Cruzeiros · Tailândia
Explorer — um liveaboard de madeira para mergulhar o Andaman
O que torna este barco único
- O Explorer percorre as Similan, Surin, Koh Bon, Koh Tachai e Richelieu Rock em cruzeiros de 6 a 14 dias.
- O convés de mergulho tem plataforma, sombra, tanques de lavagem, adaptadores DIN, nitrox disponível e um bote de apoio.
- As cabines têm ar condicionado, janela com vista para o mar e casa de banho privada nas categorias ensuite.
- As viagens mais longas chegam a 25 mergulhos em oito dias, com mergulhos noturnos incluídos.
- A comida é servida em buffet, com cozinha local e opções vegetarianas e vegan.
O convite
O Explorer é para quem quer passar vários dias a mergulhar no mar de Andaman sem regressar ao porto entre cada saída. A rota liga as Ilhas Similan a Koh Bon, Koh Tachai, Surin e Richelieu Rock, com versões mais curtas para quem tem menos tempo e viagens prolongadas para quem quer ficar realmente na água. O barco não tenta parecer um hotel novo: é uma plataforma de mergulho construída para levar um grupo pequeno até aos locais que fazem esta região valer a viagem. Há espaço para mergulhadores, praticantes de snorkeling e não mergulhadores, mas o centro de gravidade está no convés, nos briefings e na sequência de entradas na água. Escolhe-se o Explorer para acordar já junto aos locais do norte, fazer mergulhos noturnos e deixar que a viagem seja organizada à volta do mar, não do transporte entre hotéis e barcos.
Subir a bordo
Ao subir a bordo, o Explorer apresenta-se como um barco de trabalho confortável, com linhas de madeira, áreas abertas e um convés de observação onde se pode ficar entre uma saída e outra. A renovação de 2024 ajuda a explicar o equilíbrio entre o caráter de um barco já vivido e as comodidades que se esperam hoje: cabines climatizadas, internet, água quente e espaços próprios para equipamento e fotografia. O desenho favorece a vida prática do mergulho; não é preciso atravessar um labirinto para chegar ao convés ou voltar à cabine. Há um salão com bar, terraço e zonas de descanso, além de um bote de apoio para as operações na água e para visitas à praia quando a rota o permite. A avaliação do barco fica abaixo da da tripulação e da comida. É uma diferença honesta: o casco tem mais história do que brilho, mas as pessoas a bordo são precisamente o que faz essa escolha funcionar.
O ambiente a bordo
O ambiente do Explorer tende a formar-se depressa porque o grupo partilha o mesmo convés, as mesmas refeições e vários mergulhos por dia. Com um máximo de 16 passageiros, é fácil reconhecer quem prefere procurar nudibrânquios, quem espera pelos grandes pelágicos e quem passa o intervalo a tratar das câmaras. A tripulação torna-se parte visível da rotina: ajuda com o equipamento, orienta a circulação e mantém a operação a avançar entre entradas e saídas da água. A comida recebe uma avaliação de 9,6; a tripulação e o mergulho, 9,1. O barco fica nos 7,5. Essa combinação descreve bem a experiência: não se compra acabamento de luxo, ganha-se uma equipa que compensa o envelhecimento do casco e uma vida coletiva centrada no mergulho. À noite, o grupo costuma juntar-se nas áreas comuns, enquanto quem ainda tem energia escolhe o convés e o céu aberto.
Os locais onde se mergulha
As rotas atravessam o eixo clássico do Andaman: Similan Islands, Koh Bon, Koh Tachai, Surin Islands e Richelieu Rock, com partidas e chegadas entre Thap Lamu e Khuraburi. As partidas registadas incluem viagens South to North e North to South de 6 dias e 5 noites, versões de 9 dias e 8 noites, um circuito de 14 dias e 13 noites entre Thap Lamu, as Similan e o norte, e uma viagem de 4 dias e 3 noites por Surin, Koh Tachai e Richelieu. Nas fichas de locais, Southwest Pinnacle desce a -40 m entre pináculos de granito e anémonas, com possibilidade de tubarão-baleia e pelágicos. Koh Bon é procurado pelas raias manta na parede e nas estações de limpeza, sobretudo entre janeiro e maio. Nas Similan, rochas gigantes, recifes e corrente criam um mergulho mais exigente, até -40 m. Koh Tachai chega a -40 m; Surin é mais acessível, até -25 m, com corais e praias tranquilas. North Point tem canais rochosos até -35 m e tubarões-leopardo. Southwest Pinnacle e Sail Rock, no Golfo da Tailândia, oferecem pináculos de granito até -40 m e -42 m; Sattakut Wreck chega a -30 m. No lado de Phuket, South Tip alcança -70 m, Koh Tachai Pinnacle -40 m, King Cruiser Wreck -35 m, Boonsung Wreck -18 m e Racha Noi oferece encontros com raias manta e pastenagas.

