Cruzeiros · Tailândia
Thailand Master — um phinisi de madeira para mergulhar entre a Tailândia e Myanmar
O que torna este barco único
- O Thailand Master é um phinisi indonésio tradicional de madeira, com capacidade para 18 passageiros.
- O convés de mergulho tem espaço para montar e guardar o equipamento, com dois botes de apoio.
- As rotas passam pelas Similan, Surin, Koh Bon, Koh Tachai e outros locais da zona de Khao Lak.
- Há nitrox, adaptadores DIN e aluguer de equipamento de mergulho a bordo, como serviços pagos.
- A cozinha combina pratos ocidentais e tailandeses, com opções vegetarianas e refeições em regime de pensão completa.
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O convite
Escolhe-se o Thailand Master para viver uma semana de mergulho num phinisi tradicional, não para dormir num hotel flutuante anónimo. A madeira, a vela e o convés aberto fazem parte da viagem, enquanto dois botes levam os grupos até aos pontos de entrada. O destino é o argumento forte: Similan, Surin, Koh Bon, Koh Tachai, Elephant Head Rock e naufrágios como o Boonsung. Há espaço para mergulhadores e também para quem viaja apenas com máscara e tubo. É uma boa escolha para quem procura a variedade da costa de Khao Lak, uma tripulação presente e a atmosfera mais próxima de um barco de exploração do que de um resort.
Subir a bordo
Ao chegar ao cais, o Thailand Master apresenta-se como aquilo que é: um phinisi de madeira construído para navegar e mergulhar, com linhas de veleiro tradicional e áreas exteriores voltadas para o mar. Construído em 2007, não tenta parecer novo; o seu caráter vem precisamente dessa construção e da vida passada na água. A circulação concentra-se no convés inferior das cabines, no salão interior, na plataforma de mergulho e na área exterior de refeições. O motor único faz parte da experiência sonora do barco: durante a navegação, o mar não fica completamente silencioso. Em troca, o ambiente é mais íntimo do que num liveaboard grande, com 18 passageiros no máximo e uma tripulação que se torna familiar rapidamente.
O ambiente a bordo
O ambiente é de grupo pequeno, com mergulhadores a partilhar o mesmo convés, os mesmos botes e as mesmas refeições durante vários dias. A tripulação fala inglês, e a presença de quatro elementos na equipa de mergulho ajuda a organizar os passageiros sem transformar o barco numa operação impessoal. A experiência vivida a bordo confirma-se na diferença entre as avaliações: o barco recebe 8,7, enquanto a tripulação chega a 9,3 e a comida a 9,7. Isso sugere um navio com caráter e idade, compensado por pessoas que cuidam do dia a dia. O salão, a área exterior e as refeições criam naturalmente os encontros depois dos mergulhos; à noite, o grupo costuma continuar a falar do que viu debaixo de água.
Os locais onde se mergulha
A rota Best of Thailand liga Chalong e Thap Lamu, nos dois sentidos, em cruzeiros de 9 dias e 8 noites ou de 11 dias e 10 noites. Também existem cruzeiros de 7 dias e 6 noites entre Chalong e Thap Lamu dedicados às Similan e Surin. Nas Similan, os recifes, os grandes blocos de rocha e a corrente podem levar o mergulho até -40m; é uma zona para procurar mantas, tubarões-baleia, tubarões de pontas negras e brancas e cardumes. Surin desce até -25m, com corais intactos, vida de recife e a possibilidade de encontrar o peixe-papagaio-corcunda. Koh Bon é conhecido pela parede e pela estação de limpeza das raias-manta, sobretudo entre janeiro e maio. Koh Tachai é um pináculo de granito e coral até -40m, onde se cruzam pelágicos e macrofauna. Elephant Head Rock chega a -60m, com passagens, cavernas e blocos de granito. Anita's Reef atinge -35m e concentra corais, bommies e pequenos animais. West of Eden desce até -40m, entre canyons de granito. North Point chega a -35m, com canais profundos, tubarões-leopardo e vida de recife. No Boonsung Wreck, o antigo dragueiro de estanho repousa até -18m, rodeado por cardumes tão densos que podem esconder a superfície.
O que se encontra debaixo de água
Esta rota tem dois espetáculos diferentes. Em muitos dos locais podem surgir barracudas, tubarões de recife, tubarões de pontas brancas, tubarões-baleia, tartarugas, napoleões, mantas e atuns; nos recifes mais pequenos, nudibrânquios, moreias, xaréus e fusiliers mantêm o mergulho ocupado mesmo quando os grandes animais não aparecem. Koh Bon é o lugar para esperar pelas mantas na estação de limpeza, com a melhor possibilidade indicada entre janeiro e maio. Alguns encontros são razões precisas para visitar um ponto: o peixe-papagaio-corcunda aparece nas fichas de Surin; o peixe-pedra e o peixe-porco-espinho estão associados ao Boonsung Wreck; em Koh Tachai procuram-se a gorgónia, a tartaruga-de-pente e o verme-chato; em Elephant Head Rock, o balista dá mais vida às passagens de granito. Em North Point, os tubarões-leopardo patrulham os canais. Nada disso é garantido: a corrente, a visibilidade e o momento do mergulho continuam a decidir o encontro.
