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Cruzeiros · Egito

Blue Seas — um clássico do Mar Vermelho feito para mergulhar

O que torna este barco único

  • Recebe até 24 mergulhadores em 12 cabines, todas com casa de banho privada e ar condicionado.
  • O nitrox é gratuito para mergulhadores certificados, com mistura NITROX 32.
  • Duas embarcações de apoio facilitam a entrada na água em locais onde o barco não pode ficar junto ao recife.
  • As rotas ligam Port Ghalib a recifes como Brothers, Daedalus, Elphinstone, Fury Shoals, St. Johns, Rocky e Zabargad.

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O convite

O Blue Seas é para quem escolhe o mergulho antes do luxo e quer chegar a zonas que não cabem numa saída diária. A partir de Port Ghalib, o barco pode levar a recifes oceânicos, paredes com corrente, naufrágios e jardins de coral no norte e no sul do Mar Vermelho. O nitrox gratuito ajuda a aproveitar melhor uma semana de três a quatro mergulhos por dia, e as duas embarcações de apoio tornam possível saltar para a água no ponto certo, não apenas ao lado do casco. Há espaço para 24 convidados, mas o barco mantém a escala de uma operação de mergulho dedicada: briefings detalhados, grupos mais pequenos para quem tem menos experiência e guias que conhecem os recifes. A escolha faz sentido para quem quer variedade de rotas e uma tripulação presente, sem transformar o cruzeiro numa experiência de hotel em alto-mar.

Subir a bordo

O Blue Seas foi construído em 2004 e renovado em 2013. Não é um barco novo a tentar parecer um iate: é uma plataforma de mergulho já amadurecida, com uma disposição pensada para uma semana inteira no mar. A chegada faz-se pelo convés de mergulho, onde o equipamento fica organizado e pronto para o próximo salto, e depois sobe-se para o salão climatizado ou para o terraço. A circulação entre cabine, salão e água é simples, sem obrigar a atravessar espaços de descanso com equipamento molhado. A renovação trouxe uma segunda vida ao barco, mas a sua personalidade continua a ser a de um liveaboard egípcio de trabalho: funcional, espaçoso e orientado para passar o dia entre cilindros, recifes e refeições. É esse equilíbrio que explica a avaliação mais alta da comida e do mergulho do que do próprio barco.

O ambiente a bordo

O ambiente do Blue Seas tende a formar-se à volta dos mergulhos. Durante o dia, fala-se de corrente, tubarões, naufrágios e do que ficou por ver; à noite, o salão junta pessoas que chegaram como desconhecidas e já partilham a mesma sequência de saltos para a água. A tripulação é descrita como prestável, simpática e competente, e isso aparece sobretudo nas pequenas decisões: organizar o equipamento, ajudar quem ainda não domina o ritmo do liveaboard e manter o convés pronto para a próxima saída. Os briefings dão autonomia a quem mergulha com o seu parceiro, sem abandonar os menos experientes. O resultado é uma semana descontraída, mas não desorganizada. O barco recebe mergulhadores e também praticantes de snorkeling, sem perder o foco principal.

Os locais onde se mergulha

As rotas registadas partem e regressam a Port Ghalib, duram 8 dias e 7 noites, e incluem St. Johns; Daedalus, Rocky e Zabargad; Daedalus e Fury Shoal; ou Brothers, Daedalus e Elphinstone. A rota exata pode mudar com o tempo e a experiência do grupo. Em Elphinstone, as paredes verticais descem até 60 metros e atraem tubarões-oceânicos, tubarões-martelo e fauna pelágica. Brothers combina paredes, corais e naufrágios, com profundidade máxima de -85m; Big Brother acrescenta os destroços Numidia e Aida às paredes verticais. Daedalus chega a -40m, com planaltos e possibilidade de tubarões-martelo e oceânicos. Rocky Island é um recife remoto de paredes vivas, onde se procuram tubarões e raias manta. Zabargad oferece deriva, jardins de coral e tartarugas. Fury Shoals mistura corais duros, naufrágios, cavernas e jardins acessíveis a vários níveis. St. Johns acrescenta túneis e passagens. No norte, Rosalie Moller desce até -50m; Marsa Mubarak chega a -25m e é procurada por tartarugas e dugongues; House Reef alcança -40m, com pináculos, ervas marinhas e drop-off.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rede de recifes, os encontros repetem-se sem se tornarem iguais: barracudas, raias manta, tubarões de recife, golfinhos, napoleões, tubarões-martelo, atuns, tartarugas, caran­guejos e corais moles aparecem em vários pontos da rota. As correntes e as paredes expostas são a razão para procurar os grandes pelágicos, sobretudo em Elphinstone, Daedalus, Brothers e Rocky Island. Alguns animais ou formas de vida dão um motivo mais preciso para escolher determinado mergulho. Em Elphinstone, procuram-se o tubarão de pontas negras, o tubarão-tigre, gorgónias e labros. Brothers Islands é o ponto indicado para observar anémonas. Marsa Mubarak é o local da tartaruga verde, das donzelas e do peixe-palhaço, além dos dugongues registados na baía. House Reef guarda a possibilidade de um cavalo-marinho e de um peixe-trombeta. Abu Nuhas acrescenta peixes-borboleta aos naufrágios, enquanto Fury Shoals é o ponto onde foi registado o peixe-balista.

