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Cruzeiros · Tailândia

Dolphin Queen — um liveaboard de madeira para explorar o Andamão

O que torna este barco único

  • Cruzeiros de 4 dias e 3 noites ou 6 dias e 5 noites pelas Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Surin e Richelieu Rock.
  • Grupos de mergulho reduzidos, com quatro mergulhadores por guia.
  • A cozinha combina pratos tailandeses preparados a bordo com pequenos-almoços de estilo ocidental.
  • O convés de mergulho tem 40 cilindros Luxfer de 12 litros, dois compressores Bauer e plataforma com apoio da tripulação.

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O convite

A Dolphin Queen escolhe-se para mergulhar muitos dias seguidos nas Similan e no parque marinho de Surin, sem voltar a terra entre cada saída. A rota junta os grandes blocos de granito das Similan, a estação de limpeza de Koh Bon, a corrente e os cardumes de Koh Tachai, os recifes de Surin e Richelieu Rock. A viagem curta dá 10 mergulhos; a longa chega aos 18, com mergulhos ao crepúsculo ou à noite. Não é um barco novo nem um hotel de luxo: foi construído em 1999 e renovado em 2008. Em troca, oferece uma operação muito centrada no mergulho, grupos de quatro e uma equipa que conhece estes locais ao pormenor. A diferença sente-se quando o dia começa cedo e ninguém precisa de desmontar o equipamento entre um mergulho e o seguinte.

Subir a bordo

A Dolphin Queen é um monocasco de madeira com o aspeto de um barco de trabalho bem cuidado, não de uma embarcação acabada de sair do estaleiro. A idade nota-se no caráter e ajuda a explicar a nota de 8,4 para o barco, inferior às avaliações da tripulação, da comida e do mergulho. O contraponto é importante: há uma plataforma de mergulho pensada para a rotina, áreas exteriores para respirar entre saídas e espaço suficiente para a vida a bordo não ficar confinada à cabine. A zona de refeições fica aberta para o mar, com sofás e mesas; no topo, espreguiçadeiras, sombra e redes permitem ver as ilhas passarem. A tripulação local e internacional mantém o barco em movimento sem transformar cada tarefa num evento. Chega-se, recebe-se o briefing geral, organiza-se o caixote de mergulho e, quando tudo está pronto, a travessia noturna começa.

O ambiente a bordo

O ambiente é informal e muito virado para o mergulho. Um barco com capacidade para 20 mergulhadores e grupos de quatro por guia faz com que as pessoas se reconheçam depressa, sobretudo numa viagem de seis dias. A tripulação ajuda a montar o equipamento, enche os cilindros, acompanha as entradas e saídas e mantém os briefings antes de cada mergulho. À noite, a sala aberta transforma-se em lugar de conversa, leitura ou revisão das fotografias, enquanto a navegação segue para o próximo ponto. As avaliações resumem bem o equilíbrio a bordo: a tripulação tem 9,2, a comida 9,6 e o mergulho 9,2. É uma boa escolha para quem valoriza pessoas presentes e comida cuidada mais do que acabamentos recentes.

