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Cruzeiros · Indonésia

Queenesia — um pequeno phinisi feito para mergulhar

O que torna este barco único

  • Um phinisi de madeira natural, renovado em 2022, para no máximo oito passageiros.
  • O convés de mergulho tem sombra, dois botes de apoio, 24 cilindros de alumínio de 12 litros e compressor Alkin.
  • A cozinha combina pratos locais e ocidentais, com refeições completas, buffet, opções vegetarianas e petiscos ao longo do dia.
  • As partidas registadas fazem a rota Labuan Bajo–Labuan Bajo, no Parque Nacional de Komodo, durante 6 dias e 5 noites.

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O convite

A Queenesia escolhe-se pelo tamanho do grupo. O barco foi pensado para oito passageiros, não para encher cabines e depois organizar mergulhadores em filas no convés. É uma escolha para quem quer mergulhar em grupo pequeno, reconhecer a mesma tripulação ao segundo dia e ter espaço para falar do que acabou de ver sem precisar de disputar uma mesa. O phinisi de madeira natural junta o lado íntimo de um barco tradicional a uma operação preparada para o mergulho: sombra no convés, botes de apoio, compressor próprio e uma plataforma onde o equipamento fica pronto para a entrada seguinte. A viagem não é só sobre dormir no mar. É sobre passar vários dias perto de paredes, areia vulcânica, pináculos e vida macro, com refeições feitas a bordo e excursões entre as imersões. Para quem prefere um barco pequeno a uma plataforma flutuante cheia de gente, esse é o argumento decisivo.

Subir a bordo

A Queenesia tem o aspecto de um phinisi tradicional em madeira natural, com uma escala que se percebe logo ao chegar: não há a sensação de um navio de grandes corredores, mas de uma casa de mergulho compacta onde os espaços se ligam sem distância desnecessária. A renovação de 2022 importa aqui porque preserva o caráter do barco sem o deixar parado no tempo. Há um salão interior climatizado, uma zona de refeições, áreas exteriores e um convés superior para sair do equipamento e olhar o mar. A circulação é simples: a cabine fica no convés inferior, o salão serve de abrigo entre atividades e o exterior concentra a vida acordada. O barco pode receber mergulhadores e praticantes de PMT, por isso não é preciso que todos entrem na água com cilindro para fazer parte da viagem. A relação próxima entre tripulação e passageiros nota-se sobretudo num grupo tão pequeno: depressa se sabe quem prefere ficar à sombra, quem fotografa e quem é o primeiro a preparar-se.

O ambiente a bordo

O ambiente nasce do grupo pequeno e da forma como a tripulação consegue estar perto sem ocupar cada momento. Com oito passageiros no máximo, os briefings não precisam de ser uma operação impessoal, e a rotina do barco torna-se rapidamente conhecida: o equipamento fica preparado, as refeições juntam as mesmas pessoas e as conversas regressam ao animal raro que alguém encontrou no mergulho anterior. A tripulação é local e internacional e fala inglês e indonésio. Há um salão interior para as horas de calor, um espaço exterior de refeições e um bar, mas o centro da vida a bordo continua a ser o convés depois da água. As avaliações distinguem bem o que a Queenesia entrega melhor: a comida recebeu 9,6 e o mergulho 9,4, enquanto o barco ficou em 7,8. A leitura é direta: não se escolhe esta embarcação por luxo de grandes dimensões. Escolhe-se pela operação de mergulho, pela comida e pela intimidade de um grupo reduzido.

