanha a operação e os briefings organizam a entrada nos locais, a leitura das condições e o regresso ao barco ou aos botes de apoio. O nível de exigência varia com o local: há pináculos sujeitos a corrente forte, passagens entre blocos de granito e mergulhos que descem até aos limites recreativos. Podem decorrer formações de mergulho e de nitrox a bordo, mediante custo adicional. Para a segurança, o Raga leva oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes, botes salva-vidas, radar, sonar, GPS e comunicações por rádio VHF/DSC/SSB; a tripulação tem formação em primeiros socorros. Não estão indicados o número de guias, o rácio de cada grupo, as qualificações individuais, a exigência de mergulhos registados ou a existência de desfibrilhador. Esses detalhes devem ser pedidos antes da reserva se forem decisivos para o grupo.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é o centro do Raga e está dimensionado para uma operação regular, com plataforma de entrada na água, bacs de lavagem e dois botes de apoio para os mergulhadores. As câmaras têm uma zona de lavagem separada, longe do equipamento geral, e existem estações de carregamento. Há adaptadores DIN, nitrox disponível e material de aluguer mediante custo adicional; o nitrox não deve ser confundido com um serviço automaticamente incluído. O barco dispõe de cilindros, pesos e cintos de lastro para a operação de mergulho, mas não estão indicados o volume dos cilindros, o material — aço ou alumínio —, o tipo de compressor ou as marcas do equipamento de aluguer. Também não estão descritas mesas específicas para montagem de câmaras, boias de sinalização ou o modo exato de embarque nos botes. O que está claro é uma separação útil entre lavagem de câmaras e lavagem geral, além de duches de água quente no regresso.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o Raga oferece duas formas claras de passar o tempo. O salão climatizado serve para fugir ao sol, ver filmes e descansar com o barco em movimento; o terraço e o espaço exterior ficam para quem prefere sombra, vento e a linha do mar. Há também kayaks a bordo, uma zona de lazer e um espaço para refeições ao ar livre. O intervalo não precisa de ser preenchido com atividades: pode ser o banho quente depois da água, uma bebida não alcoólica, a revisão de fotografias nas estações próprias ou simplesmente uma hora deitado no convés. Quando a rota exige navegação entre zonas afastadas do Mar de Andamão, esse espaço exterior faz diferença. O barco continua a ser uma plataforma de mergulho, mas não obriga ninguém a permanecer fechado no salão quando o mar está calmo.
Um dia a bordo
O dia começa antes de o sol aquecer o convés. Há um briefing, prepara-se o equipamento e segue-se para o primeiro mergulho; nas jornadas descritas para o Andamão, o pequeno-almoço entra depois dessa primeira entrada na água. O almoço aparece entre mergulhos, há snacks nos intervalos e o jantar fecha a parte principal do dia. Dependendo do itinerário, o barco navega durante a tarde para mudar de zona ou avançar para o próximo ponto. A rotina pode chegar a quatro mergulhos num dia, incluindo mergulho noturno, como acontece no programa de 7 dias e 6 noites com 22 mergulhos. A rota clássica registada para o Raga dura 5 dias e 4 noites, enquanto as partidas de South Andaman têm 4 dias e 3 noites, com 11 mergulhos. O padrão é simples: ouvir o briefing, entrar na água, comer, descansar, repetir. A navegação ocupa os espaços entre os locais, e a noite chega depois do último regresso ao convés.
O que se come a bordo
A comida é uma parte forte desta viagem. As refeições são servidas em regime de pensão completa, com buffet, snacks ao longo do dia, água, chá, café e bebidas não alcoólicas. A cozinha alterna pratos locais tailandeses com opções ocidentais e prevê escolhas vegetarianas e vegan. O ritmo da mesa acompanha o dos mergulhos: o pequeno-almoço aparece entre as primeiras imersões, o almoço repõe forças antes da sessão seguinte e o jantar fecha o dia depois do último mergulho ou do mergulho noturno. Num cruzeiro de mergulho, isto importa. Uma refeição que se serve sem demoras e oferece mais do que uma opção evita que quatro entradas na água se transformem numa luta contra a fome. A classificação de 10,0 para a comida confirma que a cozinha não é tratada como simples abastecimento.
As noites no mar
As noites no Raga são passadas em cabines climatizadas, todas com casa de banho privativa, roupeiro, cofre e secador de cabelo. As Standard têm 10 m² e ficam no convés principal ou no convés inferior; as Deluxe têm 16 m² e podem ter cama dupla ou duas camas; a Master Suite, no convés superior, chega aos 20 m² e acrescenta cama king-size, televisão e mini-frigorífico. A diferença entre categorias está sobretudo no espaço e na posição a bordo. Uma cabine no convés inferior aproxima mais o beliche da parte baixa do barco; quem prefere mais área e uma cabine de destaque encontra isso na Master Suite. Depois de um dia com vários mergulhos, a casa de banho privativa e a climatização valem mais do que uma decoração vistosa: permitem tomar banho, guardar o equipamento pessoal e fechar a porta sem transformar o salão num prolongamento da cabine.
Suíte master
Camarote de luxo
Camarote duplo standard
Camarote twin standard
Camarote, convés inferior
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas registadas de South Andaman fazem o percurso Asia Marina–Asia Marina e duram 4 dias e 3 noites. As rotas das Similan, Koh Bon, Koh Tachai e Richelieu Rock aparecem com saída em Asia Marina para Thap Lamu ou com saída e regresso em Thap Lamu, em viagens de 5 dias e 4 noites. As transferências de aeroporto e hotel estão incluídas. Para os embarques com acesso a Thap Lamu, o transporte publicado parte de hotéis ou do aeroporto em Phuket para o cais. Como os horários de transferência não substituem o horário do barco, é sensato chegar à região na véspera e confirmar previamente o ponto de encontro e a hora atribuída à partida.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2018
- Ano de renovação
- 2024
- Comprimento
- 37 m
- Boca
- 8 m
- Número máximo de passageiros
- 28
- Número de cabines
- 14
- Número de casas de banho
- 17
- Motores
- 500 cv Cummins
- Velocidade de cruzeiro
- 8-10 nós
- Botes de apoio
- 2
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