Os locais onde se mergulha

As viagens de 4 dias e 3 noites passam por Similan, Koh Bon, Koh Tachai e Richelieu Rock; as de 6 dias e 5 noites acrescentam Surin. Nas Similan, os blocos de granito formam canais, paredes e passagens: Elephant Head Rock chega aos -60m, Deep Six aos -50m, e West of Eden e North Point aos -40m. Anita's Reef desce até aos -35m e destaca-se pelos bommies e formações de coral. Koh Bon procura-se pela parede de calcário e pela possibilidade de raias manta junto à estação de limpeza; a melhor época indicada para esse encontro vai de janeiro a maio. Koh Tachai junta granito, corrente e vida pelágica: Koh Tachai e Koh Tachai Pinnacle têm máximo de -40m. Nas Surin, os recifes chegam aos -25m. O Boonsung Wreck, um antigo draga de estanho, é um mergulho de -18m cheio de cardumes. King Cruiser Wreck atinge -35m e é um ferry de passageiros transformado em recife artificial. Christmas Point chega aos -40m, Shark Fin Reef aos -40m e Richelieu Rock completa a rota.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, barracudas, tubarões de recife, carangues, atuns, moreias, nudibrânquios e polvos aparecem em muitos dos locais registados. As raias manta podem ser procuradas em Koh Bon, onde a estação de limpeza concentra a atenção, e também em vários pontos das Similan e de Koh Tachai. Tubarões-baleia, tubarões-leopardo, tartarugas, napoleões e meros são encontros possíveis entre recifes, pináculos e águas abertas; a corrente de Koh Tachai ajuda a trazer grandes pelágicos para junto do pináculo. O Boonsung Wreck merece tempo para procurar peixe-porco-espinho e peixe-pedra entre os destroços e cardumes densos. Em Elephant Head Rock, o baliste é uma espécie particular do local. King Cruiser Wreck é o ponto indicado para procurar enguias e tubarões-bambu. Christmas Point guarda anémonas e tubarões. Deep Six é o local registado para a blénia. O mergulho recompensa tanto quem procura manta e tubarão como quem abranda para encontrar macrovida.

Quem vos põe na água

Os grupos são organizados com quatro mergulhadores por guia, e há briefing do local e da segurança antes de cada mergulho. Os guias falam inglês e tailandês; a equipa inclui instrutores internacionais para formação PADI. A Dolphin Queen recebe desde iniciantes em Open Water até mergulhadores em formação Advanced Open Water, Nitrox, EFR, Rescue Diver e Divemaster. O curso Open Water decorre com o instrutor presente durante toda a viagem, enquanto o Advanced trabalha navegação, mergulho profundo e outras opções até ao limite de 30 metros. Para o Divemaster, é exigida idade mínima de 18 anos, certificação Rescue ou equivalente, pelo menos 40 mergulhos registados e formação recente em RCP e primeiros socorros. O barco leva oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, sonar, radar, coletes, botes salva-vidas e alarmes e extintores de incêndio.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés tem 40 cilindros Luxfer de alumínio de 12 litros com ligação DIN; há adaptadores DIN e cilindros de 15 litros para aluguer. Dois compressores Bauer Mariner II tratam do enchimento e usam arrefecimento por ar e filtros P41. O nitrox está disponível, com estação de mistura a bordo; quem faz a especialidade aprende também a analisar o próprio cilindro antes do mergulho. O equipamento de aluguer inclui BCD, regulador, máscara, snorkel, barbatanas, botas, fato e computador, com material das marcas Aqualung, Suunto, Scubapro e Cressi. A plataforma tem área de preparação, duches exteriores e apoio direto da tripulação, que ajuda a equipar, entrar e sair da água e encher os cilindros. O embarque pode ser feito pela própria plataforma ou pelo bote de apoio, usado também para recolher mergulhadores quando necessário. Há uma zona de lavagem separada para câmaras.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, a Dolphin Queen dá duas escolhas claras: sombra ou sol. A zona de refeições aberta tem sofás e uma mesa central que também serve para câmaras, livros e pequenos objetos; no convés superior há espreguiçadeiras, sombra e redes. Os intervalos passam entre uma ducha, um café, a leitura de um guia de identificação de peixes ou a revisão das imagens do dia na televisão e no leitor de DVD. Durante a navegação, o ponto mais alto serve para procurar golfinhos, raias manta e tubarões-baleia no horizonte. Nem todos os dias deixam tempo para longas pausas: nos dias de quatro mergulhos, o descanso é sobretudo o espaço entre uma refeição, um briefing e a entrada seguinte na água.

