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Cruzeiros · Filipinas

Sand Island Cat — um catamarã feito para Tubbataha

O que torna este barco único

  • A rota de Tubbataha parte e regressa a Puerto Princesa, com 8 dias e 7 noites a bordo.
  • O catamarã foi concebido para a travessia até ao recife e leva dois botes de apoio em fibra de vidro.
  • O convés de mergulho tem quatro compressores elétricos, nitrox por membrana e estações separadas para equipamento e câmaras.
  • Dezoito a vinte e um mergulhos estão previstos ao longo da viagem, com guias numa proporção máxima de um para quatro mergulhadores.

O convite

Escolhe-se o Sand Island Cat para chegar a Tubbataha sem transformar a travessia num simples mal necessário. O barco foi desenhado à volta dessa rota: cruza o mar de Sulu durante a noite e chega ao recife ao amanhecer, pronto para paredes, correntes e encontros pelágicos. Tubbataha só é acessível por liveaboard durante a breve época de março a junho, e esta viagem é inteiramente construída para aproveitar esse acesso. Há espaço para grupos e charters, mas o essencial continua a ser o mesmo: uma operação de mergulho completa, dois botes para os deslocamentos e um convés preparado para repetir o ritual muitas vezes ao dia. O interesse aqui não está em colecionar comodidades de hotel. Está em dormir enquanto o catamarã avança e acordar já junto de um dos recifes mais remotos das Filipinas.

Subir a bordo

A chegada faz-se a um catamarã de fibra de vidro pensado para uma viagem longa em mar aberto, não a um barco adaptado à pressa para receber mergulhadores. Os dois cascos deixam uma passagem central e distribuem os espaços entre salões interiores, zonas abertas e um convés superior onde se pode sair do equipamento e olhar o mar. Os motores Yamaha de quatro tempos são descritos como silenciosos e eficientes; durante a travessia noturna, isso importa mais do que uma velocidade anunciada. A construção de 2026 também muda a leitura do barco: tudo foi projetado de raiz para o acesso a Tubbataha e para a operação de mergulho. A circulação é organizada em torno do convés de mergulho, dos racks e dos botes, em vez de obrigar toda a gente a cruzar os mesmos espaços com cilindros às costas.

O ambiente a bordo

A bordo formam-se grupos pequenos porque a operação trabalha com um guia para cada quatro mergulhadores. Isso deixa a equipa próxima do que acontece na água e evita que uma semana em Tubbataha se transforme numa fila anónima de cilindros. Os guias falam inglês e tagalog, e a tripulação de hospitalidade acompanha uma operação pensada para até 32 hóspedes. Durante o dia, a vida comum do barco concentra-se no convés de mergulho: preparar, entrar no bote, regressar, enxaguar e voltar a guardar tudo antes da próxima saída. À noite, a divisão entre quem ainda revê fotografias, quem conversa no salão e quem desaparece cedo para a cabine nasce naturalmente depois de uma sequência longa de mergulhos. O ambiente é de expedição organizada, não de resort flutuante.

Os locais onde se mergulha

A rota de Tubbataha parte e regressa a Puerto Princesa e dura 8 dias e 7 noites, com 18 a 21 mergulhos previstos. Em Staghorn Point, os campos de corais-chifre chegam a -30 m e podem trazer mantas, tubarões-baleia e grandes cardumes. Terraces desce até -37 m por níveis de recife, com gorgónias gigantes, corais moles e corais negros. Jessie Beazley Reef alcança -50 m num recife isolado em forma de cogumelo, procurado por barracudas, atuns e grandes tubarões. Seafan Alley chega a -37 m junto de uma parede coberta de gorgónias. Washing Machine, a -25 m, é uma deriva de corrente variável. Shark Airport fica a -30 m, com tubarões-galha-branca sobre o platô. Malayan Wreck combina um naufrágio raso, a -22 m, com uma parede profunda. Wall Street desce a -30 m; Amos Rock a -40 m; Ko-Ok a -30 m; T-Wreck e Black Rock a -40 m; e Delsan Wreck a -30 m, com naufrágio, parede e corrente. South Park completa a rota com um recife de parede onde a profundidade não é indicada.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, os encontros mais repetidos são os tubarões-de-galha-branca e os tubarões-cinzentos de recife, registados em nove locais, seguidos por mantas e tartarugas em oito. Barracudas, napoleões, tubarões-baleia e tubarões-martelo aparecem em vários pontos, enquanto atuns, grandes xaréus, peixes-cirurgião e cardumes de pargos completam o movimento do recife. A corrente é parte do espetáculo: em Washing Machine pode mudar rapidamente e atrair tubarões, mantas, raias-águia e grandes xaréus; em Black Rock, as mantas procuram estações de limpeza. Há motivos muito específicos para não saltar certos pontos. Terraces guarda os corais moles e negros; Ko-Ok é o local indicado para procurar frogfish e nudibrânquios; Shark Airport concentra peixe-morcego, moreias e ídolos dos mouros; Seafan Alley acrescenta cavalos-marinhos-pigmeus e peixes-anjos; Wall Street pode oferecer um polvo; e Amos Rock é o ponto associado ao encontro com cavalas. Nada disso é garantido: em Tubbataha, a corrente decide parte do espetáculo.

