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Cruzeiros · Egito

Blue Melody — um clássico egípcio feito para grandes rotas do Mar Vermelho

O que torna este barco único

  • O Blue Melody leva até 26 mergulhadores e foi desenhado à volta de uma plataforma de mergulho ampla e funcional.
  • As rotas Ultimate Red Sea podem juntar Brothers, Daedalus, Elphinstone, Abu Nuhas e o SS Thistlegorm.
  • Há dez cabines Classic Twin no convés inferior e três Premium Double no convés superior, todas com casa de banho privada e ar condicionado.
  • A equipa fala inglês; há dois a três guias de mergulho, dois botes de apoio e nitrox produzido por sistema de membrana.
  • A comida é o ponto mais forte nas avaliações, com 9,7, seguida pelo mergulho com 9,1 e pela tripulação com 9,2.

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O convite

O Blue Melody escolhe-se pela rota, não por uma promessa de hotel novo. É um barco egípcio de madeira, com espaço para 26 mergulhadores e um convés preparado para passar muitos dias a equipar, entrar na água e voltar a bordo sem transformar cada mergulho numa operação apertada. O interesse está nas rotas que ligam os grandes nomes do norte e do sul do Mar Vermelho: paredes oceânicas em Brothers e Daedalus, Elphinstone, naufrágios em Abu Nuhas e o SS Thistlegorm. A bordo, a escala é suficientemente grande para receber um grupo completo, mas sem perder o foco do mergulho. Quem procura acabamentos recentes e o silêncio de um barco pequeno deve olhar para outra opção. Quem quer uma semana concentrada em locais fortes, com uma equipa muito bem avaliada e comida que se destaca, encontra aqui uma escolha clara.

Subir a bordo

Ao chegar ao cais, o Blue Melody apresenta-se como um barco de trabalho: casco de madeira, linhas longas e um convés pensado para o equipamento, não para impressionar com decoração. A construção de 2007, com renovação em 2016, explica o equilíbrio entre uma estrutura já vivida e zonas refeitas para continuar a receber grupos de mergulho. Não é um barco íntimo; com 26 pessoas a bordo, conhece-se gente depressa, mas também há mais movimento nas mudanças de equipamento e nas refeições. A circulação faz-se entre o convés de mergulho, o salão interior, a zona exterior sombreada e o sun deck. O barco tem uma sala de jantar ampla, um salão climatizado e uma área exterior com sombra e bistro. O resultado é prático: o Blue Melody parece feito para uma semana de mar e não para passar despercebido no porto.

O ambiente a bordo

O ambiente é de grupo de mergulho grande, com gente a trocar informações sobre correntes, animais e naufrágios entre uma saída e outra. A tripulação é o contraponto ao tamanho do barco: a nota de 9,2 mostra que o serviço pesa tanto na experiência como a própria estrutura. A diferença entre as avaliações é reveladora: o barco fica nos 8,6, enquanto a comida chega a 9,7. Ou seja, há sinais de um navio já vivido, mas as pessoas a bordo compensam essa idade com organização e disponibilidade. À noite, o salão e as zonas exteriores tornam-se o ponto de encontro para rever fotografias, falar do dia e preparar o próximo mergulho. Não é uma viagem de isolamento; é uma semana em que o grupo acaba por funcionar como parte da rotina do barco.

Os locais onde se mergulha

As partidas registadas são cruzeiros de 8 dias e 7 noites, com início e fim em Hurghada. A rota Brothers, Daedalus & Elphinstone concentra-se nos grandes recifes oceânicos: Elphinstone tem paredes verticais até -60m e pode trazer tubarões-oceânicos e martelos; Brothers Islands chega a -85m, com paredes, corais, naufrágios e grandes pelágicos. Daedalus desce até -40m em paredes abruptas e planaltos onde se procuram martelos e tubarões-oceânicos de pontas brancas. Nas rotas Northern Red Sea Wrecks & Reefs, Shaab Ruhr Umm Gamar combina três naufrágios com uma deriva até -40m, enquanto El Fanadir chega a -40m e tem um pináculo a 12m que funciona como estação de limpeza. Shaab Sabina é uma opção mais rasa, até -14m, entre jardins de coral. El Fanous East e West ficam nos -18m e -15m, com pináculos, águas abrigadas, golfinhos e tartarugas. Outras partidas Northern Red Sea & Brothers levam a recifes, naufrágios e aos pontos fortes de Brothers. A rota Ultimate Red Sea acrescenta Abu Nuhas e o SS Thistlegorm ao percurso entre os grandes recifes.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, tartarugas, barracudas, golfinhos, moreias, anthias, peixes-cirurgião, napoleões e tubarões de recife formam o fundo constante do espetáculo. Os grandes encontros dependem do local e das condições: Brothers e Daedalus são procurados por martelos, tubarões de pontas brancas, cardumes e outros pelágicos em ambiente oceânico; Elphinstone acrescenta a possibilidade de tubarão-de-pontas-brancas-oceânico, tubarão-martelo, tubarão de pontas negras e tubarão-tigre. A razão para mergulhar Shaab Ruhr Umm Gamar inclui o mero-gigante, registado ali, entre os três naufrágios do recife. Em Marsa Mubarak, a procura é outra: dugongues e tartarugas verdes gigantes nos prados de ervas marinhas. House Reef pode recompensar quem procura um cavalo-marinho, enquanto Shaab El Erg guarda a possibilidade de peixe-de-vidro e golfinhos no recife em forma de U. Em El Fanadir, a estação de limpeza a 12m é o lugar para observar a vida pequena com tempo e câmara.