Um dia a bordo

Nos dias longos, o acordar acontece às 6:00, seguido do briefing e do primeiro mergulho às 7:00 ou às 6:45, conforme o dia. O pequeno-almoço vem depois da saída da água; mais tarde há novo briefing, segundo mergulho, almoço e outro intervalo de superfície antes do terceiro. O quarto mergulho é noturno no primeiro dia e ao crepúsculo nos seguintes, com snack antes de voltar à água e jantar depois. Entre essas etapas, a tripulação muda cilindros, enche equipamento e prepara o próximo local enquanto os mergulhadores comem, descansam ou ficam no convés. No último dia há dois mergulhos de manhã, pequeno-almoço entre eles e regresso a Thaplamu por volta das 16:00. A viagem curta mantém a mesma lógica, com 10 mergulhos no total; a longa chega a 18.

O que se come a bordo

A cozinha é feita a bordo e alterna pratos tailandeses com opções ocidentais. O pequeno-almoço acontece depois do primeiro mergulho e é escolhido previamente numa lista: ovos fritos, cozidos ou mexidos, omelete, bacon, fiambre, salsicha, french toast, panquecas ou sopa de arroz tailandesa. Fruta tropical, pão, muesli, aveia, cereais, chá, café moído na hora e água ficam disponíveis ao longo do dia. O almoço e o jantar trazem comida tailandesa preparada fresca pela cozinheira e pela assistente, com o picante ajustado ao gosto de cada pessoa. Há opções vegetarianas e adaptações para outras necessidades alimentares. Entre quatro mergulhos, a mesa tem uma função prática: repor energia sem ocupar o intervalo inteiro, com fruta, snacks e bebidas simples já à mão.

As noites no mar

As noites são simples e funcionais. Todas as cabines têm ar condicionado privado, janela com vista para o mar que abre e tomadas de 220 V para carregar lanternas e baterias. As cabines twin e de quatro lugares no convés principal têm cortinas em cada beliche, um detalhe que faz diferença quando se partilha o espaço. As duas cabines duplas do convés superior ficam à frente e têm vista direta para o oceano e as ilhas; são também as únicas onde se pode desligar o ar condicionado e dormir com a brisa do mar. As categorias são Quad Cabin, Main Deck Twin, Main Deck Double e Upper Deck Double. Há três casas de banho com duche quente, além de dois duches na plataforma. O espaço não é generoso, mas a janela aberta, a ventilação e a separação por cortinas tornam a cabine adequada para dormir entre dias de mergulho intenso.

Camarote quádruplo

twin, convés principal

Camarote duplo, convés principal

duplo, convés superior

O que é preciso saber antes de embarcar

A partida e o regresso são feitos no cais de Thaplamu, em frente às Ilhas Similan. Antes da partida, todos os passageiros devem chegar ao centro de mergulho até às 16:30 para experimentar o equipamento, tratar da organização e assistir ao embarque; a saída do cais acontece aproximadamente às 20:00. No regresso, o barco chega ao cais por volta das 16:00, e a passagem pelo centro de mergulho ocorre entre as 16:00 e as 17:00. Há transfer incluído na zona de Khao Lak e Bang Niang; o transfer do aeroporto está disponível como serviço opcional. Para fazer a chegada com calma e evitar começar a viagem a correr, vale a pena chegar a Khao Lak na véspera.

Planta do barco

O que o barco faz pelo oceano

A bordo são fornecidos sabonete e champô biodegradáveis, e a água é disponibilizada em garrafas sem plástico de uso único. Nos parques nacionais, só é permitido usar protetor solar biodegradável e amigo dos corais; este está disponível no centro de mergulho e no barco.

Ano de construção
1999
Ano de renovação
2008
Comprimento
24 m
Boca
5,5 m
Número máximo de passageiros
20
Número de cabines
8
Número de casas de banho
3
Motores
2 × Hino de 6 cilindros e 315 cv
Velocidade de cruzeiro
10 nós
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