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Cruzeiros · Egito

All Star Ghani — o liveaboard renovado para procurar os grandes pelágicos do Mar Vermelho

O que torna este barco único

  • Renovado em 2025, o All Star Ghani leva até 24 passageiros em 12 cabines com casa de banho privada.
  • Oferece mais de 18 mergulhos por semana, incluindo mergulhos noturnos conforme o itinerário.
  • O convés de mergulho tem sombra, cacifos para equipamento, mesa de fotografia, tanques de lavagem e dois botes de apoio.
  • As rotas passam pelo norte do Mar Vermelho, Tiran, Brothers, Daedalus e Elphinstone.

O convite

O All Star Ghani faz sentido para quem embarca para mergulhar, não para passar a semana num hotel flutuante. É uma escolha direta para explorar recifes do Mar Vermelho que estão demasiado dispersos para uma operação diária a partir de terra, com possibilidade de procurar tubarões em Brothers, Daedalus e Elphinstone e recifes do norte numa viagem mais longa. A renovação de 2025 junta esse caráter de barco de cruzeiro de mergulho a cabines privadas, ar condicionado e uma operação preparada também para mergulho técnico e rebreather. O resultado é simples: passa-se menos tempo a organizar deslocações e mais tempo a entrar na água. Há rotas de cinco e de oito dias, sempre com Hurghada como ponto de partida e de regresso.

Subir a bordo

Ao chegar, o Ghani apresenta-se como um barco de trabalho bem definido: quatro conveses, áreas separadas para viver e mergulhar e espaço suficiente para não transformar cada deslocação numa disputa por passagem. A renovação completa de 2025 é o ponto importante aqui. Não se trata de esconder a idade do casco com decoração; trata-se de atualizar um barco construído para levar mergulhadores ao mar aberto e torná-lo mais funcional para uma semana intensa. O convés de mergulho fica ligado aos botes de apoio, enquanto o salão interior, a área exterior à sombra e o convés de observação dão alternativas quando o grupo regressa da água. O tamanho do barco mantém a viagem relativamente íntima para um liveaboard do Mar Vermelho: em poucos dias, é fácil reconhecer quem vai no mesmo grupo, quem fotografa e quem prefere ficar a conversar depois do jantar.

O ambiente a bordo

O ambiente é de grupo de mergulho, não de hotel com hóspedes que quase nunca se cruzam. Com 9 a 10 tripulantes para um máximo de 24 passageiros, a equipa está presente nas pequenas tarefas que fazem diferença: orientar no convés, ajudar na passagem para os botes, manter as áreas de mergulho prontas e tratar das refeições entre uma saída e outra. Fala-se inglês, e o barco recebe mergulhadores recreativos, técnicos e de rebreather. Durante o dia, as conversas tendem a voltar aos animais e às condições; à noite, o salão e o bar tornam-se o ponto de encontro para comparar fotografias e perfis de mergulho. O grupo costuma ganhar forma depressa porque todos partilham o mesmo motivo para estar ali. A tripulação local e internacional mantém o funcionamento do barco sem transformar cada ajuda numa cerimónia.