Quem vos põe na água

Os guias trabalham numa proporção máxima de um para quatro mergulhadores, com inglês e tagalog na equipa. O nível mínimo pedido é Open Water Diver ou equivalente, e não é exigido um número mínimo de mergulhos registados. Isso abre a viagem a quem está a começar, embora as correntes e as paredes de Tubbataha devam ser levadas a sério durante os briefings e na escolha do grupo. Há cursos de mergulho a bordo, incluindo Advanced Open Water, e também formação de nitrox. A organização inclui botes de apoio, serviço de guias, equipamento de segurança completo e um sistema de operação construído para repetir os mergulhos ao longo da rota. Não são especificados oxigénio, desfibrilhador ou sistema de chamada; esses detalhes não devem ser presumidos.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem racks completos para cilindros, arrumação para BCD, espaço pessoal, chuveiros de água quente e rinse stations em cada casco. Quatro compressores elétricos, dois em cada hull, alimentam a operação; o nitrox é produzido por membrana e está disponível sem custo adicional. Existem adaptadores DIN, estação de carregamento, mesa de fotografia, armazenamento específico para câmaras e tanques de lavagem separados para equipamento fotográfico subaquático. O aluguer de equipamento é possível mediante suplemento, mas não são indicadas marcas nem o volume ou o material dos cilindros. Dois botes de apoio em fibra de vidro, com 20 pés cada, fazem as transferências para os locais de mergulho e permitem que o catamarã fique afastado do ponto de entrada. A operação não é apresentada como adequada a mergulho técnico.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o Sand Island Cat oferece mais do que um corredor para atravessar até à cabine. Há um salão interior climatizado, um salão aberto, um sun deck, um bar e uma zona exterior onde se pode deixar o corpo recuperar ao sol ou procurar sombra. O tempo de navegação é passado nesses espaços, com entretenimento áudio e vídeo, internet por satélite gratuita, ou simplesmente a observar a água entre dois pontos do recife. Os kayaks permitem uma pausa que não depende do cilindro, e as excursões em terra podem ocupar um período sem mergulho quando o itinerário o permitir. O barco também recebe não mergulhadores e praticantes de snorkeling, embora a sua razão de ser esteja claramente debaixo de água.

Um dia a bordo

O dia começa antes de o calor apertar, com o primeiro briefing e a preparação dos cilindros no convés. Segue-se o mergulho, o regresso pelo bote, o enxaguamento do equipamento e uma refeição antes de voltar à água. O mesmo ciclo repete-se ao longo do dia, com 18 a 21 mergulhos distribuídos pela viagem de oito dias e sete noites, sem horários fixos anunciados para cada saída. Entre mergulhos há tempo para dormir, comer, rever fotografias ou ficar no sun deck enquanto o barco muda de local. A navegação mais longa acontece durante a noite na travessia para Tubbataha, permitindo chegar ao recife ao amanhecer. A sequência concreta varia com o mar, a corrente e a decisão dos guias; o que permanece é a cadência de preparar, mergulhar, recuperar e preparar de novo.

O que se come a bordo

A cozinha alterna comida ocidental e local, servida em estilo buffet, com refeições completas a acompanhar os intervalos entre os mergulhos. Há opções para restrições alimentares, bebidas quentes e frias, água, chá, café e snacks ao longo do dia. A mesa tem uma função prática nesta rota: depois de um mergulho em corrente ou de uma descida mais funda, encontra-se comida sem esperar por um serviço à carta. As refeições entram no ritmo do barco, entre briefings, duches e preparação do equipamento, em vez de interromperem a operação. Bebidas alcoólicas e espirituosas estão disponíveis a bordo, mas não fazem parte da lógica que sustenta o dia de mergulho.

As noites no mar

As cabines são climatizadas, têm casa de banho privada, espaço de arrumação e tomadas universais de 220 V. A escolha é entre as Master Staterooms, com cama king, as cabines do bridgedeck, com beliches, duas cabines hull com cama queen fixa e dez cabines hull convertíveis, que podem ser preparadas com cama queen ou dois beliches. Essa configuração serve tanto um casal como dois companheiros de mergulho, mas deve ser escolhida no momento da reserva. Nas cabines hull, o som dos motores fica ligado à própria ideia da viagem: são os espaços mais próximos dos cascos e da água, enquanto o barco atravessa o mar durante a noite. O ar condicionado e a casa de banho privada retiram à noite o desgaste que se sente num barco de mergulho mais básico, sem fingir que se está num hotel em terra.

Camarote Hull, convertível

Camarote Hull, Queen

Camarote Bridgedeck

Camarote master

O que é preciso saber antes de embarcar

A rota de Tubbataha parte e termina em Puerto Princesa. As transferências de aeroporto e de hotel estão incluídas, tanto à chegada como no regresso. Como a travessia começa a partir de Puerto Princesa e a operação depende de uma partida marítima, chegar na véspera é a opção prudente para não ligar um voo apertado ao embarque.

O que o barco faz pelo oceano

O Sand Island Cat tem um sistema completo de retenção de águas residuais, um Sewage Pollution Prevention Certificate e um transponder AIS para cumprir as exigências do Parque Nacional de Tubbataha. A construção com flutuação positiva em espuma foi concebida para manter o barco a flutuar mesmo em caso de inundação total. São medidas concretas de segurança e proteção do ambiente numa rota que passa por um parque marinho protegido; não há indicação de outras ações específicas de redução de plástico, energia ou fundeio.

Comprimento
41 m
Boca
6,9 m
Número máximo de passageiros
32
Número de cabines
16
Motores
2 × 115 cv Yamaha motores de popa de 4 tempos, muito silenciosos e eficientes
Botes de apoio
2 × 6,1 m de fibra de vidro
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