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Cruzeiros · México

Adventure — um liveaboard de alumínio feito para ir longe

O que torna este barco único

  • Casco de alumínio, velocidade de cruzeiro de 11 nós e autonomia pensada para itinerários de vários dias.
  • O convés de mergulho tem 40 cilindros de alumínio de 80 pés cúbicos, dois compressores e nitrox por membrana.
  • As rotas incluem cruzeiros de 5 dias e 4 noites no Mar de Cortez e expedições de 9 dias e 8 noites às ilhas Revillagigedo.
  • A bordo há dois botes de apoio, plataforma de entrada na água com escadas largas e espaço separado para lavar câmaras.

O convite

O Adventure faz sentido para quem quer trocar os regressos diários a terra por vários dias seguidos no Mar de Cortez. O casco de alumínio foi feito para navegar depressa e cobrir distâncias longas, abrindo acesso a recifes, colónias de leões-marinhos e naufrágios sem desmontar o equipamento a cada tarde. Na rota de La Paz, a viagem dura 5 dias e 4 noites e chega a 12 mergulhos; na expedição às Revillagigedo, são 9 dias e 8 noites, com sete dias completos de mergulho. O interesse está menos no luxo de um hotel e mais na logística: acordar já perto do próximo local, entrar na água com os cilindros preparados e terminar o dia com o barco a caminho de outra zona. É uma escolha forte para quem quer maximizar tempo debaixo de água sem transformar cada mergulho numa excursão independente.

Subir a bordo

O Adventure chega com um caráter de barco de trabalho: casco de alumínio, linhas robustas e uma configuração feita para passar dias no mar, não apenas para uma saída curta. Construído em 1977 e renovado em 2011, combina uma história longa com uma função muito clara: levar mergulhadores até zonas remotas e voltar com segurança. A circulação concentra-se entre o convés principal, a sala interior e o convés superior, onde há bancos, cadeiras e espaço para descansar ou apanhar sol. Na popa, a plataforma e os bancos organizam o equipamento antes da entrada na água. A sala tem sofá, cadeiras, secretária e Smart TV; ao lado ficam a zona de refeições e a cozinha. Não é um barco desenhado para esconder a operação: os cilindros, os botes e o acesso ao mar fazem parte da vida a bordo.

O ambiente a bordo

O ambiente parece formar-se depressa porque o grupo é pequeno o suficiente para que todos se reconheçam, mas o barco oferece espaços para a conversa não ficar concentrada numa única mesa. A tripulação é descrita como prestável e muito presente, sobretudo quando alguém precisa de ajuda dentro de água ou com a rotina do equipamento. Os guias falam inglês e espanhol. A comida recebe avaliações particularmente fortes, e a limpeza das casas de banho e a disponibilidade de bebidas também são notadas por quem regressa. À noite, a sala comum junta televisão, jogos e conversa; depois de um dia de mergulho, não é preciso inventar animação. O que sustenta o ambiente é a combinação de uma operação bem acompanhada com uma mesa onde o grupo acaba por rever os encontros do dia.

Os locais onde se mergulha

A rota de 5 dias e 4 noites parte e regressa a La Paz e combina recifes, ilhas e naufrágios do Mar de Cortez. Em Los Islotes, duas formações rochosas recebem uma colónia de mais de 200 otárias da Califórnia; o local é procurado pela proximidade dos animais. Swanee Reef, com acesso a partir de 3 metros e máximo de 11 metros, junta o naufrágio Salvatierra a um recife com cardumes, cavalas verdes, cavalos-marinhos e polvos. La Reynita desce até 30 metros num pináculo rochoso rodeado de cardumes, meros, gorgónias e enguias-jardineiras. San Rafaelito chega a 30 metros, com passagens subaquáticas, raias, papagaios e leões-marinhos, incluindo mergulho noturno. O Salvatierra Wreck repousa a 18 metros, com camiões ainda no convés. O Fang Ming Wreck desce a 21 metros e funciona hoje como recife artificial. Isla Ballena chega a 18 metros, com grutas, planaltos arenosos, golfinhos e raias; Punta Lobos a 27 metros, com mobulas e cavalos-marinhos-gigantes. La Reyna atinge 25 metros e concentra gorgónias, moreias e a possibilidade de raias-manta-gigantes do Pacífico. El Bajo chega a 18 metros e reúne cardumes, tartarugas e grandes predadores. Na zona de La Paz, La Reina desce a 22 metros e Swanne Reef a 12 metros. As partidas registadas incluem ainda a expedição de 9 dias e 8 noites às ilhas Revillagigedo.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o encontro mais repetido é com meros e tartarugas-marinhas, registados em cinco locais. Moreias e polvos aparecem em quatro; vivaneiros em quatro; nudibrânquios e raias em três. O espetáculo muda de escala conforme o ponto: em Los Islotes, as otárias da Califórnia são a razão principal para entrar na água, enquanto no Salvatierra Wreck pode surgir uma barracuda entre o ferry e os seus camiões. Isla Ballena é o local indicado para procurar golfinhos. La Reina é o ponto associado às raias-manta do Pacífico. No Fang Ming Wreck, os corais duros e moles cobrem o recife artificial, onde também podem aparecer tubarões de recife e peixes-balão. El Bajo é o único local desta rota associado a tubarões-touro e atuns. Swanee Reef é o ponto onde foi registada a tartaruga-verde. Em La Reyna, a procura é pela moreia-verde. São possibilidades de encontro, não promessas: o Mar de Cortez decide o que aparece em cada mergulho.

