Cruzeiros · Tailândia
Manta Queen 7 — um liveaboard de madeira feito para mergulhar
O que torna este barco único
- Uma rota de 5 dias e 4 noites pelo norte do mar de Andamão, entre as Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Richelieu Rock e o naufrágio Boonsung.
- O convés de mergulho tem plataforma de entrada na água, área coberta, tanques de lavagem e um bote de apoio.
- Há cabines climatizadas twin, duplas e quádruplas, com opções com ou sem casa de banho privada.
- A tripulação é mais bem avaliada do que o barco: 8,9 contra 7,4, enquanto a comida chega a 9,6 e o mergulho a 9,1.
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O convite
Escolhe-se o Manta Queen 7 para passar quatro noites a perseguir os melhores pontos do norte do Andamão, não para encontrar um hotel novo em folha. É um liveaboard de madeira com uma operação de mergulho bem organizada, uma grande varanda ao sol e uma equipa que recebe avaliações claramente acima do casco. A rota junta recifes, pináculos, estações de limpeza e naufrágios: há espaço para procurar manta e tubarão-baleia, mas também para passar um mergulho inteiro a seguir cardumes junto ao metal coberto de coral. O barco faz sentido para quem aceita algum caráter vivido em troca de uma semana centrada na água, com refeições prontas, equipamento preparado e a próxima entrada no mar sempre perto.
Subir a bordo
A chegada ao Manta Queen 7 tem mais de barco de trabalho do que de resort: um casco de madeira, uma plataforma de mergulho e uma circulação pensada para que o grupo passe depressa da cabine para o equipamento e daí para a água. O barco foi construído em 2010 e renovado em 2015; não esconde que já tem vida no mar, mas também não se apresenta como uma embarcação abandonada ao desgaste. Há um salão interior climatizado, zona de refeições ao ar livre e uma grande terraza onde o espaço aberto pesa mais do que a decoração. O resultado é simples: durante o dia, o barco está organizado à volta do mergulho; entre saídas, sobe-se para o sol ou procura-se sombra no convés.
O ambiente a bordo
O ambiente é de grupo pequeno o suficiente para as pessoas se reconhecerem rapidamente, mas com cabines e zonas distintas para criar algum silêncio quando é preciso. A tripulação segura a parte invisível do dia: equipamento no lugar, refeições entre saídas, embarques coordenados e ajuda no convés quando todos regressam ao mesmo tempo. A organização recebe uma nota de 8,9, acima da avaliação do barco, e isso explica o caráter real do Manta Queen 7: o conforto não vem de acabamentos luxuosos, vem de uma equipa que mantém a semana a funcionar. Ao fim do dia, a conversa tende a voltar aos animais vistos, à corrente do mergulho seguinte e às fotografias que ainda precisam de ser descarregadas.
Os locais onde se mergulha
A rota registada dura 5 dias e 4 noites, com saída e regresso a Khao Lak, e passa por Similan Islands, Koh Bon, Koh Tachai, Richelieu Rock e Boonsung Wreck. Nas Similan, os recifes, as rochas gigantes e a corrente podem levar o mergulhador até aos -40m, com possibilidade de tubarão-baleia, manta e tubarões de recife. Koh Bon é procurada pela parede onde as raias manta podem parar numa estação de limpeza; o encontro é especialmente associado ao período entre janeiro e maio. Koh Tachai desce até aos -40m num pináculo de granito e corais, onde pelágicos e macrofauna dividem o mesmo cenário. No Boonsung Wreck, até -18m, o antigo dragueiro de estanho desaparece por momentos atrás dos cardumes. Richelieu Rock completa a rota como o grande ponto de referência do norte do Andamão.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, barracudas, moreias, nudibrânquios, carangues e fusiliers aparecem em muitos dos locais, enquanto meros, tartarugas, tubarões de recife, tubarões-baleia, mantas e atuns podem surgir em vários pontos. Não é uma lista de encontros garantidos: são animais que justificam olhar para além do primeiro cardume. Em Koh Bon, a parede funciona como estação de limpeza e, entre janeiro e maio, pode receber raias manta; também há possibilidade de raias-águia e tubarões-baleia. O peixe-pedra é a procura específica do Boonsung Wreck. Koh Tachai é o ponto indicado para a tartaruga-de-pente e o verme-platelminto. Nas Similan, os recifes e a corrente podem trazer pelágicos maiores. O mero-gigante está registado apenas no HTMS Khram Wreck, fora da rota norte indicada, enquanto o peixe-papagaio-corcunda é a razão especial para ir às Surin Islands.
