CMASBora Ocean Adventures, Remy Crapet
★ 4,9/5 (354 avaliações)
Bora Bora · Polinésia Francesa · Pacífico
Prof. máx. · 40 mUm atol remoto em forma de coração que oferece encontros com tubarões-martelo e baleias em águas profundas.
Localizado a uma distância considerável de Bora Bora, Tupai apresenta uma topografia distinta em forma de coração que o separa das águas mais calmas da lagoa central. Este atol remoto funciona como um ponto de encontro para espécies oceânicas, onde o recife externo encontra o azul profundo do oceano. A estrutura do sítio é composta por um planalto e encostas que descem abruptamente, criando um ambiente de águas abertas. O acesso é feito exclusivamente por barco, o que exige uma viagem de cerca de 45 a 60 minutos para chegar ao local.
O perfil do mergulho é definido pela transição entre o recife e a zona de mar aberto. Ao descer pelas encostas, encontras jardins de coral e paredes submersas que servem de estrutura para a biodiversidade local. A profundidade varia entre os 10 e os 40 metros, permitindo observar a mudança de luz à medida que te aproximas da zona de declive. É um ambiente onde a topografia do recife oferece pouca proteção contra o movimento das massas de água.
A corrente é um dos elementos mais determinantes em Tupai e exige atenção constante. As condições são frequentemente afetadas por correntes fortes que podem variar dependendo da ondulação e do estado do tempo. Devido a esta natureza, o mergulho é tratado como uma experiência de águas azuis e não como um mergulho de recife abrigado. Se o mar estiver agitado, as operações podem ser canceladas, pois a segurança e a estabilidade no sítio dependem das condições meteorológicas.
A fauna pelágica é o principal motivo para visitar este atol. O sítio é reconhecido pela presença de tubarões-martelo que circulam pelas águas, aproveitando a estrutura do recife para caçar. Podes também encontrar grupos de tubarões-limão e tubarões de recife de pontas brancas e pretas a patrulhar as zonas de corrente. Estes encontros ocorrem geralmente nas zonas de transição, onde a corrente traz nutrientes do oceano aberto para o atol.
Além dos tubarões, a vida marinha em Tupai inclui predadores de grande porte como barracudas e atuns que circulam nas camadas mais profundas. As arraias-águia são visitantes frequentes, muitas vezes aproveitando o movimento da água para planear sobre as encostas. A presença de tartarugas marinhas é também comum nos jardins de coral que cobrem as secções menos expostas da parede, oferecendo um contraste com a atividade frenética das espécies pelágicas.
A sazonalidade desempenha um papel importante na experiência de mergulho neste local. Entre agosto e novembro, as águas de Tupai recebem a visita das baleias-jubarte, que utilizam a região para os seus ciclos biológicos. Este período permite uma observação que raramente acontece nos sítios mais próximos da costa. Fora desta janela, o sítio mantém a sua característica de mergulho de grande pelágica, dependendo sempre das condições de mar para a viabilidade do mergulho.
A visibilidade em Tupai é um dos seus pontos mais fortes, mantendo-se habitualmente entre os 30 e os 40 metros. Esta clareza de água permite observar a fauna a grandes distâncias, essencial para localizar predadores que podem surgir do azul profundo. A luz penetra com facilidade, criando um ambiente de visibilidade aberta que é fundamental para a navegação e para a segurança do grupo durante o drift.
Diferente dos mergulhos na lagoa de Bora Bora, Tupai oferece uma sensação de isolamento e de imersão no oceano real. Não encontras a proteção dos corais de águas rasas, mas sim um ambiente de mar aberto onde o mergulhador é um observador de um ecossistema selvagem. A ausência de outras embarcações ou mergulhadores torna este sítio um dos pontos mais autênticos para quem procura a biodiversidade oceânica da Polinésia.
O mergulho realiza-se entre os 10 e os 40 metros de profundidade. O nível exigido é Advanced, sendo necessário ter experiência prévia em mergulhos profundos e com correntes fortes. A visibilidade é excelente, entre 30 e 40 metros. As correntes são fortes e podem variar conforme a ondulação e o tempo. A melhor época para avistar baleias-jubarte é entre agosto e novembro.