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Cruzeiros · Madagáscar

Gros Plan — um catamarã pequeno para os arquipélagos de Madagascar

O que torna este barco único

  • Recebe apenas oito passageiros, distribuídos por quatro cabines duplas com casa de banho.
  • As saídas registadas duram seis dias e cinco noites, com dez mergulhos na rota das ilhas Radames.
  • O convés de mergulho é sombreado, tem adaptadores DIN, botes de apoio e uma zona de lavagem separada para câmaras.
  • A tripulação fala francês e inglês, e o guia de mergulho privado acompanha o grupo.

O convite

O Gros Plan serve para quem prefere uma semana de mergulho num grupo pequeno, sem transformar o barco numa cidade flutuante. O limite de oito passageiros é o argumento principal: há menos gente a equipar-se, menos vozes no briefing e mais hipótese de sair para os pontos afastados de Nosy Be sem encontrar outros grupos. A rota registada percorre as ilhas Radames, com passagem por Nosy Iranja, Antanimora, Kalakajoro, Antsoha e Sakatia. São seis dias e cinco noites, dez mergulhos e tempo suficiente para alternar água, navegação e visitas em terra. A escolha faz sentido para quem quer estar sobretudo debaixo de água, mas não quer passar todos os intervalos fechado num convés cheio. Também há lugar para quem viaja sem mergulhar, com snorkeling, praia e excursões.

Subir a bordo

Ao chegar, o Gros Plan apresenta-se como um catamarã compacto, com uma área exterior que concentra a vida a bordo: terraço, convés de observação e espaço de mergulho protegido do sol. O tamanho ajuda a perceber rapidamente onde ficam as coisas e quem está a bordo; num grupo de oito, a tripulação deixa de ser uma presença distante e passa a fazer parte do dia. O interior tem salão, quatro cabines duplas e uma organização feita para viver no mar durante vários dias, não para receber centenas de passageiros. A nota atribuída ao barco, 8,1, fica abaixo das notas da tripulação, 8,8, e isso aponta para a prioridade real desta viagem: o casco e o conforto são funcionais, enquanto a força está nas pessoas, na condução dos mergulhos e no acesso a locais onde outros grupos podem não estar.

O ambiente a bordo

O ambiente favorece um grupo que se conhece depressa. Com apenas oito passageiros, o mesmo conjunto de pessoas aparece no pequeno-almoço, no briefing, na água, à mesa e no convés ao fim do dia. A tripulação local e internacional gere a logística sem desaparecer atrás de um serviço formal: prepara a entrada na água, ajuda no regresso, serve as refeições e conduz as visitas em terra. As notas ajudam a separar as coisas: a comida recebe 9,2 e a tripulação 8,8, acima da avaliação do barco. Este é um cruzeiro para quem valoriza a relação com quem trabalha a bordo e aceita que o conforto seja simples para ganhar acesso a locais mais tranquilos.

Os locais onde se mergulha

A rota Radames parte de Nosy Be e regressa a Nosy Be ao fim de seis dias e cinco noites, com dez mergulhos. O primeiro dia leva o barco até Nosy Iranja, depois surgem Antanimora, Kalakajoro, Antsoha e Sakatia. Nos pontos de Nosy Be, Manta Point desce até -22 m e procura raias-manta e mobulas numa estação de limpeza. Secondo Fratello Betalinjona chega a -28 m, um pico em forma de “casquette” coberto por corais; Crab N/W, também a -28 m, é um banco rodeado por sec onde as enguias-jardineiras espreitam da areia. Nosy Fanihy é mais raso, até -15 m, com corais e peixes coloridos. Nosy Kibut vai a -20 m e é indicado para cavalos-marinhos, nudibrânquios e peixes-rã. Atnam chega a -43 m, com um canyon, gorgónias gigantes e tubarões de ponta branca. Tanikely Marine Park desce a -22 m; Banc des Gorgones, a -19 m, forma um labirinto de gorgónias. Canyon atinge -40 m entre blocos de coral, arcos e grandes gorgónias. Quattro Fratelli chega a -30 m, Mitsio Wreck e Camel a -28 m, Grotte Sakatia a -22 m e Nosy Tanikely a -24 m.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o espetáculo é feito de encontros repetidos e de alguns motivos muito específicos para procurar cada ponto. Tartarugas marinhas, nudibrânquios, meros, vivaneiros, peixes-lime, moreias, carangídeos, fusiliers e peixes-fantasma aparecem em vários locais; raias-manta e tubarões de recife de pontas brancas também fazem parte do repertório da viagem. Em Manta Point, as raias-manta e as mobulas podem ser observadas enquanto se deixam limpar. No Crab N/W, o fundo arenoso está pontuado por enguias-jardineiras. O Quattro Fratelli é o local indicado para procurar peixes-porco. O Canyon reúne tubarão-cinzento de recife, atum, carangueiro-de-olhos-grandes e coral mole. Em Banc des Gorgones, a procura passa pela tartaruga-verde e pela pequena camarão-limpadora. Golfinhos e castanholas estão registados apenas no Nosy Tanikely Marine Park; coral duro, apenas em Nosy Fanihy.

