Cruzeiros · Tailândia
Smiling Seahorse — um barco feito para mergulhar e fotografar
O que torna este barco único
- Construído de raiz para mergulhadores, com casco de aço, plataforma de mergulho espaçosa e sala dedicada à fotografia.
- Os grupos entram na água com até quatro mergulhadores por guia.
- As rotas ligam Ranong ao Norte e ao Sul do mar de Andamão, às ilhas Mergui e aos Burma Banks.
- A bordo há cozinha tailandesa e internacional, quatro mergulhos por dia e espaço para descansar entre eles.
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O convite
O Smiling Seahorse é para quem quer passar a semana debaixo de água, não para quem procura apenas um quarto sobre o mar. Foi construído de raiz para mergulhadores e fotógrafos, com espaço para guardar, lavar e carregar equipamento delicado. A plataforma larga torna mais simples preparar o cilindro, entrar na água e voltar a bordo sem transformar cada mergulho numa manobra apertada. A escolha de rotas é outro motivo para vir: de Ranong, o barco alcança o Norte e o Sul do mar de Andamão, incluindo Richelieu Rock, Hin Daeng, Hin Muang e Koh Lipe, além do arquipélago Mergui e dos Burma Banks. O encontro pode ser com um grande animal no azul ou com uma criatura pequena escondida no coral. O barco deixa espaço para procurar os dois.
Subir a bordo
A chegada não é a de um velho barco de pesca adaptado à pressa. O Smiling Seahorse fez a primeira viagem em 2018 como um barco pensado desde o início para mergulho, com casco de aço e dois motores preparados para avançar pelo mar aberto. A diferença sente-se na forma como os espaços foram distribuídos: a circulação não depende de corredores interiores, as portas abrem para o exterior e cada convés tem uma função clara. No convés superior ficam a zona comum, as cabines standard e a área onde se fazem os briefings; mais acima, o espaço aberto recebe sombra, espreguiçadeiras, colchões e uma sala de estar exterior. A proa descoberta serve para apanhar sol e, à noite, olhar as estrelas. Não é um barco de madeira com uma história anterior para contar. É um barco relativamente recente, desenhado em torno do mergulho.
O ambiente a bordo
O ambiente é próximo sem ser forçado. Com grupos pequenos e uma relação de tripulação por passageiro próxima de um para um, a mesma pessoa pode ajudar com o equipamento de manhã, explicar uma criatura ao almoço e recordar à noite onde estava o fotógrafo que precisava de mais tempo no fundo. A tripulação trabalha em inglês, francês e espanhol. O resultado é um barco descontraído, limpo e bem organizado, onde a comida ocupa um lugar tão forte quanto o mergulho. À noite, depois do último regresso à plataforma, entram a cerveja, o vinho ou a conversa no convés. Quem prefere silêncio encontra uma rede ou um colchão no topo; quem quer prolongar o dia fica na zona comum, entre fotografias, livros de identificação e histórias do mergulho.
Os locais onde se mergulha
As partidas e regressos são em Ranong. No Norte de Andamão, as rotas passam pelas Similan Islands, Surin Islands e Richelieu Rock; no Sul, chegam a Koh Lanta, Phi Phi e ao Parque Nacional de Koh Lipe e Tarutao. Richelieu Rock é um pináculo em forma de ferradura, coberto sobretudo por corais moles, onde a corrente pode trazer barracudas, tubarões, mantas e, com sorte, um tubarão-baleia; há também cavalos-marinhos, peixe-cachimbo-fantasma, nudibrânquios e camarões escondidos no relevo. Hin Daeng e Hin Muang são pináculos e paredes para mergulhadores avançados, com correntes, gorgónias, cardumes e possibilidade de mantas e tubarões-leopardo. Stonehenge, no arquipélago Butang, junta grandes blocos, jardins de coral mole e vida pequena nos chicotes. As rotas Mergui Archipelago e Mergui Archipelago & Burma Banks duram 8 dias e 7 noites ou 9 dias e 8 noites; há também uma versão de uma semana, com 7 dias e 6 noites. As viagens “extra Blackwater” duram 8 dias e 7 noites.
Quem vos põe na água
Quatro instrutores trabalham a bordo para manter os grupos até quatro mergulhadores por guia. Antes do primeiro mergulho há um briefing geral sobre os procedimentos; depois, cada grupo recebe uma explicação própria sobre corrente, entrada, plano e capacidades dos seus mergulhadores. A equipa fala inglês, francês e espanhol e pode conduzir formações PADI e ISC durante o cruzeiro, desde Advanced Open Water e Rescue Diver até especialidades e formação de Divemaster. O barco não é adequado para fazer o curso Open Water de raiz; quem está a começar deve chegar já certificado. Para a formação de Divemaster são exigidos Advanced, Rescue, EFR válido e 20 mergulhos registados, além de várias viagens de mergulho. Na segurança, há oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, radiobaliza, GPS, sonar, coletes, botes salva-vidas, alarmes de incêndio e extintores. O briefing de segurança acontece no início de cada viagem.