Similan Islands →
Prof. máx. · 40 m

Koh Bon →

Koh Tachai →
Prof. máx. · 40 m

Surin Islands →
Prof. máx. · 25 m

Richelieu Rock →
Prof. máx. · 35 m

Southwest Pinnacle →
Prof. máx. · 40 m

North Point →
Prof. máx. · 35 m

Sail Rock →
Prof. máx. · 42 m

Sattakut Wreck →
Prof. máx. · 30 m

South Tip →
Prof. máx. · 70 m

Koh Tachai Pinnacle →
Prof. máx. · 40 m

King Cruiser Wreck →
Prof. máx. · 35 m

Boonsung Wreck →
Prof. máx. · 18 m

Racha Noi →
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, o espetáculo repete-se em formas diferentes: barracudas, tubarões-baleia, tubarões-leopardo, meros, raias manta, tubarões de recife, atuns, tartarugas, moreias, carangues, fusiliers e nudibrânquios aparecem em muitos dos locais. Não são garantias; são os animais registados ao longo do itinerário. As correntes e as estações de limpeza explicam parte da atração. Em Koh Bon, as raias manta podem surgir junto à parede entre janeiro e maio, enquanto Koh Tachai e as Similan também podem receber mantas e tubarões-baleia quando as condições atraem grandes pelágicos. Alguns encontros dão uma razão precisa para entrar na água: Racha Noi é o único ponto da rota onde foi registado o tubarão cinzento de recife e a enguia-jardineira; South Tip concentra o peixe-unicórnio e o peixe-balisto; Surin é o local do lagostim e do peixe-papagaio-de-cabeça-grande. Em Sail Rock, procuram-se o atum-dente-de-cão, o thazard e a castanhola. Boonsung Wreck acrescenta o peixe-porco-espinho, enquanto King Cruiser Wreck é o ponto do tubarão-bambu.
Quem vos põe na água
A operação funciona em inglês, alemão, tailandês e francês, línguas faladas pela equipa. Os briefings organizam o grupo antes de cada entrada e o equipamento é preparado no barco quando se usa material Sea Dragon; a verificação final continua a ser responsabilidade de cada mergulhador. O rácio exato de mergulhadores por guia a bordo não é indicado, por isso não se deve prometer grupos de quatro como nas saídas de um dia. O Explorer recebe mergulhadores, praticantes de snorkeling e não mergulhadores, e a experiência de Advanced Open Water pode ser combinada com um liveaboard. A equipa está formada em primeiros socorros. A segurança inclui oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes, botes salva-vidas, alarmes e extintores, radar, sonar, GPS e rádio VHF/DSC/SSB. Há também detetor de peixes, bomba de porão, telefones móveis e satélite e foguetes de socorro. O nível de certificação mínimo e o número de mergulhos recentes exigidos para cada rota não são indicados.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem uma plataforma de entrada e saída, zona sombreada, suportes para cilindros, tanques de lavagem e chuveiros exteriores. Há adaptadores DIN, equipamento de aluguer, configurações para sidemount e suporte para mergulho técnico. Cilindros de 15 litros estão disponíveis mediante suplemento; o tipo de metal dos cilindros não é indicado. O nitrox está disponível como serviço opcional, mas não é especificado se é produzido por membrana nem quem faz a mistura. Quem leva o próprio equipamento transporta-o no táxi até ao barco; quem usa equipamento Sea Dragon encontra-o previamente levado e montado pela equipa. Depois do briefing, cada mergulhador deve verificar pessoalmente o conjunto. Existe uma área de fotografia com tanque de lavagem separado. Um único bote de apoio acompanha as operações e pode transportar mergulhadores ou levar passageiros à praia quando isso é possível. O barco dispõe ainda de oxigénio, primeiros socorros e comunicações de emergência.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o lugar natural é o convés sombreado, onde se pode deixar o equipamento, secar o fato e recuperar sem ficar exposto ao sol o tempo todo. O terraço e o convés de observação servem para quem prefere vento e horizonte; o bar e as zonas de descanso ficam para uma pausa mais abrigada. Quando a rota e as condições permitem, o bote leva passageiros até à praia, e também é possível fazer snorkeling a partir do barco. As visitas às praias das Similan e das Surin dão uma mudança de ritmo entre blocos de mergulho. Para fotógrafos, há uma área própria e um tanque de lavagem separado para câmaras. O resto do intervalo é menos cinematográfico e mais útil: comer, beber água, rever o briefing seguinte e dormir alguns minutos antes de voltar à plataforma.