Quem vos põe na água

O grupo é acompanhado por um guia de mergulho privado, e a equipa trabalha em francês e inglês. O barco leva oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio marítimo, GPS, sonar, coletes, botes salva-vidas, alarmes de incêndio e extintores. A equipa é formada em primeiros socorros e existe telefone móvel e por satélite para comunicação. Os briefings e a divisão exata dos grupos não são descritos, nem é indicado um rácio fixo por guia ou um número mínimo de mergulhos registados. A operação foi concebida para receber tanto iniciantes como mergulhadores experientes, mas a profundidade máxima de alguns locais — até 43 metros em Atnam — exige que cada mergulhador respeite a sua formação, o seu consumo e os limites definidos no briefing.

O convés de mergulho e o equipamento

O espaço de mergulho é sombreado e foi pensado para uma operação em grupo pequeno. Há adaptadores DIN, botes de apoio para os mergulhadores e uma zona de enxaguamento separada para câmaras, além de duches exteriores para o regresso da água. O aluguer de equipamento é possível, mas o pacote de mergulho não transforma esse serviço num equipamento automaticamente incluído. A embarcação dispõe de oxigénio, kits de primeiros socorros, GPS, sonar, rádio VHF/DSC/SSB e telefone por satélite. O operador mantém um centro equipado com nitrox, mas não é indicado como é produzido ou se está disponível em todos os mergulhos desta saída. Não são especificados o volume, o material dos cilindros, o compressor, a mesa de fotografia ou o modo de entrada e saída dos botes.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o Gros Plan oferece sombra no espaço de mergulho, terraço e convés de observação. São lugares para tirar o fato, beber água, rever as fotografias ou simplesmente ficar deitado enquanto o barco muda de ancoradouro. A rota inclui períodos claros de navegação: no primeiro dia, a travessia até Nosy Iranja ocupa cerca de cinco horas; noutros momentos há passagens entre ilhas e visitas a terra. Quem não mergulha pode fazer snorkeling, caminhar nas praias e participar nas excursões terrestres. O barco também permite pesca, para quem procura outra forma de ocupar o intervalo.

Um dia a bordo

O dia começa com a preparação do equipamento e o briefing antes das duas imersões da manhã. Depois do primeiro mergulho há tempo para sair do fato, beber e comer; entre a segunda imersão e a tarde, o barco pode navegar para a ilha seguinte ou ficar fundeado. A programação registada alterna blocos de navegação de várias horas com visitas a ilhas e aldeias, por isso nem todos os dias têm o mesmo desenho. Em Nosy Iranja há praia e aldeia; em Antanimora e Kalakajoro há desembarque e visita. No quinto dia, a rota passa por Sakatia. A última manhã mantém duas imersões antes do regresso a Nosy Be e do desembarque previsto por volta das 15 horas. O programa é ajustável às condições do mar.

O que se come a bordo

A pensão completa acompanha o ritmo dos mergulhos: come-se entre as imersões, sem transformar cada refeição numa longa paragem. A cozinha aposta em pratos locais e prevê opções vegetarianas e veganas. Há água potável, chá, café, bebidas sem álcool e snacks; cerveja e vinho estão disponíveis à parte. Num cruzeiro de dez mergulhos, a mesa vale tanto pela comida como pela cadência: uma refeição pronta quando se regressa da água, outra antes de voltar ao convés e jantar depois de o equipamento ficar lavado e arrumado. O jantar pode ser servido no exterior, quando as condições deixam, em vez de obrigar o grupo a permanecer sempre no salão.

As noites no mar

As quatro cabines são duplas, cada uma com vigia, casa de banho e duche de água quente. O espaço é suficiente para uma estadia curta a bordo, mas não é uma cabine de hotel com metros para deixar tudo aberto: convém manter o equipamento pessoal arrumado e usar os espaços comuns durante o dia. O salão interior serve para as refeições e para as horas em que o vento ou o sol apertam; no exterior, o terraço e o convés de observação dão outra escala às noites, sobretudo quando o barco está fundeado junto a uma ilha. Há alimentação elétrica de 220 volts. As cabines são para não fumadores, e os duches exteriores permitem tirar o sal antes de voltar ao salão.

Camarotes duplos

O que é preciso saber antes de embarcar

O embarque e o desembarque são feitos em Nosy Be, na rota Radames com regresso ao mesmo porto. O transfer do aeroporto e o transfer do hotel são serviços opcionais, não parte automática da estadia. O ponto e o momento exatos da recolha devem ser combinados antes da partida. Chegar a Nosy Be na véspera é a opção prudente: deixa margem para um voo atrasado sem fazer o barco esperar.

Planta do barco

Ano de construção
2015
Comprimento
13,7 m
Boca
6 m
Número máximo de passageiros
8
Número de cabines
4
Número de casas de banho
4
Motores
2 × 40 cv
Velocidade de cruzeiro
8 nós
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