O convés de mergulho e o equipamento
O centro da operação é uma plataforma de mergulho larga e sombreada, com tanques de lavagem e botes de apoio para os mergulhadores. Há adaptadores DIN, cilindros de aluguer, mergulho sidemount e suporte para rebreather; o aluguer de equipamento e o nitrox estão disponíveis como opções. Para fotógrafos, a sala de câmaras tem espaço de trabalho, estações de carregamento e enxaguamento separado para câmaras, evitando que uma caixa delicada fique misturada com o restante equipamento. O barco tem ainda uma zona própria para enxaguar material fotográfico. O que não se encontra aqui é uma promessa vaga de “barco para fotógrafos”: existe uma sala onde se monta, lava e carrega o equipamento entre mergulhos. A plataforma e os botes tratam da passagem entre o convés e a água.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o lugar mais fácil para desaparecer é o convés superior: há uma área sombreada com sala de estar exterior, colchões e espreguiçadeiras. Na proa, o espaço fica aberto ao sol; na popa, um sofá grande com almofadas serve para uma sesta sem cerimónia. A navegação pode ser passada com um livro da biblioteca, um jogo, uma conversa ou a observar as ilhas a passar. Quando o barco fica junto a uma praia, há caiaques para chegar a terra, nadar ou fazer snorkeling. A sala de fotografia permite tratar do equipamento sem o deixar espalhado pela cabine, enquanto as zonas de descanso mantêm o convés livre para quem acabou de sair da água.
Um dia a bordo
O dia começa com café e algo leve antes do primeiro briefing e do mergulho das 7h. O pequeno-almoço completo espera no regresso, por volta das 8h, quando o equipamento fica a secar e há tempo para uma sesta, uma fotografia ou um mergulho de caiaque. O segundo mergulho acontece por volta das 11h; o almoço é servido às 12h. Depois vem outro intervalo, o lanche da tarde e o terceiro mergulho às 15h. O último mergulho pode ser ao pôr do sol ou noturno, e há mergulhos noturnos todos os dias. Só depois dele aparecem a cerveja, o vinho ou o jantar. Entre uma entrada na água e a seguinte, o barco navega, muda de ancoradouro ou fica parado junto a uma ilha. É um ritmo exigente, mas simples: mergulhar, comer, descansar e voltar a mergulhar.
O que se come a bordo
A cozinha mistura pratos tailandeses e internacionais, com buffet, refeições à carta e churrasco em todas as viagens. Choui, o cozinheiro que acompanha o barco desde 2012, prepara saladas, pad thai, arroz frito, caris, sopas e pratos de barbecue; há opções vegetarianas e veganas, além de atenção a intolerâncias e alergias comunicadas antes da viagem. O dia começa com café e alguns bocados antes do primeiro mergulho, às 7h. O pequeno-almoço completo vem depois, por volta das 8h. O almoço segue o segundo mergulho, às 12h, e há um lanche por volta das 16h, muitas vezes com crepes, fritos de banana ou spring rolls. O jantar só acontece depois do mergulho do fim do dia ou do mergulho noturno. Aqui, comer não é uma pausa entre atividades: é a recuperação necessária para voltar à água.
As noites no mar
As noites são passadas em cabines com ar condicionado e vista para o mar. Há categorias standard, deluxe e master; algumas cabines têm varanda, e as cabines standard podem ser organizadas com cama dupla ou beliches, conforme viajem um casal, amigos ou um mergulhador sozinho. O convés superior fica na parte dianteira do barco, longe da zona principal das refeições, enquanto o espaço comum ocupa a popa. Depois do último mergulho, pode escolher-se uma cabine tranquila, uma rede à sombra ou o convés aberto. A iluminação baixa, as almofadas e o ar quente do Andamão fazem o resto. O barco tem cabines familiares, não fumadores e casas de banho privativas.
Camarotes master
Camarotes de luxo
Camarotes standard
O que é preciso saber antes de embarcar
A viagem parte e termina em Ranong. Podem ser organizados transfers entre o aeroporto ou o hotel e o ponto de embarque, mas esse serviço é opcional. Chegar a Ranong na véspera dá margem para qualquer atraso e evita começar o cruzeiro a correr diretamente para o barco.
O que o barco faz pelo oceano
O Smiling Seahorse segue os princípios Green Fins, usa garrafas reutilizáveis para reduzir plástico e oferece sabonete, champô e amaciador recarregáveis e seguros para os recifes. A operação procura reduzir, reutilizar e reciclar, apoia projetos de ciência marinha e ações de limpeza, e pede à equipa que participe na conservação do oceano. O barco também integra a comunidade Manta Trust de operadores comprometidos com a conservação das mantas e com um turismo de mergulho responsável.
- Ano de construção
- 2018
- Comprimento
- 25 m
- Número máximo de passageiros
- 16
- Número de cabines
- 8
- Número de casas de banho
- 8
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