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Cruzeiros · Egito

Royal Evolution — uma base de mergulho séria no Mar Vermelho

O que torna este barco único

  • O convés de mergulho tem um cacifo individual para cada mergulhador e uma estação própria para câmaras.
  • Há cilindros de alumínio de 12 litros e cilindros de 15 litros disponíveis para aluguer, com ligações DIN e INT.
  • A configuração aceita nitrox, mergulho técnico, sidemount e rebreather.
  • As rotas registadas incluem cruzeiros de sete noites entre Hurghada e Port Ghalib, além de viagens Deadalus & Elba Reef a partir de Port Ghalib.

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O convite

A Royal Evolution foi pensada para quem escolhe um liveaboard pelo mergulho, não apenas por dormir sobre a água. O ponto forte está na forma como o barco organiza tudo à volta de quatro coisas que contam numa semana intensa: guardar o equipamento sem o desmontar constantemente, encher os cilindros entre mergulhos, tratar as câmaras com cuidado e entrar na água sem confusão. É uma escolha particularmente interessante para fotógrafos, mergulhadores técnicos e quem viaja com rebreather, mas também para o mergulhador recreativo que quer uma operação bem estruturada. As avaliações colocam tripulação e comida acima do próprio barco; isso diz bastante. A Royal Evolution ganha menos pelo efeito de novidade do casco do que pelo trabalho diário de quem conduz, guia, cozinha e mantém o convés pronto. Vem-se procurar acesso a recifes de Hurghada, rotas do sul egípcio e viagens até à fronteira sudanesa com uma equipa que conhece o ritmo de um barco de mergulho.

Subir a bordo

A chegada à Royal Evolution mostra um barco de trabalho grande, sólido e claramente construído para passar longos períodos no mar. O casco de aço e o isolamento acústico dão-lhe uma presença mais robusta do que a de um caique leve; ao mesmo tempo, os espaços foram desenhados para que o convés de mergulho não invada o salão, a zona de refeições ou os espaços de descanso. A circulação faz sentido: desce-se para preparar o equipamento, regressa-se pela plataforma ao nível da água e encontra-se depois um lugar para pousar o corpo e a cabeça. Os quatro níveis separam bem as funções do barco, desde as cabines e áreas interiores até ao convés superior e ao solário. O jacuzzi é um detalhe raro num barco escolhido sobretudo pelo mergulho. Não muda o que acontece debaixo de água, mas melhora a recuperação depois de vários dias de corrente, sal e escadas.

O ambiente a bordo

O ambiente tende a formar-se à volta do convés de mergulho: as pessoas encontram-se enquanto montam reguladores, trocam impressões sobre o recife e esperam pelo sinal para entrar. A tripulação tem um papel muito visível, porque o trabalho não termina quando o mergulhador cai na água; há cilindros para movimentar, equipamento para lavar, câmaras para proteger e refeições para servir antes do próximo ciclo. Inglês, alemão, francês e sueco são falados a bordo. À noite, o grupo desloca-se para o salão, para a mesa ou para o convés exterior, com espaço também para quem prefere ler sozinho. As avaliações distinguem claramente a tripulação e a comida como pontos fortes. É o tipo de barco em que uma boa semana depende menos de formalidade e mais de pequenas tarefas bem feitas, repetidas sem falhas.

Os locais onde se mergulha

Nas rotas da zona de Hurghada, Shaab Ruhr Umm Gamar junta três naufrágios dentro de um recife oval e pode oferecer uma deriva com tubarões-cinzentos de recife; a profundidade máxima indicada é de -40 m. El Fanadir combina um pináculo coralino a 12 m, usado como estação de limpeza, com moreias, peixes-escorpião e gaterins, e chega a -40 m. Shaab Sabina é um jardim de coral para mergulhos até -14 m, com peixes-borboleta e peixes-bandeira. Shaab El Erg tem um recife em forma de U, onde podem surgir golfinhos, raias e barracudas. El Fanous East desce até -18 m entre pináculos sobre fundo arenoso; El Fanous West é um recife abrigado, com águas calmas, até -15 m, procurado por tartarugas e golfinhos. As partidas registadas incluem Special Wrecks de Hurghada a Hurghada ou de Hurghada a Port Ghalib, com 8 dias e 7 noites, e Deadalus & Elba Reef de Port Ghalib a Port Ghalib, também com 8 dias e 7 noites.

O que se encontra debaixo de água

Tartarugas, golfinhos, anthias, moreias gigantes, peixes-escorpião, peixes-borboleta e peixes-papagaio aparecem em vários pontos desta rota. Não são, porém, o mesmo espetáculo em todos os recifes: a estação de limpeza de El Fanadir dá uma razão concreta para abrandar junto ao pináculo, enquanto os jardins de Shaab Sabina concentram a atenção no coral duro, no coral mole e nas donzelas. Shaab El Erg é o local indicado para procurar barracudas e observar se os golfinhos entram no recife em forma de U. Shaab Ruhr Umm Gamar é o ponto singular para meros, meros gigantes, napoleões, caranguejos, atuns e tubarões de recife, incluindo o tubarão-cinzento de recife. El Fanadir é o único ponto desta seleção onde o gaterin foi registado. Os encontros com animais grandes dependem do momento, da corrente e da visibilidade; o recife oferece a oportunidade, não uma promessa.