Quem vos põe na água
Cinco profissionais de mergulho e seis elementos de tripulação trabalham a bordo. Os guias e instrutores são certificados pela PADI, os grupos de mergulho são organizados com quatro mergulhadores e a equipa fala inglês, neerlandês, alemão, espanhol e italiano. Há formações PADI disponíveis, incluindo Open Water, Advanced Open Water, Rescue, Deep, fotografia digital e nitrox; estas formações são serviços opcionais, não parte automática da viagem. Antes da entrada na água, o buddy check é obrigatório. A segurança inclui oxigénio, primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, sonar, detector de peixes, coletes, botes salva-vidas, alarme de incêndio e extintores. A presença de guias em grupos reduzidos vale mais aqui do que uma promessa vaga de acompanhamento personalizado.
O convés de mergulho e o equipamento
O equipamento standard inclui cilindros de 12 litros em alumínio, com válvulas DIN e INT. Cilindros de 15 litros e conjuntos duplos de 12 ou 15 litros estão disponíveis mediante suplemento. O nitrox pode ser usado nos cilindros de 12 e 15 litros, também como serviço pago. O equipamento de aluguer é da ScubaPro e inclui conjuntos com colete, regulador e computador de mergulho entre os itens disponíveis. No convés encontram-se plataforma de mergulho, área sombreada, adaptadores DIN, bacias de lavagem e uma zona de enxaguamento separada para câmaras. Há um bote de apoio Yamaha de 40 HP, além de duches exteriores. A operação fotográfica é tratada como parte séria do mergulho, não como um canto improvisado.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o lugar natural é a grande terraza ensolarada. Há espaço para estender a toalha, deixar o equipamento fotográfico na zona própria ou simplesmente ficar sentado enquanto o barco muda de ponto. O convés de mergulho tem uma área sombreada, importante quando o intervalo coincide com o sol forte, e duches exteriores para tirar o sal antes de subir. O bote de apoio também permite aproximar-se de praias durante a viagem. Quando não há mergulho imediato, o barco oferece uma escolha clara: sombra junto à operação de mergulho, salão climatizado ou céu aberto no convés superior.
Um dia a bordo
O dia começa antes do amanhecer, com o primeiro briefing e a preparação do equipamento no convés. Depois da entrada na água, o regresso encontra comida pronta, seguida de um intervalo curto antes de voltar a preparar cilindro, máscara e computador. Entre os mergulhos há snacks, fruta, duches e tempo para dormir na sombra ou rever fotografias; durante a navegação, a terraza é o melhor lugar para acompanhar a mudança de cenário. O ritmo repete-se até ao último mergulho do dia, com a possibilidade de mergulho noturno quando o programa o inclui. Não há necessidade de inventar um horário rígido: a vida a bordo é marcada pela sequência briefing, mergulho, refeição, descanso e nova entrada na água.
O que se come a bordo
A cozinha serve buffet com pratos ocidentais e locais, incluindo opções vegetarianas e vegan. As refeições são preparadas a bordo e há fruta, snacks ao longo do dia, café, chá, água potável e bebidas não alcoólicas. Num cruzeiro de mergulho, a mesa tem uma função prática: comer sem esperar demasiado, recuperar calorias e voltar ao convés para a preparação seguinte. O jantar pode ser feito ao ar livre, o que combina melhor com este barco do que uma sala formal. A nota de 9,6 para a comida é o sinal mais forte de que a cozinha não é apenas uma parte logística da viagem.
As noites no mar
As noites são passadas em cabines climatizadas, com beliches twin, camas duplas ou quatro camas partilhadas. As categorias com casa de banho privada convivem com cabines sem casa de banho própria, por isso a escolha do quarto muda bastante a experiência a bordo. As cabines ficam no convés principal e têm janela standard; não são suites, mas dão um lugar fechado para dormir entre dias repetitivos de mergulho. O salão climatizado serve para baixar o ritmo depois do jantar, enquanto a terraza fica com quem prefere ar aberto. Wi-Fi e entretenimento áudio e vídeo existem a bordo, embora a ligação possa depender do sinal durante a navegação.
Camarote twin com beliches (sem casa de banho privativa)
Camarote quádruplo
Camarotes twin com beliches com casa de banho privativa
Camarotes duplos com casa de banho privativa
O que é preciso saber antes de embarcar
A rota parte e regressa a Khao Lak. As transferências de aeroporto e hotel aparecem incluídas para a zona de Khao Lak; uma transferência partilhada entre Phuket e Khao Lak no dia de partida e no regresso é tratada à parte. A equipa de transferências avisa os passageiros sobre os detalhes da deslocação. Chegar a Khao Lak na véspera é a opção prudente, para não transformar um atraso de voo no problema que faz perder o embarque.
- Ano de construção
- 2010
- Ano de renovação
- 2015
- Comprimento
- 27 m
- Boca
- 6 m
- Número máximo de passageiros
- 24
- Número de cabines
- 10
- Número de casas de banho
- 8
- Motores
- 2 × Hino 450 cv, 10 cilindros
- Velocidade de cruzeiro
- 8-9 nós
- Botes de apoio
- 1 × Yamaha 40 cv
- Site
- mantaqueen.com ↗
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