Cruzeiros · Egito
MY Destiny — um liveaboard novo, feito para mergulhar
O que torna este barco único
- O MY Destiny foi construído em aço e começou a operar em 2023, com renovação em 2025.
- Leva até 20 passageiros em 10 cabines, com grupos de mergulho de um guia para sete mergulhadores.
- Há três instrutores a bordo, dois botes de apoio com escadas e sistema ENOS para localizar mergulhadores.
- O nitrox está disponível sem custo adicional, e são previstos 2 a 4 mergulhos por dia de mergulho.
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O convite
O MY Destiny é para quem quer chegar aos recifes remotos do Mar Vermelho sem trocar uma semana de mergulho por uma semana de desconforto. Foi desenhado por mergulhadores: a estabilidade do casco de aço, o convés preparado para equipamento e os grupos pequenos servem todos a mesma coisa, que é entrar na água bem organizado e voltar com tempo para o mergulho seguinte. As rotas passam por paredes com tubarões, naufrágios, jardins de coral, canais e baías de dugongues. Não é apenas uma cama flutuante entre dois pontos do mapa. É uma base moderna para mergulhos que exigem logística, corrente e, em algumas rotas, experiência real.
Subir a bordo
A chegada ao MY Destiny tem pouco de barco antigo adaptado e muito de construção pensada para a vida no mar. O casco de aço e a proa de desenho recente foram feitos para cortar melhor as ondas, por isso o barco procura uma navegação mais estável quando o mar se levanta. A circulação foi organizada à volta do mergulho: uma escada larga liga visualmente o convés ao salão, e o acesso ao convés de mergulho não obriga a atravessar a zona de descanso com o equipamento às costas. O resultado é limpo e funcional, sem a sensação de um barco onde cada espaço ganhou uma função à última hora. A construção recente nota-se sobretudo na forma como tudo parece ter sido decidido antes de o primeiro grupo embarcar.
O ambiente a bordo
O ambiente é de grupo pequeno, mas não de isolamento. Com até 20 passageiros e três instrutores envolvidos no mergulho, a tripulação consegue manter contacto próximo com quem está a bordo ao longo do dia. Os mergulhadores encontram-se no convés para os briefings, nas refeições e depois no flybridge, onde o dia costuma acabar com a luz a baixar sobre o mar. A equipa fala inglês e alemão, e a operação junta tripulação local e internacional. O barco também recebe não mergulhadores e praticantes de snorkeling, o que permite viajar acompanhado sem obrigar todos a seguir o mesmo programa. À noite, o salão, os jogos e a conversa ocupam o espaço que durante o dia pertence quase sempre ao equipamento.
Os locais onde se mergulha
As rotas registadas duram 8 dias e 7 noites, com partidas e chegadas que podem envolver Hurghada ou Marsa Alam. Há percursos para Brothers–Daedalus–Elphinstone, Daedalus–Fury Shoals–St. John’s, Brothers–Daedalus–Safaga, North–Tiran e North–Wreck, além de combinações pelo sul do Mar Vermelho. Brothers junta paredes oceânicas, grandes pelágicos e os naufrágios Numidia e Aida II; o Numidia desce de 8 a 85 metros. Daedalus procura tubarões-martelo em corrente e Elphinstone oferece paredes verticais até 60 metros. Em Marsa Mubarak, a baía e as pradarias marinhas levam à procura de dugongues e tartarugas-verdes até 25 metros. Fury Shoals alterna jardins de coral, naufrágios, canais e zonas adequadas a diferentes níveis. House Reef estende-se por mais de 1,5 quilómetros, com pináculos, ervas marinhas e uma queda até 40 metros. Middle Reef parece um queijo suíço de blocos de coral; Abu Kafan é uma deriva por paredes escarpadas. Shaab Alam combina naufrágio, coral e cavernas até 30 metros; Shaab Marsa Alam mistura jardins, golfinhos e naufrágios. Gotha Abu Nugar North é um jardim raso, com máximo de 9 metros. Marsa Nakari oferece entrada pela costa e topografia variada até 30 metros. Abu Galawa Soghayar leva a um veleiro naufragado entre corais. Zabargad acrescenta recifes remotos, correntes e um naufrágio a 24 metros; Shaab Ruhr Umm Gamar reúne três naufrágios e uma deriva até 40 metros. A rota exata depende do tempo e das condições do mar.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, tartarugas, golfinhos, barracudas, moreias e tubarões de recife aparecem em vários pontos, enquanto napoleões, mantas, atuns, anthias, nudibrânquios e vivaneus completam a vida habitual dos recifes. A corrente é parte do espetáculo: nas ilhas Brothers, Daedalus, Elphinstone, Abu Kafan e Zabargad, pode concentrar peixes grandes e tubarões junto às paredes e aos drop-offs. Em Daedalus, os tubarões-martelo são residentes, embora possam patrulhar abaixo da profundidade dos mergulhos recreativos. Em Brothers, uma estação de limpeza no planalto sul pode atrair tubarões-raposa e mantas. Os encontros mais específicos dão uma razão própria a cada paragem: a tartaruga-verde e os dugongues procuram-se em Marsa Mubarak; o hipocampo no House Reef; os tubarões-de-pontas-negras, fusiliers, gorgónias e labros em Elphinstone; o peixe-gatilho em Fury Shoals; e o mero-gigante em Shaab Ruhr Umm Gamar. Em Brothers Islands, corais duros e anémonas destacam-se entre as paredes profundas.
