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Filipinas · Ásia

Mergulho Coron: naufrágios japoneses entre ilhas calcárias

Naufrágios japoneses, cascos cobertos de coral, lagos de termoclinas e paredes calcárias definem os mergulhos de Coron.

O que torna este destino único

  • Naufrágio Okikawa Maru, convés coberto de corais
  • Irako desce até aos 45 metros
  • Barracuda Lake e as suas termoclinas
  • Lusong Gunboat entre zero e doze metros
  • Cardumes de peixe-morcego no Olympia Maru
  • Tartarugas marinhas e nudibrânquios durante todo o ano
  • Ilhas calcárias, lagoas e baías abrigadas

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Apresentação

O Okikawa Maru, um petroleiro japonês de 160 metros, resume bem o carácter de Coron: um casco histórico, pousado a profundidade moderada, com o convés tomado por corais. À sua volta, as ilhas calcárias escondem lagos, cavernas e baías tranquilas. Não é uma viagem de recife tropical nos moldes de alguns destinos do Atlântico ou dos Açores, mas uma estadia construída em torno de naufrágios, estruturas metálicas e saídas de barco entre paisagens de pedra.

O mergulho aqui

A experiência subaquática alterna naufrágios da Segunda Guerra Mundial, recifes, pináculos calcários e ambientes fechados. No Lusong Gunboat, entre a superfície e os doze metros, a exploração é descontraída e também possível em PMT; no Twin Peaks, os jardins de coral descem até aos 25 metros. Já o Kogyo Maru, o Akitsushima e o Kyokuzan Maru pedem maior controlo de flutuabilidade para observar porões, vigas e passagens sem levantar sedimento. A corrente é geralmente ligeira, embora possa ganhar força no Kogyo Maru, no Irako e pontualmente no Twin Peaks. A visibilidade varia com o plâncton, os sedimentos remexidos e o vento. As saídas são sobretudo de barco, com vários mergulhos no mesmo dia e possibilidade de alternar naufrágios profundos com locais rasos. Uma lanterna dá vida ao interior escuro dos cascos.

Três mergulhos a não perder

A fauna submarina

Coron recompensa quem observa a estrutura com calma. No Olympia Maru surgem grandes cardumes de peixe-morcego junto ao cargueiro pousado na vertical; no Kogyo Maru, um trator, um compressor e sacos de cimento permanecem nas caixas de carga, agora envolvidos por coral e vida marinha. As tartarugas marinhas aparecem regularmente durante todo o ano, enquanto nudibrânquios e pequenos sujeitos macro permitem mergulhos mais lentos, sobretudo nos recifes e nas reentrâncias dos destroços. Nas zonas exteriores, os corais e os cardumes completam a paisagem metálica. As raias-manta podem ser encontradas ocasionalmente na estação seca, em áreas de ilhas exteriores, mas não devem ser o motivo central da viagem. Aqui, a fauna acompanha os naufrágios; não os substitui.

Possíveis encontros subaquáticos

Quando ir

A época medida indica mar mais calmo de abril a outubro, enquanto a precipitação é geralmente mais baixa de novembro a maio. Para uma viagem centrada nas travessias de barco, a janela mais equilibrada tende a estender-se de novembro a abril: a estação seca favorece operações mais previsíveis e melhor visibilidade provável entre novembro e maio. Julho, agosto e setembro são menos cómodos por causa da monção de sudoeste, que pode tornar a navegação e alguns locais expostos menos práticos. Os meses secos trazem também mais movimento junto aos naufrágios conhecidos. Uma combinação de fato fino completo de três milímetros ou shorty costuma ser suficiente.

Nível exigido

Coron serve tanto ao mergulhador Open Water como a quem procura profundidade e exploração de naufrágios. O Okikawa Maru, o Lusong Gunboat e vários recifes permitem mergulhos exteriores acessíveis, mas a profundidade não é o único critério: a estrutura pode ser apertada e o sedimento levanta-se facilmente. Advanced Open Water é recomendado para os naufrágios mais fundos. Para penetrar, é necessária formação de Mergulhador de Naufrágios; Nitrox é particularmente útil numa sequência de dias repetitivos. O Irako, até aos 45 metros, exige preparação profunda específica e experiência recente.

No local

A viagem começa em Lisboa ou no Porto, normalmente com um voo de longo curso, uma ou duas ligações e o trajecto doméstico nas Filipinas até ao aeroporto de Busuanga. Não há aeroporto em Coron: à chegada, é necessário seguir por estrada até à vila de Coron e depois continuar de barco para as zonas de mergulho. O percurso total desde a Europa costuma ocupar cerca de 18 a 24 horas, consoante as ligações. Na vila, muitos alojamentos ficam a uma caminhada do centro de mergulho; nos restantes casos, resolve-se o pequeno trajecto de triciclo ou com a viatura do próprio centro. As condições meteorológicas podem alterar as travessias para locais mais expostos.

Dicas locais

Coron deve ser lido como um destino de naufrágios, não como uma extensão tropical dos Açores. Nos cascos, o essencial é controlar a posição das barbatanas e a flutuabilidade para preservar a visibilidade e evitar contacto com chapas, vigas e coral. Convém marcar os naufrágios mais procurados no início da estadia e da manhã, antes de a fadiga e a rotação dos barcos pesarem sobre o mergulho. Os mergulhadores devem confirmar antecipadamente quais as regras de penetração: o exterior do Okikawa Maru ou do Olympia Maru é uma coisa; entrar em estruturas com cabos, sedimento e passagens estreitas é outra. Uma lanterna própria faz diferença no interior dos cascos. Quem prefere fotografia pode pedir percursos exteriores e rasos, onde as linhas do navio, os cardumes e a luz ficam mais fáceis de enquadrar. É prudente deixar margem no programa para uma alteração de travessia causada pelo vento. Em áreas protegidas, não se toca no recife nem no naufrágio, não se recolhe vida marinha ou artefactos e não se ancora onde existem amarrações.

Organizar a estadia

Uma estadia de quatro a sete dias permite encaixar os principais naufrágios, reservar tempo para Barracuda Lake, Cathedral Cave, recifes e mergulhos macro, além de manter alguma folga para o estado do mar. A base natural é a vila de Coron, com os dias organizados em saídas de barco e intervalos entre blocos de mergulho. Para acompanhantes, as lagoas, os lagos, as praias, os miradouros e os passeios pelas ilhas calcárias dão ao destino uma dimensão que não termina quando se fecha a garrafa.

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