Cruzeiros · Egito
Aphrodite — um liveaboard feito para mergulhar no Mar Vermelho
O que torna este barco único
- Nitrox 32% de membrana, sem suplemento para mergulhadores certificados, em todas as cargas.
- O convés de mergulho tem postos individuais, dois compressores, cilindros de alumínio de 12 e 15 litros e apoio para mergulho técnico, sidemount e rebreather.
- As rotas passam por Brothers, Daedalus, Elphinstone, Fury Shoals, Sataya e pelos recifes e naufrágios do norte do Mar Vermelho.
- A bordo há sistema ENOS, oxigénio, primeiros socorros e uma tripulação que fala inglês, alemão, francês, russo, árabe e checo.
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O convite
A Aphrodite nasceu de uma irritação simples: muitos barcos de safari não eram pensados por quem passa o dia a montar, entrar, sair e voltar a montar equipamento. Este foi construído para levar mergulhadores aos recifes remotos do Mar Vermelho, com um convés de mergulho funcional, dois compressores e Nitrox de membrana como parte normal da operação. É essa a razão para o escolher: menos tempo perdido a lutar com o barco e mais tempo concentrado no mergulho. As rotas vão dos naufrágios e recifes do norte às paredes oceânicas de Brothers, Daedalus e Elphinstone. Há espaço para quem procura três ou quatro mergulhos por dia, para quem quer formação e para quem viaja com equipamento técnico. Também aceita não mergulhadores e praticantes de snorkeling, mas o centro de gravidade está claramente na água.
Subir a bordo
A chegada à Aphrodite não promete o silêncio de um barco novo. É um navio de trabalho, construído em 2008 e renovado em 2025, com a história de muitas temporadas de Mar Vermelho inscrita no uso diário. A renovação recente melhora o lado prático sem apagar o caráter de uma embarcação que foi feita para sair do porto, procurar recifes afastados e voltar ao convés cheio de equipamento molhado. A circulação organiza-se em torno de três zonas: o convés de mergulho, o salão interior climatizado e o convés superior, onde se passa o intervalo entre imersões. O salão tem televisão e sistema de som; há também uma sala de jantar separada, terraço, biblioteca e espaço para fotografia. A tripulação mantém o funcionamento em ordem enquanto os mergulhadores se ocupam do essencial: preparar o próximo cilindro, comer, secar e voltar à água.
O ambiente a bordo
O ambiente da Aphrodite forma-se depressa porque a rotina obriga as pessoas a encontrarem-se: no posto de equipamento, à mesa, no bote e outra vez no convés depois do mergulho. Num segundo dia, já se reconhecem os cilindros, as câmaras e os companheiros com quem se partilha o grupo. A tripulação local e internacional trabalha perto dos mergulhadores, não como uma presença distante: ajuda a preparar a saída, acompanha o regresso e mantém o convés utilizável entre uma imersão e outra. À noite, o ritmo abranda no salão, no bar ou no convés superior, com televisão, música e conversa. A experiência de quem passa uma semana a bordo aponta para uma operação habituada tanto a reservas individuais como a grupos e charters privados. O barco pode receber retiros de yoga e não mergulhadores, mas é a sequência de mergulhos que dá forma aos dias.
Os locais onde se mergulha
As partidas registadas duram oito dias e sete noites. As rotas do norte ligam Hurghada a Port Ghalib ou regressam a Hurghada, com North Classic, North — Straits of Tiran, North Dolphins e North Classic com Brothers; a rota Brothers–Daedalus–Elphinstone liga Hurghada a Port Ghalib, e Sataya–Fury Shoals parte e regressa a Port Ghalib. Em Brothers Islands, paredes, naufrágios e pelágicos descem até 85 m; Daedalus chega a 40 m e procura tubarões-martelo e tubarões-oceânicos de pontas brancas. Elphinstone tem paredes verticais até 60 m, com tubarões-oceânicos e martelos. No norte, os Estreitos de Gubal chegam a 50 m e juntam naufrágios a peixes de recife; Shaab Ruhr Umm Gamar chega a 40 m, com três naufrágios e deriva junto a tubarões cinzentos. Fury Shoals combina jardins de coral, formações duras e naufrágios. Sataya chega a 40 m e acrescenta golfinhos-rotadores. Shaab Sabina fica pelos 14 m, enquanto Gotha Abu Nugar North atinge apenas 9 m. Strait of Tiran oferece quatro recifes — Jackson, Woodhouse, Thomas e Gordon — até 40 m. El Fanadir tem uma estação de limpeza a 12 m; Fanadir North desce até 30 m; Shaab Sataya, Shaab El Erg e Tiran completam as opções de recife, corrente e vida pelágica.