Quem vos põe na água

A bordo viajam seis tripulantes, com divemasters bilingues em inglês e espanhol. A equipa é descrita como experiente e disponível debaixo de água, incluindo para ajudar mergulhadores que encontrem dificuldades durante a imersão. Os briefings de mergulho fazem parte da rotina antes da entrada, e o grupo é apoiado por dois botes de mergulhadores. O barco leva oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, sonar, radar, coletes, botes salva-vidas, alarmes de incêndio e extintores. A tripulação tem formação em primeiros socorros. Não é indicado um rácio fixo de guia por grupo, nem um número mínimo de mergulhos registados para embarcar. A certificação de mergulho é exigida; sem comprovativo, não se mergulha.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho foi montado para manter o equipamento pronto: há 40 cilindros de alumínio de 80 pés cúbicos, dois compressores de ar, membrana para produzir nitrox, cintos e lastro. Existem adaptadores DIN, bancos para organizar os cilindros e uma plataforma de acesso à água com duas escadas largas. Dois botes de apoio acompanham a operação, o que permite separar o transporte dos mergulhadores da circulação do próprio liveaboard. Depois da saída, o equipamento pode ser lavado com água doce e ar; as câmaras têm uma zona de enxaguamento separada. Nitrox está disponível, mas é um serviço pago. O aluguer de equipamento também é extra, e não são indicadas marcas nem uma lista completa de peças disponíveis. A operação inclui ainda uma zona de mergulho sombreada e duches exteriores para o regresso ao convés.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o melhor lugar é o convés superior, com zonas de sol e sombra, bancos e cadeiras para ler, conversar ou simplesmente deixar o equipamento secar. A sala interior oferece ar condicionado, sofá, Smart TV, livros, cartas, jogos de tabuleiro e televisão com internet. Na popa, a água doce e o ar ajudam a lavar e secar o equipamento; no regresso à plataforma, há duches exteriores. Os intervalos também servem para observar a navegação e preparar a câmara para a próxima entrada. Quando há uma tarde sem mergulho, o barco deixa de ser apenas uma base de operações: passa a ser o próprio lugar onde se vê a costa, se descansa ao abrigo do sol e se espera pela próxima mudança de cenário.

Um dia a bordo

Um dia completo segue o ritmo dos mergulhos, não um relógio fixo. O briefing vem antes da primeira entrada, normalmente com o equipamento já organizado na popa; depois há tempo para comer, beber e recuperar antes de voltar à plataforma. A programação publicada prevê três ou quatro mergulhos nos dias completos, com um mergulho noturno em algumas etapas. Um desses dias combina três mergulhos diurnos e um noturno; outro chega a quatro mergulhos, enquanto a etapa final prevê dois ou três antes do regresso. Entre imersões, o grupo espalha-se pelo convés superior, pela sala climatizada ou pela zona de sombra, e o barco navega para o próximo local. O jantar fecha a parte mais exigente do dia, com uma bebida incluída, mas a rotina não termina necessariamente aí: nas noites com mergulho noturno, a entrada na água acontece depois de a luz desaparecer.

O que se come a bordo

A cozinha serve pensão completa, com pequeno-almoço, snack, almoço e jantar, além de snacks disponíveis ao longo do dia. A comida é preparada a bordo e segue uma linha local, com alternativas vegetarianas e vegan para restrições alimentares. Há bebidas não alcoólicas, água, chá e café, e uma taça de vinho ou cerveja ao jantar; outras bebidas alcoólicas ficam à parte. A mesa tem uma função prática nesta rota: entre três e quatro mergulhos num dia completo, é onde se recupera, se come sem pressa excessiva e se confirma o plano seguinte. A variedade da comida é um dos pontos mais fortes da experiência, especialmente para quem passa vários dias a bordo e não quer que cada refeição pareça uma repetição da anterior.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines com ar condicionado, lavabo com água quente, espelho, luz individual de leitura e tomadas de 110 V/60 Hz. Há cabines duplas no convés superior e no convés interior, além de cabines quádruplas no interior; o nível das cabines fica abaixo do convés principal. Isso aproxima os beliches da zona mais protegida do barco, mas também significa que a experiência depende menos de uma vista permanente e mais da vida nos conveses comuns. As casas de banho e os duches ficam entre o interior e o convés principal, com água quente disponível. Depois do último mergulho, o ruído dos motores e da navegação não desaparece: quem dorme num liveaboard dorme dentro da operação do barco. Em troca, acorda já no mar e não perde a manhã numa deslocação até ao primeiro local.

Camarote duplo, convés superior

Camarote duplo interior, convés

Camarotes quádruplos interiores, convés

O que é preciso saber antes de embarcar

Na rota do Mar de Cortez, o embarque e o desembarque acontecem na Marina Asipona, em La Paz. Na expedição às ilhas Revillagigedo, a partida e o regresso são em Cabo San Lucas, no cais número 4. As transferências de aeroporto ou hotel podem ser organizadas, mas são opcionais e não estão incluídas. Chegar pelo menos na véspera deixa margem para qualquer atraso e evita começar o embarque já a correr.

Planta do barco

Ano de construção
1977
Ano de renovação
2011
Comprimento
30,5 m
Boca
6,7 m
Número máximo de passageiros
16
Número de cabines
10
Número de casas de banho
7
Motores
2 × Cat 3412
Velocidade de cruzeiro
11 nós
Botes de apoio
2
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