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Egito · Mar Vermelho

Mergulho Sharm El Sheikh : Sharm el-Sheikh: recifes, correntes e naufrágios

Paredes verticais em Thomas Reef, a carga do Yolanda espalhada no fundo e tartarugas entre os corais de Ras Mohammed.

O que torna este destino único

  • Paredes verticais e cânion de Thomas Reef
  • Correntes e pelágicos em Shark & Yolanda Reef
  • O cargueiro El Mina aos 32 metros
  • Veículos e armamento no SS Thistlegorm
  • Recifes protegidos do parque de Ras Mohammed
  • Tartarugas, bodiões-napoleão e raias-águia
  • Temporada mais favorável entre junho e novembro

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Apresentação

Sharm el-Sheikh é uma base costeira para explorar, de barco, os recifes do estreito de Tiran e o parque nacional de Ras Mohammed. A experiência alterna paredes que descem para grande profundidade, planaltos de coral, deriva e naufrágios. Thomas Reef e Shark & Yolanda Reef dão à viagem um lado mais exposto; Temple e Middle Garden oferecem perfis tranquilos para começar ou recuperar entre dias mais exigentes. Para quem parte de Lisboa ou do Porto, é uma estadia de mar e mergulho com logística terrestre simples.

O mergulho aqui

A topografia muda bastante debaixo de água: há paredes verticais e um cânion em Thomas Reef, pináculos e correntes em Shark & Yolanda Reef, recifes franjados em Middle Garden e estruturas metálicas nos naufrágios El Mina e Million Hope. O SS Thistlegorm acrescenta porões com veículos e armamento, enquanto Temple, entre cinco e vinte metros, funciona como mergulho de adaptação. As correntes variam de fracas a muito fortes e podem tornar-se imprevisíveis nos sectores expostos, onde a deriva é parte do mergulho. A visibilidade é geralmente boa nos naufrágios descritos e nos recifes, mas o estado do mar condiciona a saída e o regresso. A maioria dos programas parte de barco, com dias de duas imersões e possibilidade de usar nitrox.

Três mergulhos a não perder

A fauna submarina

A vida marinha aparece tanto no recife como nas passagens abertas. Tartarugas-marinhas, garoupas, moreias, bodiões-napoleão, peixes-leão, peixes-escorpião e polvos ocupam as paredes e as zonas de coral; os nudibrânquios pedem uma observação mais demorada. Nas águas azuis podem surgir barracudas, atuns, xaréus e tubarões-de-recife, enquanto as raias-águia atravessam os planaltos. Middle Garden combina corais tabulares com a possibilidade de raias e fauna de passagem. Thomas Reef é particularmente interessante para encontros pelágicos durante o verão, e Shark & Yolanda ganha actividade no verão, sobretudo em julho. Entre junho e novembro, os mergulhos beneficiam também da janela sazonal mais favorável da zona.

Possíveis encontros subaquáticos

Quando ir

A melhor janela indicada para Sharm el-Sheikh vai de junho a novembro, período que reúne os meses de menor pluviosidade e melhores condições sazonais para organizar saídas de barco. O verão acrescenta interesse aos recifes mais expostos: Thomas Reef pode trazer pelágicos e Shark & Yolanda é procurado especialmente em julho. Ainda assim, o vento e o estado do mar continuam a decidir o acesso a Tiran e a Ras Mohammed. Para uma viagem bem planeada, vale reservar margem no programa, em vez de concentrar todas as imersões exigentes nos primeiros dias.

Nível exigido

A zona serve tanto o mergulhador Open Water como quem já tem experiência em corrente, profundidade e naufrágios. Temple, Middle Garden e parte de Eel Garden permitem começar com perfis mais controlados; Thomas Reef, Shark & Yolanda Reef, El Mina e Million Hope pedem melhor flutuabilidade e leitura das condições. O Advanced Open Water é útil e, em alguns locais, recomendado. Drift, Nitrox e especialidade em naufrágios acrescentam valor. Para o SS Thistlegorm e os naufrágios mais fundos, a experiência registada pesa tanto como a certificação FPAS/CMAS equivalente.

No local

A partir de Lisboa ou do Porto, chega-se a Sharm el-Sheikh por voo internacional para o aeroporto da cidade. O percurso até ao alojamento e às marinas faz-se depois por estrada, normalmente em trajectos curtos; não há ferry nem travessia marítima estrutural para alcançar a própria zona. A duração total costuma ocupar meia jornada porta a porta, dependendo da partida, das correspondências e da espera aeroportuária. No local, o acesso ao centro de mergulho ou ao ponto de encontro pode ser feito a pé, por transporte do programa ou de táxi, conforme o bairro escolhido. Convém confirmar antes da reserva se o plano inclui saídas locais, Ras Mohammed e Tiran, porque as janelas de navegação e as autorizações de entrada condicionam o percurso de cada dia.

Dicas locais

Sharm el-Sheikh recompensa quem organiza o programa por sectores. Uma viagem curta não deve ficar limitada aos recifes próximos: Ras Mohammed ou Tiran mostram melhor as paredes, os pináculos e a água aberta que distinguem a zona. Nos locais expostos, confirme se a saída será feita em deriva e como se processam a entrada e a recolha do grupo; em Shark & Yolanda ou Thomas Reef, o sentido da corrente altera completamente o mergulho. A primeira rotação do barco costuma reduzir o encontro com outras embarcações nos pontos mais conhecidos. Para duas imersões diárias, o nitrox pode ser prático, sobretudo nos perfis de recife pouco profundo a médio. Não trate os sectores de corrente como lagoas protegidas e não reserve o alojamento apenas pelo preço: a distância às marinas pode consumir tempo todos os dias. Em Ras Mohammed, não se ancora no recife, não se toca no coral nem se recolhe nada; as regras do parque fazem parte da logística da saída.

Organizar a estadia

Uma semana permite alternar recifes próximos, dias de barco para Ras Mohammed e Tiran e algum espaço para alterações causadas pelo vento ou pela navegação. Temple e Middle Garden podem abrir a viagem, enquanto os dias mais exigentes ficam para Thomas Reef, Shark & Yolanda ou os naufrágios. Sharm el-Sheikh funciona também para quem viaja acompanhado: há praia, snorkeling, passeios de barco e excursões terrestres pelo deserto do Sinai. A crosta balnear da estação torna fácil intercalar mergulho e descanso.

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