Os locais onde se mergulha

As rotas registadas dividem-se entre North, North & Tiran, North & Brothers e Brothers–DaedalusElphinstone, com viagens de 5 ou 8 dias e 4 ou 7 noites. No norte, Gotha Abu Nugar North é um jardim de coral raso, até -9 m, enquanto Shaab Sabina desce até -14 m entre peixes-borboleta e peixes-bandeira. El Fanadir tem um pináculo a 12 m usado como estação de limpeza, dentro de um local que chega a -40 m; Fanadir North combina uma parede colorida até 12 m com planalto arenoso e descida até -30 m. El Fanous East chega a -18 m e El Fanous West a -15 m, com jardins de coral, golfinhos e tartarugas. Shaab Ruhr Umm Gamar chega a -40 m, com três naufrágios e deriva junto a tubarões-cinzentos. Em Shaab El Erg, o recife em U é procurado por golfinhos e vida de recife. Strait of Tiran oferece paredes e correntes nos recifes Jackson, Woodhouse, Thomas e Gordon, até -40 m. A rota sul concentra os grandes encontros: Brothers Islands chega a -85 m e junta paredes, naufrágios e pelágicos; Big Brother chega a -40 m e guarda os destroços Numidia e Aida. Daedalus chega a -40 m, com paredes e planaltos onde podem aparecer tubarões-martelo e tubarões-oceânicos de pontas brancas. Elphinstone é o mergulho de parede mais profundo desta seleção, até -60 m, com possibilidade de tubarões-oceânicos, martelo e fauna pelágica.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, tartarugas, anthias, carangídeos, barracudas, atuns, moreias, tubarões de recife e corais moles aparecem em vários locais, mas cada área tem uma razão própria para entrar na água. As correntes de Strait of Tiran podem trazer barracudas, xaréus, atuns e tubarões-martelo; em Tiran, os martelos são referidos sobretudo no verão. El Fanadir merece tempo lento junto à estação de limpeza, onde moreias, peixes-escorpião e outros peixes podem ocupar o pináculo. Em Elphinstone, a parede e a posição oceânica favorecem encontros com tubarões e pelágicos; a gorgónia e o bodião também são apontados especificamente nesse local. Brothers Islands junta tubarões oceânicos, tubarões-martelo, anémonas e tubarões-de-pontas-brancas de recife. Daedalus é o ponto indicado para procurar a carangueja-de-olhos-grandes entre os grandes peixes. Shaab Ruhr Umm Gamar é o único local desta rota onde está registado o mero-gigante. Shaab El Erg acrescenta nudibrânquios e peixe-de-vidro; El Fanous East e West podem oferecer golfinhos, e Shaab Sabina, peixe-donzela.

Quem vos põe na água

Os briefings organizam os mergulhadores antes da saída para o recife ou para o bote, e a operação está preparada para mergulho recreativo, técnico e rebreather. Para os parques marinhos é exigida certificação Advanced Open Water ou Deep Diver e pelo menos 30 mergulhos registados. Há formação de mergulho disponível a bordo, incluindo cursos de nitrox e outras formações conforme a disponibilidade do instrutor. A equipa fala inglês; a operação do barco inclui ainda rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, sonar, radiobaliza, botes salva-vidas, coletes, oxigénio, kits de primeiros socorros e alarmes de incêndio. O desfibrilhador não é indicado. O papel da tripulação é manter o grupo em movimento com briefings claros, equipamento preparado e recolha pelos botes, sem deixar que a logística roube tempo ao mergulho.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho foi pensado para uma semana de entradas repetidas na água. Cada mergulhador dispõe de espaço para guardar o equipamento, há uma plataforma de mergulho, tanques de lavagem separados para equipamento e câmaras, mesa de fotografia com soprador de ar e duches quentes no regresso. O acesso aos locais é feito também por dois botes Zodiac, que deixam os mergulhadores junto ao ponto de entrada e os recolhem depois da subida. O barco trabalha com adaptadores DIN e aceita mergulho técnico, sidemount com um único cilindro e rebreather. Nitrox está disponível mediante suplemento; o método de mistura não é indicado. É possível alugar equipamento, com pedido prévio, mas não são especificadas marcas nem volumes ou materiais dos cilindros. Os pesos e os cintos de lastro fazem parte da operação de mergulho. O nitrox e o aluguer são pagos à parte.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, a sombra do convés de mergulho é o lugar mais útil: o equipamento fica ali, as duches exteriores estão perto e o regresso à água não exige subir e descer o barco inteiro. Quem precisa de parar encontra também o salão climatizado, a área exterior e o convés de observação. O tempo de navegação permite secar roupa, carregar baterias, tratar fotografias ou simplesmente deixar o corpo recuperar. A mesa de fotografia e o espaço separado para lavar câmaras evitam que cada intervalo seja ocupado a proteger equipamento da água salgada. Quando não há mergulho previsto, a vida a bordo abranda para leitura, conversa e observação do mar. As excursões terrestres existem como extra, mas o centro da viagem continua a ser o convés e a próxima entrada na água.

