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Moorea · Polinésia Francesa · Pacífico

Prof. máx. · 20 m

The Rays' Corridor, Moorea: mergulho de deriva no canal da lagoa

Observa grupos de arraias águia a cruzar o canal entre a barreira de coral e a costa de Moorea.

O que torna este local único

  • Observação de grandes grupos de arraias águia
  • Presença frequente de tubarões de recife
  • Mergulho de deriva em águas claras
  • Ambiente de baixa profundidade e muita luz
  • Possibilidade de avistar baleias-jubarte na zona próxima
  • Topografia de areia branca e recifes baixos

The Rays' Corridor apresentação do local

O The Rays' Corridor funciona como um canal natural de passagem para as correntes de maré que entram e saem da lagoa de Moorea. Situado na face norte da ilha, o sítio localiza-se entre as boias de navegação do canal da lagoa, precisamente à entrada da baía de Opunohu. A topografia é composta por um plano inclinado de areia branca, onde encontramos manchas de recife e pequenos afloramentos de coral que quebram a monotonia do fundo. Estas estruturas criam depressões arenosas e pequenas saliências onde a fauna local costuma descansar.

O perfil deste mergulho é definido pela sua natureza de deriva, onde o movimento da água dita o ritmo da exploração. Dependendo da maré, podes optar por uma versão mais calma, mergulhando próximo da lagoa, ou pela variante de deriva total, onde atravessas o canal principal. Nesta segunda opção, a corrente é o motor do mergulho, transportando o grupo através do corredor. É um ambiente de águas rasas e muita luz, o que contrasta com os mergulhos de parede profunda que muitos associam a Moorea.

A grande característica que dá nome ao sítio são as arraias águia (Myliobatidae). É comum encontrar grupos ou 'voos' destas arraias a planear de forma coordenada ao longo do corredor. Em certos momentos, dezenas de indivíduos podem ser avistados a cruzar o canal, aproveitando o fluxo de água. Este comportamento de grupo é o que torna este sítio único na região, oferecendo uma dinâmica de movimento que raramente se vê noutros pontos de mergulho da ilha.

Para além das arraias, a fauna de recife é densa e constante ao longo de todo o percurso. Podes observar peixes-anjo, peixes-borboleta e peixes-de-parrot, que habitam as áreas de coral. Grupos de peixes-emperor (Orangefin emperor) e peixes-soldado são presença garantida nas estruturas de recife. Nas fendas e sob as pequenas saliências do fundo, é frequente encontrar moreias e peixes-trombeta, que aproveitam o abrigo das correntes para se manterem estáticos.

A vida de recife estende-se também aos predadores que utilizam o canal para caçar ou descansar. É muito comum avistar tubarões-de-ponta-branca (Triaenodon obesus) e tubarões-de-ponta-preta (Carcharhinus limbatus) nas zonas de areia e nos recifes baixos. Tubarões-cinzentos (Carcharhinus punctiformes) também circulam no corredor, aproveitando a passagem de nutrientes trazida pela corrente. A presença destes predadores é um elemento constante, mas o ambiente de águas rasas mantém a sensação de segurança para quem observa.

A visibilidade no canal é tipicamente alta, variando entre os 12 e os 30 metros, o que permite uma excelente observação lateral durante a deriva. A luz solar penetra facilmente até aos 20 metros de profundidade, realçando as cores da fauna e a brancura da areia. Durante a época de julho a outubro, podes inclusive ter a sorte de ver baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) a passar nas águas azuis abertas, logo ao lado do canal, embora o mergulho se mantenha dentro da proteção da lagoa.

A dinâmica das correntes é o fator que mais exige atenção de quem mergulha aqui. A corrente é impulsionada pelo fluxo das marés através do canal da barreira de coral e pode variar de suave a bastante rápida. O fluxo tende a ser mais intenso no meio do canal e durante as marés em movimento, diminuindo quando a maré está parada ou quando nos aproximamos mais da zona da lagoa. É um sítio que exige uma boa gestão de flutuabilidade para não se perder no fluxo ou bater no fundo arenoso.

A logística de acesso é rápida, com a maioria dos centros de mergulho da costa norte de Moorea a chegar ao sítio em apenas 5 a 7 minutos de barco. O mergulho é habitualmente feito com uma entrada de back-roll e requer um planeamento para a recolha do mergulhador a jusante da corrente. Dependendo do operador, o barco pode ancorar entre as boias para uma versão de mergulho mais estática ou seguir o fluxo completo para a variante de deriva total pelo corredor principal.

Mergulho em The Rays' Corridor: a fauna a encontrar

Condições de mergulho

O mergulho ocorre entre os 2 e os 20 metros de profundidade. É acessível a partir do nível Open Water, desde que o mergulhador esteja confortável com mergulhos de deriva em canais de lagoa. A corrente é moderada e varia conforme o estado da maré, sendo mais forte no meio do canal. A visibilidade situa-se entre os 12 e os 30 metros. A melhor época para mergulhar é entre março e novembro.

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