Os locais onde se mergulha

As partidas registadas fazem a rota Labuan Bajo–Labuan Bajo, no Parque Nacional de Komodo, durante 6 dias e 5 noites. Os locais associados à operação no norte de Sulawesi mostram uma mistura forte de paredes, recifes e macro. No Bunaken Marine Park, a parede chega a -40 m e pode trazer tartarugas, tubarões, grandes raias e peixe-napoleão; golfinho, dugongo, garoupa, peixe-anjo e xaréu-de-olhos-grandes estão registados apenas ali. Murex Bangka House Reef desce suavemente até -25 m, com cavalos-marinhos-pigmeus, moreias-fita-azuis, camarões-mantis e peixe-agulha-de-vidro. Bunaken Timur chega a -25 m, com corais duros, tartarugas e peixe-unicórnio. Sahaung, até -35 m, combina pináculos, cardumes e tubarões-de-pontas-brancas. Celah Celah atravessa fendas de quase 7 m na parede, onde aparecem peixes-borboleta, papagaios, bodiões e peixes-cirurgião. Na Lembeh Strait, a areia vulcânica negra é o cenário para polvos, peixes-sapo, cavalos-marinhos e nudibrânquios; o polvo está registado apenas neste local. Murex Manado House Reef chega a -20 m e mistura coral, areia e estruturas artificiais. Lekuan tem paredes verticais até -25 m, com tartarugas, raias-águia e cavalos-marinhos-pigmeus. Sachiko’s chega a -25 m, com gorgónias, barracudas, napoleões e moreias; Siladen Wall, também até -25 m, junta chocos, tartarugas, nudibrânquios e fusiliers. Batu Mandi desce até -30 m entre pináculos e areia, procurando chocos, peixes-sapo-gigantes e cavalos-marinhos-pigmeus. Bethlehem e City Extra chegam a -20 m e são pontos de macro: cavalos-marinhos, peixes-cachimbo e lulas em Bethlehem; polvo-mímico, choco-flamboyant e polvo-de-anéis-azuis em City Extra. Por fim, o naufrágio Molas, um cargueiro da Segunda Guerra Mundial, repousa na Baía de Manado até -40 m e guarda nudibrânquios, peixe-morcego, barracudas e moreias-fita.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o espetáculo divide-se entre animais que podem reaparecer em vários pontos e encontros que justificam um local preciso. Nudibrânquios são o registo mais espalhado, presentes em sete locais; tartarugas, cavalos-marinhos-pigmeus, raias-águia e chocos também surgem em vários mergulhos. Barracudas, peixe-napoleão, tubarões de recife, tubarões-de-pontas-brancas, moreias e camarões-mantis completam esse pano de fundo móvel, sem promessa de encontro garantido. Bunaken Marine Park concentra a maior variedade de grandes animais registados: ali podem aparecer golfinhos, dugongos, garoupas, peixes-anjo e xaréus-de-olhos-grandes, além das tartarugas, raias e tubarões. Celah Celah é o ponto indicado para procurar balistes, bodiões e peixes-cirurgião. Bunaken Timur destaca-se pelo coral duro e pelo peixe-unicórnio. Lembeh Strait é a razão para levar tempo de observação: o polvo está registado apenas ali, ao lado de peixes-sapo, cavalos-marinhos, nudibrânquios e inimicus. Em Murex Bangka House Reef, o peixe-de-vidro surge como encontro específico; em City Extra, a procura vira-se para o polvo-mímico, o choco-flamboyant e o polvo-de-anéis-azuis.

Quem vos põe na água

A tripulação fala inglês e indonésio, e a bordo há guia de mergulho e guia naturalista. O barco leva oxigénio médico, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, radiobaliza de localização, balsa salva-vidas, coletes, alarmes de incêndio, extintores e sistema de chamada por telefone móvel e satélite. A sala de máquinas tem videovigilância, e os membros da tripulação são formados em primeiros socorros. Não está indicado quantos guias entram em cada saída, qual o rácio de cada grupo, que qualificações possuem ou quantos mergulhos são exigidos aos passageiros; essas condições não devem ser adivinhadas. O que se conhece é uma operação orientada para pequenos grupos, com briefings antes dos mergulhos e apoio dos botes na água. Há também um guia de snorkeling para quem prefere ficar à superfície. O resultado esperado é uma semana organizada sem transformar todos os mergulhadores num único grupo indistinto, mas os detalhes de formação, experiência mínima e composição dos grupos devem ser confirmados no momento da reserva.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem sombra, plataforma própria, tanques de lavagem e adaptadores DIN. A bordo estão 24 cilindros de alumínio de 12 litros, enchidos por um compressor Alkin, e o barco leva dois botes de apoio para as entradas e saídas da água. O material de mergulho pode ser alugado, mas as marcas e a composição desse aluguer não estão especificadas. Também não está indicada a disponibilidade de nitrox, nem há informação sobre mistura ou membrana; quem mergulha com nitrox deve tratar esse ponto antes de reservar. Existe luz de mergulho subaquática, espaço para fotografia e uma zona de lavagem separada para câmaras. O desenho favorece uma operação prática: preparar o equipamento à sombra, entrar pela plataforma e deixar que o bote acompanhe o grupo onde a subida acontece. Há ainda duches exteriores para tirar o sal antes de voltar ao convés. A informação disponível não fixa o tipo de entrada nos botes nem o sistema usado para a saída, por isso não se deve prometer mais do que a presença dos dois tenders e da plataforma.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, a Queenesia oferece uma escolha simples: sombra junto ao espaço de mergulho, salão interior climatizado ou sol no convés superior. O tempo pode ser usado para rever fotografias, carregar baterias na zona própria, secar equipamento ou simplesmente ficar a ver a linha das ilhas enquanto o barco muda de local. O espaço de fotografia e o tanque de lavagem separado para câmaras dão uma função concreta às horas paradas, sobretudo numa rota onde a vida macro merece mais do que uma passagem rápida. Também há atividades fora da água, como excursões terrestres, snorkeling guiado e momentos de praia ou exploração incluídos no programa. O convés de observação serve para a navegação e para o fim do dia, quando o corpo ainda está a recuperar do mergulho e não pede mais uma atividade organizada. Não é um barco para procurar um spa ou uma sala de jogos; é um barco para alternar água, descanso, conversa e pequenas explorações em terra.