Um dia a bordo

Um dia começa antes de o sol aquecer o convés. Primeiro vem o café ou a refeição leve, depois o briefing, a preparação do equipamento e a entrada na água. O regresso traz duche, algo para comer e tempo curto para hidratar, trocar uma garrafa e voltar a ouvir o plano seguinte. O padrão pode repetir-se até quatro vezes no dia, dependendo do itinerário, das condições e do local; o mergulho noturno fecha alguns dias. Entre saídas, o barco navega ou fica abrigado junto ao recife, enquanto os mergulhadores descansam à sombra, tratam fotografias e deixam o equipamento pronto. As refeições intercalam-se com os mergulhos, não com longas pausas de restaurante. À noite, o convés esvazia-se devagar, o salão reúne quem ainda quer conversar e o barco volta a preparar o primeiro briefing do dia seguinte.

O que se come a bordo

A cozinha serve quatro momentos de comida ao longo do dia: uma refeição leve antes do pequeno-almoço, pequeno-almoço, almoço e jantar, com snacks entre os mergulhos. As refeições são em buffet, com cozinha internacional, pratos mediterrânicos e especialidades do Médio Oriente preparadas a bordo. Há opções vegetarianas e veganas, desde que a necessidade seja indicada antes da viagem. Num cruzeiro com muitos mergulhos, a mesa tem uma função prática: repor energia sem obrigar a esperar por um serviço demorado. Água, café, chá, sumos de fruta e refrigerantes estão disponíveis; cerveja e vinho são pagos à parte. O jantar não é apenas o fecho do dia: é quando se cruzam as histórias do recife, as fotografias e as decisões sobre o mergulho seguinte.

As noites no mar

As noites são passadas em cabines Twin/King ou Master, todas com casa de banho privada, ar condicionado e janela. A cabine Master é a opção mais reservada; algumas cabines podem ser configuradas com camas individuais ou uma cama king. O que conta depois de quatro mergulhos não é a lista de acabamentos, mas poder fechar a porta, regular a temperatura e deixar o equipamento molhado fora do espaço de dormir. Há tomadas para os dispositivos e cabines com vista para o mar. O Ghani não tenta transformar a noite numa experiência de resort: o ambiente serve para descansar, rever fotografias, tomar um duche quente e voltar a dormir antes do próximo ciclo de mergulho. O salão climatizado e o bar ficam disponíveis para quem ainda tem conversa, enquanto quem prefere silêncio pode recolher-se.

Camarotes twin/cama king size

Camarotes master

O que é preciso saber antes de embarcar

As viagens partem e regressam a Hurghada, com embarque no Hurghada Marriott Beach Resort. O embarque é à segunda-feira, a partir das 18h, e o desembarque acontece na segunda-feira seguinte depois do pequeno-almoço, até às 10h. As transferências locais entre o aeroporto ou hotel e o barco estão incluídas. Para reduzir o risco de perder o embarque por causa de atrasos, é sensato chegar a Hurghada na véspera.

Planta do barco

O que o barco faz pelo oceano

O All Star Ghani procura reduzir o uso de plásticos descartáveis e segue as orientações locais de proteção ambiental.

Ano de construção
2003
Ano de renovação
2025
Comprimento
42,1 m
Boca
7,6 m
Número máximo de passageiros
24
Número de cabines
12
Número de casas de banho
14
Motores
2 × Model Man 1300 cv
Velocidade de cruzeiro
10 nós
Botes de apoio
2
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