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França · Mediterrâneo

Mergulho Hyères: naufrágios profundos e paredes de Port-Cros

Entre o Wildcat a 52 metros, as gorgónias de Port-Cros e os prados de posidónia, Hyères alterna história naval, corrente e relevo rochoso.

O que torna este destino único

  • Wildcat, avião militar invertido pousado aos 52 metros
  • Mustang P-51 preservado sobre fundo arenoso aos 56 metros
  • Dalles de Bagaud entre rocha plana e posidónia
  • Gorgónias brancas nas cristas de La Pointe de la Croix
  • Grandes meros, moreias e polvos nas falhas de Port-Cros
  • Correntes marcadas em La Pointe de Montremian
  • La Barge aux Congres e a sua fauna residente
  • Abril a outubro com mar geralmente mais calmo

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Apresentação

Hyères reúne, numa mesma área de exploração, aviões afundados, cargueiros desmantelados e cristas rochosas cobertas de gorgónias. Os mergulhos mais exigentes descem até aos 56 metros, como no Mustang P-51, enquanto Port-Cros oferece paredes, areia e prados de posidónia em cotas mais moderadas. É uma escolha particularmente interessante para quem gosta de alternar património submerso com mergulho costeiro, sem abandonar a possibilidade de encontrar grandes meros, moreias e polvos.

O mergulho aqui

A paisagem subaquática divide-se entre naufrágios sobre fundo arenoso e relevo natural de cristas, falhas e grandes lajes. No Le Ferrando, os vestígios do navio espalham-se por cerca de 80 metros, entre os 23 e os 26 metros; no Le Michel C, a proa ainda conserva guinchos e guindastes, enquanto o centro e a popa estão mais danificados. Para mergulhadores técnicos, o Wildcat e o Mustang P-51 exigem uma gestão rigorosa do perfil profundo e das paragens. A corrente pode ser forte na La Barge aux Congres e variável em La Pointe de Montremian; La Pointe de la Croix recebe frequentemente corrente de leste para oeste. Em Port-Cros, Les Dalles de Bagaud tende a ser mais protegido, com rocha, posidónia e uma profundidade máxima de 20 metros. As saídas são feitas de barco, com o perfil escolhido em função do vento, da corrente e da experiência da equipa.

Três mergulhos a não perder

A fauna submarina

A fauna aparece associada tanto às estruturas dos naufrágios como às falhas e pradarias de Port-Cros. Nas paredes e cristas podem surgir gorgónias, moreias, polvos, sargos-comuns e rascassos-vermelhos. La Pointe de la Croix é conhecida também pelos meros, enquanto La Pointe du Vaisseau acrescenta roussettes às suas falhas. O Wildcat, a La Barge aux Congres e os restantes destroços funcionam como pontos de abrigo para congro, abrót eas, corvina-preta e peixe-rainha. Garoupas completam os encontros possíveis. Os dados fornecidos destacam abril a outubro como a janela de mar mais calmo, mas não estabelecem uma época própria para cada espécie; por isso, a expectativa deve assentar no tipo de fundo e não numa promessa de fauna sazonal.

Possíveis encontros subaquáticos

Quando ir

A janela mais favorável decorre de abril a outubro, período em que o mar é geralmente mais calmo e as saídas de barco encontram condições mais regulares. De abril a agosto registam-se também as chuvas mais fracas, o que favorece a organização dos dias fora de água e reduz a probabilidade de alterações causadas pelo tempo. Para quem pretende combinar Port-Cros com os naufrágios profundos, esta margem de meses permite guardar alguma flexibilidade no programa. Ainda assim, os locais expostos à corrente, como La Pointe de la Croix e La Pointe de Montremian, devem ser confirmados no próprio dia.

Nível exigido

Há mergulhos para diferentes níveis, mas a escolha deve ser feita pelo local, não apenas pela certificação. Les Dalles de Bagaud é adequado a batismos e ao Nível 1; La Pointe de la Croix e La Pointe de Montremian também podem ser acessíveis a esse nível, embora exijam atenção à corrente. Le Ferrando pede Nível 2 ou equivalente e experiência em profundidade semelhante. Le Michel C é indicado para N2 experiente. Wildcat, La Barge aux Congres e Mustang P-51 ficam reservados a mergulhadores confirmados, avançados ou técnicos, habituados a profundidade, corrente e descompressão.

No local

A partir de Lisboa ou do Porto, o planeamento deve ter Hyères como referência e prever que os mergulhos não se concentram necessariamente num único ponto de embarque. Os locais de Port-Cros são alcançados exclusivamente por barco. Para vários naufrágios e para a La Barge aux Congres, a saída indicada é La Londe-les-Maures; o Ferrando, o Mustang P-51 e outros mergulhos da área também implicam embarque e navegação até ao ponto escolhido. Assim, a ligação entre a chegada à região, o alojamento e o cais merece ser organizada antes das imersões, sobretudo quando o programa inclui dias alternados entre Hyères, La Londe-les-Maures e Port-Cros. Uma vez no litoral, o elemento estrutural é o barco: não se trata de uma zona em que todos os mergulhos possam ser feitos directamente a partir da margem.

Dicas locais

Não reserve o programa inteiro à volta dos naufrágios profundos: Wildcat, La Barge aux Congres e Mustang P-51 exigem perfis muito diferentes de Les Dalles de Bagaud. Vale a pena deixar margem para deslocar uma saída quando a corrente não colaborar, sobretudo em La Pointe de la Croix e La Pointe de Montremian. Nesta última, a estratégia indicada é descer inicialmente para Este e aproveitar o eventual desvio para Oeste no regresso. Na Pointe de la Croix, a descida contra a corrente ajuda a garantir o retorno com ela, em vez de transformar a parte final do mergulho numa luta. Para um dia mais tranquilo, Les Dalles de Bagaud oferece lajes, cristas e posidónia até aos 20 metros, protegido do Mistral pela ilha de Bagaud. Nos destroços fundos, a navegação curta não deve levar a prolongar o tempo de fundo: a profundidade e as paragens são parte central do mergulho, não um detalhe posterior.

Organizar a estadia

Um séjour equilibrado pode alternar saídas de barco para os naufrágios com mergulhos no Parque Nacional de Port-Cros. Os dias mais calmos prestam-se a Les Dalles de Bagaud ou às cristas de La Pointe de la Croix; os mergulhos profundos ficam para quando a equipa está descansada e as condições permitem cumprir o perfil previsto. Como vários pontos partem de La Londe-les-Maures, convém agrupar as saídas por zona e evitar deslocações desnecessárias entre cais.

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Mapa de hotéis, locais de mergulho e centros de mergulho em Hyères

Os centros de mergulho de Hyères

Os hotéis de Hyères

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