Daedalus →
Prof. máx. · 40 m

Elphinstone →
Prof. máx. · 60 m

Fury Shoals →

Brothers Islands →
Prof. máx. · 85 m

Shaab Ruhr Umm Gamar →
Prof. máx. · 40 m

Shaab Sabina →
Prof. máx. · 14 m

Gotha Abu Nugar North →
Prof. máx. · 9 m

Strait of Tiran →
Prof. máx. · 40 m

El Fanadir →
Prof. máx. · 40 m

Fanadir North →
Prof. máx. · 30 m

Shaab Sataya →
Prof. máx. · 40 m

Shaab El Erg →
O que se encontra debaixo de água
A fauna mais regular desta rota é a que dá ao Mar Vermelho o seu fundo sonoro: tartarugas-marinhas, barracudas, carangues, moreias, tubarões de recife, tubarões-cinzentos, tubarões-martelo, vivaneus, anthias, garoupas e corais moles e duros aparecem em vários pontos do itinerário. Os encontros grandes dependem do local, da corrente e das condições; não são uma promessa automática. Brothers Islands e Daedalus são procuradas pelos pelágicos, com tubarões-martelo e outros tubarões em paredes e planaltos expostos ao oceano. Em Elphinstone, o mergulho pode trazer tubarão-oceânico de pontas brancas, tubarão-martelo, gorgónias e labros. Shaab Ruhr Umm Gamar é o ponto indicado para procurar o mero-gigante, entre os três naufrágios do recife. Fury Shoals acrescenta peixe-anjo e peixe-porco. Strait of Tiran é o local específico para procurar a tartaruga-verde e o peixe-cirurgião; Brothers tem anémonas, Shaab Sabina donzelas e El Fanadir gaterins. Em Sataya, a razão de entrar na água inclui os golfinhos-rotadores.
Quem vos põe na água
Os briefings e a formação decorrem com guias e instrutores que trabalham em inglês, alemão, francês, russo, árabe e checo. O guia principal é identificado como PADI e SSI, com mais de quinze anos de experiência, e há cursos de mergulho disponíveis a bordo. A exigência depende da rota: a maioria das rotas do norte aceita Open Water Diver; percursos avançados como Daedalus exigem Advanced Open Water Diver e 30 mergulhos registados; Brothers exige Advanced Open Water Diver e pelo menos 50 mergulhos, por regra do parque marinho. Os cartões, logbooks e documentos originais são verificados a bordo. O sistema ENOS acrescenta uma camada de localização dos mergulhadores, enquanto oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, sonar e radiobaliza fazem parte do equipamento de segurança. O número de mergulhadores por grupo não é indicado.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é o ponto forte mais claro da Aphrodite. Cada mergulhador tem um posto individual para preparar o equipamento, com área sombreada, tanques de lavagem, plataforma de mergulho, duches exteriores e apoio de botes para os mergulhadores. Há cilindros de alumínio de 12 e 15 litros, cilindros stage de 8 a 10 litros, twin sets com V-weights e adaptadores DIN. O enchimento é assegurado por dois compressores: um L&W de 280 l/min e um Bauer Mariner de 240 l/min. O Nitrox 32% é produzido continuamente por um sistema de membrana e está disponível sem suplemento para quem apresenta certificação Nitrox; quem não é certificado mergulha com ar. O barco recebe mergulho técnico, sidemount e rebreather. O aluguer de colete, regulador, fato e barbatanas é possível mediante pagamento. Computador de mergulho e SMB são obrigatórios e devem ser levados pelo mergulhador.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, a vida concentra-se no convés de mergulho, no salão climatizado e no convés superior. Há uma zona de mergulho com sombra para quem prefere recuperar longe do sol, além de um terraço e de um convés de observação para acompanhar a navegação. O intervalo serve para lavar o sal, rever fotografias, trocar impressões sobre o mergulho anterior ou simplesmente estender-se ao sol. A sala de câmaras dá um lugar próprio ao equipamento fotográfico, e as estações de carregamento evitam espalhar baterias pelo salão. Quando o barco está em trânsito, o movimento não é um programa à parte: é o que permite acordar noutro recife, longe das zonas alcançadas pelos barcos de um dia. Num cruzeiro com três ou quatro imersões, saber parar também faz parte do plano.