Quem vos põe na água
Três instrutores acompanham a operação, com um rácio publicado de um guia para sete mergulhadores. Os grupos pequenos fazem diferença sobretudo em paredes, correntes e entradas em naufrágios: o briefing chega a menos pessoas e o guia consegue ver melhor o grupo debaixo de água. Nas rotas que incluem Brothers, Daedalus, Zabargad, Rocky ou Elphinstone, é exigido um mínimo de 50 mergulhos registados e certificação Advanced Open Water Diver ou equivalente; noutras rotas, o requisito pode baixar para 30 mergulhos ou para Open Water, conforme o percurso. Fury Shoals–Wadi Gimal é indicado também para iniciantes e praticantes de snorkeling. O barco dispõe de oxigénio, primeiros socorros, desfibrilhador, kits DAN, coletes, jangadas e ENOS. Em parques marinhos, os mergulhos noturnos são proibidos; nas restantes rotas, podem fazer parte do programa.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho foi feito para uma operação repetida, não para uma fotografia de apresentação. Cada mergulhador dispõe de uma caixa de arrumação com carregamento para câmara e telemóvel, há uma zona ampla de trabalho para fotografia, tanque de enxaguamento separado para equipamento e câmaras e três duches exteriores, incluindo um duche de chuva. Os cilindros de uso regular são de alumínio, com 12 litros; cilindros de 15 ou 10 litros e um segundo cilindro podem ser pedidos. O nitrox está disponível e incluído. Existe equipamento de aluguer completo e peças sobresselentes a bordo, embora o aluguer deva ser indicado na reserva. Dois botes Yamaha de apoio levam escadas, facilitando a entrada e a saída da água. O sistema ENOS acrescenta uma camada concreta de segurança quando um mergulhador se afasta do ponto de subida.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o MY Destiny oferece mais do que um único lugar para esperar pela próxima entrada na água. O salão climatizado tem sofás, biblioteca, jogos de tabuleiro e PlayStation 5; no exterior, o terraço e o convés superior servem para secar equipamento, conversar ou simplesmente ficar ao sol. O flybridge é o lugar para acompanhar a linha do Mar Vermelho, tomar café de manhã ou ficar com uma bebida ao fim do dia. Há ainda uma zona de spa e massagens. Para fotógrafos, o espaço de trabalho no convés de mergulho permite tratar das câmaras sem ocupar a mesa onde os outros estão a preparar o equipamento.
Um dia a bordo
O dia começa antes de o calor apertar, com café, preparação do equipamento e o primeiro briefing. Depois vem o primeiro mergulho, seguido de duche no convés, comida e uma superfície suficientemente longa para recuperar antes da próxima descida. O programa prevê 2 a 4 mergulhos por dia de mergulho, mas o número e a sequência dependem do local, da corrente, do tempo e da navegação. Entre entradas na água, escolhe-se uma refeição no menu, trata-se da câmara, descansa-se no salão ou sobe-se ao flybridge para ver o recife desaparecer atrás do barco. Em algumas rotas há mergulho noturno; nos parques marinhos, não. Quando o barco muda de zona, o tempo de navegação é o intervalo: o equipamento fica preso, o convés abranda e o grupo passa da conversa sobre o último mergulho para o próximo briefing.
O que se come a bordo
A comida é servida para sustentar dias de 2 a 4 mergulhos, não para transformar cada refeição num intervalo demasiado longo. O pequeno-almoço é apresentado em buffet; nas outras refeições escolhe-se no menu à la carte o que será preparado a seguir. Há opções vegetarianas e vegan, snacks ao longo do dia, cozinha ocidental, bebidas sem álcool, cerveja e vinho. O barbecue pode acontecer a bordo ou numa praia, e há também noites temáticas. Em viagens especiais, um cozinheiro alemão trabalha com a equipa da cozinha para criar menus mais elaborados. A mesa serve aqui uma função prática: comer bem, escolher sem desperdício e voltar ao convés sem perder o ritmo da viagem.
As noites no mar
As noites são passadas em cabines modernas, com ar condicionado regulável, casa de banho privada, sanita e duche de chuva. Há categorias no convés superior e inferior, com camas duplas ou separadas, além de suites; as cabines do convés inferior têm janela standard. Depois de vários mergulhos, contam mais o colchão, a roupa de cama e a possibilidade de baixar a temperatura do quarto do que uma decoração vistosa. Toalhas, roupões e ponchos ficam disponíveis na cabine, e o duche quente permite tirar do corpo o sal e o dia de mar antes de dormir. Para quem viaja sozinho, duas cabines têm condições próprias para ocupação individual.
duplo, convés superior
twin, convés superior
Suíte
twin, convés inferior
duplo, convés inferior
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas e os regressos variam conforme a rota: os programas registados ligam Hurghada a Marsa Alam, Marsa Alam a Marsa Alam ou Hurghada a Hurghada. O guia da viagem encontra os passageiros no aeroporto, e a transferência até ao barco é feita por uma empresa local; esse serviço não é apresentado como parte da operação direta do navio. Como o barco parte ao sábado e a hora da transferência depende do voo e do ponto de embarque, chegar na véspera é a opção mais prudente para não transformar um atraso de viagem num problema de embarque.
Planta do barco
O que o barco faz pelo oceano
A bordo, o pequeno-almoço é servido em buffet, enquanto as restantes refeições são escolhidas à la carte para reduzir desperdício alimentar. As compotas caseiras são guardadas em frascos de vidro para reduzir o uso de plástico. As cabines oferecem shampoo e gel de banho biodegradáveis, e há protetor solar amigo dos recifes disponível a bordo.
- Ano de construção
- 2023
- Ano de renovação
- 2025
- Comprimento
- 37 m
- Boca
- 8 m
- Número máximo de passageiros
- 20
- Número de cabines
- 10
- Número de casas de banho
- 2
- Motores
- 2 × MAN 900 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 12 nós
- Botes de apoio
- 2 × Yamaha de 85 cv com escadas
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