Um dia a bordo

O dia começa cedo, antes de a rotina de terra acordar, com a preparação do equipamento e o briefing do primeiro mergulho. Depois da entrada na água, o regresso traz duche, pequeno-almoço ou petiscos e tempo suficiente para desmontar a experiência antes de voltar a preparar o cilindro. Conforme o local e o programa, o dia pode chegar a quatro mergulhos, com refeições a separar as saídas e períodos de navegação entre paredes, recifes ou baías. Há dias em que a água é apenas uma parte do programa: a rota inclui praia, snorkeling, caiaque e excursões terrestres, como a observação de dragões-de-Komodo e a subida para um miradouro ao nascer do sol. Quando chega a noite, o barco pode voltar à água para um mergulho noturno; esse mergulho está incluído. O ritmo não é um horário rígido publicado minuto a minuto. É uma sequência reconhecível para quem mergulha em cruzeiro: briefing, água, comida, descanso, navegação, nova entrada e, em certos dias, uma última descida depois do jantar.

O que se come a bordo

A cozinha combina sabores locais e pratos ocidentais, servidos em regime de pensão completa. Há buffet, opções vegetarianas, bebidas não alcoólicas, chá e café, cerveja disponível e uma seleção de vinhos; as bebidas alcoólicas ficam à parte. Também há petiscos ao longo do dia, o que faz diferença quando o intervalo entre dois mergulhos deixa pouco tempo para uma refeição longa. O jantar pode ser feito ao ar livre, numa mesa que prolonga a conversa depois da água em vez de obrigar todos a recolher ao salão climatizado. A comida é um dos pontos fortes mais claros da Queenesia, e não por ser uma distração da viagem: quatro mergulhos num dia pedem comida suficiente, regular e fácil de voltar a encontrar. A presença de ingredientes locais dá à mesa uma identidade que um menu apenas internacional não teria. Para quem não mergulha, a mesma cozinha mantém a viagem ocupada sem transformar cada refeição numa pausa apressada.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines com ar condicionado individual, casa de banho privada e vigia, no convés inferior. A Double Cabin tem cama de casal; a Twin Cabin, duas camas individuais; e a Quad Bunk Cabin, quatro beliches, com duas casas de banho privadas e ar condicionado individual partilhado. Não são quartos de hotel desligados do barco: o casco, a ventilação e o movimento do mar fazem parte do descanso, e o som da vida a bordo chega de forma diferente conforme a cabine e o momento. O lado bom está na escala reduzida. Há poucos passageiros para dividir o salão, o convés e as zonas exteriores, e as cabines podem incluir tomadas de carregamento. Quem viaja em família ou com amigos pode aproveitar a cabine de beliches; quem prefere mais espaço pessoal encontra as opções dupla ou twin. Depois de um dia de mergulho, a diferença está menos na decoração do que em conseguir fechar a porta, tomar um duche quente e dormir sem ter de atravessar um barco cheio.

Camarote duplo

Camarote twin

Camarote quádruplo com beliches

O que é preciso saber antes de embarcar

As partidas e chegadas registadas são em Labuan Bajo, com regresso ao mesmo porto, numa viagem de 6 dias e 5 noites. O programa prevê recolha no aeroporto, transferência para o hotel e transferência de volta, incluídas. No primeiro dia, a sequência indicada é recolha no aeroporto, embarque, check-in, briefing geral e mergulho de verificação. Chegar a Labuan Bajo na véspera continua a ser a opção mais prudente: dá margem para um voo atrasado sem empurrar a entrada a bordo para o limite do embarque.

Ano de construção
2014
Ano de renovação
2022
Comprimento
22 m
Boca
6 m
Número máximo de passageiros
8
Número de cabines
3
Número de casas de banho
4
Motores
2 unidades Mitsubishi de 6 cilindros 6D16
Velocidade de cruzeiro
8 nós
Botes de apoio
2
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