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Sindalahs — um barco novo para os grandes recifes do Mar Vermelho

O que torna este barco único

  • Renovado em 2025, o Sindalahs parte de Hurghada para cruzeiros de 8 dias e 7 noites.
  • As rotas chegam a Brothers, Daedalus, Elphinstone, Ras Mohamed e Tiran.
  • O convés de mergulho tem zona sombreada, plataforma, botes de apoio, tanques de lavagem e adaptadores DIN.
  • Há nitrox disponível, espaço dedicado para câmaras e acesso permitido a mergulhadores técnicos e sidemount.
  • A bordo encontram-se cabines com casa de banho privada, refeições completas e uma equipa que fala inglês e russo.

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O convite

O Sindalahs foi feito para quem quer juntar os grandes pelágicos do Mar Vermelho a uma semana de bordo recente e bem equipada. As rotas registadas ligam Hurghada a Brothers, Daedalus, Elphinstone, Ras Mohamed e Tiran, em vez de ficarem apenas pelos recifes costeiros. É aí que está a escolha: subir a bordo para procurar tubarões-martelo, tubarões oceânicos, mantas e naufrágios, sabendo que o barco também oferece uma base confortável para os intervalos. A comida é o ponto mais forte nas avaliações dos passageiros, com nota 10, enquanto barco, tripulação e mergulho recebem 8, 6 e 6. Não é uma promessa de serviço perfeito; é uma viagem que parece ganhar sobretudo pela cozinha, pela renovação recente e pelo acesso a itinerários de mar aberto.

Subir a bordo

O Sindalahs chega à doca com o caráter de um barco recente, não de um velho caique remendado: foi construído em 2024 e renovado em 2025. Essa renovação importa numa semana passada entre cabines, salão, convés e plataforma de mergulho, porque reduz a sensação de desgaste que tantos barcos de cruzeiro deixam ao fim de uma temporada. A circulação foi pensada para uma viagem de mergulho, com salão interior climatizado, terraço, convés de observação e espaço próprio para fotografia. Há lugar para até 26 passageiros, mas o que isso muda não é o número na ficha: é a possibilidade de reencontrar as mesmas pessoas a cada refeição e em cada entrada na água. O barco também recebe famílias e não mergulhadores que façam snorkeling.

O ambiente a bordo

O ambiente parece organizado à volta de duas coisas: comida forte e mergulho exigente. A equipa fala inglês e russo, e os passageiros que regressam destacam a ajuda dada no equipamento, descrita como bem treinada e capaz de tornar a preparação simples. Isso conta mais do que uma frase sobre simpatia quando há cilindros para montar e entradas na água para preparar. Ainda assim, a nota da tripulação é 6, não uma nota de topo; o barco não deve ser escolhido com a expectativa de um serviço sem falhas. O grupo forma-se depressa num itinerário de 8 dias e 7 noites, entre refeições, deslocações no convés e conversas sobre tubarões, correntes e naufrágios. À noite, o salão, o bar e o entretenimento áudio e vídeo dão espaço para ficar a bordo sem transformar tudo numa festa.

Os locais onde se mergulha

As rotas registadas repetem dois eixos principais: Brothers, Daedalus e Elphinstone, com partida e regresso a Hurghada, ou North Reef, Ras Mohamed, Tiran e Brothers Island, também em 8 dias e 7 noites. Uma terceira variação troca Tiran pelos naufrágios. Em Elphinstone, paredes verticais descem até 60 metros, com possibilidade de procurar tubarão-martelo, tubarão oceânico de pontas brancas e gorgónias. Brothers Islands chegam aos 85 metros e juntam paredes, coral, naufrágios e grandes pelágicos; Big Brother acrescenta o Numidia e o Aida. Daedalus tem paredes abruptas e planaltos, com tubarões-martelo e oceânicos. Shaab Ruhr Umm Gamar combina três naufrágios e deriva até 40 metros. Em El Fanadir, um pináculo a 12 metros funciona como estação de limpeza. Shaab Sabina desce apenas até 14 metros, entre jardins de coral. No Estreito de Tiran, Jackson, Woodhouse, Thomas e Gordon oferecem paredes e mergulhos à deriva até 40 metros. Ras Mohamed acrescenta paredes, correntes e vida pelágica; El Fanous East e West ficam entre jardins de coral, golfinhos e tartarugas. Shaab El Erg tem forma de U e possibilidade de golfinhos, enquanto Ulysses chega aos 27 metros e está ligado à história marítima do Mar Vermelho.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, tartarugas, barracudas, tubarões de recife, tubarões-cinzentos de recife, atuns, anthias e carangues aparecem em vários pontos; não é uma viagem dependente de um único encontro. Os tubarões-martelo surgem em cinco locais registados, e mantas em quatro, enquanto golfinhos, napoleões e tubarões-baleia podem aparecer em partes diferentes do itinerário. Alguns animais justificam uma paragem precisa. Em Shaab Ruhr Umm Gamar procura-se o mero-gigante; em Brothers Islands, o tubarão-de-recife-de-pontas-brancas e as anémonas. Elphinstone concentra o tubarão-de-pontas-negras, a gorgónia e o labro. Daedalus é o ponto do caranguejo-de-olhos-grandes. Shaab Sabina guarda as donzelas, El Fanadir os gaterins, e Shaab El Erg o nudibrânquio e o polvo. Em Ras Mohamed, o peixe-morcego aparece entre a vida de recife. Em El Fanadir, o pináculo a 12 metros é uma estação de limpeza. No Tiran, os tubarões-martelo são associados ao verão. Correntes, paredes e mar aberto explicam a atração pelos grandes pelágicos, mas nenhum encontro é garantido.