Quem vos põe na água
Quatro elementos integram a equipa de mergulho, e a língua de trabalho a bordo é o inglês. A organização dos passageiros faz-se em grupos acompanhados pela equipa, com briefings antes dos mergulhos e apoio dos botes de mergulho. Não estão indicados um rácio fixo por grupo, qualificações individuais, número mínimo de mergulhos ou cursos realizados a bordo, por isso a página não promete uma estrutura que não está definida. Na parte de segurança, o barco dispõe de oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes, botes salva-vidas, rádio VHF/DSC/SSB, radiobaliza e telefones móveis e satelitais. A tripulação tem formação em primeiros socorros. O mergulho técnico e com rebreather não é apresentado como suportado.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho foi pensado para que cada pessoa monte o equipamento e guarde os acessórios sem ficar imediatamente em cima do vizinho. Há dois compressores Coltri, plataforma de mergulho, bacs de enxaguamento e dois botes de apoio. O embarque e o regresso à água são feitos a partir dessa plataforma e dos botes, que aproximam os grupos dos locais. Estão disponíveis adaptadores DIN e aluguer de equipamento, mas é preciso reservar o material para garantir tamanhos e disponibilidade. O cilindro de 13 litros é uma opção paga; o tipo de metal dos cilindros não é indicado. O nitrox está disponível como serviço pago, e o brevet Nitrox também não está incluído. Para fotógrafos, há área dedicada e enxaguamento separado das câmaras.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, a melhor opção é ficar no exterior, à sombra da área de refeições ou na terraza, com o equipamento a secar e a navegação a acontecer à volta. O salão climatizado serve para escapar ao calor, rever imagens, ouvir música ou escolher um livro da biblioteca. Existe ainda um espaço dedicado à fotografia e uma zona de lavagem separada para câmaras. Nas tardes sem mergulho, o barco oferece excursões terrestres incluídas no programa. Não há Wi-Fi: o intervalo é feito de mar, descanso, conversa e preparação para a próxima entrada na água.
Um dia a bordo
O dia começa cedo, antes de o calor apertar, com o primeiro briefing e a preparação do equipamento no convés. Depois da entrada na água, regressa-se à plataforma, passa-se pelo enxaguamento e toma-se algo antes da refeição seguinte e do próximo briefing. Os botes fazem a ligação aos pontos enquanto o Thailand Master permanece como base, e os intervalos servem para comer, secar o fato, rever fotografias ou simplesmente ficar à sombra. A sequência repete-se com a navegação a entrar entre os locais, sem um relógio inventado para cada etapa. Ao fim do dia, o ritmo abranda: banho quente, jantar ao ar livre e conversa no salão ou no convés. O número e o horário exatos dos mergulhos dependem da rota e das condições do mar; a estrutura é a de um liveaboard dedicado inteiramente ao mergulho.
O que se come a bordo
A cozinha alterna pratos ocidentais e cozinha local tailandesa, com buffet, opções vegetarianas e ingredientes frescos de origem local. As refeições são servidas ao longo do ritmo dos mergulhos, para que a mesa funcione como pausa real entre entradas na água, e não como um horário rígido separado da vida do barco. O jantar pode ser feito ao ar livre, numa área coberta e sombreada à popa. Bebidas não alcoólicas, água, chá, café e snacks estão disponíveis; cerveja, vinho e outras bebidas alcoólicas são pagos à parte. A comida é um dos pontos mais fortes do barco: a avaliação de 9,7 mostra que não é apenas combustível para o mergulho.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines climatizadas no convés inferior, todas com casa de banho privativa e duche de água quente. Existem cabines duplas ou twin, duas cabines twin fixas e duas cabines quádruplas com camas individuais e beliche. As cabines quádruplas podem ser atribuídas em partilha de género misto, conforme a procura. O espaço é simples e funcional, adequado para descansar entre dias de mergulho, não para passar longas horas fechado. Depois do jantar, há um salão climatizado, biblioteca, entretenimento audiovisual e uma área exterior onde o ar circula melhor. Quem prefere dormir com menos movimento deve lembrar-se de que estas cabines ficam no nível inferior do barco.
Camarotes twin clássicas
Camarote duplo/twin clássica
Camarotes quádruplos clássicas
Camarotes twin/duplos clássicas flexíveles
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas e chegadas registadas fazem-se entre Chalong e Thap Lamu, conforme o sentido do cruzeiro. O transporte de e para o aeroporto e o hotel está incluído. Para uma viagem sem pressa até ao embarque, é sensato chegar à Tailândia na véspera e deixar o dia da partida para a transferência até ao porto. As rotas publicadas incluem Best of Thailand, com 9 dias e 8 noites ou 11 dias e 10 noites, e Similan & Surin Islands, com 7 dias e 6 noites.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2007
- Comprimento
- 34 m
- Número máximo de passageiros
- 18
- Número de cabines
- 7
- Número de casas de banho
- 7
- Motores
- 1 × 380 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 8 nós
- Botes de apoio
- 2
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