
Bormes Plongee
Google 4,8/5 (262 avaliações)
França · Mediterrâneo
Do submarino Rubis às paredes de Port-Cros, Bormes-les-Mimosas reúne escarpas, posidónias, congros e cardumes em mergulhos de barco até aos quarenta metros.
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O submarino Rubis repousa a quarenta metros sobre um fundo arenoso, transformado num recife habitado, e resume bem o carácter de Bormes-les-Mimosas. A base terrestre fica junto ao litoral, mas a experiência acontece sobretudo a bordo, a caminho de Port-Cros, das ilhas de Hyères, dos baixos e das paredes rochosas. É uma escapada mediterrânica para quem prefere regressar ao alojamento ao fim do dia, alternando mergulho com passeios costeiros e vida balnear.
A topografia pede mais do que uma simples descida sobre fundo plano. Em La pointe de la Galère, uma parede chega aos trinta e cinco metros, com areia a leste e uma cobertura densa de posidónias a oeste; na ponta pode surgir corrente de leste para oeste. O Rubis exige outro tipo de atenção: a profundidade chega aos quarenta metros e o percurso faz-se em torno do casco, sobre areia, observando a vida que se fixou na estrutura. As saídas são feitas de barco, com navegação para ilhas, baixos, paredes e naufrágios. A corrente é variável e a visibilidade, normalmente boa em condições favoráveis, acompanha o estado local da água. O Advanced é útil para aproveitar os relevos mais fundos, enquanto os mergulhos menos exigentes permitem uma abordagem progressiva ao sector.
As paredes e as estruturas submersas oferecem uma sucessão de encontros próximos: Congro escondido nas fendas, Rascasso-vermelho pousado junto ao relevo, Moreia e Garoupa em zonas abrigadas. Sobre a rocha, Anthias e cardumes de peixes dão movimento à água, enquanto a Gorgónia e a vida séssil ocupam as superfícies mais expostas. A Raia-águia pode surgir sobre a areia, um contraste com a densidade das posidónias de La pointe de la Galère. Também aparecem Sargo-comum e outros habitantes de passagem. Entre abril e setembro, quando o mar tende a estar mais calmo, estas observações encaixam melhor numa sucessão regular de saídas, embora a presença de cada espécie dependa sempre do local e das condições do mergulho.
A janela mais favorável vai de abril a setembro, período em que o mar apresenta as condições mais calmas para as deslocações de barco. Para quem quer reduzir a probabilidade de dias prejudicados pela chuva, abril a agosto é a faixa mais interessante. A escolha da época pesa aqui tanto pela navegação como pelo tempo passado no convés e entre ilhas: com o mar mais dócil, torna-se mais simples combinar paredes, baixos e o Rubis no mesmo programa de estadia. Ainda assim, a visibilidade pode variar com as condições locais, e o estado do mar deve ser acompanhado antes de cada saída.
Bormes-les-Mimosas serve tanto mergulhadores de todos os níveis como praticantes já habituados ao mar e ao barco. Para La pointe de la Galère, um nível equivalente a duas estrelas ou Advanced Open Water oferece a margem adequada para acompanhar a parede até aos trinta e cinco metros. O Rubis é outra questão: pede PE40 ou Nível 2 avançado, PA40, ou Advanced Open Water com Deep Dive, além de experiência consolidada, com pelo menos trinta mergulhos registados. Alguns operadores exigem Nível 3.
A partir de Lisboa ou do Porto, a viagem deve ser organizada por estrada até Bormes-les-Mimosas, seguindo depois para o porto do Lavandou, de onde partem habitualmente as embarcações de mergulho. A etapa decisiva não é uma ligação marítima obrigatória para chegar à localidade, mas a coordenação entre a chegada ao litoral varois, o alojamento e a hora de embarque. Quem ficar em Bormes ou no Lavandou pode deslocar-se até ao porto a pé, de táxi ou de carro, conforme a localização escolhida. Para mergulhos em Port-Cros e nas ilhas de Hyères, convém deixar margem entre a chegada por estrada e a primeira saída, evitando transformar uma manhã de embarque numa corrida contra o relógio.
O primeiro cuidado é tratar Port-Cros como parque nacional, não como um ponto de mergulho vulgar. Antes de confirmar o itinerário, importa saber se o local previsto tem regras específicas de navegação, utilização do fundo ou amarração; não é permitido ancorar onde não esteja previsto, retirar elementos marinhos ou danificar a fauna. As saídas cedo costumam ser uma escolha sensata para os locais mais procurados do parque, antes de aumentar o movimento de embarcações. Para quem chega de Lisboa ou do Porto, dormir perto do porto do Lavandou simplifica especialmente os embarques matinais e evita deslocações terrestres desnecessárias. Também convém não reservar este sector com a expectativa de fazer mergulho a partir da praia: a logística natural é o barco. O dia sem mergulho pode ser guardado para Bormes-les-Mimosas, o Lavandou ou uma saída marítima pelas ilhas, sem a pressão dos horários de regresso a bordo.
Um programa de três a cinco dias permite alternar várias saídas de barco com tempo em terra. A base pode ficar em Bormes-les-Mimosas ou no Lavandou, mantendo o porto próximo para os embarques. Os dias de mergulho podem combinar paredes, posidónias e naufrágios, enquanto um intervalo serve para conhecer o Parque Nacional de Port-Cros, caminhar junto à costa ou explorar as praias e os miradouros do maciço dos Maures. É uma estadia curta, mas sem obrigação de viver apenas ao ritmo do barco.
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Classificações e avaliações recolhidas por Viator e Tripadvisor.
A janela mais favorável para mergulhar em Bormes-les-Mimosas vai de abril a setembro, quando o mar tende a estar mais calmo para as deslocações de barco. Entre abril e agosto, é uma faixa interessante para reduzir a probabilidade de dias prejudicados pela chuva.
Bormes-les-Mimosas serve para mergulhadores de todos os níveis. Para La pointe de la Galère, um nível equivalente a duas estrelas ou Advanced Open Water permite acompanhar a parede até aos trinta e cinco metros. O Rubis exige PE40 ou Nível 2 avançado, PA40, ou Advanced Open Water com Deep Dive, além de experiência consolidada e pelo menos trinta mergulhos registados.
Em Bormes-les-Mimosas, podes observar o Rubis a quarenta metros, sobre fundo arenoso, transformado em recife habitado. Nas paredes de Port-Cros, surgem gorgónias, anthias, cardumes e vida séssil, enquanto as fendas podem esconder congros, moreias, garoupas e rascassos-vermelhos. Sobre a areia pode aparecer a raia-águia, e La pointe de la Galère combina parede rochosa, areia e posidónias.
Para organizar a estadia em Bormes-les-Mimosas, viaja por estrada até ao litoral varois e segue para o porto do Lavandou, de onde partem as embarcações. Podes ficar em Bormes ou no Lavandou, e reservar três a cinco dias para alternar mergulhos de barco com tempo em terra, incluindo Port-Cros, praias e miradouros do maciço dos Maures.