Quem vos põe na água

A equipa fala inglês e russo, e está formada em primeiros socorros. Oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, sonar, radiobaliza e botes salva-vidas fazem parte do equipamento de segurança do barco. O Sindalahs tem também alarme de incêndio, extintores, coletes e sistema de localização. Não estão indicados o número de guias, o rácio de cada grupo, as qualificações de instrutores, o número mínimo de mergulhos registados ou um programa de formação a bordo. O que está claro é a vocação para mergulho técnico, nitrox e sidemount, com apoio de uma equipa que também trata da preparação do equipamento. Um guia de mergulho privado pode ser solicitado à parte.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem plataforma, zona sombreada, botes de apoio, tanques de lavagem e adaptadores DIN. O nitrox está disponível, e o barco aceita mergulho técnico e sidemount com uma só garrafa. Há espaço próprio para câmaras, enxaguamento separado para equipamento fotográfico e estações de carregamento; é uma configuração que protege o material entre mergulhos e evita misturar lanternas, computadores e reguladores no mesmo tanque. O acesso à água faz-se pela plataforma, com apoio das embarcações auxiliares equipadas com Yamaha 115. Existem duches exteriores para tirar o sal ao regressar. O volume e o material dos cilindros, o tipo de compressor, as marcas do equipamento de aluguer e a forma de mistura do nitrox não estão indicados; não devem ser presumidos.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, a zona sombreada do convés de mergulho é o lugar mais útil: permite ficar perto do equipamento sem passar o intervalo inteiro ao sol. O barco acrescenta terraço, convés de observação e um ponto de descanso para quem prefere ver o recife desaparecer atrás da popa. Há espaço próprio para fotografia, sala de câmaras e enxaguamento separado para equipamento fotográfico, uma diferença concreta para quem regressa da água com imagens que ainda precisam de atenção. O salão climatizado oferece uma alternativa nas horas quentes. Quando o programa inclui navegação longa para recifes oceânicos, estes espaços dão ao dia mais opções do que simplesmente esperar pela próxima chamada.

Um dia a bordo

O dia começa com a preparação do primeiro mergulho e um briefing antes de a rotina se repetir entre água, refeição e descanso. Depois de cada saída, o convés sombreado permite deixar o equipamento pronto, enquanto a cozinha mantém snacks e bebidas disponíveis ao longo do dia. As refeições completas intercalam-se com os mergulhos, e o salão climatizado serve de refúgio quando o sol aperta. Nas travessias para Brothers, Daedalus ou Elphinstone, o tempo de navegação faz parte do programa: é quando se descansa, se revêem fotografias ou se observa o mar do convés. O barco tem condições para mergulho noturno, mas não está indicado um horário nem o número diário de mergulhos; por isso, o ritmo exato depende da rota e da operação a bordo.

O que se come a bordo

A cozinha é apresentada como gastronómica e mistura pratos locais com cozinha ocidental. Há buffet, refeições à la carte, jantar ao ar livre, opções vegetarianas e vegan, além de snacks ao longo do dia. O regime de pensão completa encaixa no ritmo de mergulho: a mesa não é apenas o jantar depois da navegação, mas uma pausa regular para recuperar entre entradas na água. As bebidas não alcoólicas, água, chá e café estão disponíveis, e o bar serve cocktails de boas-vindas. A nota 10 atribuída à comida confirma onde o Sindalahs mais se distingue. Quem procura variedade no prato encontrará mais aqui do que numa cozinha de bordo reduzida ao previsível.

As noites no mar

As noites distribuem-se por cabines duplas ou twin e suites, nos conveses superior e inferior. Todas têm casa de banho privada e climatização; existem também cabines com vista para o mar. A cabine indicada no convés inferior, à frente, tem vigia, uma solução mais ligada ao barco do que a um quarto de hotel: entra luz por uma abertura redonda e a proximidade do casco faz parte da noite. O serviço de limpeza é diário, e há serviço de lavandaria e engomadoria a bordo. Para quem leva equipamento de imagem, a sala de câmaras e as estações de carregamento tiram câmaras e lanternas da cama e da mesa de cabeceira.

Camarotes duplos/twin, convés superior

Suíte, convés superior

Camarotes duplos/twin, convés inferior

Suíte, convés inferior

O que é preciso saber antes de embarcar

Os cruzeiros registados partem de Hurghada e regressam a Hurghada. Há transferências de aeroporto e de hotel disponíveis separadamente. Para embarcar sem transformar um atraso de voo num problema para o cruzeiro, é sensato chegar a Hurghada na véspera.

Planta do barco

Ano de construção
2024
Ano de renovação
2025
Comprimento
38 m
Boca
8,4 m
Número máximo de passageiros
26
Número de cabines
14
Número de casas de banho
17
Motores
Doosan v222TIM 788 cv cada um, 2100 RPM
Velocidade de cruzeiro
11 nós
Botes de apoio
Yamaha 115
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