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Cruzeiros · Egito

Emperor Asmaa — um barco de mergulhadores para o Mar Vermelho

O que torna este barco único

  • As rotas de oito dias e sete noites partem e regressam a Hurghada.
  • As expedições do Grande Sul permitem fazer 21 mergulhos numa semana.
  • O nitrox, as taxas portuárias e de parque e a sobretaxa de combustível estão incluídos.
  • O convés de mergulho tem uma plataforma, dois Zodiacs e espaço protegido do sol.
  • A comida recebe uma avaliação particularmente forte, com 9,4, enquanto a tripulação obtém 9,0.

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O convite

O Emperor Asmaa faz sentido para quem embarca para mergulhar, não para passar a semana à procura de um hotel flutuante. As rotas Reefs and Wrecks e Famous Five ligam Hurghada a recifes e naufrágios do norte do Mar Vermelho, enquanto as expedições do Grande Sul chegam a 21 mergulhos numa semana. O barco mantém uma escala íntima: a lotação anunciada é limitada e há nove cabines, todas com casa de banho privada. Isso aproxima as pessoas depressa, sobretudo quando o mesmo grupo prepara o equipamento, entra nos Zodiacs e volta a encontrar-se à mesa. O Emperor Asmaa não é um barco novo, e a nota do casco, 8,1, fica abaixo das notas da tripulação, da comida e do mergulho. O contraponto é claro: recebe-se uma operação centrada nos mergulhadores, com guias presentes, nitrox incluído, taxas sem surpresas e uma tripulação que ajuda no equipamento sem transformar cada tarefa numa negociação.

Subir a bordo

Ao chegar ao Emperor Asmaa, a primeira impressão é a de um barco de trabalho feito para levar mergulhadores ao recife e trazê-los de volta sem complicar o dia. Foi construído em 2003 e renovado em 2015: não tem o aspeto de uma unidade acabada de sair do estaleiro, mas também não é apresentado como um casco parado no tempo. As áreas comuns têm ar condicionado, sofás, sala de jantar, bar e acesso ao exterior, com lugares para ficar ao sol ou procurar sombra. A circulação é simples, entre a sala, as cabines e o convés de mergulho, sem a escala de um navio de cruzeiro. É precisamente essa falta de distância que favorece o barco: a equipa vê rapidamente quem precisa de ajuda, e os passageiros deixam de ser desconhecidos ao fim de pouco tempo. A nota do barco é mais modesta do que a da tripulação; quem escolher o Asmaa troca algum acabamento por uma relação mais direta com a operação de mergulho.

O ambiente a bordo

O Emperor Asmaa cria um ambiente de grupo pequeno, reforçado por uma tripulação que participa no dia em vez de aparecer apenas quando é preciso servir uma refeição. A equipa ajuda a montar o equipamento, responde depressa e procura que as transições entre convés, bote e água corram sem atrito. O resultado aparece nas avaliações: a tripulação tem 9,0, o mergulho 8,8 e a relação qualidade-preço 8,8. Há uma diferença útil entre o barco e as pessoas. O casco recebe 8,1, enquanto a comida chega a 9,4; isso sugere uma semana em que a qualidade humana e a organização compensam algum desgaste de um barco mais antigo. À noite, o grupo acaba por se formar naturalmente à mesa ou no salão, a rever fotografias e a discutir os animais vistos. Não é um ambiente de resort isolado: é uma operação de mergulho onde a tripulação conhece o ritmo de cada passageiro e intervém quando alguém precisa.

Os locais onde se mergulha

As partidas registadas são Reefs and Wrecks e Famous Five Cruise, ambas com oito dias e sete noites entre Hurghada e Hurghada. Nos locais desta rota, Shaab Ruhr Umm Gamar junta um recife oval, três naufrágios e a possibilidade de encontrar tubarões cinzentos de recife numa deriva natural, até -40 m. Em El Fanadir, um pináculo a 12 m funciona como estação de limpeza, com moreias, peixes-escorpião e gaterins, num local que chega a -40 m. Shaab Sabina é a opção mais rasa: um jardim de corais até -14 m, com peixes-borboleta, peixes-bandeira e pequenos tubarões de recife. Shaab El Erg forma um recife em U onde podem surgir golfinhos, raias e barracudas. El Fanous East combina pináculos de coral sobre areia até -18 m, com golfinhos, raias e peixe de recife. El Fanous West é um recife abrigado, até -15 m, procurado por quem quer águas calmas, tartarugas e a possibilidade de golfinhos.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, tartarugas, golfinhos, anthias, moreias gigantes, peixes-escorpião, peixes-borboleta e peixes-papagaio aparecem em vários dos locais, mas nenhum encontro é garantido. O interesse está em perceber como cada recife muda o espetáculo. Em Shaab Ruhr Umm Gamar, a deriva sobre o recife oval e os naufrágios pode trazer tubarões cinzentos de recife; o mesmo local é onde se procuram meros, meros gigantes, napoleões, atuns e xaréus. Em El Fanadir, o pináculo a 12 m merece uma descida lenta e uma permanência atenta: é uma estação de limpeza, onde moreias e gaterins podem ocupar o enquadramento. Shaab Sabina concentra corais duros e moles e donzelas num jardim raso. Shaab El Erg é o ponto específico desta seleção para barracudas. El Fanous East e El Fanous West são os locais onde golfinhos e tartarugas podem transformar um mergulho de recife numa subida acompanhada por vida azul.