Um dia a bordo
O dia começa antes do calor forte, com o primeiro briefing e a preparação do equipamento no posto individual. Segue-se o primeiro mergulho; depois vêm o pequeno-almoço e o intervalo, antes de outro briefing e de nova entrada na água. A rotina típica é de três a quatro mergulhos por dia, incluindo um mergulho noturno quando a rota e as condições permitem. O almoço encaixa-se entre imersões, tal como os snacks, e o barco aproveita alguns intervalos para navegar até ao recife seguinte. Depois do mergulho da tarde, há tempo para banho, câmaras, descanso no salão ou no convés superior. O jantar marca a parte mais calma do dia. Nem todos os locais aceitam mergulhos noturnos: Brothers Islands, Daedalus Reef, Rocky Island, Ras Mohamed, Tiran Island e alguns outros têm restrições. Quando há autorização, Sataya e Shaab El Erg estão entre os locais onde a noite pode voltar a levar o grupo para a água.
O que se come a bordo
A cozinha alterna pratos locais e cozinha ocidental, servidos em regime de pensão completa. Há buffet, snacks ao longo do dia e opções vegetarianas e vegan; bebidas sem álcool, água, chá e café acompanham a rotina a bordo, enquanto cerveja, vinho e cocktails ficam para momentos específicos e podem ter custo adicional. A mesa tem uma função prática num safari: aparece entre os mergulhos, quando se precisa de comer sem transformar a refeição numa longa interrupção. O repertório inclui cozinha gastronómica, churrasco na praia e uma seleção de vinhos. O churrasco quebra a sequência de refeições no barco; o buffet permite comer ao próprio ritmo, algo importante quando o intervalo entre a saída da água e o próximo briefing é curto.
As noites no mar
As noites fazem-se em cabines privadas com casa de banho, ar condicionado e cabines com vista para o mar em várias categorias. Há Standard Cabin no convés inferior, Standard Sea View no convés principal ou superior, Royal Sea View no convés superior, Suite Cabin no convés inferior e Family Cabin no convés principal. A diferença entre elas está sobretudo na posição e na vista: quem escolhe um convés superior ganha mais contacto com o exterior, enquanto uma cabine inferior fica mais resguardada do movimento do convés. O espaço existe para dormir depois de um dia de mergulho, não para viver como num hotel. O salão climatizado serve de refúgio quando o calor aperta, e o convés de observação oferece o último ar livre antes de recolher. As cabines são para não fumadores, e a limpeza é diária.
Camarote standard, convés inferior
real vista mar, convés superior
Camarote standard vista mar, convés principal
Suíte, convés inferior
standard vista mar, convés superior
Camarote família, convés principal
O que é preciso saber antes de embarcar
As rotas do norte partem da Hurghada Marriott Marina e regressam normalmente a Hurghada; as rotas do sul partem de Port Ghalib Marina e algumas usam Hamata. As transferências desde os aeroportos correspondentes estão incluídas: Hurghada Airport para as partidas do norte e Marsa Alam Airport para as partidas do sul. Se as condições obrigarem a mudar o porto de partida ou de chegada, são organizadas transferências para os passageiros. Para começar a viagem sem transformar o embarque numa corrida, chegar ao Egito na véspera é a opção mais prudente.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2008
- Ano de renovação
- 2025
- Comprimento
- 35 m
- Boca
- 8,3 m
- Número máximo de passageiros
- 23
- Número de cabines
- 11
- Número de casas de banho
- 11
- Motores
- 2 × Mann TD 1200 cv
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