Quem vos põe na água

Três instrutores de mergulho acompanham a operação, apoiados por uma tripulação local e internacional. O embarque começa com um briefing de segurança e orientação do barco; antes de cada mergulho há uma explicação curta com esquemas no quadro branco, estratégia do local e pontos a procurar. O sistema de duplas é obrigatório. Os mergulhos recreativos ficam limitados a 40 metros e a 60 minutos, e não são permitidos mergulhos com paragem de descompressão. Nitrox, mergulho técnico, rebreather e cursos de especialidade podem ser organizados a bordo, desde que o mergulhador tenha a certificação necessária. A Royal Evolution dispõe de oxigénio de emergência, kits DAN, desfibrilhador e banco de oxigénio. Cada mergulhador recebe ainda uma boia laranja, apito, espelho de sinalização e um Nautilus Lifeline preso ao colete, capaz de transmitir a posição por GPS e rádio VHF. Para a rota de Elba Reef é exigido um mínimo de 50 mergulhos registados.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés tem 28 cacifos de mergulho, um por pessoa, e uma plataforma ao nível da água para facilitar a entrada e a saída. Há dois tanques de lavagem com água doce, quatro duches manuais e um espaço separado para câmaras, com três suportes e duas pistolas de ar para secagem. A configuração inclui 32 cilindros de alumínio de 12 litros para ar ou nitrox, com válvulas DIN/INT; oito cilindros de alumínio de 15 litros e sete cilindros de 10 litros para stages estão disponíveis para aluguer, também com DIN/INT. O enchimento é assegurado por um compressor Bauer e dois Coltrisub, com compressores próprios para nitrox. O nitrox pode ser preparado entre EAN22 e EAN40, mediante certificação e serviço contratado. Há ainda painel de Trimix e oxigénio, booster, manifolds, pesos, material de aluguer e apoio a sidemount e rebreather. Os botes de apoio fazem parte da operação, mas a quantidade não é indicada.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, a Royal Evolution oferece uma escolha simples: sombra no convés de mergulho, sol no piso superior ou ar condicionado no salão. A estação de carregamento fica junto à entrada do lounge e cada mergulhador tem um espaço próprio para carregar equipamento, em vez de espalhar baterias pela cabine. Fotógrafos podem passar o intervalo na estação de câmaras, a secar e a preparar o material para a próxima entrada. Quem não mergulha encontra biblioteca, jogos, televisão, bar e zonas onde se pode simplesmente ficar quieto. Durante a navegação, há espaço para preencher o logbook, conversar ou editar imagens. O jacuzzi acrescenta uma pausa mais lenta ao fim do dia. Não é um barco que obrigue todos a fazer a mesma coisa entre mergulhos.

Um dia a bordo

O dia começa antes de o calor apertar, com o primeiro briefing e a preparação do equipamento já organizado no cacifo. Entra-se na água, regressa-se à plataforma, lava-se o material e há tempo para comer e descansar antes da explicação seguinte. O almoço e os snacks acompanham esse intervalo; o jantar chega quando o corpo já sente os mergulhos do dia. Nas rotas que o preveem, o programa pode prolongar-se para um mergulho noturno depois da refeição. Entre um ponto e outro, o barco navega, e essa passagem serve para dormir uma sesta, rever fotografias ou simplesmente ficar no convés. O número exato de mergulhos muda conforme o itinerário e as condições. O ritmo, esse, é claro: briefing, água, regresso, comida, descanso e novamente equipamento.

O que se come a bordo

A cozinha alterna pratos locais e ocidentais em formato de buffet, com pequeno-almoço, almoço, jantar e snacks ao longo do dia. A ementa inclui sopas, saladas, arroz, massas, peixe, frango, carne e sobremesas, com pratos como shawarma, koshari, hummus e molokheya a trazerem o Egito para a mesa. Existem opções vegetarianas e vegan. As refeições aparecem entre os mergulhos, não como uma cerimónia demorada: é preciso comer, hidratar-se e voltar ao convés quando chega o próximo briefing. Há água potável, chá, café, bebidas não alcoólicas e vinho ao jantar. Num cruzeiro em que o corpo entra repetidamente em água, a mesa tem uma função prática. Alimenta sem exigir que o mergulhador passe a tarde sentado diante de um prato.

As noites no mar

As noites são passadas em cabines com ar condicionado, casa de banho privada e espaço suficiente para não transformar cada saco num obstáculo. As Standard Twin ficam no convés inferior, com duas camas separadas; as Twin Suite e Double Suite ficam no convés principal e acrescentam vista panorâmica, com duas camas ou uma cama queen, respetivamente. Há armários, gavetas, secretária, frigorífico, televisão e cofre. O isolamento acústico da construção ajuda a cortar ruído e vibração, embora nenhum barco deixe de denunciar quando os motores trabalham ou quando alguém arrasta equipamento no corredor. Depois do jantar, o salão climatizado oferece biblioteca, jogos, televisão e espaço para editar fotografias. No exterior, o convés de observação e a zona de descanso permitem acabar o dia ao ar livre. A cabine serve para dormir e recuperar; a vida do barco acontece sobretudo fora dela.

Camarote twin standard

Suíte duplo

Suíte twin

O que é preciso saber antes de embarcar

As partidas registadas saem de Hurghada ou de Port Ghalib e regressam a um desses dois portos, conforme a rota escolhida. O transfer desde o hotel faz parte da operação do barco; o transfer de aeroporto aparece como serviço separado e pode ser organizado. Para chegar sem pressão ao embarque, é sensato dormir na véspera perto do aeroporto ou do porto correspondente. Nas rotas de Port Ghalib, o aeroporto de Marsa Alam é a referência logística indicada para a viagem.

Planta do barco

Comprimento
39 m
Número máximo de passageiros
24
Número de cabines
12
Número de casas de banho
12
Motores
2 × CUMMINS KTA 38 – M1
Velocidade de cruzeiro
12 nós
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