Um dia a bordo
Um dia de mergulho começa antes de o calor apertar, com o primeiro briefing, a preparação do cilindro e a entrada na água. Seguem-se o regresso à plataforma, o pequeno-almoço ou outra refeição, um intervalo para descansar e o briefing seguinte. Nas viagens do Explorer, o programa publicado indica 9 mergulhos em três dias, 16 em cinco dias e 25 em oito dias; as versões mais longas incluem mergulhos noturnos, chegando a três em oito dias. O ritmo não é uma fila de horários iguais: muda conforme o local, a corrente, a navegação e a possibilidade de parar numa praia. Entre saídas, há comida, snacks, snorkeling, câmaras a lavar e corpos a recuperar à sombra. Ao fim do dia, o mergulho noturno troca a luz das rochas por lanternas, pequenos animais e um convés mais quieto no regresso. Depois vêm o jantar e o sono, enquanto o barco se reposiciona para a manhã seguinte.
O que se come a bordo
A cozinha serve buffet com pratos de inspiração local, e há opções vegetarianas e vegan. As bebidas não alcoólicas, água, chá, café e snacks acompanham o dia; cerveja e vinho estão disponíveis à parte. A mesa tem uma função prática: depois de um mergulho, o prato aparece sem cerimónia complicada e permite comer, hidratar-se e voltar a preparar o equipamento. O buffet também funciona melhor do que refeições muito formais num barco onde os horários dependem da sequência dos mergulhos e da navegação. Nas viagens longas, a comida torna-se parte da rotina que sustenta o grupo, sobretudo entre mergulhos noturnos e manhãs começadas cedo. A nota da comida é a mais alta entre os critérios publicados, e isso diz muito sobre o que se ganha a bordo: não é apenas ter refeições incluídas, é poder contar com elas durante uma semana inteira de água salgada, sol e esforço.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines compactas, climatizadas e com janela para o mar. As categorias principais são cabines duplas ou twin com casa de banho privada; as cabines Standard Double oferecem uma solução mais simples. O espaço serve para guardar a bagagem e dormir entre dias longos de mergulho, não para espalhar malas pelo quarto. O ar condicionado é importante depois de quatro entradas na água, enquanto a janela dá alguma luz e contacto com o exterior quando o barco está fundeado. O Explorer tem nove casas de banho para o grupo, o que reduz a espera nos momentos de regresso ao barco. Entre o movimento do motor, a água contra o casco e a preparação da primeira saída, o barco não fica silencioso como um hotel. Quem dorme leve deve levar isso em conta; quem gosta de sentir que está no mar reconhecerá a noite pelo som.
Camarote duplo #1 com casa de banho privativa
Camarote duplo #2 com casa de banho privativa
Camarote duplo/twin #3 com casa de banho privativa
Camarote duplo/twin #4 com casa de banho privativa
Camarote duplo/twin #5 com casa de banho privativa
Camarote duplo/twin #6 com casa de banho privativa
Camarote duplo standard #7
Camarote duplo standard #8
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas e chegadas dependem da rota: Thap Lamu e Khuraburi são usados nos cruzeiros das Similan, Surin, Koh Bon, Koh Tachai e Richelieu Rock. Há viagens South to North, North to South e circuitos que regressam ao porto de partida. O transfer do aeroporto pode ser organizado como serviço opcional; a origem e os dados do voo devem ser comunicados para o organizar. Para uma partida a partir de Thap Lamu ou Khuraburi, chegar na véspera dá margem para fazer o check-in, tratar da bagagem e chegar ao porto sem transformar o primeiro mergulho da viagem numa corrida.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2001
- Ano de renovação
- 2024
- Comprimento
- 25 m
- Boca
- 7 m
- Número máximo de passageiros
- 16
- Número de cabines
- 8
- Número de casas de banho
- 9
- Motores
- 1
- Velocidade de cruzeiro
- 8 nós
- Botes de apoio
- 1
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