Quem vos põe na água

Os guias falam inglês e alemão, e a operação inclui guias de mergulho profissionais. Cada mergulhador deve apresentar certificação e logbook; para as rotas de Brothers Islands, Daedalus, Rocky Island e Zabargad são exigidos 50 mergulhos registados. Quem tem menos experiência mergulha em grupo pequeno com mergulhadores mais experientes ou com o guia. Os briefings são detalhados e explicam o recife, a corrente e a forma de o explorar com o parceiro, em vez de obrigar todos a seguir uma fila. Nos Marine Parks, a operação usa dois guias, com um máximo de oito mergulhadores por guia. A segurança inclui oxigénio, kits de primeiros socorros, desfibrilhador, rádio, radar, GPS, EPIRB, SART, AIS e equipamento de salvamento. O mergulho com descompressão é proibido e o limite máximo é 40 metros.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho trabalha com cilindros de alumínio de 12 litros, com válvula DIN; adaptadores para estribo INT estão disponíveis. Cilindros de aço de 15 litros podem ser pedidos, e o sistema permite mergulhar com NITROX 32. O nitrox é produzido por um sistema de membrana e é gratuito para mergulhadores certificados. Há dois compressores Bauer, adaptadores DIN, bacias de lavagem e uma plataforma de mergulho com espaço para organizar o equipamento; material de aluguer, lanternas, computadores e cilindros de 15 litros podem ser solicitados antes da viagem. Duas embarcações Yamaha, uma de 25 HP e outra de 40 HP, levam os grupos aos recifes e recolhem-nos onde emergem, em vez de obrigar o Blue Seas a ficar encostado ao ponto. O barco também recebe rebreathers, e há sala de câmaras, área de fotografia e estações de carregamento.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o barco oferece o tipo de pausa que se procura no Mar Vermelho: sombra, ar aberto e tempo para deixar o corpo recuperar. O salão climatizado serve para fugir ao calor e rever fotografias; o terraço fica para quem prefere secar ao sol, olhar a linha do recife e acompanhar a navegação. Há uma área dedicada às câmaras e estações de carregamento, por isso o intervalo também pode ser usado para lavar, secar e preparar o equipamento fotográfico. Quando não há mergulho programado, a alternativa é simples: descansar, conversar, ver o mar ou deixar a tripulação tratar do convés. Não é preciso inventar ocupações; depois de quatro descidas, ficar quieto já faz parte da viagem.

Um dia a bordo

O dia começa antes de o sol aquecer o convés, com a possibilidade de um mergulho madrugador para quem gosta de entrar na água cedo. Depois vem o pequeno-almoço e o briefing do recife seguinte. O programa normal chega a três ou quatro mergulhos por dia; no último dia são dois. Entre cada descida, há tempo para comer, beber, lavar o equipamento, trocar impressões e deixar o barco navegar para o próximo ponto. A tarde pode trazer uma parede, um naufrágio, uma passagem ou um jardim de coral, conforme a rota e as condições. Um mergulho noturno pode fechar o dia fora dos Marine Parks, onde é geralmente proibido. Quando o barco está em navegação, o convés e o salão tornam-se a sala de espera; quando chega ao recife, o mesmo espaço volta a ser uma estação de preparação. No dia seguinte, tudo recomeça.

O que se come a bordo

A cozinha serve três refeições por dia em buffet, com pratos de cozinha ocidental e local, além de opções vegetarianas. Há água, café, chá, bebidas sem álcool e snacks ao longo do dia. A comida chega nos intervalos entre os mergulhos, quando o grupo precisa de comer sem transformar cada refeição numa longa pausa. Isso é importante num liveaboard: depois do primeiro mergulho há apetite, depois do segundo há pressa para voltar à água, e depois do último há espaço para conversar. A avaliação de 9,6 para a comida acompanha o que se encontra a bordo: variedade suficiente para uma semana e uma cozinha que não trata as refeições como simples combustível.

As noites no mar

A noite começa quando o equipamento fica pendurado e o barco deixa de ser uma estação de mergulho. As cabines têm casa de banho privada, ar condicionado e televisão; as categorias incluem Twin Lower Deck, Master Lower Deck, Double Sea View Upper Deck e Twin Sea View Upper Deck. Nas cabines inferiores, a luz entra por um óculo, enquanto as de vista para o mar ficam no convés superior. O espaço é suficiente para dormir e guardar o essencial, não para espalhar malas abertas. Depois do jantar, o lugar natural é o salão climatizado ou o terraço, com o ruído do barco a substituir os sons de terra. A roupa de mergulho fica nos suportes, o jacket permanece montado no cilindro e a manhã seguinte começa com tudo no mesmo lugar. Para uma semana de mergulho intenso, essa rotina vale mais do que uma decoração vistosa.

twin, convés inferior

duplo vista mar, convés superior

twin vista mar, convés superior

master, convés inferior

O que é preciso saber antes de embarcar

As rotas descritas para este barco partem e regressam a Port Ghalib. O transfer entre o aeroporto de Hurghada ou o aeroporto de Marsa Alam e o barco está incluído nas safaris com saída e chegada em Port Ghalib; de Hurghada, a viagem demora cerca de três horas, e de Marsa Alam cerca de dez minutos. À chegada, um guia recebe os passageiros no aeroporto com uma placa da Blue Planet Liveaboards e acompanha-os no transporte climatizado até ao barco. Como o jantar e a partida acontecem na sequência da chegada, é prudente chegar na véspera e evitar transformar um voo atrasado no primeiro problema da viagem.

Ano de construção
2004
Ano de renovação
2013
Comprimento
37 m
Boca
8 m
Número máximo de passageiros
24
Número de cabines
12
Número de casas de banho
12
Motores
2 × Caterpillar: V12 cilindros, 3412cc; 764 cv cada um
Velocidade de cruzeiro
13 nós
Botes de apoio
2 × Yamaha (1 × 25 cv 1 × 40 cv)
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