Quem vos põe na água

Dois guias de mergulho acompanham a operação. A tripulação fala inglês, alemão, francês, espanhol, russo e italiano, o que facilita briefings e dúvidas práticas entre passageiros de vários países. Cada mergulhador faz um check-dive antes de entrar no programa normal; a partir daí, os grupos são organizados de acordo com experiência, certificação e condições do local. Não há número mínimo de mergulhos para a rota Reefs and Wrecks, mas isso não transforma correntes ou naufrágios em mergulhos para qualquer nível. A descompressão, o mergulho sozinho e o mergulho técnico são proibidos. Podem decorrer a bordo cursos PADI Advanced Open Water, nitrox e especialidades, incluindo mergulho profundo, à deriva ou noturno. A segurança conta com oxigénio, primeiros socorros, desfibrilhador, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, sonar, coletes, balsas e equipamento de combate a incêndios. A tripulação tem formação em primeiros socorros.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem uma plataforma, espaço protegido do sol, tanques de lavagem, adaptadores DIN, estações de carregamento e uma zona para fotografia. O Emperor Asmaa leva dois Zodiacs com motores de 25 HP, usados para levar os mergulhadores aos pontos de entrada e recolhê-los depois da subida; o regresso não depende de nadar até ao barco principal. O nitrox está disponível gratuitamente, até 32%, e o enchimento é feito a bordo por um sistema de membrana. O equipamento de aluguer existe, mas é um extra e deve ser tratado antes da chegada. Há oxigénio e primeiros socorros para a resposta inicial. O convés não tenta impressionar com tecnologia de exposição: organiza o essencial para uma semana de mergulho, com lugar para preparar o equipamento, lavar câmaras e voltar à sombra depois da água. O volume e o material dos cilindros não são especificados; quem precisa de uma configuração particular deve confirmar essa compatibilidade antes de viajar.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o lugar mais útil é o convés protegido do sol, onde se pode deixar o equipamento secar, beber qualquer coisa e esperar pelo próximo briefing sem ficar fechado na sala. O exterior tem cadeiras, mesas e espaço para escolher entre sol e sombra. A terraza e o solário servem para a navegação e para as tardes em que o barco fica parado, enquanto a biblioteca e a sala interior dão uma alternativa mais fresca. Fotógrafos têm uma zona própria e estações de carregamento para manter câmaras e lanternas prontas. O intervalo não precisa de ser preenchido com atividades: num cruzeiro com muitos mergulhos, tomar banho, comer um snack e ficar deitado já é parte do programa. Quando o barco navega, o tempo passa entre essas tarefas e a observação do recife seguinte no mapa.

Um dia a bordo

O dia começa com a preparação do primeiro mergulho e um briefing antes de o grupo seguir para o Zodiac. Depois da entrada na água, o regresso ao barco deixa tempo para tirar o equipamento, tomar banho, comer e descansar antes do mergulho seguinte. As refeições aparecem entre os mergulhos, com snacks para não deixar o intervalo depender apenas do almoço ou do jantar. Ao longo da semana, as expedições do Grande Sul chegam a 21 mergulhos, por isso o ritmo é feito de repetições úteis: equipar, ouvir, entrar, voltar, enxaguar e repousar. A navegação ocupa os períodos em que o barco muda de recife, e há espaço para fotografia, leitura ou simplesmente dormir. O último mergulho do dia pode dar lugar a uma noite no salão ou no convés; cursos e mergulhos especiais, como o noturno, dependem da organização a bordo. Não há horas inventadas: a ordem é esta, e é ela que estrutura a semana.

O que se come a bordo

A cozinha alterna buffet, pratos ocidentais e cozinha local, com opções vegetarianas e vegan. Há refeições completas ao longo do dia e snacks disponíveis entre elas, o que importa mais aqui do que uma carta elaborada: depois de vários mergulhos, ninguém quer esperar pela próxima oportunidade para comer. As bebidas não alcoólicas, água, chá, café e vinho ao jantar estão incluídos; cerveja e outras bebidas alcoólicas ficam disponíveis à parte. A mesa funciona como uma extensão do convés de mergulho. É onde se repõe energia, se compara a corrente encontrada em dois pontos diferentes e se decide quem vai fotografar o próximo recife. A comida tem a melhor avaliação entre os critérios dos viajantes, com 9,4, e isso é um bom sinal para uma semana em que o prato aparece entre quase todas as entradas na água.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines twin, no convés inferior ou superior, com camas individuais, ar condicionado regulável e casa de banho privada com duche. As cabines do convés inferior têm vigias; há também cabines com vista para o mar. Não se trata de quartos grandes onde se passa a tarde: servem para tomar banho, guardar o essencial e dormir entre dias de mergulho. A sala climatizada, com sofás, televisão, biblioteca e entretenimento áudio e vídeo, é o refúgio quando o convés já não apetece. No exterior, a terraza e o solário dão espaço para ficar em silêncio depois do jantar ou conversar sobre o último mergulho. O Wi-Fi é gratuito, mas o valor desta noite está menos na ligação à terra do que na possibilidade de desligar dela. O bar e o vinho ao jantar fecham o dia sem cerimónia.

Camarotes twin, convés inferior

Camarotes twin, convés superior

O que é preciso saber antes de embarcar

O embarque e o desembarque são em Hurghada. As transferências de aeroporto e de hotel estão incluídas e ligam o passageiro ao barco no início e no fim do cruzeiro. A equipa informa os detalhes da transferência antes da partida. Como em qualquer liveaboard, chegar na véspera dá margem para lidar com atrasos e evita transformar o voo no primeiro risco logístico da viagem.

Planta do barco

Ano de construção
2003
Ano de renovação
2015
Comprimento
30 m
Boca
7 m
Número máximo de passageiros
20
Número de cabines
9
Número de casas de banho
10
Motores
2 × 440 cv Mercedes
Botes de apoio
2 × Zodiac 25 cv
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