Quem vos põe na água

A operação conta com dois a três guias de mergulho e a língua de trabalho a bordo é o inglês. Os grupos são organizados pela equipa de mergulho, com briefing antes da entrada na água e apoio dos botes nas saídas em recife aberto, paredes e naufrágios. O nível exigido muda conforme a rota: Brothers, Daedalus, Elphinstone e os naufrágios do norte pedem controlo de flutuabilidade, experiência em corrente e capacidade para seguir um briefing sem depender de contacto constante com o guia. Não estão indicados um rácio fixo por grupo, qualificações individuais dos guias, número mínimo de mergulhos registados ou cursos realizados a bordo. Para segurança, há oxigénio, primeiros socorros, alarmes de incêndio, extintores, coletes, botes salva-vidas e comunicações VHF, móveis e satélite. A tripulação tem formação em primeiros socorros.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem sombra, plataforma de entrada na água e espaço para preparar o equipamento sem transformar cada troca numa disputa por lugar. Dois botes de apoio acompanham as saídas e recolhem os mergulhadores quando a corrente ou o perfil do local afastam a subida do barco. O Blue Melody tem dois compressores Bauer de 260 litros e nitrox disponível através de um sistema de membrana. O nitrox e o equipamento de aluguer são serviços pagos e devem ser pedidos com antecedência. Existem estações de carga, uma sala de câmaras e uma área dedicada à fotografia. O barco dispõe ainda de material de snorkeling, duches exteriores e tanques para o trabalho normal do convés. Não são indicados o volume ou o material dos cilindros, nem o tipo de ligação DIN ou estribo; quem precisa de uma configuração específica deve confirmá-la antes de fechar a viagem.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o lugar mais útil é a zona exterior sombreada do convés superior, com assentos e um bistro onde se pode secar, conversar ou simplesmente ficar a olhar para a água. O sun deck acrescenta espaço para quem quer sol, enquanto o salão interior climatizado resolve as horas de calor e as travessias mais longas. Há uma biblioteca, entretenimento áudio e vídeo e uma zona dedicada à fotografia. Numa tarde sem mergulho, o barco oferece mais do que uma cadeira ao sol: pode-se organizar fotografias, descansar no salão ou acompanhar a navegação a partir dos conveses exteriores. A sombra no convés de mergulho também faz diferença no regresso, quando ainda se está a desmontar o equipamento e o corpo pede água, não mais calor.

Um dia a bordo

O dia começa antes de o sol aquecer o convés: primeiro vem o briefing, depois o equipamento às costas e a entrada na água a partir da plataforma ou de um dos botes. No regresso, há espaço para enxaguar o material, tomar um duche exterior, comer e recuperar antes da próxima saída. Entre mergulhos, o grupo ocupa a sombra do convés superior, o salão climatizado ou o sun deck, enquanto o barco navega para o ponto seguinte. A tarde segue a mesma lógica, alternando preparação, água, comida e descanso. Nas rotas de recife e naufrágio, o dia é moldado pela navegação e pelas condições do mar, não por um horário rígido publicado. O essencial é manter o equipamento organizado e escutar o briefing seguinte. Depois do último mergulho, o salão, a biblioteca e a área exterior tornam-se lugares para rever fotografias e deixar o corpo recuperar antes de dormir.

O que se come a bordo

A cozinha combina pratos ocidentais e cozinha local, com opção vegetariana, pensão completa e refeições distribuídas ao longo do dia de mergulho. Há snacks disponíveis entre as saídas, quando uma refeição completa teria de esperar pelo regresso à superfície. A comida é o aspeto mais bem avaliado do Blue Melody, com 9,7, e isso pesa numa rota em que se gasta energia repetidamente dentro de água. O barco também disponibiliza água potável, bebidas não alcoólicas, chá e café. Cerveja e uma seleção de vinhos estão disponíveis, mas as bebidas alcoólicas não fazem parte do que está incluído.

As noites no mar

As noites dividem-se entre duas experiências. As Classic Twin ficam no convés inferior, com duas camas individuais, ar condicionado e casa de banho privada; as três Premium Double ficam no convés superior, com cama de casal e vista para o mar. A diferença importa sobretudo depois de um dia longo: no convés superior há mais luz e uma relação mais direta com o exterior, enquanto o inferior fica mais afastado da circulação e do vento. Todas as cabines têm espaço de arrumação e toalhas, mas o Blue Melody não deve ser escolhido por quartos espaçosos de hotel. Escolhe-se para dormir entre saídas, tomar um duche e deixar o equipamento pronto para o dia seguinte. O movimento do barco e dos motores faz parte da vida a bordo. Para quem dorme leve, a localização da cabine merece atenção antes da reserva.

twin clássica

duplo premium

O que é preciso saber antes de embarcar

Os cruzeiros registados partem e regressam a Hurghada, em itinerários de 8 dias e 7 noites. As transferências entre o aeroporto ou o hotel e o barco estão incluídas. Como a chegada ao porto e o embarque dependem da operação do dia, é sensato chegar ao Egito na véspera e deixar margem para a transferência até Hurghada.

Planta do barco

Ano de construção
2007
Ano de renovação
2016
Comprimento
38 m
Boca
8,3 m
Número máximo de passageiros
26
Número de cabines
13
Número de casas de banho
15
Motores
2 × Cat 764 cv
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